quinta-feira, 3 de março de 2011

Fim do Regime

Finalmente foi anunciado.
Um dos mais destacados dirigentes politicos do PSD afirmou que os problemas do País só se resolvem com o fim deste Regime.
Rui Rio tocou na ferida.
Também ele concorda que a alternância no poder já não é tolerada pela grande maioria da população.
O sistema politico morreu.
Artificialmente, vai-se por enquanto mantendo no estado de moribundo.

A nossa revolta tem cada vez mais justificação.
Chegou a altura de enfrentarmos e corrermos com esta classe politica que nos foi ludibriando ao longo de mais de 30 anos.

Vamos bater-nos pela recuperação da dignidade perdida e criar condições para julgar todos os que conduziram o País á vergonhosa situação em que se encontra e que tende a agravar-se.

Ninguèm fará o trabalho que nos compete a nós realizar.
A consciência cada vez mais assumida, por mais gente, vai no sentido de se criar uma nova sociedade, num novo ambiente, com novas gentes, num novo Regime.
O País tem que mudar e somos, cada um de nós, os responsáveis para que isso aconteça.

Dia 12 vamos dar o primeiro e decisivo passo.
Não sabemos ainda quantos lá estaremos. O que sabemos é que quem lá estiver será certamente dos melhores que o País possui.
O fim do Regime está próximo.
Ajude um pouco e verá nascer o orgulho perdido numa pátria com 900 anos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Cavalo à solta pelas margens da nossa tolerância

Hà cerca de um mês, começou a ganhar forma o apelo para uma manifestação de repúdio pela classe política instalada.
Fizemos na altura um "post" inserindo o texto que continua em circulação.
Avançou-se com a data de 12 de Março.

Estranhamente, aquilo que começou a surgir na Comunicação social, foram noticias sobre um evento previsto para essa data, mas com a indicação de ser uma iniciativa da "Geração à rasca".
Pretendeu-se de imediato cavalgar a intenção inicial e apresentar a iniciativa com outras roupagens.
Deram-lhe um ar mais moderno e mais adequado aos jovens.
Coisas de "miudos", que querem apenas mais empregos e usam a tradicional irreverência da juventude.......mas... nada de contestações da classe politica.

Foi-se mesmo mais longe.
No programa "prós e contras" da TV do regime, fez-se um debate centrado na temática juventude / emprego e nada de se centrar a discussão na qualidade da classe politica e do sistema em vigor.
Com isso conseguiram calçar as pantufas aos "meninos de agora", deram-lhes mesmo algumas razões para a "luta" e até os convenceram a apelar para que seja uma manifestação pacífica !
Até já pedem para se levar um papel em branco e outro com um coração. Não sabemos se será o coração de Maria ou o do redentor.

A defesa do Sistema está ao rubro.

Só que manifestações "pacíficas" não servem para nada. Será como servir bolinhos com chá a esta escumalha política.
É necessária DETERMINAÇÃO e FIRMEZA.
A violência nem será necessária, mas se for, estamos no pleno direito de a usar, pois aquilo que pesa sobre nós é um autêntico descalabro geracional que mutilou esperanças e compromete a qualidade e sobrevivência de toda uma geração.
Temos legitimidade para responder á brutalidade que nos está a ser imposta!
Diz o povo que "quem não se sente não é filho de boa gente".
Pensamos que a grande maioria dos Portugueses sente bem a brutalidade das politicas até agora seguidas.

Em desespero de causa resolveram soltar o cavalo da comunicação.
Sem controlo, já pisou fundo e a margem da nossa tolerância está esgotada.
Vamos ter de ser nós a colocar-lhe a rédea curta.
Será no dia 12.
Que ninguèm arranje desculpas ou justificações. Ás 14 h e 30 minutos estaremos no Marquês de Pombal.
A nossa luta será a de " UM MILHÂO CONTRA A CLASSE POLITICA INSTALADA".
Quantos vamos lá estar?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os homens que se levantam

