sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Façam um esforço de memória. O grande pulha não pode escapar

Voltemos uns anos atrás.
Deixemos de lado algumas passagens mais lúcidas e credíveis no que se refere à ação politica.
Centremo-nos apenas nos atores que continuam no palco. As roupagens rosa, laranja, verde, ou vermelha, continuam a ser as mesmas. Na lapela continuam os dísticos com as letras PS, PSD, CDS, PCP. Os espectáculos foram quase sempre patrocinados com referências à social democracia, ao socialismo democrático e ao comunismo. Perdão, esquecemos que um também fala na democracia cristã. Corrigido o erro seria interessante saber se ao longo do tempo os espectadores se sentiram alguma vez ludibriados por o espectáculo não corresponder nem à partitura nem ao texto.
Até hoje aquilo que fomos vendo foi apenas que o palco se foi enchendo de atores secundários, familiares, membros dos grupos, reformados dos grupos, patrocinadores dos grupos, amigos dos grupos e mais alguns curiosos que se foram juntando.
O grande público apenas foi batendo palmas e pagando os bilhetes.
Apesar dos maus espectáculos que lhe foram sendo oferecidos, nunca deixou de ovacionar e exigir mesmo que alguns actores medíocres continuassem em palco. .
Se após 40 anos ainda houver gente que não tenha percebido o enorme embuste em que caímos é porque alguma coisa se passa com a capacidade de se analisar o que vai acontecendo à nossa volta.
O estertor final deste regime pode contudo estar perto.
O grande safardana levou mais de 5 anos a ser preso, mas pelo menos e por agora tem o rótulo 44.
O "pai disto tudo", que permitiu que existissem safardanas destes é o mesmo a quem muitos ainda prestam vassalagem por feitos que apenas têm a ver com momentos históricos que se viveram no século passado. Alguma consideração que tínhamos por Mário Soares esvoaçou-se com os ventos soprados de Évora.
O que é que preocupará tanto Soares para já ter ido 3 vezes ao presidio, dar entrevistas e escrever cartas e textos em jornais a jurar pela inocência do seu amigo e maior pulha nacional ?
O que é que o terá levado a "lançar para a frente" a sua mulher, que também veio a publico garantir que socrates é totalmente inocente.
E P. Monteiro ? e N. Nascimento ? e A. Costa ? e todos os que continuam a ir a Évora ?
É um caso politico ? Os milhões que ele movimenta "e que não se sabe donde é que vieram....desculpem, estou-me a rir"  não interessa ?
Então que se exijam responsabilidades ao grande safardana pelos contratos que fez com as PPPs, com as adjudicações fraudulentas de obras publicas, pela Cova da Beira, pelo Freeport. pelo Magalhães, pelos contratos com a Venezuela, pela venda da PT, pelos contratos vergonhosos para o TGV, pela sua ligação ao grupo Lena, à Martinfer, á Visabeira etc, etc, e que culminaram com a bancarrota do País.
Enquanto isso, o safardana e os amigos continuaram a viver à grande e à francesa com uns largos milhões à sua disposição e com o apoio estratégico de outros pulhas como relvas, ou loureiro, que tão bem simbolizam este Regime de merda que seria bom acabar já.
Para que isso aconteça é necessário que de forma definitiva deixemos de votar nestes partidos onde se acoitam tantos destes vermes que nada mais fizeram que enriquecer e garantir condições principescas para a família e amigos. 
Uma vergonha, tudo o que se passou e o que se está a passar. Para os que quiserem confirmar até que ponto se chegou consultem as estruturas dirigentes e quadros superiores das empresas publicas e de grandes organismos públicos e privados e lá estarão as mulheres, os filhos, os sobrinhos os amigos do partido e toda uma população subserviente que vive ás custas do erário publico e dos contratos de favor com o setor privado. Uma vergonha.
Você que vota, como nós também chegámos a votar nestes partidos, ainda não se apercebeu disto ?
Nós também andámos iludidos durante muitos anos.
Esperemos que no próximo ato eleitoral se torne evidente esta repulsa que pressentimos começar a espalhar-se por parte considerável da sociedade.




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sociedade condenada

Porque acabámos por chegar a este ponto, será bom refletirmos na urgência de se refundar o regime.
Enquanto isso não se verificar, analisemos cuidadosamente o que escreveu Ayn Rand e que tão bem se aplica ao nosso País.

A 2 de fevereiro de 1905 nasceu em S. Petersburgo a filósofa e escritora americana Alissa Zinovievna Rosenbaum, mais conhecida como Ayn Rand, falecida em Março de 1982 em Nova York.
Ficou famosa esta frase dela, que se aplica como uma luva ao que vivemos no mundo e em particular em Portugal nos dias de hoje:

Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a autorização de quem nada produz,
​ 
quando te deres conta de que o dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com favores, 
quando te deres conta de que muitos na tua sociedade enriquecem graças ao suborno e influências, e não ao seu trabalho, 
e que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles contra ti, 
quando enfim descubras ainda que a corrupção é recompensada e a honradez se converte num auto-sacrifício, 
poderás afirmar, taxativamente, sem temor a equivocar-te, que a tua sociedade está condenada. 

Entretanto deixamos um outro motivo de reflexão:
O que é que motiva o desespero de mário soares ao ponto de já ter absolvido sócrates ?
E pinto monteiro ?  porque é que anda tão nervoso e desassossegado ? 

Um abraço para todos e até breve.
Voltaremos quando se justificar
Carlos Luis

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Soares cada vez mais perto da irmã Lúcia

É com alguma dificuldade que vamos escrever sobre mário soares.
Por diversas razões pessoais que não vêm ao caso e porque até confiámos nele num breve período da nossa história, foi triste ver e ouvir o arrazoado  que proferiu em defesa do grande bandalho.
Para quem se quer ainda apresentar publicamente como paladino do estado de direito, chegou muito fundo ao considerar a justiça como uma bandalheira e assegurar que o seu amigo em qualquer situação será sempre absolvido.
Isto ao ser proferido por alguém que já está quase com 100 anos serve apenas para sorrir, condescendentemente, claro.
O lamentável é que a corja socialista ainda o empurra para estas tristes situações uma vez que grande parte deles são simples cobardes que vivem escondidos no sistema.

No entanto soares expressou de forma clara o que tem sido a opção socialista que vem minando as bases programáticas daquilo que poderia e deveria ter sido um partido na linha da social democracia ainda hoje praticada nos Países nórdicos.
Aqui, o que lhes interessou foi ocupar o máximo de cargos e cuidar o melhor possível dos apaniguados que os amparam. O País sempre foi uma coisa secundária. Servia para encomendarem obras publicas e a partir daí irem amealhando uma verbas lá fora ou cá dentro.
Sempre que qualquer coisa os incomodava, lembravam-se das cabalas e apelavam ao principio base a ser seguido e que é, Cagarem-se para a justiça. Quando não lhes interessa é evidente.
Como sabemos, isto já vem muito detrás.
Um dos estropicios que agora aparece de novo na 1ª linha, de nome ferro e apelido rodrigues, quando a coisa apertava, sacou imediatamente do estou-me cagando para a justiça.

Este sentimento de impunidade e de superioridade sobre o resto da população, foi aquilo que mário soares foi hoje transmitir a Évora.
Mas haverá esperança de que esta gente reconsidere a acção política  e assuma as responsabilidades que tem para com a sociedade ?
Não.
António Costa já demonstrou que não vai largar esta corja. Irá certamente tirá-la da ribalta e acoitá-la, à nossa conta, numas posições menos visíveis para ir compondo um ramalhete que já se percebe não será de rosas.

