terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Manifestação, HOJE, dia 11 às 13.30 horas

Será frente à Assembleia da Republica.
Será obrigatório estar presente, pois é necessário separar as águas.
Quem não for, sem motivos ponderosos que o justifiquem, demite-se da função suprema que nos deverá distinguir enquanto seres evoluídos. O respeito por nós próprios.
Sabemos bem quem não vai e tudo já está a fazer para boicotar esta iniciativa de um grupo de pessoas conscientes da necessidade da sua realização.
Vamos ser mais fortes, pois temos pelo nosso lado a Razão e um pobre País cheio de indecisos e cobardes que precisa daqueles que não se vergam nem se vendem.

Venha connosco. Quinta feira lá estaremos.

Consulte aqui:

http://www.ionline.pt/conteudo/45794-todos-pela-liberdade-blogues-mobilizam-se-e-lancam-peticao

Adenda - Nas ultimas 24 h mais de 8.000 pessoas assinaram a petição
Todos pela liberdade.
Faça o mesmo e divulgue pois estará a contribuir para um País melhor.

Para assinar aceda aqui
http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1213

Este é o primeiro grande movimento de Portugueses incomodados com a situação a que chegou o País. Vamos derrubar este inqualificável primeiro ministro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Povo que ainda lavas no rio

A água continua a correr e as árvores que o ladeiam engrossaram junto ás margens. Os fundos são menos nítidos e os restos de sabão macaco ainda incrustado nas pedras fazem-nos lembrar o País de há 50 anos atrás. Reparamos que já não estão as lavadeiras que lhe davam o colorido e a imagem que ainda tínhamos na memória.
A algazarra da vizinhança também já não era a mesma.
De súbito o ruído de motores desperta-nos quando na nossa memória ainda estava a aflorar o bucolismo campestre que ali se podia apreciar.
Estamos contudo certos que o local era aquele, embora a água do rio se tenha transformado num esgoto a céu aberto e o cheiro nauseabundo bastante incomodativo.
Éramos então um País encostado à água e muito perto da fronteira. Os horizontes eram limitados e a vida passava-se lá fora. Aí, sempre que chegávamos alguém nos fazia sentir na pele a rejeição de sermos Portugueses.
Um acaso na história, levou a que bandeiras subissem alto e alguns cravos salpicassem as ruas. Um novo Sistema crescia e foi sendo alimentado por idealistas genuínos, sólidos e poucos, empurrados por muitos, oportunistas, que nada mais traziam que um saco de palavras e a ambição desmedida em ocupar o Poder.
Proclamava-se então o Direito á Liberdade e á Livre Expressão do Pensamento.
Tomaram conta do País.
Os ventos de mudança foram-lhes trazendo aquilo que precisavam mas que não seriam capazes de ter ou gerar.
Sem se darem conta e de repente, integravam uma nova classe. A classe política.
Sem estarem á espera, os outros da mesma classe mas de outros Países com menos água e menos fronteiras, fizeram com que os fundos fluíssem, eles engordassem e agora ao abotoarem o fato Armani acabem por fazer rebotar uma imagem porcina que não condiz com a nova condição adquirida.
