quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O ano do grande vigarista

Ao chegarmos ao final deste ano é imperioso colocarem-se algumas questões:
Estamos ou não a ser enganados por políticos incompetentes e corruptos ?
Somos ou não um povo de gente inculta e de mentalidade retrógrada ?
É ou não o nosso País o mais atrasado da U.E.?
Estamos ou não com o mais baixo nível de crescimento económico na década que passou ?
A taxa de desemprego real está ou não próxima dos 15% ?
Prevê-se ou não capacidade de implementação de novas politicas de desenvolvimento ?
O País vai ou não continuar a atrasar-se em relação aos restantes membros da U.E. ?
Consideramos ou não que estamos a ser enganados através de compromissos não cumpridos ?
As perguntas poderiam continuar neste ritmo se não tivéssemos de parar de vez em quando para pensar em coisas que nos são apresentadas e em que de imediato dizemos. Como é que isto é possível ?
É o caso noticiado hoje. As policias estão sem viaturas para poderem cumprir a sua missão. Por vezes têm que utilizar as viaturas particulares para responderem a solicitações que lhes são feitas.
Neste mesmo País os detentores de cargos políticos dispõem de viaturas topo de gama.
Estendem mesmo essa generosidade aos Juízes do Tribunal Constitucional. Que eles nomeiam e de quem esperam como é evidente a devida compreensão. Mais uma frota de BMWs não é certamente ofensivo para um País próspero e desenvolvido como o nosso.
Assim e aos poucos fomos permitindo que se criasse uma estrutura social em que a maioria das pessoas foram relegadas para a mera situação de contribuintes passivos dum Estado Imoral e Vergonhosamente apresentado com o rótulo de Estado de Direito Democrático.
Esta construção tem vários responsáveis, alguns já bem identificados e outros ainda envoltos por um manto de algum secretismo. A verdade é que a maior parte dos políticos conhecidos poderiam ser apresentados com o rosto marcado pelas situações escandalosas em que têm estado envolvidos. Alguns já o vêm ostentando de forma perfeitamente consciente e totalmente seguros de que nada poderemos fazer para os por em causa, para lá das pequenas vergonhas por que vão passando quando a comunicação social trás a conhecimento publico as "habilidades" em que vão estando envolvidos.
A consciência de que a corrupção estava generalizada, permitiu a alguns dos novos detentores do Poder enquadrar a vigarice dentro daquilo a que chamam os segredos de Estado. O Sistema de Encobrimento de Políticos Corruptos estava assim montado. E funciona perfeitamente tal como foi comprovado no ano que termina agora.
Há quem lhe chame o ano do Grande Vigarista, talvez inspirado na canção emblemática "the great pretender". Por muito que puxem pela cabeça não será fácil descortinarem o nome deste grande obreiro do descalabro a que chegou o País.
Temos intenção de voltar a este assunto e caso a vida nos possa correr melhor no próximo ano, poderemos desta vez sermos nós a oferecer um BMW.
Será um concurso simples em que se farão apenas duas perguntas.
Como é evidente a primeira será sobre quem foi o grande vigarista da primeira década do ano 2.000 e será de fácil resposta.
A nossa intenção será dificultar ao máximo a segunda. Talvez possamos pedir que nos indiquem 10 nomes de gente impoluta que possa ter estado nesse período ligada á gestão política do País.
Se sentirmos que não é fácil chegar-se a esse numero poderemos considerar uma redução do mesmo.
Mesmo assim, o mais certo é o prémio não ser atribuído. Estamos conscientes da dificuldade na resposta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Força que nos obriga