Analisando a frio, estes socialistas já demonstraram que se estão cagando para toda a gente, pois do somatório de todo o seu passado apenas sobrou um País na cauda da Europa.
Da acção politica que muita gente esperava apenas cresceu um volumoso grupo de oportunistas que engrossam o aparelho de Estado, em conjunto com muitos cabecilhas de outros partidos, que os têm acompanhado ao longo dos anos.
Este aproveitamento do erário publico em beneficio próprio abrange um volume considerável da classe politica. 
Mas, o pai de toda a corrupção e do desvario sem controlo, tem um nome e uma origem. Sócrates e partido socialista. 
E até que possa haver um milagre, daqui não saímos.

É que fomos entretanto informados que mário soares quis passar por fátima para confirmar se o 3º segredo já revelava a absolvição de sócrates.
As noticias são contraditórias. 
Parece que teve alguma dificuldade em ler o papel pois não levava óculos.
No entanto, num esforço considerável e inesperado para garantir que a profecia se irá cumprir, acabou por se tornar devoto da irmã Lúcia.
Ao que agora consta, sócrates ter-lhe-ia confessado que só a Virgem o poderia salvar pois tinha cometido alguns pecados capitais.
Soares não percebeu que ele queria dizer, pecados com capitais.

Muito proximamente iremos ver mario soares de joelhos em volta da capelinha das aparições.

Já não há espaço

Esta poderá ser a razão para que não se possa ir mais longe nas detenções que já deveriam ter sido feitas.
O próprio presidiário sócrates quase que escapava, pois conseguiu o lugar 44 e já só existe mais um.
Parece estar assim explicada a demora havida na comunicação judicial.
O advogado de sócrates tinha informação que já só existiam dois lugares disponíveis e havia a possibilidade de vara ou narciso os poderem vir a ocupar. 
Seria interessante que estando juntos pudessem ter tempo para analisar e discutir novos modos e modelos na estratégia de corrupção a praticar no futuro e prever um "modus faciendis" mais eficaz na prevenção das falhas que os levaram à presente situação.
Mas, até nem deve ser necessário muito esforço, pois até agora nenhum politico lamentou o envolvimento de sócrates em tantos casos comprovadamente duvidosos, depois de publicamente ter sido considerado corrupto, tendo ele mesmo dito que para as despesas em Paris tinha contraído um empréstimo que nem sequer chegaria para pagar os almoços, havendo movimentação comprovada de muitos milhões sem que se saiba a origem do dinheiro mas sabendo-se que é ele que o gasta etc, etc.
Nada disto incomoda os homens do regime.
O grande problema esteve na forma como se "humilhou" uma pessoa de bem. Perdão, queria dizer, de bens. 
Muitos bens que pertencem ao erário publico pois foram roubos feitos a todo um povo.

Está hoje demonstrado que as carpideiras do regime não tiveram razão na forma como vieram a publico chorar este bastardo.
Afinal tudo tinha sido preparado e previsto pelo "homem", sem ofensa para os restantes, após o almoço com o seu grande amigo e protetor monteiro.
Espertos como são, decidiram que amanhã vais a Paris, levas os documentos que tens aqui em casa e que te podem comprometer e..... depois regressas no outro dia.
Se te perguntarem porque é que foste lá, dizes que estavas com diarreia e não tinhas papel higiénico aqui em Lisboa. 
Se eles não perceberem, dizes que só limpas o cu a papel preto pois nunca gostaste de ver a merda que normalmente fazes.
Quando forem fazer a vistoria e já sabes que vêm, não é,  já não encontram nada com importância.
Entretanto fazes um ou dois movimentos de diversão e quando voltares já deverá ter havido uma fuga de informação que os nossos amigos vão preparar e eles vão cair no engodo.
Chegas, já sabes que estão lá para te deterem e a comunicação social vai ter imagens para que possas sair disto como uma vitima. Com isso ganhas logo a compreensão de quase todos os que se calhar estão tão entalados como tu.
Vais ver que até o santana te virá defender. Sim e o marinho também. 
Nunca baixes os olhos e mostra sempre um ar condoído para que se perceba a grande injustiça que estão a ter contigo. 
No final mesmo e quando vires que é a última viagem, ri. Abre bem a boca e os olhos. Embora ninguém te vá ouvir, transparece e diz para ti próprio. 
Que grande cambada de bestas que são estes portugueses. Certamente uma boa quantidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ENGAVETEM O RESTO DO BANDO

Os mortos - vivos andam à solta.
Precisa-se de alguém que os enterre pois o cheiro a putrefação alastra. 
O toque a finados já se faz ouvir, mas eles continuam refugiados na assembleia, nas fundações, nos observatórios, nas câmaras, nas quintas e um pouco por todo o lado.
A lista de procurados aumenta.
O patriarca desta escumalha deve estar desorientado. Tanto que ele acarinhou o grande canalha, o grande corrupto, o grande embuste. Tudo fez e faz para garantir a sobrevivência deste regime de corruptos e os seus comparsas.
Deram-lhe o nome de democracia pois era a forma mais fácil e atual de construir um sistema que lhes permitisse desenhar o ordenamento jurídico e territorial de forma a poderem distribuir as benesses pelos comparsas que se foram agrupando no ps e no psd com extensão ao cds. Aos poucos também os outros foram percebendo que era rentável ter uns lugares na assembleia e numas autarquias. Para isso bastava irem assumindo uma grande tristeza pelo avanço das forças fascistas e manterem uma retórica sempre dirigida à defesa das classes trabalhadoras, onde de facto esta gente nunca se incluiu.
Desenvolveu-se assim todo um sistema de corrupções de diversos níveis que nunca incomodou os grandes safardanas do regime pois era o alimento espiritual que lhes aliviava a consciência.
Afinal de contas não era só para eles.
Era necessário que alguns comessem alguma coisa para outros se poderem banquetear.
Para isso nada melhor que manter o povo iludido. Fazia-se obra publica. Era coisa que se via e dava a ilusão de grande empenho e dedicação. O povo, ceguinho e crente, nem percebia que era ele que iria pagar. Nem percebeu que era daí que vinham as grandes luvas que foram enchendo os bolsos daqueles que aproveitaram o seu tempo de passagem "ao serviço do País".
Foi assim que proliferaram os loureiros, os limas, os relvas, os varas, os sócrates e todos os outros que conhecemos.
Quando chegou a bancarrota e começaram a surgir novos impostos, novas taxas, coimas para todos os gostos e uma divida publica astronómica, aí, alguns, começaram a ficar sobressaltados. 
A "populaça" não estava a gostar e se calhar iria despertar para o pesadelo que lhe tinha sido preparado. 
Por isso, tudo foram fazendo para ver se não caia o rosto supremo da safadeza e da corrupção.
Todos sabiam que o bastardo era corrupto. Só as carpideiras do regime é que são cegas, pois não necessitam de ter mais nenhuma deficiência. Assim, sempre foi perfeitamente visível e notório que se estava perante alguém sem ética, sem moral, sem consciência, sem conhecimentos e sem vergonha.  
Só por isso, a gente séria e digna que ainda existe neste País, deve interrogar-se sobre a idoneidade de toda esta escumalha politica que foi idolatrando um bastardo que tudo fez para tentar encobrir as negociatas que foi fazendo à custa do erário público.
E nesta escumalha estamos prestes a incluir António Costa. Quase toda a sua "enturage" é do mais rasca e demente que ainda se encontra na vida politica. E todos eles sempre andaram na órbita do tal sócrates.
É que também ainda não esquecemos os telefonemas de "conforto" anteriormente feitos para minimizar a situação de um tal pedroso. O certo é que o rapaz escapou e ainda tivemos que o indemnizar. Curioso não é ?  Veja-se bem aquilo que eles conseguem junto dos procuradores da chamada republica desta falsa e adulterada democracia.  
Engaveta-los todos seria difícil devido à falta de espaço. Mas pelo menos seria higiénico que se fizesse uma limpeza.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O cabrão ainda ri !!!