Para lá de terem perdido a vergonha, perderam também a estética.
Mas ainda tinham gravada na agenda e na história essa grande conquista de há 35 anos. Sabia-lhes bem recordar esse facto de cada vez que se esforçaram por aperfeiçoar o Sistema que com tantos sacrifícios tinham implantado no País.
Que deveria ser moderno, equilibrado, socialmente evoluído, orgulhoso pelos resultados obtidos e essencialmente agradecido pela Liberdade de Expressão alcançada.
No entanto nem tudo é perfeito, as águas nem sempre correm para o mesmo lado, nem os pássaros chilreiam da mesma forma ou o vento sopra na mesma direcção.
De repente o mau cheiro veio-nos recordar que o Rio é hoje um esgoto a céu aberto.
A água que corre já não é a que lava e agora apenas se vislumbra um rosto junto á ponte que ainda o atravessa.
Nota-se que é um homem alucinado e prestes a afogar-se naquela estrumeira corrente que vai sendo empurrada pelas águas. Parece ser um escritor ou alguém ligado á comunicação. O homem gesticula descordenadamente e está prestes a lançar-se.
Parece estar completamente doido, não há duvida.
Alguem grita. É um dos últimos baluartes da imprensa livre, diz um automobilista que trava bruscamente e corre desesperado para lhe deitar a mão.
O caso torna-se conhecido e noticiado.
O governo confirma que é um débil mental a precisar que se lhe encontre uma solução. Nomeia dois dos seus ministros para tratarem do caso. Silva Pereira e Santos Silva. Dois "masters" em análises psíquicas e talvez os melhores dois produtos sintéticos a que este governo pode deitar mão. Pensam pela mesma cabeça, têm o mesmo olfacto e soletram as mesmas palavras. São mais fieis que um cão e de uma disponibilidade arrebatadora. O País não seria o mesmo sem eles.
Num instante declararam que o problema do homem é calhandrice e da mais apurada.
Tem que rapidamente ser internado.
Ainda cansados pela corrida que tiveram de fazer atrás do energúmeno que lhes conseguiu escapar, de imediato declararam! Não andamos 35 anos a lutar pela liberdade de imprensa para agora estar a ser ocupada por atrasados mentais.
O primeiro ministro atento e na defesa dos interesses do País e da liberdade de informação anuiu e deu de imediato as instruções necessárias.
O homem terá de ser em breve tratado.
Irá também ser sujeito ao pagamento de uma pesada multa por pretender agravar a poluição do rio onde antigamente se lavava.
Consciente do cargo que desempenha o primeiro ministro em defesa da cultura e das tradições deste bom povo já mandou instalar um novo lavadouro junto à margem, para onde pensa enviar o jornalista tresloucado. O País continuará assim a ter um povo que poderá continuar a lavar no rio e as peças de "merda" que alguns escreverem irão de imediato para a vala de esgoto. É apenas um problema de separação de águas.
Cada povo tem os governantes que merece.
Feliz o Povo que tais governantes tem.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ascenção e queda do Sistema