Olhamos o País e tudo continua inerte. Excepto o habitual frenesim pelas compras de natal.
Não se vê nem se ouve nada de inovador. As coisas vão fluindo ao ritmo das coisas estabelecidas.
A sociedade estagnada pela falta de ideias que possam despoletar novos factores de diversificação e desenvolvimento, vai respondendo aos quesitos estratégicos da classe politica vigente. Chama-se a isso a técnica do "amolecimento sistémico".
Essa tarefa tem vindo a ser exemplarmente desempenhada pela grande maioria da comunicação social em cumprimento da estratégia politica há muito assumida.
Por vezes interrogamo-nos por onde andarão aqueles que sentiram o fervor das ideologias, em tempos ainda não muito distantes.
Nessa altura sentia-se o impulso para combater por ideias e reformas. Entendia-se a necessidade de se evoluir para sociedades onde a justiça social e o desenvolvimento pudessem gerar outra qualidade de vida.
Contestavam-se as restrições á informação e ao associativismo.
Éramos paladinos de bandeiras libertárias.
Queríamos respirar melhor e não termos de sentir o sufoco das ideias impostas.
Quem sabe se por ironia, muita dessa gente não são hoje os esbirros deste Sistema Político que já nos incomoda muito mais do que aquele em que ainda vivemos mais de 20 anos.
Para chegarmos a este ponto, valia mais termos evoluido naturalmente.
Ao permitimos que tantos oportunistas acedessem ao poder, deu como resultado traírem as ideologias e irem arrastando o País para a situação mais negra da nossa história. E continua a não haver reacção ou contestação.
Mesmo os chamados pequenos partidos, normalmente portadores de mensagens contestatárias ou denunciadoras da situação política, adormecem anos a fio sem capacidade ou motivação para a luta constante que é exigida para se poderem atingir sejam quais forem os objectivos.
È bem conhecida e com resultados comprovados, a estratégia de "mudança controlada", que acontecendo de forma lenta e suave, vai provocando um estado de habituação e conformismo que leva ao amortecimento dos sentidos e inibe a capacidade de gerar movimentos reactivos sustentados. Nesta estratégia a Comunicação social desempenha um papel de relevo, e a NET completa de forma consistente o ciclo de motivações diferenciadas que nos conduzem para outros objectivos e ocupações.
Somos cada vez mais um Povo de gente controlada e sem ideias próprias.
Sem capacidade de reacção.
Traidores do futuro dos nossos filhos.
Quando é que iremos assumir o dever de contrariar estes políticos e estas politicas?

ADENDA - A Força Emergente pediu hoje a constituição de assistente no processo judicial movido contra José Sócrates, Alberto Costa e Lopes da Mota, na sequência das pressões sobre os magistrados do processo Freeport.
Seria para todos um excelente Natal e um próspero novo ano, se estas personagens já não nos incomodassem nos tempos mais próximos.
O País tem que se libertar desta gente e responsabilizá-la criminalmente se necessário.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Grande Embuste

Todos os que percorremos o País e vamos sentindo o pulsar das populações já há muito que sabíamos que a verdade vinha sendo manipulada de forma deliberada e criminosa.
A crise que nos afecta, foi provocada por estes políticos e estas políticas, com particular destaque para os principais responsáveis do PS e do PSD.
José Sócrates que há 4 anos atrás já vinha acossado por algumas trapalhadas onde se tinha metido, aproveitou a ocasião para se candidatar ao poder. As circunstancias e a necessidade levaram-no a manipular a informação e fazer as promessas necessárias para chegar ao governo. Mas o País e a governação não era o que o preocupavam.
Assim fomos assistindo ao desenrolar de uma politica disparatada e sem sentido tendo em conta a realidade do País que somos.
Estupidamente ainda lhe permitiram continuar e em breve irá atingir a plenitude da irresponsabilidade governamental. E assim será por mais alguns meses.
Foi portanto sem surpresa que fomos vendo o reflexo das decisões que iam sendo tomadas. Todos sentíamos que o País ia rapidamente definhando. A crise Internacional já pouco vinha acrescentar. A nossa crise há muito que estava instalada e era bem conhecida.