O muro de lamentações que alguma comunicação social em conjunto com a corja de subservientes  do regime tem feito acerca da forma como o bandalho foi detido, parece não ter qualquer justificação.
Ele continua a sorrir e portanto demonstra que nada o incomoda. 
Com efeito a vida corre-lhe bem, beneficia de alojamento e comida e certamente já teve tempo e sossego para elaborar uma fórmula justificativa para os milhões que roubou ao erário público.
Quem começa a ficar incomodada é essa mesma corja que vê agora o patrono da impunidade poder estar a caminho de prestar contas por toda uma vida de corrupção e embuste e que levou o país à bancarrota.
E tão satisfeita que já andava toda essa canalhada, ocupando lugares na Assembleia, "botando" palavra em defesa do bastardo e também sorrindo a pensar que ainda iriam a tempo de poder bloquear a justiça e garantir assim mais uma vez que o G.F. da P. pudesse manusear tranquilamente os milhões que andam dispersos pelas contas dos amigos e da mamã.
A propósito, o carlos santos silva é irmão do outro ? Sim, aquele que andava sempre junto do sócrates. E que foi ministro. Era o augusto não era ?
Se souberem, confirmem s.f.f.
Mas também sorri porque é parvo e continua convencido que os seus amigos pinto monteiro e cândida almeida ainda lhe vão dar uma mãozinha para mais uma vez bloquearem a máquina da justiça.
Foi certamente para isso que almoçaram antes do bandalho ser detido.
Assim se algo acontecer e o processo bloquear, quem continuará a ser parvo seremos nós por pensarmos que era agora que o porco daria o primeiro passo para ir para o sitio que merece. 
A choldra.
A prisão, ainda assim é destinada a gente um pouco mais decente.
E aí, esperamos que possa vir a ter a companhia de um vara, pelo menos um loureiro, um lima e .... deixamos o resto à consideração dos nossos amigos.
Se nos permitem, sugerimos um conselho final.
Há que fazer tudo para que o p.s. não volte ao governo.
Pelo menos, até o processo do bandalho estar concluído e o mesmo ter dado entrada na prisão.

Leia-se o anexo;
É legítimo supor

José Gomes Ferreira |
9:08 Segunda feira, 24 de novembro de 2014
 A propósito da detenção de José Sócrates, recordo por estes dias vários momentos da vida política do país e do exercício do jornalismo em Portugal.

5 de Janeiro de 2009.
No final do primeiro mandato e já em ano de eleições legislativas, o primeiro Ministro aceita dar uma entrevista televisiva à SIC, conduzida por mim e por Ricardo Costa.
No decurso da conversa tensa, crispada, José Sócrates é confrontado com um gráfico do próprio orçamento de Estado de 2009, que mostra o verdadeiro impacto das sete novas subconcessões rodoviárias em regime de parceria público privada: a conta a cargo do contribuinte é astronómica, mas só comecará a ser paga...em 2014.
A reação do político é de surpresa desagradável, de falta de argumentos rápidos, pela primeira vez em muitos momentos de confronto jornalístico com a realidade das políticas que estavam a ser lançadas como "as melhores para o país", sem alternativa válida. Na mesma entrevista, Ricardo Costa questiona o então primeiro Ministro sobre o verdadeiro impacto da política para o setor energético, que estava a invadir a paisagem com milhares de "ventoinhas" eólicas. A reação evoluiu da surpresa negativa para a agressividade.
No balanço dessa entrevista, boa parte do país "bem pensante" insurgiu-se contra...os jornalistas. Os nomes que então nos chamaram estão ainda na internet, basta fazer uma pesquisa rápida.
Nesse ano de 2009, o Governo tinha lançado um pacote de estímulo à economia no valor de dois mil milhões de euros - obtidos a crédito no exterior porque nem Estado nem privados tinham já poupança interna suficiente.
A maior parte do mega-investimento foi aplicada na renovação de escolas através da Parque Escolar. Uma crise decorrente de um brutal endividamento combatia-se com mais dívida.
No ano anterior, a Estradas de Portugal tinham visto os seus estatutos alterados por iniciativa do Governo. Passava a ser uma entidade com toda a liberdade para se endividar diretamente, sem limite. Ao então primeiro Ministro, ao Ministro da tutela, ao secretário de Estado das obras públicas, perguntei muitas vezes em público se sabiam o que estavam a fazer. E fui publicamente contestado por andar a "puxar o país para baixo".
Em 2007, o então Ministro da Economia cedia por 700 milhões de euros a extensão da exploração de dezenas de barragens por mais 15 a 25 anos à EDP. Os próprios relatórios dos bancos de investimento valorizavam na altura esta extensão em mais de dois mil milhões de euros.

A meados de 2009 começa a ouvir-se falar do interesse da PT em comprar a TVI. O negócio é justificado pela administração da empresa como uma necessidade de as operadoras de telecomunicações, distribuidoras de conteúdos avançarem para o controlo da produção desses mesmos conteúdos.
Por aquela altura, já os casos, dos projetos da Cova da Beira, da licenciatura duvidosa e das alegadas luvas no Freeport faziam as páginas dos jornais e aberturas nas televisões.
Por aquela altura, o jornalista e gestor Luís Marques, dizia-me que era uma vergonha nacional Portugal ter um primeiro Ministro com indícios de ser corrupto. E que a nível internacional isso também já era notado.
Confesso que apesar das dúvidas que tinha sobre a condução dos grandes negócios de Estado, achei exagerada a afirmação. Sublinho a altura em que foi feita - finais de 2009.
O tempo, esse grande clarificador, fez o seu trabalho.
Muitas mais histórias ouvimos desde então sobre a mesma personalidade política.
Muitas investigações que já estavam em curso foram aprofundadas; muitas novas investigações foram iniciadas.
Desde há muito que está a ser questionada a legalidade da atribuição de concessões de barragens por valores irrisórios; que está a ser investigada a suspeita de favorecimento de decisores no processo das PPP rodoviárias; que foi investigada e estranhamente arquivada a suspeita de controlo deliberado da comunicação social através da compra de um grande grupo de comunicação social por uma empresa do regime; que se continuam a investigar a razoabilidade dos mega-investimentos em novas escolas e dos pagamentos avultados a determinados fornecedores...
Outras histórias mal-explicadas, como a da origem dos recursos para manter multiplicados sinais exteriores de riqueza, foram correndo o seu tempo e os seus termos, com ou sem intervenção das entidades de investigação...

O tempo, esse grande clarificador, faz sempre o seu trabalho.
A suspeita materializa-se agora sob a forma de detenção e prolongado interrogatório. A imprensa, desde sempre acusada de conspiração, destapa agora indícios de inquietantes de conluios com recetadores e correios de verbas muito avultadas.
Só se surpreende quem não quis ver os sinais.
É legítimo supor que mais investigações levarão a mais resultados. É legítimo perguntar porque é que no ano 2010 aparecem 20 milhões de euros na conta de um amigo na UBS, na Suíça. E é legítimo lembrar que em Julho desse ano a PT vendeu a Vivo à Telefónica por 7.500 milhões de euros. E é legítimo imaginar que negócios desse tipo requeiram "facilitadores".
Face ao que aconteceu na história recente deste país, é legítimo a um jornalista e a qualquer cidadão interrogar-se sobre tudo isto e muito mais.
E é extraordinário ver que a maior parte do tempo de debate sobre esta mediática detenção é gasta em condenações à maneira de atuar das autoridades judiciais. como se fosse dever dos investigadores convidarem o suspeito para uma conversa amena num agradável bar de hotel, por ter ocupado o cargo que ocupou.
Não, o que está a acontecer em Portugal, com a queda do Grupo Espírito Santo e de Ricardo Salgado, as detenções de altos funcionários públicos no caso dos Vistos Gold e a detenção de José Sócrates, não é uma desgraça: é a Grande Clarificação do Regime, a derrocada do Crony Capitalism, o capitalismo lusitano dos favores e do compadrio.
É revoltante saber que o Parlamento aprovou sem hesitar todos os regimes especiais de regularização tributária, os RERT I, II e III, quando sabiam que a respetiva formulação jurídica iria apagar todos os crimes fiscais associados à repatriação do dinheiro de origem obscura que tinha sido posto lá fora. Os deputados foram previamente avisados desse gigantesco efeito de "esponja" pelos mesmos altos responsáveis tributários que me avisaram a mim...
Os mesmos RERT que passaram uma esponja sobre as verbas de Ricardo Salgado e as do recetador agora identificado no caso do ex-primeiro Ministro.
Sim, o Parlamento continua lamentavelmente a ser a mesma central de interesses.
Mas há esperança. Tal como o país está a mudar, o Parlamento também há de mudar.
A nós, cidadãos e jornalistas, assiste o direito de fazer perguntas, face a sinais estranhos que alguns políticos insistem em transmitir.
Face a esses sinais, é legítimo supor.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/e-legitimo-supor=f899560#ixzz3K04xkwJT 

