segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A incompetência de José Sócrates destruiu Portugal
Depois do 25 de Abril Mário Soares e o seu PS delinearam um modelo de organização política, económica e social que não deu certo.
Hoje Portugal é um País pobre, onde as desigualdades sociais se acentuaram.
Creio mesmo que se o Governo do Estado Novo tivesse continuado até hoje Portugal não estaria tão mal.
Longe de mim defender ditaduras, porque a liberdade é a democracia são sagradas.
Mas a verdade é que o PS deixou que Portugal ficasse sempre nas faldas da miséria.
As razões são de vária ordem.
Em primeiro lugar toda a numenclatura que vivia na sombra do Estado se manteve no Poder.
Os individuos que assumiram o Poder no pós 25 de Abril não tinha estatura democrática, nem competência para levar Portugal para o desenvolvimento, para o progresso.
Mário Soares era o homem da CIA, sem experiência alguma de governação e rodeou-se de um conjunto de individuos que fazendo o que os EUA queriam não tiveram a capacidade para alavancar Portugal para patamares de excelência.
O PS e Mário Soares ficaram nas mãos do estrangeiro quanto às grandes questões políticas, e nas mãos dos que já dominavam Portugal antes da Revoluçao, retomando o Poder para beneficio próprio.
O Serviço Nacional de Saúde foi ,talvez, a melhor realização, mas já vinha do Estado Novo, com a criaçao das Casas do Povo.
Antes do 25 de Abril havia assistência médica gratuita para todos.Ninguém derixava de ser tratado por não ter dinheiro.
Depois, o PS e Mário Soares não tinham meio de não garantir cuidados de saúde para todos, numa Europa social onde o Direito à Saúde era uma realidade a que todos os Estados estavam vinculados.
Nada de novo, portanto.
Nos outros domínios, o PS avançou na adesão à União Europeia - Salazar já tinha avançado antes - mas em vez de colher ensinamentos a nível de planeamento, gestão da economia, produção agrícola e industrial, os governos do PS deitaram-se no colo de Espanha e Portugal passou a ser um "dolce fare niente", com gente a viver dos subsidios, a não produzir e a hipotecar Portugal e o seu futuro.
Passamos a ter a nossa economia nas mãos dos espanhóis.E os centros de decisão política. É em Madrid que se dirige Portugal!
Portugal passou a ser uma espécie de economia socialista, onde o Estado é o grande empregador e o grande distribuidor dos subsidios para os que nada produzem.
Com José Sócrates as coisas continuaram mal e agravaram-se.
As empresas públicas, os institutos públicos, as empresas municipais, inter-municipais, os pareceres, os gabinetes de amigos advogados/engenheiros/arquitectos/economistas foram sangrando o Tesouro Público, sem que se produzisse o necessário para o crescimento económico necessário.
Aliado a tudo isto temos o fraco nível do ensino, a falta de competividade da educação e da ciência que contribuiu para o descalabro.
Hoje Portugal é um mero país pobre na União Europeia.
Sócrates está a encher Portugal de ventoinhas eólicas quando todo o Mundo está a apostar na energia nuclear!
Um grande negócio esse das ventoinhas eólicas , mas que não é passa - numa economia que se queria competitiva - de meros moinhos de papel que as crinaças usavam para brincar.
Portugal não pode continuar a gastar mais do que produz, mas essa é a infeliz realidade.
Temos de mudar de políticas , temos de mudar de políticos, temos de mudar de modelo económico, político, social.
Afastar o PS e José Sócrates do Poder é o primeiro passo, que deve ser dado de imediato.
Os portugueses têm de ser mais exigentes, mais trabalhadores, tem de haver menos funcionários públicos, melhor Justiça, mais massa critica e menos vígaros e corruptos a comer do Estado.
domingo, 14 de novembro de 2010
Paragem forçada
Por razões inesperadas e diversas, estamos numa suspensão temporária deste blogue.
Uma, devido a problemas de saúde que implicaram já duas intervenções cirúrgicas e que aconselham a uma pausa durante alguns meses.
Outra, porque o nosso amigo Pedro Duarte teve de optar por uma situação profissional que o impede de continuar a dar a sua colaboração nos moldes que o fez ao longo de quase dois anos e que muito contribuíram para algumas das realizações levadas a efeito por esta Associação.
Embora forçada e temporariamente ausentes, continuamos determinados nesse combate maior que é o de trazer a Dignidade á política e exigir responsabilidades a quem conduziu o País para a situação calamitosa, que a passos largos lá iremos chegar.
Leia-se o texto que nos enviaram:
Afinal já se vai sabendo por onde anda e para aonde vai o nosso
dinheiro. Reavê-lo é que ainda não sabemos como, mas não devemos parar
até o conseguir.