O sentimento de revolta que vai germinando, tem justificação e é expresso de forma sucinta e concisa neste documento que nos foi enviado.
O CERNE DO ACTUAL BLOQUEIO POLITICO/FINANCEIRO
Uma proposta de Lei do CDS, apresentada na AR, apoiada pelo PCP e BE, foi rejeitada pelo PS com o apoio expresso do PSD, no dia 18 do corrente. Em que consistia esta proposta? Numa coisa simples, justa e prioritária, que se consubstanciava na existência de limites e cortes nos vencimentos escandalosos (e acrescentaria “mordomias”), dos gestores das empresas públicas do Estado.
Simples, pois é de uma evidencia cristalina; justa, pois é uma indecência pornográfica haver tais ordenados e regalias, tendo em conta os vencimentos médios da população, a condição do país e as manchas de pobreza existentes; e prioritárias, pois não se devem (porque poder já se viu que podem!), pedir sacrifícios a toda a Nação e os principais responsáveis em exercício – e também culpados maiores do descalabro criminoso em que colocaram o país – não dão uma ponta de exemplo!
Isto não é demagogia é, na mais elementar hierarquia das virtudes e da liderança, apenas bom senso. A esta gentalha não lhes falta, porém, senso. Apenas escrúpulos e vergonha.
Se, aliás, tivessem uma réstia de pensamento no serviço público nem sequer lhes seria difícil manter a equidade: bastava manter em vigor a Lei 2105 de 6 de Junho de 1960, em que se proibia que a remuneração de um qualquer gestor do Estado pudesse ser superior à de um ministro. Simples e eficaz!
Mas parece evidente que uma lei nitidamente “fascista”não podia ser aceite pelos paladinos da “Democracia”…
Os leitores farão o favor de reparar – e já é tempo de deixarem o conforto do sofá pela luta na defesa da decência na sociedade e menos na contemplação do seu umbigo – que desde que a crise se instalou, mesmo a contragosto do discurso político, todas as medidas de austeridade e contenção se situaram no âmbito da população, mas nunca onde poderia doer à classe politica. Ou seja, no orçamento da Presidência da República; Assembleia da mesma; Governo e gabinetes dos ministérios; na administração das empresas públicas; nos bancos, nas autarquias; nos governos e parlamentos regionais; nas fundações; nas parcerias público – privadas; nos institutos públicos; nas empresas camarárias; nos tribunais supremos, etc. De facto em qualquer âmbito que possa afectar, nem que seja ao mais de leve possível, qualquer membro de um cargo político, ou a função para onde normalmente migram depois de se sacrificarem pela Pátria…
Mesmo os 10% de corte aplicável na função pública foi largamente compensado pelos aumentos, entretanto efectuados, nos subsídios de representação, ajudas de custo e similares. E são públicas as tentativas obscenas de contornar a lei por parte de algumas administrações de empresas públicas e do Governo Regional dos Açores, por ex.
Porque é isto assim? Simples e meridianamente claro: porque a fazerem-se cortes equitativos no conjunto da população, isso iria, de facto, afectar os detentores, ex-detentores, e futuros aspirantes a detentores de cargos político – partidários. Ou seja, as clientelas dos Partidos.
Quer dizer, que umas 50000 famílias (grosso modo), cerca de 200000 pessoas, arrogam-se o direito de sugar e dispor de cerca de 90% da riqueza criada no País e dispensar os trocos restantes ao remanescente da população.
Eis a razão pela qual o PS – que é poder agora – votou contra a proposta e o PSD – que aspira a ser poder – também o fez. E sabe-se que a maioria dos que já passaram pelas cadeiras do poder também pertenceram a estas duas filantrópicas agremiações.
O BE e o PCP não têm, por seu lado, qualquer problema em votar a favor, pois sabem que não vão ser poder (isto é, não vão ocupar as tais cadeiras), ao passo que usufruem de umas migalhas gordas enquanto estiverem com um pé no sistema. O CDS de onde parte a proposta é o caso mais curioso: está na charneira do poder: é do sistema e pode ser “bengala” do poder. Neste âmbito usufrui de todos os lados e colhe votos no eleitorado. A proposta beneficia-o e, por isso, faz sentido a sua iniciativa. Resta saber se é sentida e não apenas (mais) um rasgo demagógico.
Esta é pois uma das principais razões pela qual o actual sistema político está num impasse e bloqueado. E não tem saída própria, vai apodrecer com o tempo e as misérias humanas.
Infelizmente isto não é de agora. Tem as suas origens em 1820 e só foi interrompido durante um “buraco negro” da nossa História recente, de que não se pode falar com direito ao contraditório.
Façam o favor de estudar, reflectir e cruzar informação, que acabam por perceber.