sábado, 22 de novembro de 2014

Bom dia, sócrates

Voltamos por uma boa razão.
Sócrates está PRESO. 
Esteja o tempo que lá estiver, isto é um conforto para todos aqueles que ao longo do tempo foram denunciado os desvarios e a corrupção em que este sabujo se envolveu.
Hoje, será dia para os silvas, os lelos, os costas, os galamboides, os pereiras, os ferros, os césares, e toda essa escumalha que rasteja na órbita do grande filho da puta, ter que engolir as afrontas que foram fazendo à diminuta inteligência de um Povo adormecido e que se foi deixando enganar.
Cândida Almeida também deveria estar presa. 
Pinto Monteiro e o outro também deveriam estar.
Muitos outros poderão estar a caminho. Assim se mantenha a disposição de alargar as bases de investigação.
Só ainda não entendemos porque é que os loureiros, os varas, os limas ou os salgados ainda continuam à solta.
Este Regime está podre e tudo deverá ser feito para que se consigam demolir as bases que ainda o sustentam.
Com efeito é inadmissível que muita desta escumalha politica, a que se juntam familiares e amigos, usufruam de rendimentos milionários, quando mais de 80% da população tem que viver com cerca de 600 Euros e a quem ainda se obriga a pagar taxas extraordinárias para ir permitindo que esta corja coloque em offshores largos milhões que vão retirando do erário público.

Este breve momento de passagem é de alguma expectativa e esperança nos desenvolvimentos que se poderão seguir.

terça-feira, 12 de março de 2013

Tempo de pausa

As razões que nos obrigaram a ser ativos e determinados na luta contra o sistema politico instalado  continuam a ser as mesmas. 
Acontece que sentimos que se está a passar por um tempo de alguma contenção e entendemos ser o momento certo para fazermos uma pausa.
A mola real que nos impeliu tinha um nome e uma referência e são dois embustes.
Sócrates e partido socialista.
Com a mudança dos atores políticos assistiu-se a um esvaziamento do fervor de revolta e verificou-se o aparecimento de novos contestatários de modelo mais suave e mais ao gosto da escumalha politica existente.
Alguns até já se integram e apoiam esses novos movimentos.
Muito sinceramente esse não era o nosso caminho e a passagem do tempo acabou por nos "libertar" de algumas ilusões que iam sustentando a nossa luta.
Hoje sentimos que foram quase 5 anos de combate inglório.
Não sabemos se por incapacidade ou incompetência, nunca conseguimos alcançar os objetivos pretendidos e que mais não eram que colaborar com quem tivesse condições para assumir as lideranças que a "sociedade civil" urgentemente necessita.
Mas nada aconteceu e sentimos que tão depressa nada irá acontecer.

Continuaremos contudo à espera que possa surgir algo que desperte a gente capaz que sabemos existir e que tem o dever cívico e moral de se empenhar numa solução para o País. 
Até lá sugerimos a quem por aqui passar que vá seguindo os Blogues que destacamos nas nossas referências.
Estamos alinhados com quase tudo aquilo que vão escrevendo e analisando.
Até breve. 


segunda-feira, 4 de março de 2013

Será opçáo ?

O estado a que chegámos obriga a ponderar-se de forma muito séria até que ponto não deveremos considerar outras opções de desenvolvimento económico para lá do atual enquadramento na U.E.. Digamos, equacionar as possibilidades e consequências de uma eventual saída do Euro.
Como sabemos a nossa miserável classe política rejubilou com a assinatura do acordo de Lisboa. Um reforço da União Europeia foi como que um salvo conduto para a sua manutenção e propiciou mesmo o alargamento do mercado de colocação de esterco intelecto / politico que daqui vai sendo transferido. Exemplo, vitor constâncio.
Os que por cá continuam já demonstraram que não têm soluções nem capacidade para retirar o País do fosso em que se encontra.
Os verdadeiros estadistas, que não temos, para lá de terem de ser sérios têm que ser competentes, conhecerem o povo que constitui esta Sociedade e possuirem a determinação e o arrojo para combaterem as insuficiências, corrigirem as desigualdades e gerirem a coisa publica com o sentido de responsabilidade que tem faltado a quase todos os que têm passado pelo governo.
Com efeito, governar é tomar medidas que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas, gerindo os recursos de forma sensata, procurando no contexto global em que nos inserimos as melhores opções estratégicas e optar por aquilo que melhor se enquadrar nas caracteristicas da sociedade em que estamos inseridos. Por vezes é bom ser-se visionário.
Até que ponto é que estamos a ver bem a nossa ligação á U.E. ?
Leia-se o artigo que transcrevemos;
O futuro de Portugal 
Há um economista que não deixa ninguém indiferente. Chama-se Hans- -Werner Sinn.
Dirige o maior instituto de investigação económica germânico, sediado em Munique. Tem sido o campeão das políticas de austeridade. É um firme opositor dos planos de resgate e acusa o Governo de Merkel por não ser suficientemente duro para com a periferia.
Apesar da barba lhe dar um ar de clérigo islâmico, a verdade é que a inflexibilidade de raciocínio e a teimosa indiferença face aos sinais da realidade remetem-no para o universo da Schwärmerei, uma forma germânica de fanatismo, sempre com consequências devastadoras para a Europa.
Este homem liderou um estudo sobre o estado da economia europeia acessível na Internet ("The EEAG Report on the European Economy 2013").
Enquanto percorríamos as ruas em protesto nas cidades portuguesas, Sinn explicava a um jornal espanhol as teses centrais do estudo: a austeridade na periferia europeia vai durar, pelo menos, mais dez anos. Mais concretamente: "Espanha, Portugal e Grécia necessitam de uma desvalorização interna de 30%; a França, de 20%; a Itália, uma descida de preços de 10%."
Mas Sinn vai mais longe, considerando que a Espanha talvez possa permanecer na Zona Euro, mas tanto a Grécia como Portugal estão condenados a sair do euro:
"As atuais exigências europeias sacrificam uma geração ao desemprego maciço. Portugal está numa situação semelhante."
Para nós, as palavras de Sinn têm a vantagem de colocar o debate no seu fulcro. O que está em causa não é o prolongar por mais um ano a meta do défice, mas saber se Portugal aceita continuar por esta via que faz da pobreza um objetivo de política pública, e onde, no final, acabará por perder a própria alma. Aquilo que confere a uma nação o direito de existir.
Viriato Soromenho Marques

sábado, 2 de março de 2013

Desculpem a franqueza

Que se lixem estas manifestações.
Não percebemos para que é que se convocam uns milhares de pessoas para cantarem a Grândola Vila Morena.
Isto é aquilo que o governo gosta de ver e ouvir, o partido comunista tenta aproveitar e o ps acredita que vai tirar benefícios do descontentamento geral que grassa na sociedade portuguesa.
A Grândola de punho erguido já devia fazer parte da história.
 