Veja-se ao ponto a que se chegou!
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI-20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.
Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da
mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia.
E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas.
Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.
O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria. Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos.
O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5300 euros por reunião.
O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009,
Aguiar-Branco recebeu 8080 euros, ou seja, 4040 por reunião.
Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.
Apesar de desempenhar apenas dois cargos como administrador não executivo, o vice-reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Vítor Gonçalves, recebeu mais de 200 mil euros no ano passado. Membro do conselho geral de supervisão da EDP e presidente da comissão para as
matérias financeiras da mesma empresa, o responsável é ainda administrador não executivo da Zon, tendo um rácio de quase 5700 euros por reunião. dn.pt, 16 Abril
Nota: não haverá por acaso qualquer ligação entre isto, o "déficit", e a situação de total descalabro do país? Se estes senhores são tão bons para ganharem tanto dinheiro só para assistirem a reuniões e manifestarem as suas opiniões, como pode o país destes senhores
encontrar-se no estado em que se encontra? Qual é o real valor, a credibilidade e o reconhecimento internacional destes senhores tão bem pagos e que andam há tantos anos "por aí" na vida política e empresarial portuguesa? (estas "dúvidas" estendem-se aos administradores executivos que sempre farão um pouco mais que assistir a reuniões e mandar "palpites"... e por isso sempre ganharão um pouco mais)
É urgente varrer este País.
posto por Carlos Luis
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Suécia, Estado sem mordomias, sem luxos, sem corrupção
domingo, 24 de outubro de 2010
Casas de Alterne à portuguesa
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Caos adiado
Hoje e depois de percorrermos em profundidade alguns dos blogues de referência, ressalta um quase unânime diagnóstico:
Este Orçamento não serve nem resolve os problemas do País.
Antes pelo contrário. Agrava-os.
Mesmo que se obtenha um abaixamento no valor percentual do déficit, isso não irá ajudar a resolver os problemas de pagamento da dívida externa nem as parcerias publico / privadas e irá ter como consequência um continuado e progressivo desmantelamento do tecido económico.
Com ou sem recessão.
Também estamos conscientes que a sua não aprovação PODERÁ TER consequências que se poderão reflectir nos circuitos financeiros.
Mas....ninguém pode provar que isso não será melhor para o futuro do País. Será uma turbulência. Certamente. Mas passa.
Com a aprovação do orçamento, se calhar não há turbulência, mas o País perde a oportunidade de iniciar uma nova fase de recuperação que mais rapidamente nos poderia levar para os níveis de desenvolvimento pretendidos.
Acontece assim, que poderemos viver mais um ano ou dois em plena fase descendente e adiamos aquilo que agora seria fundamental. ACABAR COM ESTE SISTEMA POLITICO.
As futuras gerações não poderão contar com mais empréstimos externos.
Tem que haver produção de bens e serviços que garantam a sustentabilidade da economia. NADA DISSO É GARANTIDO PELAS MEDIDAS ANUNCIADAS, que vão na sequência do PEC anterior, cujas consequências são bem visíveis com o aumento do desemprego e a continuada falência de empresas.
Nada irá ser diferente agora. Vamos continuar a assistir ao empobrecimento geral do País.
Nada justifica a espera.
Temos pela frente uma caminhada que se não for rapidamente interrompida, levará a uma morte angustiante e penosa, que seria inteligente evitarmos.
Não é que o sistema não mereça uma morte lenta, mas como no caso quem sofre somos nós, era preferível irmos já para a morte assistida. Sofríamos o que tínhamos a sofrer e era rápido.
Para o ano continuávamos pobres mas certamente com um ar mais determinado na recuperação do País, que gostaríamos pudesse finalmente caminhar para uma sociedade de valores onde a Educação fosse o passo fundamental e a acção politica se desenvolve-se segundo regras representativas dos interesses gerais da população.
Um povo que não se sente traído, colabora de forma determinada para a sua recuperação.
Para isso, o passo fundamental a dar, é a extinção desta classe politica.
Enquanto não caminharmos nesse sentido, que não haja ilusões. Seremos cada vez mais pobres e o País verá alargar-se o fosso relativamente ás Nações mais desenvolvidas.
Temos que ser determinados e activos ! O caos é por vezes amigo do homem.
Veja-se o que se passa em França. Com razões menos sustentadas que as nossas, estão mais uma vez a demonstrar que temos que sair á rua, se quisermos fazer valer as nossas razões.
Isto é cada vez mais uma exigência que se faz a quem sente a ignomínia do sistema instalado.
posto por Carlos Luis
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
O exemplo inglês: como um primeiro-ministro gere o Estado
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Aqueles que roubam o País
Discute-se na A.R. o chamado ABONO dos POLÍTICOS, vulgo Orçamento do Estado.
