domingo, 24 de outubro de 2010
Casas de Alterne à portuguesa
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Caos adiado
Hoje e depois de percorrermos em profundidade alguns dos blogues de referência, ressalta um quase unânime diagnóstico:
Este Orçamento não serve nem resolve os problemas do País.
Antes pelo contrário. Agrava-os.
Mesmo que se obtenha um abaixamento no valor percentual do déficit, isso não irá ajudar a resolver os problemas de pagamento da dívida externa nem as parcerias publico / privadas e irá ter como consequência um continuado e progressivo desmantelamento do tecido económico.
Com ou sem recessão.
Também estamos conscientes que a sua não aprovação PODERÁ TER consequências que se poderão reflectir nos circuitos financeiros.
Mas....ninguém pode provar que isso não será melhor para o futuro do País. Será uma turbulência. Certamente. Mas passa.
Com a aprovação do orçamento, se calhar não há turbulência, mas o País perde a oportunidade de iniciar uma nova fase de recuperação que mais rapidamente nos poderia levar para os níveis de desenvolvimento pretendidos.
Acontece assim, que poderemos viver mais um ano ou dois em plena fase descendente e adiamos aquilo que agora seria fundamental. ACABAR COM ESTE SISTEMA POLITICO.
As futuras gerações não poderão contar com mais empréstimos externos.
Tem que haver produção de bens e serviços que garantam a sustentabilidade da economia. NADA DISSO É GARANTIDO PELAS MEDIDAS ANUNCIADAS, que vão na sequência do PEC anterior, cujas consequências são bem visíveis com o aumento do desemprego e a continuada falência de empresas.
Nada irá ser diferente agora. Vamos continuar a assistir ao empobrecimento geral do País.
Nada justifica a espera.
Temos pela frente uma caminhada que se não for rapidamente interrompida, levará a uma morte angustiante e penosa, que seria inteligente evitarmos.
Não é que o sistema não mereça uma morte lenta, mas como no caso quem sofre somos nós, era preferível irmos já para a morte assistida. Sofríamos o que tínhamos a sofrer e era rápido.
Para o ano continuávamos pobres mas certamente com um ar mais determinado na recuperação do País, que gostaríamos pudesse finalmente caminhar para uma sociedade de valores onde a Educação fosse o passo fundamental e a acção politica se desenvolve-se segundo regras representativas dos interesses gerais da população.
Um povo que não se sente traído, colabora de forma determinada para a sua recuperação.
Para isso, o passo fundamental a dar, é a extinção desta classe politica.
Enquanto não caminharmos nesse sentido, que não haja ilusões. Seremos cada vez mais pobres e o País verá alargar-se o fosso relativamente ás Nações mais desenvolvidas.
Temos que ser determinados e activos ! O caos é por vezes amigo do homem.
Veja-se o que se passa em França. Com razões menos sustentadas que as nossas, estão mais uma vez a demonstrar que temos que sair á rua, se quisermos fazer valer as nossas razões.
Isto é cada vez mais uma exigência que se faz a quem sente a ignomínia do sistema instalado.
posto por Carlos Luis
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
O exemplo inglês: como um primeiro-ministro gere o Estado
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Aqueles que roubam o País
Discute-se na A.R. o chamado ABONO dos POLÍTICOS, vulgo Orçamento do Estado.
As cenas são confrangedoras e podem ser vistas em directo.
O "facies" do Grande Aldrabão, assume agora um ar constrangido debaixo da mascara de pseudo sofrimento. A encenação patética agora exibida, apenas comprova o seu baixo índice moral e ético.
Não temos duvidas que se trata de um psicopata. Os sintomas assim o comprovam.
Infelizmente estamos rodeados por um conjunto de apalermados políticos, cuja única competência é sabujarem o chefe.
Garantem com isso o sistema que lhes permitiu chegar até aqui, beneficiando da inactividade de um povo manso e embrutecido que ainda não percebeu que anda a ser enganado.