Esta situação deveu-se em grande parte a uma errada politica de investimentos, ao regime fiscal que estrangulou grande parte do tecido empresarial e á falta de visão estratégica para o desenvolvimento do País.
A crise Internacional já pouco veio acrescentar ao descalabro em que o País já estava mergulhado. Este encobrimento da verdade também cabe em grande parte á comunicação social, com as honrosas excepções que todos conhecemos.
Também não é desculpável a quase total ausência de intervenção por parte do Presidente da Republica. Afinal era o País que já há muito tempo se vinha a afundar.
Quando em Janeiro de 2009 escrevemos no nosso manifesto que o País precisava de governantes sérios e responsáveis, estávamos bem conscientes do tremendo embuste que aos poucos se vai revelando.
Para aqueles que ainda pensam que por vezes se exagera nas críticas, considerem se os indicadores que vão sendo apresentados assim como as vozes de algumas conceituadas personalidades, não são suficientes para demonstrar a verdadeira situação a que chegou o País.
Analisem agora os dados trazidos a publico em
http://www.ionline.pt/conteudo/38009-recessao-comecou-mais-cedo-em-40-da-economia-nacional
Os dados são do INE.
As conclusões dão corpo ao titulo
Ano da recessão é 2009, mas há regiões que estão minguar há quase três anos. No Pinhal Interior Sul e no Baixo Alentejo é a razia total
E tudo se vai passando como se a crise não estivesse há muito já instalada e não fosse profunda e bem conhecida.
E que tal repararmos agora que foi nessa altura que chegou ao poder esta clique de INCOMPETENTES que ainda lá continuam.
Caros amigos. O País precisa urgentemente de GOVERNANTES SÉRIOS E RESPONSÁVEIS.
Sabem onde eles se encontram ?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Elasticidade do Sistema

Ou o estranho País que nem rebenta nem se desenvolve.

Muito sinceramente, temos de admitir que talvez possam haver milagres.
Pelo menos daqueles que permitem que um Povo que pouco produz, que importa quase 70% do que consome, em que as principais receitas já não cobrem os juros da dívida, onde as despesas de Estado e apoios sociais continuam a aumentar de forma imparável e o investimento é quase nulo, acabemos por assistir nesta quadra a um verdadeiro festim de consumismo que parece contrariar toda a lógica de sustentabilidade da Economia.
Será que a "mão invisível" agora nos entrega dinheiro ?
Ou será que um grupo de irresponsáveis políticos tudo fazem para irem mantendo a festa do bom povo, pois sabem que enquanto houver musica e as almas andarem alegres, o amanhã é um assunto que logo se verá ?
Tudo isto se passa naquilo que continuam a chamar de um Estado de Direito Democrático. Com isso assumem a legitimidade suficiente para entrarem na dança, mesmo sabendo que o fogo de artificio é de muito curta duração.
Claro que sabemos que não há milagres para estes casos.
Claro que sabemos que tudo continua a ser feito á custa do endividamento externo.
Claro que sabemos que tudo ainda funciona por causa dos tais 10% de assalariados do Regime.
Claro que sabemos que tudo ainda funciona porque os Fundos Estruturais que chegam da U.E. vão sendo desviados para investimento não produtivo.
Claro que sabemos que os fundos financeiros provenientes de lavagem de dinheiro acrescido com os muitos milhões da U.E. que andam desaparecidos ou mal distribuídos, permitem ir mantendo as aparências e evitam a queda brusca que já se poderia ter dado. Uma Economia estagnada não funciona sem dinheiro quer ele seja sujo ou lavado.
Quer isto se passe aqui ou nos E.U.A.
Veja-se o relatório da ONU - http://www.ionline.pt/conteudo/37348-banca-sobreviveu-gracas-ao-trafico-droga-acusa-onu .
Mas....acontece que fomos surpreendidos com um fim de semana na Baixa Lisboeta como já não víamos há muitos anos. Engarrafamentos, ruas e lojas cheias, animação e música, um fervilhar de expectativas para um novo ano que provavelmente já não será próspero.
Claro que sabemos que é isso que vai acontecer, pois por muito que a corda possa ir esticando um dia quebra com toda a naturalidade.
É evidente que também sabemos que o País não é a Baixa de Lisboa. Mas quem consegue perceber minimamente a situação em que se encontram as finanças publicas e as responsabilidades contraídas com o exterior, não pode deixar de exprimir um sentimento de tristeza pelo futuro que nos estão a preparar. No nosso caso já não é só de tristeza, é mesmo de revolta.
Será que continuamos a ser tão poucos, aqueles que nos sentimos incomodados?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Como Reagir