O que o País precisa é de gente capaz de construir uma Plataforma de Intervenção Cívica que apresente propostas concretas para a revisão do Sistema Politico e que possa criar condições para uma efetiva mudança na forma de se exercer a ação governativa.
Para lá de tudo aquilo que deverão ser os objetivos concretos a atingir, há uma exigência básica que tem que ser feita.
O voto que serve para eleger terá também de servir para poder demitir.
Não podemos continuar a eleger pessoas que não respondem perante os eleitores nem perante o sistema judicial e continuam imunes a qualquer responsabilidade mesmo que "enterrem" o País como fizeram os governos de sócrates ou como continua a fazer este governo.
Este Regime tem que acabar.
Para esse esforço estaremos disponíveis e não será preciso o acompanhamento da Grândola.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

E no entanto eles movem-se

Temos apreciado muito favoravelmente toda a contestação direta que ultimamente se tem vindo a fazer aos atuais governantes.
Sempre considerámos que face à "solidez" das estruturas de controlo e defesa do Estado e da classe política, só poderiam ser eficazes movimentos de revolta sustentada e consequente ou ações seletivas que tivessem impacto no "moral" desta escumalha que se apoderou do País.
A revolta até agora ainda não ganhou peso suficiente mas poderá engrossar com o crescer das atuais movimentações contestatárias.
Por isso, expressámos o nosso apoio àqueles que se teem disponibilizado para irem executando essa tarefa.
Não nos preocupámos demasiado com objetivos secundários ao efeito imediato.
Acontece que tal como prevíamos a ferida infetou.
A classe politica sente agora que a revolta começa a ganhar condições para poder alastrar.
Talvez por isso se comece a perceber porque estão marcadas para o mesmo dia 2 manifestações que aparentemente visam os mesmos objetivos, mas..... inesperadamente forças politicas que nunca se agregam aparecem agora a apoiar uma destas iniciativas.
Pensamos que um novo ciclo está em desenvolvimento.
Vamos ver se eles serão capazes de se moverem para o anular.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Este é o meu Povo

Finalmente começámos a perceber que é preciso enfrentar esta escumalha politica por onde quer que ela se tente movimentar.
Obrigado juventude determinada e disponível para as lutas que se aproximam.
Esta é a via adequada e com maior eficácia nas presentes circunstancias.
Que prazer sentimos ao ver o "facies horendus" desse estropicio que dá pelo nome de relvas.
Que melhor confirmação poderíamos ter da eficácia destas ações que escutar a escumalha do ps e do psd a falar em métodos anti democráticos. 
Até santos silva vem apoiar os homens do governo.
Isto demonstra a consciência que já ADQUIRIRAM de que estão a lutar pela defesa do sistema.

Agradecemos também a Boaventura Sousa Santos a intervenção que teve no jornal da tarde da SIC onde defendeu e justificou o carater eminentemente democrático de todas estas intervenções.

Agora vamos levar a sério e contribuir para o movimento de CERCO AO PARLAMENTO, previsto para o dia 2 de Março.
Vale a pena considerarmos a nossa presença e vamos lá estar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O foco descentrado

A chamada espiral recessiva continua a engrossar.
A principal consequência, para lá de todas as dificuldades que isso continuará representar para a recuperação económica, será o avivar da dialética política que os principais responsáveis pela situação do País irão desenvolver sobre esta temática.
Sobre a posição dos partidos, nada mais há a esperar para lá do empolamento noticioso que sobre o tema se irá desenvolver.
Tudo isto como se alguém de bom senso tivesse duvidas sobre o desenlace final das politicas que têm vindo a ser seguidas. Ou se por acaso estivessem no governo as chamadas forças da oposição, conseguissem alcançar um resultado diferente.
O grave problema que foi criado com a integração Europeia é que acabámos por consolidar o sistema politico que a atual escumalha tudo faz para manter. Não nos esqueçamos da satisfação incontida do maior bandalho do nosso tempo, j.socrates, aquando da assinatura do tratado de Lisboa. Porreiro, pá!!
Assim, as medidas que têm vindo a ser tomadas sobre diversos rótulos têm como objetivo principal consolidar ( chamam-lhe ajustamento ) as estruturas orgânicas do estado e o atual modelo de funcionamento da economia.  Desta forma garantem que os principais grupos de interesses económicos e políticos continuam a desfrutar dos privilégios alcançados ao longo do tempo.
O "ajustamento" é assim feito tendo em conta uma estrutura social que possa manter níveis confortáveis de serviços de modo a não incrementar o descontentamento publico e pouco ou nada altera no essencial da estrutura de um estado construído para albergar o mais vasto conjunto de incompetentes e corruptos que aí se encontram instalados.
Não temos duvidas que muito há para alterar na Orgânica do Estado, construído sequencialmente pela ganância e pelo oportunismo estratégico dos vários responsáveis políticos que ao longo do tempo o foram compondo à medida dos seus interesses.
Impunha-se uma reforma do Estado. Só que não é esta.
Nem poderá ser outra enquanto não corrermos com a atual escumalha politica.
Entretanto o País continua a afundar-se. O governo afirma que o agravamento da recessão não está longe das previsões que tinham feito. Afinal de contas são só 0,2%, dizem.
Como se as coisas se tivessem que analisar assim e não fosse previsto que este ano já estaríamos em crescimento e como se não tivesse importância fundamental o facto de no último trimestre os dados terem resvalado para 3,8.
Isto significa uma tendência para o desastre e demonstra um agravamento na situação atual.
O que é importante não é a média.  O que é importante é aquilo que se verifica atualmente, ou seja, uma acentuada degradação das condições da nossa economia.
Isto não se deve apenas à retração das exportações.
O essencial está no desmantelamento das estruturas funcionais do nosso sistema económico. Isso é demasiado grave, pois muitos dos intervenientes que agora engrossam as insolvências que diariamente se vão verificando, não mais irão regressar ao mercado.
Assim o País endividado afunda-se e se não aparecer crude ou qualquer outra matéria prima, poderemos preparar as mãos para apertar o pescoço a estes canalhas que continuam a pensar que somos todos incapazes de ver a realidade em que estamos inseridos.  Ou melhor dito, ensarilhados.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O lento resvalar

Alguns sinais evidenciam de forma inequivoca a realidade que se vai desenrolando a pouco e pouco por todo o lado.
A ida aos "mercados" é e será apenas um fator a ter em conta para o equilíbrio das responsabilidades que pendem sobre nós.
Infelizmente e acima de tudo, acaba por ser a garantia de sobrevivência do atual sistema politico.
Para isso vai-se destruindo o "modus vivendis" que suportava o ritmo económico da Nação.
Podemos agora dizer de forma segura que o "sangue" que move o País circula cada vez menos.
O desemprego vai aumentando a par da falência das empresas.
O tecido empresarial desagrega-se.
As rendas aumentam.
O consumo de combustíveis diminui.
Os lugares de estacionamento começam agora a ficar vazios.
A fúria desenfreada pela multa cresce exponencialmente.
Os impostos sobem e as receitas diminuem.
Os salários e pensões regridem
As grandes fortunas crescem.
A classe politica adormece descansada pois ninguém a incomoda.
As vozes contestatárias ouvem-se esporadicamente, mas não se juntam.
O País amorfo continua a dormir.

Vamos esperar pela grande notícia !
Pode ser que finalmente alguém acorde e passe das palavras aos atos.
Já é tempo de percebermos que a ilusão é a principal arma dos embusteiros políticos que por aqui se instalaram.
Permitir que continue este regime é abdicarmos do nosso direito de ainda podermos vir a ser felizes.
Teremos que assumir a obrigação de responsabilizar todos aqueles que lançaram o País na situação em que nos encontramos.
Não nos podemos esquecer que esta gente não faz serviço publico. Está, isso sim, a servir-se do publico que somos nós e aqueles que virão a seguir.
É um dever de honra e sobrevivência afrontar o atual sistema político.
Assuma esse dever e conte connosco

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Quando os casais se encontram

UM CASAL SEM ABRIGO.... QUE SE JUNTOU A OUTRO QUE NÃO CONSEGUE VIVER SÓ COM REFORMA DE MUITOS MILHARES..