Vivemos os tempos finais deste sistema político.
As súbitas facilidades e os recursos financeiros que há cerca de 20 anos nos foram sendo atribuídos, originaram o advento de uma geração de oportunistas a quem se aplica bem o epíteto de "esperteza saloia".
Com efeito se analisarmos as origens de muitos daqueles que foram passando pelos sucessivos governos, identificamos com facilidade de onde vieram e aquilo que tinham.
O que conseguiram, foi obtido pelo simples facto de sermos um País de "saloios", "governados" por gente que se aproveitou dessa nossa proverbial caracteristica. Aquilo que hoje somos no contexto das Nações de que estamos mais próximos, acaba por ser isso mesmo. Um povo de atrasados e "coitadinhos".
Sabendo isso e como não são "parvos de todo", o que pretendem continuar a fazer é irem moldando uma nova orgânica que lhes permita justificar a continuação no poder.
Se repararmos, de súbito e quase em simultâneo, começamos a ouvir falar na necessidade de um pacto de regímen.
O chamado toque a reunir, assenta contudo numa palavra deveras curiosa face à situação a que chegámos.
Invocam a necessidade de GOVERNABILIDADE.
Desde a Presidência da Republica, dirigentes políticos, antigos presidentes etc, todos estão já a apresentar as justificações para que isso aconteça.
É a tentativa final para não serem desalojados do poder.
Todos já perceberam que a rápida degradação a que estamos a chegar irá certamente originar fortes movimentos de contestação.
Todos já perceberam que não têm políticas nem capacidade para recuperar o País.
Todos começam a ganhar consciência que só juntos conseguirão aguentar por mais algum tempo.
É a tentativa de sobrevivência.
É o Pacto de Regímen.
É o ridículo da questão!
Como é que é possível falar-se em governabilidade, da sustentação da mesma e da classe política que a exerce, quando tudo aquilo que vemos e sentimos é o resultado catastrófico da acção governativa destes mesmos personagens.
Todos são cúmplices.
O próprio Presidente da República, como economista que é, não poderia ficar indiferente ás opções estratégicas da acção governativa, ao deficit galopante das contas publicas, aos orçamentos desastrados que este governo apresenta, ao aumento do desemprego, ao desmembrar do tecido empresarial de base etc, etc.
Então é esta gente que irá garantir a governabilidade que nós precisamos?
NÃO.
Como tal, tudo teremos de fazer para impedir que isto aconteça.
Infelizmente parece-nos que esta gente conhece bem o povo que tem e até onde pode chegar.
Será que vamos ter uma surpresa?

