Crónica de um País adormecido
O mais grave atentado á liberdade de imprensa, foi ontem cometido neste País.
Os jornalistas visados, pediram apoio á população.
Através de sms, de blogues, por contactos telefónicos, foi solicitada a comparência junto das instalações da TVI. Para hoje ás 20 horas. À hora do jornal suspenso.
Quando partimos de Lisboa, fomos uma hora mais cedo para poder estacionar o carro. Imaginámos um transito caótico naquela Zona. Vendo bem, tratava-se do noticiário com maior audiência no País. Tinha sido lá que o Povo teve oportunidade de conhecer alguns dos desvarios maiores da nossa democracia. Da Cova da Beira ao Freeport, tudo nos foi sendo mostrado e explicado. A inqualificável decisão de o suspender, teria de ter uma resposta á altura.
Quando chegámos, ainda não estava ninguém. Estacionámos com facilidade. Ainda era cedo. Cerca das 20 horas, chegou um grupo de 8 pessoas, depois mais 3 e depois mais 2
O estranho cenário que íamos tendo diante dos olhos, deixava-nos perplexos. Eram mais os jornalistas que a "multidão".
Estranho País este que não percebe o que se está a passar. Nem sequer é solidário com aqueles que assumiram enfrentar o poder corrupto instalado. Manuela Moura Guedes, Carlos Enes e Ana Leal mereciam outro apoio. Sentimos na pele a falta de solidariedade de um Povo.
Quando deixámos Queluz, tornou-se obrigatória uma reflexão.
No tempo presente, nada justifica o esforço que vimos fazendo na procura de soluções e consensos que acabam sempre por falhar. O secundário e o particular, têm acabado sempre por impedir o essencial.
O poder instalado irá continuar tranquilo e o País adormecido.
Quando um dia acordar, se alguém entender que poderemos ser úteis, vejam se ainda andamos por cá.
Hoje suspendemos todas as acções da Força Emergente.
A nossa luta sempre foi no sentido de se conseguir um País mais justo, com gente séria e verdadeiramente ao serviço do Povo. Apresentámos ideias e defendemos princípios. Nunca tivemos ambições pessoais. Sempre nos oferecemos para lutar com quem se apresentá-se melhor apetrechado e com melhores ideias, desde que sob os mesmos princípios.
De momento, nada justifica o tremendo esforço físico e financeiro que fomos fazendo.
Tudo aconselha a suspender a nossa "força".
Para aqueles que mais de perto nos foram seguindo e apoiando, talvez seja um até logo. A evolução do País assim o irá determinar.
A proibição das touradas e a civilização
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Consta que esta foi uma das primeiras tentativas de proibição das touradas.
Remonta ao século XVI (1567) e é da autoria de um Papa. O senhor Rei D.
Sebasti...
Há 3 horas