Isto parece estar já esquecido;
Despacho n.º 5776/2011

Nos termos dos artigos 3.º, n.º 2, e 16.º, n.os 1 e 2, do Decreto-Lei n.º 28-A/96, de 4 de Abril, nomeio consultora da Casa Civil Isabel Diana Bettencourt Melo de Castro Ulrich, funcionária do Partido Social Democrata, com efeitos a partir desta data e em regime de requisição, fixando-lhe os abonos previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 20.º do referido diploma em 50 % dos abonos de idêntica natureza estabelecidos para os adjuntos.

9 de Março de 2011. — O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Percebem agora porque é que a ESTABILIDADE é tão importante para esta gente ?  
O curioso é que muitos já perceberam que andamos a fazer figura de patetas alegres, mas não se consegue avançar para uma confrontação aberta contra esta escumalha humana e politica que por aqui se instalou.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Crise dos Estados na União Europeia

Continuamos a receber alguns artigos do nosso amigo António Justo que mercem ser difundidos.
Transcrevemos a sua análise sobre a crise na União Europeia
Com a queda do socialismo real da União Soviética, a Europa deixa de viver mortificada, na sua sombra. Com o passo da reunificação da Alemanha, a EU pretende ser uma grande potência, ao lado dos USA. Para isso, cria a Zona Euro, com uma moeda comum capaz de enfrentar o Dólar. O Euro torna-se num desafio ao Dólar e a quem ganha com ele.
A União Europeia quis a Concorrência e a Alemanha tomou-a a Sério
No ano 2000 os chefes do governo da União Europeia optaram, em Lisboa, por uma agenda de reformas tendente a fazer da Europa a “região mais competitiva do mundo com uma economia baseada na dinâmica do conhecimento”, até 2010.

O governo alemão do chanceler Gerhard Schröder (2003 a 2005) tomou a sério a decisão de Lisboa e elaborou a Agenda 2010 iniciando a “Reforma do Estado social alemão e do mercado de trabalho”. A Alemanha, com o pretexto de melhorar "as condições para um maior crescimento e mais empregos" e de querer "transformar o Estado social e renová-lo", sob a coligação de esquerda SPD/VERDES, conseguiu envolver na Agenda 2010 as diferentes forças sociais da nação e impô-la ao operariado. Com esta agenda os trabalhadores perderam muitos dos direitos anteriores e iniciou-se um verdadeiro ataque à economia social de mercado.

Muitos benefícios foram excluídos do catálogo da segurança social. As contribuições previdenciárias para a reforma foram elevadas para 19,5% do salário bruto. Na reforma da segurança social em vez de ser combatido o desemprego passa a ser castigado o desempregado. A economia começou a florescer mas os salários não sofreram os aumentos adequados; por todo o lado a sociedade alemã sofreu cortes nas condições de bem-estar. Mesmo assim o nível social dos alemães manteve-se devido à política de manter os bens de consumo baratos e a uma exportação capaz de competição. Esta política colocou a Alemanha numa posição de relevo em relação a toda a Europa. As nações fortes da Zona Euro ao não aplicarem atempadamente um programa semelhante à Agenda 2010 cada vez se desestabilizam mais, vendo a Alemanha passar-lhes à frente.

Os trabalhadores alemães, que tinham suportado a renúncia a aumentos reais durante os últimos 12 não vêem com bons olhos economias menos coerentes sem tanta disciplinação; além disso não compreendem o desperdício de capitais da EU aplicados em sectores não produtivos das zonas da periferia. Acham atrevida a política duma Irlanda que por um lado recebe apoios financeiros da EU e por outro lado levanta poucos impostos às empresas o que leva empresários alemães a sediar-se lá para não pagarem tantos impostos.
O Estado paternalista questiona-se
Com o início da política de globalização, os Estados fortes reduziram os impostos dos ricos para estes se fortalecerem e afirmarem contra firmas concorrentes estrangeiras. Passou-se a não apostar no trabalho dos operários mas no capital. Este é investido onde há maior número de consumidores e onde os ordenados dos trabalhadores são mais baixos. Por seu lado, o Estado socializa a pobreza, favorece as condições de investimento às elites do capital oferecendo-lhe terrenos e uma camada social precária disponível com leis favorecedoras dos despedimentos. Favorece-se a riqueza anónima produzida por acções (dinheiro) e renuncia-se à capacidade de criar riqueza fruto da economia real. A classe média é oprimida com exagerados impostos; o trabalhador é obrigado a renunciar a bens sociais adquiridos e a aceitar novas contribuições. Por outro lado os Estados perdem muitos dos capitalistas que geraram porque muitos destes para não pagarem impostos radicam-se em paraísos fiscais como o Dubai, mandam fazer os produtos na China e comercializam-nos na Europa. O Estado abdicou perante o capitalismo neoliberal.
As Oligarquias do Capital agem e os Estados adaptam-se

As oligarquias económicas e ideológicas (à semelhança das famílias nobres de outrora) instalam-se nos lugares estratégicos das instituições da EU e estabelecem redes coerentes de influências a nível de governos, bancos, partidos, administrações etc. Conseguem subjugar os Estados através da corrupção solidária de seus responsáveis; conseguem impor-se nas universidades através do acordo de Bolonha, instrumentalizando os seus professores e disciplinando os estudantes; conseguem impor o neoliberalismo económico e consequentemente desautorizar os sindicatos que vêem os seus sócios cada vez mais reduzidos, devido à diminuição de empregos seguros (reestruturação das empresas) e à concorrência do operariado entre si; conseguem ainda fomentar a agressão contra instituições morais como a Igreja para melhor conseguirem impor uma moral rasteira acrítica, ao nível das necessidades primárias utilitárias. Estabelece-se uma oligarquia corrupta e solidária por toda a EU com o seu “quartel geral” em Bruxelas. Esta consegue cedências de soberania das nações (Estados) que o povo ainda não outorgaria. Também por isso Bruxelas não estava interessada no controlo dos empréstimos que fazia. A crise financeira de 2008 acordou a EU dum grande sonho.
Os países da periferia tinham-se deixado ir na corrente enquanto as suas elites se aproveitavam dos créditos da União Europeia, em parte, em proveito próprio. Quem se aproveitou da EU foi a camada média superior e a camada alta, encostadas ao Estado. Como a nação portuguesa não tinha mãos para sustentar estômago tão grande o Estado teve que ir à falência.

A Troica, em vez de exigir responsabilidade aos corruptos que se aproveitaram do Estado deixa-os à solta e castiga o povo. Agora, o povo reconhece-se entregue às feras e ladra e uiva. A opinião publicada fomenta a inveja latente no cidadão desviando as atenções dos perdedores para aqueles que ainda têm ordenados e empregos estáveis mais ou menos justos/humanos. Muitos pobres, mantidos por um estado paternalista interessado em impedir o desenvolvimento do descontentamento e do comunismo no seu seio, são agora colocados à chuva; não há nenhum sistema real capaz de contrabalançar o regime dominante. Não há modelos! O próprio comunismo chinês tornou-se num socialismo de estado capitalista! O Estado imprime dinheiro para dar aos bancos mas a inflação paga-a o consumidor. O crash financeiro que deveria ter penalizado os usurários do dinheiro serviu para empobrecer o cidadão e enriquecer a alta finança ligada aos bancos e aos seguros.
Urge a revolução dos honestos.
Antes a moral reservava o inferno para os ricos e o céu para os pobres: uma justiça adiada; hoje prefere-se a injustiça do dia-a-dia: as oligarquias ao tornarem-se as fabricantes da moral, já não lhes chega a terra, reservam-se também o paraíso para elas e banem os carentes, moral e socialmente, para o inferno. Até as democracias são usadas como plinto para jogos de influências possibilitadoras da organização criminosa, com impunidade civil e penal, a uma elite bárbara que utiliza o enredamento cúmplice de sistemas estatal, político, judiciário e empresarial para enriquecimento próprio. O compadrio entre irmãos, companheiros, camaradas e sócios destrói a independências dos poderes de Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário. O quaro poder, os Media, não controlam; numa sociedade de concorrência entre ideais e interesses, cada vez se tornam mais dependentes das encomendas publicitárias e políticas. Os intelectuais críticos não ligados a uma facção ideológica ou política são marginalizados.