ADENDA - Neste povo amorfo e indeciso não estão homens da fibra do advogado José Maria Martins. Podem por-lhe todos os rótulos que quizerem. Quem o conhece, sabe bem até que ponto vai a sua generosidade, assim como a sua postura sobre a acção política e o funcionamento da justiça. Com homens deste calibre o País seria certamente outro. Agora que regressou á blogoesfera depois de ter derrotado o tabaco, vai certamente ajudar a fazer o mesmo a esta classe política.
Sabemos que este homem não falha nesta luta.

ADENDA 2 - José Manuel Fernandes, José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes, jornal de sexta, já estão resolvidos. Mário Crespo já está em vias de solução. A cada dia que passa este País vai ficando entregue a um bando de autênticos psicopatas. Já pouco daquilo que lemos ou ouvimos reflecte a realidade deste País de cobardes que nem a própria dignidade conseguem defender. Da última vez fomos 15 á TVI. Agora onde é que nos encontramos?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

E depois do adeus?

Seja de que forma for, tem que haver uma despedida.
Tínhamos perspectivado o final de Março como o tempo necessário para que a crise fizesse os seus efeitos e se desse inicio á contestação que irá depois levar à queda deste sistema político.
Quando fizemos essa previsão tivemos em conta a situação na altura vivida e a evolução que qualquer leigo conseguiria prever, ou seja, que o País iria continuar a afundar-se.
Só não nos passou pela cabeça que um primeiro ministro incapaz e que não merece a confiança de quase 90% do população, continue a ser mantido no cargo a troco daquilo a que chamam a estabilidade democrática.
Este conceito é defendido pelos arautos da "inteligência politica", com base na importância que tem para a governabilidade do País e o funcionamento das Instituições.
Isto significa que se defende a todo o transe, aquilo a que podemos chamar de saque selectivo e manutenção da irresponsabilidade governativa.
O apelo á estabilidade, tem de ser lido como uma afronta á inteligência Nacional.
O que significa é isto:
Não se mexam, não contestem, não duvidem, não discutam, não desconfiem, não nos incomodem.
Aceitem as nossas decisões mesmo que vos sejam prejudiciais, não se aborreçam se mentirmos, ou se agravarmos as dívidas que terão de pagar, ou fizermos acordos sem consultar ninguém, ou desenharmos as leis e o sistema judicial para nos protegermos, ou se fizermos do estado o nosso Banco privado, e dos bancos privados o nosso suporte no Estado, e do Estado o nosso Centro de Empregos.... e da nossa família.... e dos nossos amigos.....etc.
Esta é a Estabilidade a que apelam os políticos.
E então se resolvermos que esta gente é incapaz, que não resolve nada a não ser os interesses que lhes dizem mais directamente respeito e tomarmos a decisão de nos tornarmos reactivos a esta situação indigna e vergonhosa como temos vindo a ser tratados?
Isto é, se nos tornarmos INSTÁVEIS, o que é que poderá acontecer?
Talvez o seguinte;
1º Os "senhores" que agora estão perfeitamente bem, ou fogem ou assumem que não podem continuar como estão. Um povo é mais que uma classe.
2º O sistema político posto em causa é abalado e obriga a ponderarem-se novas soluções governativas mais de acordo com as noções de legitimidade e representatividade popular.
3º Com o governo a ser abertamente contestado, de imediato começarão a aparecer alguns dos melhores portugueses, muitos ainda no anonimato e outros já suficientemente conhecidos e que poderão ser úteis ao País se para isso tiverem oportunidade.
4º Com um governo a prazo põe-se fim ao agravamento da dívida externa. Só por isto vale a pena tornarmo-nos instáveis.
5º Param os investimentos em obras megalómanas que não têm cabimento a médio longo prazo. Por exemplo, um novo aeroporto seja onde for não se justifica neste País.
6º Exige-se a derrogação imediata do Sistema de Encobrimento de Políticos Corruptos, leia-se estrutura judicial e algumas leis.
7º Expõe-se de forma clara, qual a situação em que se encontram as finanças publicas e as responsabilidades do estado. Nessa altura o Povo Português irá tomar consciência da enormidade do embuste feito nas nossas costas. Temos que conhecer os Títulos de Responsabilização aceites pelo Estado Português.
Alguém sabe o que se passa sobre esta matéria? Alguém imagina as garantias dadas e a quem? Não será sobre nós que irão recair as responsabilidades assumidas?
Mesmo que fiquemos por aqui, e muitos outros factores haveria a considerar, alguém duvida das vantagens de pormos fim imediato a este Sistema Politico ?
Só de pensarmos nestas vantagens e sem avançarmos mais nada, parece sem sombra de dúvida que se justifica uma aceleração na nossa tomada de consciência.
Este sentimento de desconforto até parece que é quase generalizado.
Isto é, a grande maioria do povo português "tem consciência" que os tempos que estão a chegar nada de bom irão trazer. Mas, continua a não ter a lucidez de perceber que esta classe política, TODA, nunca irá largar o poder por mote próprio.
Tem de ser empurrada, ou ajudada a sair, ou mesmo convidada a isso. Sem uma afronta directa ou uma confrontação, não há saída.
O que está em causa, NÃO SÃO TODOS os membros dessa classe. Entre eles há gente digna e com príncipios. Sabemos que não são muitos, mas há. O que está em causa é ESTE SISTEMA POLÍTICO, que não serve o País e irá continuar a agravar a situação em que já mergulhámos.
A verdade é esta.
Não há recuperação económica, não há incentivos ao investimento, o tecido empresarial de base está destruído, o que resta vai a caminho, o povo está descrente e incapaz de reagir, a credibilidade da republica vai baixando no contexto internacional, a bolsa funciona aos soluços num desce mais do que sobe, não há soluções no horizonte, os conceitos de organização económica e política estão ultrapassados, e em cada dia que passa a nossa situação vai-se agravando.
Então para que serve esta Estabilidade ?
Só para garantir a esta classe política a continuidade no poder.
Para lutar contra isso, nós estamos disponíveis.
Contamos consigo? ou prefere que nos continuemos a afundar?