ESTE ORÇAMENTO É APENAS MAIS UMA PENSÃO VITALÍCIA PARA ESTES POLÍTICOS.
AO PAÍS NÃO É APRESENTADA QUALQUER RESULTANTE POSITIVA DAS MEDIDAS ANUNCIADAS.
A unica garantia é UM FUTURO NEGRO.
E assim vai ser, pois o desemprego vai aumentar.
O crescimento económico irá estagnar e iremos mesmo entrar em recessão.
Os vencimentos das classes de menores rendimentos diminuem.
As prestações e apoios sociais sofrem cortes consideráveis e os impostos aumentam.
Todos vamos perder alguma coisa.
As sanguessugas do sistema irão no entanto continuar a manter em funcionamento os Restaurantes de referência, os Stands de viaturas de topo, as lojas de artigos exclusivos, etc.
Vão também disponibilizar novas bancas para engraxadores de sapatos.
Será assim cumprida uma das promessas de novos empregos em tempos feita por essa luminária que está a "governar" o País.
Estão no entanto a chegar ao fim da viagem.
Conduziram-nos a um beco de difícil saída em que apenas ficará um historial de mentiras, incompetências, associações perversas, ajuntamento com gangs do lixo e da sucata, a que acresce esse despudor maior de terem feito da mentira o principal suporte da governação.
Tudo isto é tanto mais revoltante, quanto mais nos vamos apercebendo da forma como esta gente se apropriou do Erário Publico.
Enquanto ás classes de menores rendimentos vão pedindo e justificando sacrifícios, estes bandalhos auferem vencimentos de dezenas de milhares de Euros, que vão sendo pagos pela fome e miséria a que conduziram esta Nação.
Para lá das viaturas , motoristas, cartão de crédito ilimitado, subsidio de habitação, despesas diversas, etc, actualmente cerca de 400 políticos podem acumular a pensão de reforma com a subvenção vitalícia do Estado. Isto desde 1985.
A partir desta realidade, prevista na lei 26/95, existe um número desconhecido de ex-titulares de cargos políticos que receberão por mês cerca de cinco mil euros em pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) relativas à acumulação da reforma como deputado ou autarca com a pensão para toda a vida. Cavaco Silva e Manuel Alegre, são dois exemplos deste universo de beneficiários.
Entretanto o Ministério das Finanças tem sido questionado sobre a acumulação de pensões do Estado, mas, apesar de várias insistências, não tem dado resposta.
Com um universo de 399 beneficiários, segundo a CGA, em 2010 as subvenções vitalícias vão custar 8,8 milhões de euros. De Janeiro a Agosto deste ano, a despesa com esta regalia ascendeu a 6,2 milhões de euros, contra os 5,6 milhões de euros de igual período do ano passado.
Isto é imoral, vergonhoso e justifica uma reacção popular.
Mais uma vez nos disponibilizamos para enfrentar directamente esta canalhada politica.
Se houverem 20 pessoas disponíveis, propomos levar cartazes com a inscrição - De IMEDIATO para a RUA seu GRANDE ALDRABÃO - e fazermos de forma continua a passagem pela Rua de S.Bento, actual esconderijo do 1º ministro.
Poderá fazer a inscrição directamente para o nosso mail.
Contamos consigo.
ADENDA - Que ninguém se mexa. Deixem-nos brincar autênticamente com a nossa dignidade.
A acrescentar á desgraça anunciada, vamos sabendo que também vamos pagar a RTP na conta da electricidade, assim como taxas e multas numa verdadeira caça aos poucos proventos disponiveis.
Tudo isto e ninguém reage.
Os "valentões" das scuts, de quem se esperava muito pois diziam que tudo iriam fazer para impedir a sua entrada em funcionamento, já foram comprar os d.e.p. Gente determinada!!
Acordem, enquanto temos ainda algumas forças.
É que não vemos ninguém a disponibilizar-se para organizarmos uma acção contestativa.