Constata-se que o dinheiro nas mãos dos poucos magnates financeiros desregulados não produz riqueza social; pelo contrário, destrói Estados, lugares de trabalho e empresas: a sua filosofia reduz-se à especulação, considerando também o trabalhador como mercadoria. Solidariedade e bem-estar para todos são-lhe palavras estranhas. Arruinaram a vida próspera do cidadão (economia social de mercado) e levaram a massa proletária à dependência do imediato, sem possibilidade de fazer planos económicos e familiares. Estão interessados em destruir a classe média, o braço direito dum estado florescente. De facto, quem não tem nada a defender não vai lutar pelo que não tem. O político transforma-se em mercenário do capital; procura também racionar tudo o que é despesa com trabalhadores públicos para que o que aí poupa seja canalizado para os magnates do capital, os únicos beneficiadores do que se poupa com o Estado e com o seu enfraquecimento. O Estado encontra-se assediado pela classe dos corruptos que com os seus afilhados preparam as leis parlamentares de maneira a servi-la.

O povo encontra-se numa situação tão depauperada (desorientação, analfabetismo político e social) que elege o palavreado daqueles que prometem o que ele deseja. As pessoas, desabituadas da solidariedade, pensam que não há solução para os problemas e contentam-se em criticar tudo e todos. O Estado encontra-se à pilhagem, o governo e o parlamento não têm legitimação ética nem competência para reorganizar um Estado que sirva uma nação honrada. Um pequeno exemplo: os governos depois do 25 de Abril assaltaram as Caixas de Previdência e ilibaram o Estado como entidade patronal de pagar contribuições para a Segurança social (CGA, ADSE) até 2005 (fala-se de um desfalque de 70.000 milhões de euros na Segurança Social). O buraco provocado tem de ser agora preenchido pelos empréstimos da Troika.
Hoje seria um dever patriótico dos Estados fazer uma revolução contra os Dinossauros do capital, e o saneamento da corrupção estruturada, o que pressuporia um golpe de estado dentro do estado. A maior revolução seria a mudança de mentalidade.
Os dinos continuarão a subir até que o povo descubra a solidariedade como única maneira de subir e competir com eles. Não se pode esquecer que a natureza tem duas maneiras de se afirmar: uma através da selecção (lei do mais forte) e a outra através da solidariedade/colaboração dos menos fortes entre si, contra as adversidades. António da Cunha Duarte Justo

E nós por aqui o que é que vamos fazer?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Privatização da Água

Este texto do nosso amigo António da Cunha Justo merece ser lido e refletido.
Portugal é a Cobaia dos Lóbis da União Europeia
Um Negócio do Futuro como o do Petróleo?
Os donos dos interesses económicos internacionais encontram-se, a caminho, à procura de nichos e cúmplices que os sirvam nas administrações públicas. Portugal precisa de dinheiro e os Dinossauros financeiros rondam como abutres sobre ele na procura de carne para lhe deixar os ossos.
A privatização da água é um assunto muito delicado, não podendo ser promovida pela calada da noite. A água é vida e por isso exige condições de tratamento que não devem estar dependentes apenas do critério do lucro. O que se apresenta como um negócio para os municípios revela-se como um roubo aos cidadãos.
É um facto que nas privatizações de grande alcance se encontram sempre abutres nacionais e estrangeiros com recursos de lavagem de responsabilidade para a parceria e de responsabilização para o cidadão através de acordos do Estado.
Assistimos a um actuar contraditório do Estado português: por um lado privatização dos abastecimentos de águas que se encontram nas mãos das comunas e por outro carregar com contribuições os poços que cidadãos possuam nas sua propriedades. O Estado quer que se proceda com a água como se faz com a electricidade, petróleo, gás, etc.  Segundo o que a prestigiosa emissão televisiva alemã “Monitor Nr. 642 Informou, sob o título “Água operação secreta: Como a Comissão da EU transforma a água numa mercadoria” a Comissão Europeia prepara uma directriz de concessão para a privatização da água na Europa.
A Troica quer que o Estado português privatize o que dá lucro e o coloque à disposição de consórcios internacionais especuladores. “Bruxelas solicitou que Portugal vendesse o abastecimento de águas e que fosse promovida a privatização das empresas nacionais de água “Águas de Portugal”. Quer transformar um bem comum, em objeto de especulação das multinacionais. Em Paços de Ferreira já se deu a privatização da água, contra a vontade dos cidadãos… que “agora têm de pagar quatro vezes mais pelo preço da água”. Humberto de Brito presidente da freguesia de Paços de Ferreira resume: “As consequências da privatização, aqui em Paços de Ferreira, foram devastadoras. Tivemos aumento de preço de 400% em poucos anos. E, novamente, um aumento de preço ao ano de 6%. Isto é um desastre".
Na Alemanha há iniciativas contra o intento da Comissão Europeia. Em Berlim as iniciativas de cidadãos conseguiram obrigar a cidade a recuperar parte do que tinha privatizado no que respeita a águas.
A promessa de que a privatização tornará o preço da água mais barato é uma falácia atrevida. A prática mostra que as grandes empresas sob a pressão dos accionistas e através de cartéis aumentam os preços, como fazem com o gás e muitos outros produtos. É notória e escandalosa a maneira como Portugal concretiza intenções da União Europeia envolvendo nelas interesses de nepotismo e protecção de interesses pessoais à custa dos impostos e contribuições dos cidadãos. Isto constitui prática constante, como se observa nas concessionárias das autoestradas, no negócio da ANA com o grupo francês Vinci e suas implicações com a Lusoponte, a Mota-Engil e o futuro aeroporto de Alcochete, etc.
Agora cada vez se fecham mais fontes públicas e observa-se que fontanários públicos, sem qualquer explicação, são considerados impróprios para beber.O acesso à água foi declarado direito humano pela Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Na realidade, porém, domina a lei da selva. A política salva os seus interesses no mercado. A corrupção económica e a corrupção política são solidárias entre si e asseguram a limpeza das suas mãos tal como fez pilatos. A corrupção tem um lugar garantido nas caves do Estado. Por isso o povo tem de deixar de viver na paz da confiança e do "isso não é comigo" para acordar para uma realidade selvagem que o rodeia. Só podemos exigir políticos e elites responsáveis se assumirmos a nossa parte de responsabilidade. Confiança sem controlo revela estupidez.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A luz ao fundo do túnel

Depois da expectativa de "regresso aos mercados", da previsão de retoma económica, do ajustamento "não se sabe a quê", da correção dos desvios estruturais, do cumprimento de mais de 80% das medidas do programa de empobrecimento, eis que já está anunciada mais uma vez a tal luz ao fundo do tal túnel, que nós infelizmente nunca conseguimos vislumbrar. 
Estas frases, no essencial, apenas comprovam os falhanços da classe politica que ao longo dos anos se vem sucedendo no poder.
Desde mário soares ao inteligente pinho, foram sempre o corolário de desacertos, irresponsabilidades e gestão de interesses de grupos que levaram ao desvio de milhares de milhões do erário publico.
A tal luz apenas foi servindo para escroques da dimensão de um dias loureiro, de um duarte lima, de um socrates, de um relvas e de tantos outros se irem aproveitando das fraquezas de um povo adormecido, para terem "gerido" o fundo de maneio com dinheiros públicos e que lhes permitiu irem desviando os milhões que nos lançaram na situação em que nos encontramos mais uma vez.
Não nos esqueçamos que tudo tem sido feito à sombra da tal bandeira da democracia. 
Bom, no inicio tínhamos mesmo outra bandeira que nos transportava para sentimentos de maior fraternidade e igualdade. Era então o tal socialismo, também chamado democrático.
 