domingo, 24 de janeiro de 2010

A morte lenta

Parece inquestionável que o sistema politico em vigor não serve os interesses do País e é actualmente a grande FORÇA DE BLOQUEIO para podermos sair da situação de crise em que nos encontramos.
Analisando quase 20 anos de gestão estatal, somos forçados a concluir que a única certeza que temos é a de que se fomentou a criação de um País Amorfo, Infectado, Bafiento e Obscurantista.
O "grande salto" que foi dado nalgumas infraestruturas assim como em muito do enriquecimento ilícito que se verificou, foi feito com fundos Europeus e outros que nem tanto.
Estes políticos limitaram-se a esbanjar a súbita riqueza que lhes foi vindo parar às mãos. Sem criatividade e sem respeito nem resposta para os verdadeiros problemas que urgia resolver.
Não houve uma gota de suor ou de inspiração para se fazer aquilo que o País precisava.
Tudo isto porque lhes foi dado de "mão beijada" um fundo de tesouraria em alimentação constante. E aí esta classe de gente mal formada, oportunista e que mal sabia pronunciar a palavra Gestão, demonstrou que não tinha ideias do que era necessário fazer para colocar o País na senda do desenvolvimento com vista á nossa integração junto dos restantes membros da UE.
Nada no Estado é transparente. Bem,..... não é totalmente verdade.
Quem se dá ao cuidado de ler o Diário da República pode muitas vezes ser surpreendido com a facilidade com que se nomeiam assessores, se criam empresas publicas, se nomeiam directores, secretárias, se atribuem subsídios, se estabelecem reformas, ajudas de custo, se fazem e autorizam despesas, etc etc, por valores e condições que envergonham qualquer pessoa minimamente séria e consciente do País que somos.
Os custos com o funcionamento da Assembleia da Republica mais que duplicaram no breve espaço de poucos anos.
Os montantes das indemnizações que são pagos pelas mudanças de cargos nas empresas publicas, são verdadeiramente aviltantes e só possíveis por sermos o tal povo acima descrito. Numa sociedade esclarecida isto não era possível.
Por enquanto a nossa capacidade de reacção continua a ser quase nula.
O Povo que temos, amalgamado por emoções fáceis e distracções oportunas, parece alheado de tudo.
Uns rendimentos mínimos, uns subsídios de desemprego e umas reformas miseráveis, são suficientes para minimizar a fome e ainda acham que têm que dar "graças a Deus".
O País é pobre e já muito fazem eles, diz muitas vezes este "bom povo" que não percebe o que se passa, nem quer perceber, pois diz muito "seguro de si" que é melhor ter pouco que não ter nada.
Temos assim um País situado ao nível primário das coisas e das pessoas.
Nos antípodas deste "primarismo" temos os esclarecidos e alguns revoltados.
Nos esclarecidos, os chamados intelectuais e seus derivados, costumam escrever bem, analisar bem, criticar sustentadamente a situação política e até mesmo outros críticos que também a contestam.
Porque normalmente estão numa situação confortável do ponto de vista financeiro, "disparam" por vezes forte, mas o que sai é quase sempre pólvora seca. Não produz qualquer efeito.
No grupo dos revoltados, temos uma imensa variedade que acha que se tem de fazer alguma coisa, mas......é melhor esperar para ver quem avança primeiro não vá "o diabo tecê-las". Quando alguém toma uma iniciativa mais ousada, tem garantidos todos aqueles rótulos que normalmente apenas justificam a cobardia própria em se avançar com acções concretas de contestação.
Ainda nos lembramos daquele "parvo" da Força Emergente que em Março passado foi a S.Bento entregar uma carta a exigir a demissão do 1º ministro.
Ou daqueles 4 "palermas", também da mesma Força Emergente, que em Maio foram a Belém solicitar ao P.R. que demitisse o 1º Ministro.
Ou daqueles 5 elementos, por acaso também da Força Emergente, que entre Julho e Setembro tudo fizeram para tentar criar uma Plataforma de Intervenção Cívica e agendaram mesmo uma manifestação para 12 de Setembro, que acabou por ser inviabilizada por quem tinha aceite participar na organização da mesma.
O sentimento de revolta de muita gente, continua assim bloqueado pelo medo, pelo receio do desconhecido ou do pouco sustentado, pela ausência de "vultos" com especial peso na sociedade - Medina Carreira é dos poucos em actividade -, e acima de tudo por se ter perdido o fogo e a chama que movimentaram as juventudes de outros tempos.
Nessa altura também não haviam os vultos ou as referências. Lutava-se por convicções e ideais. E mudou-se o curso da história.
Afinal o Maio de 68 ainda está presente na nossa memória e na nossa vida.
Parece que nem percebemos que esta classe política cairá com muito menos esforço e ruído que aquele que na altura se fez.
Tenhamos consciência que eles estão já a lutar pela sobrevivência.
Porque é que não os ajudamos a ter uma morte assistida?
Não é a isso que chamam eutanásia?

ADENDA, 28.01.10 - Ricardo Salgado em entrevista no Jornal da Noite, veio confirmar que não gosta de ver o País a ter esta MORTE LENTA. Será que se inspirou no nosso post?
Sabemos que alguns socratinos são nossos fieis seguidores. Mas um banqueiro!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Rota de Colisão

