Parece inquestionável que o sistema politico em vigor não serve os interesses do País e é actualmente a grande FORÇA DE BLOQUEIO para podermos sair da situação de crise em que nos encontramos.
Analisando quase 20 anos de gestão estatal, somos forçados a concluir que a única certeza que temos é a de que se fomentou a criação de um País Amorfo, Infectado, Bafiento e Obscurantista.
O "grande salto" que foi dado nalgumas infraestruturas assim como em muito do enriquecimento ilícito que se verificou, foi feito com fundos Europeus e outros que nem tanto.
Estes políticos limitaram-se a esbanjar a súbita riqueza que lhes foi vindo parar às mãos. Sem criatividade e sem respeito nem resposta para os verdadeiros problemas que urgia resolver.
Não houve uma gota de suor ou de inspiração para se fazer aquilo que o País precisava.
Tudo isto porque lhes foi dado de "mão beijada" um fundo de tesouraria em alimentação constante. E aí esta classe de gente mal formada, oportunista e que mal sabia pronunciar a palavra Gestão, demonstrou que não tinha ideias do que era necessário fazer para colocar o País na senda do desenvolvimento com vista á nossa integração junto dos restantes membros da UE.
Nada no Estado é transparente. Bem,..... não é totalmente verdade.
Quem se dá ao cuidado de ler o Diário da República pode muitas vezes ser surpreendido com a facilidade com que se nomeiam assessores, se criam empresas publicas, se nomeiam directores, secretárias, se atribuem subsídios, se estabelecem reformas, ajudas de custo, se fazem e autorizam despesas, etc etc, por valores e condições que envergonham qualquer pessoa minimamente séria e consciente do País que somos.
Os custos com o funcionamento da Assembleia da Republica mais que duplicaram no breve espaço de poucos anos.
Os montantes das indemnizações que são pagos pelas mudanças de cargos nas empresas publicas, são verdadeiramente aviltantes e só possíveis por sermos o tal povo acima descrito. Numa sociedade esclarecida isto não era possível.
Por enquanto a nossa capacidade de reacção continua a ser quase nula.
O Povo que temos, amalgamado por emoções fáceis e distracções oportunas, parece alheado de tudo.
Uns rendimentos mínimos, uns subsídios de desemprego e umas reformas miseráveis, são suficientes para minimizar a fome e ainda acham que têm que dar "graças a Deus".
O País é pobre e já muito fazem eles, diz muitas vezes este "bom povo" que não percebe o que se passa, nem quer perceber, pois diz muito "seguro de si" que é melhor ter pouco que não ter nada.
Temos assim um País situado ao nível primário das coisas e das pessoas.
Nos antípodas deste "primarismo" temos os esclarecidos e alguns revoltados.
Nos esclarecidos, os chamados intelectuais e seus derivados, costumam escrever bem, analisar bem, criticar sustentadamente a situação política e até mesmo outros críticos que também a contestam.
Porque normalmente estão numa situação confortável do ponto de vista financeiro, "disparam" por vezes forte, mas o que sai é quase sempre pólvora seca. Não produz qualquer efeito.
No grupo dos revoltados, temos uma imensa variedade que acha que se tem de fazer alguma coisa, mas......é melhor esperar para ver quem avança primeiro não vá "o diabo tecê-las". Quando alguém toma uma iniciativa mais ousada, tem garantidos todos aqueles rótulos que normalmente apenas justificam a cobardia própria em se avançar com acções concretas de contestação.
Ainda nos lembramos daquele "parvo" da Força Emergente que em Março passado foi a S.Bento entregar uma carta a exigir a demissão do 1º ministro.
Ou daqueles 4 "palermas", também da mesma Força Emergente, que em Maio foram a Belém solicitar ao P.R. que demitisse o 1º Ministro.
Ou daqueles 5 elementos, por acaso também da Força Emergente, que entre Julho e Setembro tudo fizeram para tentar criar uma Plataforma de Intervenção Cívica e agendaram mesmo uma manifestação para 12 de Setembro, que acabou por ser inviabilizada por quem tinha aceite participar na organização da mesma.
O sentimento de revolta de muita gente, continua assim bloqueado pelo medo, pelo receio do desconhecido ou do pouco sustentado, pela ausência de "vultos" com especial peso na sociedade - Medina Carreira é dos poucos em actividade -, e acima de tudo por se ter perdido o fogo e a chama que movimentaram as juventudes de outros tempos.
Nessa altura também não haviam os vultos ou as referências. Lutava-se por convicções e ideais. E mudou-se o curso da história.
Afinal o Maio de 68 ainda está presente na nossa memória e na nossa vida.
Parece que nem percebemos que esta classe política cairá com muito menos esforço e ruído que aquele que na altura se fez.
Tenhamos consciência que eles estão já a lutar pela sobrevivência.
Porque é que não os ajudamos a ter uma morte assistida?
Não é a isso que chamam eutanásia?
ADENDA, 28.01.10 - Ricardo Salgado em entrevista no Jornal da Noite, veio confirmar que não gosta de ver o País a ter esta MORTE LENTA. Será que se inspirou no nosso post?
Sabemos que alguns socratinos são nossos fieis seguidores. Mas um banqueiro!!
A proibição das touradas e a civilização
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Consta que esta foi uma das primeiras tentativas de proibição das touradas.
Remonta ao século XVI (1567) e é da autoria de um Papa. O senhor Rei D.
Sebasti...
Há 3 horas