As imagens que chegam do Irão, reflectem a vitalidade e a coragem de um Povo que continua a demonstrar que mesmo nas mais difíceis condições, é possível lutar contra um Regime que consideram não respeitar os seus direitos de cidadania.
Ao ver essa capacidade e essa determinação, sentimos uma profunda tristeza pelo povo a que pertencemos.
Perante situações por ventura mais gravosas, continuamos a demonstrar uma permanente cobardia e uma comprovada incapacidade de responder e demonstrar o nosso repúdio pelos políticos que continuam de forma ilegítima a governar-se do País.
E somos nós que permitimos isso.
Somos nós, por vezes com consideráveis sacrifícios e no meio das mais diversas dificuldades, que continuamos a entregar-lhes uma parte considerável daquilo que ganhamos e que através de Impostos, Taxas, Coimas, etc, vai continuando a servir para alimentar estes políticos e estas políticas que não nos interessam nem a nós nem ao País.
Chega-se já ao ponto de assistirmos a uma autêntica caça à multa, especialmente dirigida á falta de cumprimento da Inspecção obrigatória no mês da compra do veiculo após os 4 anos do seu registo. São 250 Euros de multa para esta "infracção" em que muitos caímos, pois tratando-se de veículos relativamente novos e normalmente sem quaisquer problemas, esquecemos muitas vezes de os levar exactamente no mês em que fazem os 4 anos de compra, á tal inspecção obrigatória.
Como é fácil de ver, não há qualquer justificação para uma multa deste montante. Isto é um roubo. Mas para esta infracção, foi criado um programa especial e andam agora grupos organizados de forças policiais a olhar para as matriculas dos carros que já poderão incorrer nesta infracção. É uma autêntica vergonha ver como estão a colaborar com mais este roubo.
Aquilo que se passa no País, é que diariamente estamos a ser roubados e ninguém parece reagir.
Pensamos que a situação a que já chegámos, dá-nos o Direito á Desobediênca Civil.
Isso mesmo defende um dos grandes lutadores pela reposição da dignidade na política e que se chama José Maria Martins, que defendeu no seu Blogue, A Desobediência Civil e sua legitimidade perante Governos iniquos e retrógrados - Por exemplo desobedecer não pagando impostos -. Esta sua bem fundamentada exposição,deverá levar-nos a ponderar essa possibilidade.
Gostaríamos de ver mais gente a pensar sobre isto.
De facto é com o nosso dinheiro que vamos alimentando esta gente e estas politicas.
Continuamos a fazê-lo ?