As cenas são confrangedoras e podem ser vistas em directo.
O "facies" do Grande Aldrabão, assume agora um ar constrangido debaixo da mascara de pseudo sofrimento. A encenação patética agora exibida, apenas comprova o seu baixo índice moral e ético.
Não temos duvidas que se trata de um psicopata. Os sintomas assim o comprovam.
Infelizmente estamos rodeados por um conjunto de apalermados políticos, cuja única competência é sabujarem o chefe.
Garantem com isso o sistema que lhes permitiu chegar até aqui, beneficiando da inactividade de um povo manso e embrutecido que ainda não percebeu que anda a ser enganado.
ESTE ORÇAMENTO É APENAS MAIS UMA PENSÃO VITALÍCIA PARA ESTES POLÍTICOS.
AO PAÍS NÃO É APRESENTADA QUALQUER RESULTANTE POSITIVA DAS MEDIDAS ANUNCIADAS.
A unica garantia é UM FUTURO NEGRO.
E assim vai ser, pois o desemprego vai aumentar.
O crescimento económico irá estagnar e iremos mesmo entrar em recessão.
Os vencimentos das classes de menores rendimentos diminuem.
As prestações e apoios sociais sofrem cortes consideráveis e os impostos aumentam.
Todos vamos perder alguma coisa.
As sanguessugas do sistema irão no entanto continuar a manter em funcionamento os Restaurantes de referência, os Stands de viaturas de topo, as lojas de artigos exclusivos, etc.
Vão também disponibilizar novas bancas para engraxadores de sapatos.
Será assim cumprida uma das promessas de novos empregos em tempos feita por essa luminária que está a "governar" o País.
Estão no entanto a chegar ao fim da viagem.
Conduziram-nos a um beco de difícil saída em que apenas ficará um historial de mentiras, incompetências, associações perversas, ajuntamento com gangs do lixo e da sucata, a que acresce esse despudor maior de terem feito da mentira o principal suporte da governação.
Tudo isto é tanto mais revoltante, quanto mais nos vamos apercebendo da forma como esta gente se apropriou do Erário Publico.
Enquanto ás classes de menores rendimentos vão pedindo e justificando sacrifícios, estes bandalhos auferem vencimentos de dezenas de milhares de Euros, que vão sendo pagos pela fome e miséria a que conduziram esta Nação.
Para lá das viaturas , motoristas, cartão de crédito ilimitado, subsidio de habitação, despesas diversas, etc, actualmente cerca de 400 políticos podem acumular a pensão de reforma com a subvenção vitalícia do Estado. Isto desde 1985.
A partir desta realidade, prevista na lei 26/95, existe um número desconhecido de ex-titulares de cargos políticos que receberão por mês cerca de cinco mil euros em pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) relativas à acumulação da reforma como deputado ou autarca com a pensão para toda a vida. Cavaco Silva e Manuel Alegre, são dois exemplos deste universo de beneficiários.
Entretanto o Ministério das Finanças tem sido questionado sobre a acumulação de pensões do Estado, mas, apesar de várias insistências, não tem dado resposta.
Com um universo de 399 beneficiários, segundo a CGA, em 2010 as subvenções vitalícias vão custar 8,8 milhões de euros. De Janeiro a Agosto deste ano, a despesa com esta regalia ascendeu a 6,2 milhões de euros, contra os 5,6 milhões de euros de igual período do ano passado.
Isto é imoral, vergonhoso e justifica uma reacção popular.
Mais uma vez nos disponibilizamos para enfrentar directamente esta canalhada politica.
Se houverem 20 pessoas disponíveis, propomos levar cartazes com a inscrição - De IMEDIATO para a RUA seu GRANDE ALDRABÃO - e fazermos de forma continua a passagem pela Rua de S.Bento, actual esconderijo do 1º ministro.
Poderá fazer a inscrição directamente para o nosso mail.
Contamos consigo.
ADENDA - Que ninguém se mexa. Deixem-nos brincar autênticamente com a nossa dignidade.
A acrescentar á desgraça anunciada, vamos sabendo que também vamos pagar a RTP na conta da electricidade, assim como taxas e multas numa verdadeira caça aos poucos proventos disponiveis.
Tudo isto e ninguém reage.
Os "valentões" das scuts, de quem se esperava muito pois diziam que tudo iriam fazer para impedir a sua entrada em funcionamento, já foram comprar os d.e.p. Gente determinada!!
Acordem, enquanto temos ainda algumas forças.
É que não vemos ninguém a disponibilizar-se para organizarmos uma acção contestativa.
Será possivel contar com a sua contribuição ?
posto por Carlos Luis