Andamos assim de luz em luz sem que consigamos ver alguma coisa.
E não será tão depressa que a luz se irá acender.
Enquanto um punhado de HOMENS não se dispuser a enfrentar esta classe de gente corrupta e sem carácter, andaremos sempre à procura do tal túnel.
É que não existem soluções no quadro do actual sistema político, pois este é integralmente dominado por gente que a todo o custo quer defender o "satus quo" instalado e nunca irá evoluir para um sistema de gestão responsável em que o sentimento de serviço publico seja de facto a função primordial dos agentes políticos.
O recente caso BANIF comprova perfeitamente isto.
Não há qualquer justificação para a decisão tomada e que apenas irá agravar em mais uns milhões a divida do Estado que iremos ter que pagar.
Isto demonstra bem quão entrelaçados estão os interesses dos agentes dos principais partidos.
E tudo isto se passa sem que NÓS sejamos capazes de ter uma atitude, no minimo agressiva, e que demonstra-se que não permitimos mais este autêntico desaforo que se vai praticando impunemente com o intuito de proteger algumas das fortunas roubadas ao erário publico.
É que esta decisão nem sequer é virgem.
Pensamos que todos veem aquilo que se vai passando com o BPN.
E ninguém se revolta, caralho !
 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Que tormento este, meu deus !

O País, em cumprimento do programa do governo, vai empobrecendo de forma acelerada.
O numero de desempregados aumenta de forma consistente.
As falências sucedem-se ao ritmo previsto.
Ninguém investe.
O comércio está em regressão.
O fisco galopa sobre penhoras e perde receitas.
Quaisquer que sejam os indicadores, são sempre negativos.
As criticas chegam de quase todos os quadrantes sociais.
A maioria dos comentadores vai concluindo que o rumo traçado só pode conduzir ao desastre e os dados que se vão conhecendo assim o comprovam.
Entretanto o partido socialista cavalga alegremente a situação de que foi o principal responsável e imagine-se, poderá em breve regressar ao poder.
Que gente é esta que por aqui habita que não é capaz de perceber que toda esta classe politica é pouco menos que execrável ?
Ainda não perceberam que tudo foram fazendo para se irem alternando no poder ao mesmo tempo que iam colocando os seus apaniguados em organismos do estado e empresas publicas ?
Ainda não perceberam que o peso do estado é excessivo em relação ao País e todas as empresas publicas acabam por ser deficitárias pela completa irracionalidade com que as suas estruturas foram sendo sobre carregadas pelos rapazes que iam saindo das incubadoras partidárias ?
Ainda não perceberam que só um vasto movimento de forças conscientes e contestatárias poderá devolver alguma dignidade e eficácia a uma futura ação governativa ?
É urgente um boicote nacional a todos os órgãos de estado !
É necessário parar a irresponsabilidade que vai empurrando o nosso País para a desgraça.
Será que alguém consciente e informado ainda pensa que a alternativa poderá sair do partido socialista ?
Entretanto este País merdoso e medroso, vai evoluindo ao som de uma comunicação social amestrada e paga para cumprir programas  focalizados na formatação de consciências coletivas.
É assim natural que sejamos obrigados a ouvir o primeiro ministro dizer em ar sério e sereno, que estamos no rumo certo ! ?
Isso, porque mais de 80% do programa da troica já está cumprido e em consequência todos iremos beneficiar das medidas que têm estado a ser adotadas !!!
Ficamos atónitos, mas não espantados.
É surpreendente que perante o desagregar das principais estruturas de suporte vital de uma Nação, o primeiro ministro nos venha dizer que o rumo traçado irá gerar bons resultados no futuro.  
Aquilo que vemos e sentimos é que muito em breve teremos um País totalmente destroçado.
É natural que após a hecatombe sejamos obrigados a sair de novo da miséria e começarmos a caminhar para se poderem recuperar muitas das situações devastadas pela incompetência, ignorância e incúria daqueles que nos últimos 40 anos se foram apropriando do País.
Caros amigos; por muito que nos esforcemos não conseguimos vislumbrar quais são os efeitos positivos de muitas das medidas até agora tomadas.
Aquilo que vemos e sentimos é um País a caminho da desagregação total, onde as falências, o desemprego, o desmembramento de estruturas funcionais em quase todas as actividades, acaba por liquidar o tecido empresarial de base que é a alavanca necessária para o desenvolvimento.
Tudo tem sido feito sem que alguma vez qualquer membro deste governo tenha sequer tentado explicar o que é que iria resultar das politicas que têm norteado a ação governativa.
Perdão, estamos a ser injustos.
De facto o primeiro ministro foi claro ao ter anunciado que o objetivo seria o empobrecimento.
Parece evidente que isso foi conseguido e até se está a ultrapassar de forma significativa esse objetivo.
Será que perante a nossa incapacidade em entender a profundidade do programa que tem estado a ser seguido, deveremos assumir um papel de menoridade intelectual perante estas luminárias ?
Será que a nossa passividade é justificada ou admissível ?
Será que a incompetência instalada ainda não é suficientemente perceptível para a grande maioria da população ?
O que é que prende o estado de revolta que se manifesta em tantos comentadores ?
Quem é que solta o País reativo que urge acordar ?

sábado, 22 de dezembro de 2012

Um caso muito estranho

Os recentes episódios com a tentativa de venda da TAP vêm mais uma vez colocar muitas duvidas em cima da mesa.
Perante todas as pressões politicas e tratando-se de uma matéria de grande sensibilidade, o desfecho do negócio não é entendível. 
Não se compreende que pudesse existir uma falha numa das principais condições para se poder concretizar e o governo tivesse deixado que se fosse formando na opinião pública a ideia de que tudo estaria preparado para uma decisão favorável ao único investidor interessado na companhia de aviação.
Até os funcionários da empresa estavam convencidos dessa decisão.
De súbito e de forma inesperada é transmitido que o negócio abortou pois não haviam sido dadas as necessárias garantias bancárias !!!
Isto não pode ser sério !
Então não havia membros do governo e consultores diversos a acompanhar este assunto ?
Será admíssivel pensar que numa fase final de decisão esta não fosse a principal preocupação a ter ?
Passa pela cabeça de alguém que isto pudesse ser uma condição não preenchida e que não se tivesse deixado transparecer essa dificuldade, quando tudo se inclinava para um desfecho favorável ?
Isto só seria possível caso estivessemos perante um conjunto de meninos de coro a lidarem com um vigarista.
Como nos parece que a haver algum vigarista esse poderá estar do lado de cá, será importante alguém desvendar o que na realidade levou àquele desfecho.
Como já transmitimos anteriormente, é incomprensível para quase todos os portugueses a manutenção do senhor relvas no governo. Seja passos coelho quem for, há muito que deveria ter procedido a essa substituição. E podia tê-lo feito, arranjando mesmo uma belissima colocação para o seu amigo numa das empresas publicas que normalmente lhes servem de refugio dourado.
Mas não. Contra o que seria normal e aconselhável e mesmo até para vergonha de muitos sociais democratas, passos coelho continua a garantir a permanência deste autêntico estropício cujo passado enche de vergonha qualquer pessoa decente.
No entanto passos coelho entende que o homenzinho deve continuar a ocupar um cargo para o qual se exigiria uma pessoa no mínimo séria.
Como sabemos a intervenção de relvas no negócio da TAP seria sempre um assunto suspeito.
Está comprovado que assim aconteceu e que houve contatos com o senhor Efromovish. Acabou por se verificar que o negócio abortou subitamente quando tudo se inclinava para o contrário.
O que é que o senhor relvas pretendia ao intervir nesta fase final ?
Seria um reforço de "garantias" ? Se assim foi e não as obteve levou a que o negócio acaba-se por abortar.
Será que relvas anda por ali a ver se consegue ajudar o governo a fazer bons negócios ?
Porque é que passos coelho não o demite ?