sábado, 28 de novembro de 2009

O detonador

Parece que poucas duvidas existem sobre a necessidade premente e imperiosa, de se corrigir, perdão, banir, o Sistema Politico implantado no País. Isto tendo em conta os dados estatísticos sobre quase todos os indicadores comparativos e históricos que comprovam a situação de verdadeira miséria a que estamos a chegar.
A análise e os comentários sobre os mesmos já estão suficientemente divulgados.
O sentimento de repúdio por parte de uma larga maioria não integrada no Sistema é já visível e o incómodo que alguns apaniguados começam a evidenciar é também notório.
Para isso muito contribui a situação vergonhosa a que chegou a Justiça.
A cada novo caso que demonstra o envolvimento em situações ilícitas e pouco dignas daquelas pessoas que todos sabemos bem quem são, logo ouvimos os seus correlegionários a defenderem os princípios daquilo a que chamam o Estado de Direito. ? A que acrescentam. Vivemos num Estado de Direito Democrático !
Sabendo bem o que isto significa, desde logo todos afirmam que estão inocentes.
Com a certeza daquilo que dizem, todos garantem de forma segura que nada está provado. Todos sabem de antemão que nada irá ser provado, tal como regularmente vem acontecendo.
O Direito tornou-se assim na ferramenta adequada para denegar a Justiça e no instrumento certo para garantir a impunidade.
Eles sabem que em devido tempo fizeram as Leis e configuraram o Sistema para que nada lhes pudesse vir a ser imputado.
Com base na legitimidade que assumem ter, estabeleceram normas e procedimentos artificiosamente concebidos para invalidar qualquer procedimento jurídico para os crimes que vão cometendo.
Para que o Sistema funcione ao ritmo e de acordo com as necessidades, são eles que elegem os responsáveis pela Estrutura Judicial. E escolhem quem lhes garante a sobrevivência. É um Sistema de garantia mutua. È uma Vergonha Nacional.
Se o Sistema falha na base, logo é corrigido pela hierarquia.
O Direito é assim esta montagem habilidosamente concebida para proteger a classe politica e os agentes externos de suporte à mesma.
É a isto que chamam o Estado de Direito.
Assim sendo, já não temos duvidas sobre o conceito de Democracia que fundamentou as nossas esperanças, pois esta é um tremendo embuste feito ao Povo Português.
Aquilo de que precisamos urgentemente é de um Estado de Justiça, assente num Ordenamento Jurídico e numa Estrutural Judicial que representem os valores da sociedade e garanta os princípios Universais que deram corpo ás mais diversas ideologias de que se foram alimentando estes políticos e que as deturparam em beneficio próprio e dos grupos a que pertencem.
O que temos hoje é um aglomerado de parasitas que ao dependerem do Erário Publico demonstram que têm como principal objectivo garantir que o Sistema subsista, mesmo que isso implique "esquecerem-se" de tomar as medidas que se imporiam face aos princípios e ideologias que afirmam defender e pela quais se agrupam no parlamento.
Esta gente desvirtuou as ideias e os princípios, trai a confiança dos que ainda votam neles, configuram uma classe habilidosamente solidária e merecem o nosso total repúdio.
Este Sistema politico tem que ser eliminado.
A revolta que a prazo se fará sentir já só precisa de um detonador.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Estado de Espírito

Ou a penosa existência de alguns Portugueses.