50 anos de história, os últimos, geraram um fluxo de novas tecnologias e conhecimentos que permitiram ao homem evoluir mais, que nos 10.000 anos que levamos de desenvolvimento civilizacional. Hoje, quase diariamente são apresentados novos produtos, novos materiais, novos tratamentos, novas tecnologias, em suma novos conhecimentos.
Esta rapidez no desenvolvimento tecnológico, não foi infelizmente acompanhada por uma evolução idêntica naquilo a que poderemos chamar as práticas da Organização Politica e Social dos Estados.
Poderemos mesmo dizer que assistimos já a uma regressão de conceitos e valores que não se conformam aos tempos ou necessidades que actualmente se colocam.
A politica faz-se com base em ideologias de há dois séculos atrás e há pouco mais de 50 anos o maior País do Mundo fazia a sua revolução cultural tendo como ponto de sustentação e referência um pequeno livro que se chamava e tinha cor vermelha e os pensamentos de um ditador bastante Mao. Marx, que o inspirava, já tinha escrito as suas ideias há quase 100 anos.
Digamos que a perversão dos valores e ideias politicas, entraram em rota de colisão com o interesse dos Povos quando o desenvolvimento Material e Cientifico foi proporcionando novos Produtos e Serviços.
Sem duvida que os tempos que correm se podem chamar de Modernidade.
O que não se entende é porque é que esses avanços civilizacionais foram usufruídos quase em exclusividade por uma nova classe social que ao longo destes 35 anos chamaram a si e aos seus grupos de interesses quase todas as benesses trazidas pelos tempos modernos.
E fizeram-no utilizando o que de melhor sustentava as chamadas ideologias humanistas ou de esquerda.
E utilizaram os rótulos Socialista, Comunista, Verdes, Sociais Democratas, Democratas Cristãos etc.
Em conjunto geraram o maior cancro social dos tempos modernos, que dá pelo nome de Classe Politica.
Este grupo bem organizado e sustentado naquilo a que chamam a legitimidade democrática, conseguiu no espaço de uma geração;
Delapidar os Fundos do Estado e os bens da Nação, como se fossem propriedade própria.
Criar um sistema de justiça especialmente desenhado e construído para proteger os membros deste grupo político.
Reverter a lógica de desenvolvimento civilizacional que nos obrigaria a evoluir de acordo com as necessidades futuras e as exigências postas pela massificação humana.
Esta gente produziu aquilo a que alguns apropriadamente chamam o logro inter-geracional.
Com efeito ao assumirem o estatuto dos chamados direitos adquiridos, aquilo que vai sobrar para as futuras gerações mais não é que o pagamento desses privilégios.
Se os jovens de hoje tivessem a educação e o esclarecimento que precisavam e mereciam, esta classe política já há muito que estaria desmantelada. A bem ou a mal.
Infelizmente até o sistema de ensino está desenhado para não dar "grandes ideias" aos jovens deste País, que parece que nem sentem nem sonham o futuro que os espera.
Contudo ainda temos esperança que a necessidade de colisão seja de facto um risco eminente.
Amigos jovens, não há milagres. A luta pelo vosso futuro já devia ter começado.
Esta geração de políticos vai deixar-vos um País totalmente endividado.
Demonstrem que talvez tenham andado distraídos mas não são estúpidos.
Este País precisa que rapidamente despertem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estado do País

De repente somos confrontados com uma reportagem que está a passar na RTP.
Tratava-se do caso de uma criança de 8 anos que, por decisão judicial, fora internada num lar de acolhimento.
Por acaso ou não, um lar evangélico.
Por acaso ou não, obrigada a práticas religiosas que se calhar nem sequer conhecia.
Por acaso ou não, forçada a viver contra vontade e fora do seu sistema normal de relacionamentos.
Isto porque a criança parece que se recusava a estar com o pai e o juiz entendeu que a culpada era a mãe. Definiu-se mesmo uma patologia adequada á situação. Que não é reconhecida pela OMS nem por outros organismos do foro psicológico ou psiquiatrico.
O resultado desta decisão, contestada por diversos juristas , psicólogos e pediatras, é frontalmente contrária á decisão judicial tomada.
Ouvindo a mãe e os avós, ficamos deveras perturbados pela situação em que estão obrigados a viver.
Há aqui um nítido erro de avaliação do caso e uma decisão judicial de "contra-natura". Parece que voltámos aos tempos medievais. O racionalismo parece que está ausente da vida nacional.
E perante isto o que é que se passa neste País?
NADA.
Muitos lamentamos, ou achamos inconcebível, ou ficamos revoltados, ou.....
NADA.
A criança vai continuar a estar retirada da família, dos amigos, dos afectos, e provavelmente a comprometer seriamente o seu equilíbrio mental.
A televisão deu a notícia e fez a reportagem. Amanhã outras coisas irão surgir. Como parece que os casos de corrupção já não são matéria a noticiar, vão variando a informação para descansarem um pouco os políticos.
Será que continuamos insensíveis e não somos capaz de ter uma atitude de contestação?
Este País e estas gentes não são certamente aquelas que gostaríamos de ter.
Este sistema judicial não é certamente aquele que precisamos.
Esta criança, contudo precisa do nosso auxílio.
Obrigatório, enquanto seres civilizados e com sentimentos.
Será que há gente para nos acompanhar num protesto publico contra a situação em que está forçada a viver, tanto ela como a sua família?
Trata-se de um caso de humanismo que nada tem de político.
Será que isto pode levar a assumirmos frontalmente a nossa revolta perante a injustiça que grassa neste miserável País?
Estamos disponíveis para avançar de imediato para um protesto público.
Temos de começar por algum lado.
O nosso mail é forcemergente@gmail.com
Se houver um mínimo de pessoas amanhã estaremos na rua.

Adenda- Infelizmente não houve.