Será possivel contar com a sua contribuição ?
posto por Carlos Luis
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Quanto vale um par de cornos em Portugal?
domingo, 10 de outubro de 2010
Trova da Pensão que passa
Que agora se diz JUSTO e parece que solitário.
Vejam como se aplica bem àquilo que em tempos de "grandes ideais", então escreveu.
Pergunto ao povo que passa
noticias do meu vencimento
e o povo cala a desgraça
pois não tem conhecimento
Pergunto aos rios que levam
Tantas pensões à flor da água
e os rios não me sonegam
a minha pensão sem mágoa
Há quem a queira ignorada
e nem eu lhe sabia o nome
Era Emissora..... certificada
por quem quis que eu a tome
E o vento não me diz nada
Só o silêncio persiste
Nesta minha pátria parada
à beira de um povo triste
Ninguém diz nada ao povo
Se noticias vou pedindo
De mãos vazias de novo
vi minha pátria falindo
Mas há sempre uma cadeia
dentro da própria desgraça
Pois há sempre alguém que semeia
Pensões no bolso que passa
Mesmo na noite mais triste
E já em tempo de servidão
Há sempre alguém que insiste
em reprovar esta pensão
Foi ganha com esforço sério
e com grande dedicação
Em três meses de trabalho etéreo
e alguns de quotização
São assim estas personagens que vivem de ideais traídos, quem de novo enche as estradas do País com slogans sem sentido e sem poesia.
JUSTO não rima com nada.
A vergonha é um sentimento ou um direito?
posto por Carlos Luis
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A aldeia da roupa branca
Era ali que se passavam férias e onde se iam buscar os produtos para a cidade.
Havia uma igreja, que calcule-se até lhe chamavam matriz, mas onde ninguém se confessava, porque ......diziam.... não havia pecados.
O lavadouro publico, hoje monumento, era o ponto de encontro. Ali se falava das coisas corriqueiras da vida, pois nessa altura não havia debates.
O ritmo da conversa era o habitual, só alternado com o batimento da roupa na pedra.
Mas....com a evolução natural das coisas a aldeia foi crescendo e começaram a aparecer os pequenos vícios que sempre acompanham o progresso, mas que faziam os nervos em franja á população mais ciosa dos encantos de outrora.
A verdade é que, primeiro as tascas, depois os cafés, a seguir os cinemas, depois as discotecas, tudo foi contribuindo para surgirem os arredores, depois outras aldeias, até mesmo cidades e chegámos finalmente a ter um pequeno País.
Neste processo evolutivo, muita da pureza original foi-se perdendo com o andar dos tempos.
No entanto, na aldeia onde outrora se lavava a roupa e agora existia apenas um lavadouro, as coisas iam de mal a pior.
O local era agora um ponto de passagem e encontro.
Embora o produto continuasse a ser branco, já não fazia o barulho do batimento na pedra.
A aldeia andava transtornada e confusa com a utilização que se se estava a dar àquele espaço.
Diziam que se traficava pó branco, mas eles não lhe conseguiam ver a cor.
Ouviam com frequência falar na lavagem de dinheiro, mas por mais que organizassem piquetes para observar o que se passava, nunca conseguiram ouvir a água a correr.
Aquilo intrigava as gentes da terra.
As noticias que chegavam diziam no entanto que era um comércio frequente em qualquer outra aldeia do agora País.
E que movimentava milhões de contos.
E que havia muita gente a enriquecer.
E que o País ainda podia beneficiar se as autoridades decidissem activar o lavadouro da aldeia pois constava que o dinheiro era sujo e eles tinham ali a possibilidade de o lavar.
O assunto foi apresentado ao Banco Central do pequeno País.
Consta que este ignorou a proposta e decidiu chamar a si essa operação de limpeza.
E procederam bem, pois a quantidade a tratar excedia largamente as capacidades do lavadouro local.
A aldeia pode assim voltar á pureza das tradições originais.
O trabalho sujo ficou na cidade.
Nota - Qualquer semelhança com o Banco de Portugal é pura coincidência.
posto por Carlos Luis