Viver em Portugal torna-se cada vez mais num exercício de contenção reactiva.
Com efeito o sistemático e repetitivo fluxo informativo, com as mesmas personagens, as mesmas frases, o mesmo intuito, o continuo falsear de factos e situações, o mesmo despudor, a mesma irresponsabilidade consciente, a mesma incapacidade em apresentarem novas ideias, o mesmo á vontade perante as indignidades que vão cometendo, o ar assumido de quem sente que está imune perante a justiça, a certeza que controlam a vida e a mente de um vasto conjunto de "pobres de espírito" que nem sequer se dão conta do desprezo que a mesma classe politica tem por eles, levou a que alguns dos dirigentes desta Associação se "vão tentando desligar" do fluir diário das noticias.
Quando estas nos chegam, pois há sempre alguém que nos vai informando, sentimos um profundo desprezo pelos Constancios, Monteiros, Noronhas, Socrates, Varas, Loureiros, Morais, e tantos outros que diariamente nos vão deixando os "nervos em franja". Esta gente vai certamente obrigar-nos a ter uma reacção, mais dia menos dia.
Esta sociedade não pode continuar a evoluir com esta gente á frente dos destinos do País. São demasiado perigosos para o futuro das próximas gerações. Nada têm para oferecer e apenas vão retirando o pouco que ainda existe. Vão deixar-nos com uma divida monstruosa e sem solução para os milhares de pessoas que aos poucos vão engrossando o numero de desempregados.
Somos um País á deriva.
Felizmente vão surgindo algumas vozes e comentários que nos fazem manter a esperança e garantem que há alternativas e soluções que nos terão de conduzir a uma nova sociedade que permita responder a questões básicas da subsistência humana, pois para lá das ideologias, aquilo que começa a estar em causa é mesmo a nossa sobrevivência.
Com toda a consideração e agradecendo o comentário assinado por Ruy, transcrevemos:
Em Portugal, a degradação e a corrupção a que chegou o sistema político desta III República, o seu bloqueamento e a manifesta incapacidade de se auto reformar, leva qualquer cidadão a admitir, a desejar, uma profunda mudança não necessariamente do regime constitucional em que vivemos mas do “sistema” político corrupto institucional erguido pela nossa classe politica ao longo dos últimos anos.
Os partidos transformaram-se em máquinas eleitorais, em partidos de notáveis, de uma nova aristocracia sufragada pelas televisões e sondagens. Neles preside uma lógica aparelhistica, oligárquica de perpetuação política da elite que dirige o partido e o representa no Parlamento. Os partidos esvaziaram-se ideologicamente e assim deixaram de representar os interesses dos cidadãos para passarem a representar somente os interesses das suas clientelas partidárias. A profissionalização dos políticos, a mediocridade no seu recrutamento, a corrupção e o tráfico de influências são a realidade dos dias de hoje. Temos um Estado de partidos, redutor e totalitário quanto à representação dos interesses plurais da sociedade. Temos uma Democracia usurpada por estas elites, com responsabilidades de tomar decisões em nome do Povo, e que o atraiçoam logo que alcançam o poder ao romperem com todas as promessas eleitorais sem que daí advenha a revogação dos seus mandatos.
O falhanço do neoliberalismo económico, do capitalismo selvagem, do mercado sem regras nem controlo, do mercado que se rege por si próprio, do menos Estado, do cidadão considerado não como um ser multifacetado, de múltiplas necessidades, éticas, culturais, sociais, mas tão só como simples consumidor. Princípios, onde conceitos como a solidariedade, fraternidade, abnegação, tolerância, benevolência, são considerados nefastos, caducos, perturbadores e prejudiciais ao funcionamento normal da sociedade, o mesmo é dizer ao funcionamento normal do mercado. Para os neoliberais, o Homem é apenas corpo, não é alma, é consumidor e isso basta.
Surpresos com a crise económica, com a crise do neoliberalismo que irrompeu no mundo, sem compreenderem os seus fundamentos, os líderes europeus, a elite oligárquica europeia e americana, ensaiam múltiplas iniciativas económicas na esperança de que alguma resulte, na esperança de que tudo retome ao “normal funcionamento” anterior. Naturalmente que todas estas iniciativas podem atrasar momentaneamente o “natural” percurso da economia mas, no fundo, o que se deseja, é manter a mesma lógica económica, o que se pretende é a perpetuação das politicas neoliberais. E, como resultado, a mais curto ou médio prazo, um contínuo decréscimo do crescimento económico e um agravamento das desigualdades sociais com nova e mais profunda crise.
Só uma nova doutrina, uma nova filosofia, poderá inverter o rumo deste desenvolvimento capitalista neoliberal. Uma nova ideologia – a Democracia Social – que encerre em si, que incorpore, o princípio da unidade dialética entre o ser individual e o ser social, tendo como expressão a democracia política, com a vontade política dos cidadãos expressa em eleições democráticas e que assegure uma empenhada, permanente e continuada participação do cidadão na vida pública. Em que o acto eleitoral seja o corolário de uma participação activa, diária, continuada do cidadão na gestão política da sociedade. Os eleitos são cidadãos temporariamente representantes, delegados das populações e a cada momento intérpretes das suas vontades.Uma nova forma de organização social que assegure o controlo social permanente sobre o Estado e as empresas.Uma nova forma de organização social, tendo como um dos seus objectivos a valorização da democracia participativa.