Muito obrigado senhor Coronel. Aquilo que escreveu é o mesmo porque nos batemos.
ESTA É A REALIDADE NACIONAL que urge combater e demolir. O tempo dos cobardes está a esgotar-se.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Vamos fazer o que ainda não foi feito


O dia 12 de Março tem que ser o inicio e o passo necessário para se fazer o que ainda não foi feito nalguns países da agora União Europeia.
As pessoas, o povo, nós, temos que assumir que não há soluções definitivas nem modelos obrigatórios ou de referência que tenham de ser seguidos.
Temos que romper com os conceitos de Estabilidade e Alternância que apenas servem às classes políticas instaladas.
Temos que perceber que estamos subjugados a um regime de incompetentes e corruptos. Dentro do Sistema vigente, venha quem vier, nada de novo ou melhor irá trazer ao País. Não vale a pena e mais uma vez cairmos na ilusão.
A continuarmos com esta gente, iremos morrer devagar, mas muito mais depressa.

Há que assumir a ruptura com este Sistema Politico.
Para isso será suficiente gente séria e com sentido de justiça social.
Para quem tiver dúvidas é apenas pensar que estamos há quase 7 anos a ser desgovernados por um bando de incompetentes e corruptos.
Nem que tenhamos de correr riscos de agressões, prisão, espancamento ou mesmo morte, teremos de ir em frente e por um ponto final nesta vergonha em que estamos obrigados a viver.
O tempo dos cobardes está a esgotar-se.
A nossa dignidade e o futuro do País ainda está nas nossas mãos e nem precisamos de grandes Estadistas, ou de Intelectuais apurados.
Veja bem o que é a determinação e o sentido de ruptura de um Povo e perceba porque é que os nossos "media" clássicos ignoraram isto!

*Revolução pacífica na Islândia, silêncio dos media*
Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática e anticapitalista ocorre na Islândia neste preciso momento e ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um Povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma "esquerda" liberal de substituição igualmente dispensada de "responsabilidades" porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos "revolucionário": a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do Povo por outra sociedade.
Quando retumba na Europa inteira a cólera dos Povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população.
http://www.cadtm.org/Quand-l-Islande-reinvente-la

Desde Sábado 27 de Novembro, a Islândia dispõe de uma Assembleia constituinte composta por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular. As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e ex-comunistas) e
pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro.
24 de Janeiro de 2011
Jean REX
http://www.parisseveille.info/quand-l-islande-reinvente-la,2643.html

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Avª da Liberdade - 12 de Março

Esta iniciativa merece ser divulgada e apoiada.

1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a
classe política
, sugere:
A guerra contra a "chulisse", está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos!
Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal, falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores,suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3ºemprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e não são verificados, como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais,numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 E? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 E, ? nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc,das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS Da COISA PÚBLICA....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES
PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando
dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

Por favor - Copiem e façam circular. Há que por termo a isto e depressa. 12 de Março na Avª da Liberdade

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A realidade nacional

Este texto de Moisés Espirito Santo merece ser difundido, pois reflecte bem o povo que somos e está adequado ao periodo pós eleitoral.

Dinheiros públicos (e miséria privada)

A grande massa dos portugueses, que vota nos governantes esbanjadores e apoia obras públicas caras e ostentatórias, não tem, no quotidiano, a noção reflectida donde procedem os «dinheiros públicos». Essa massa de ignorantes não pensa nisso; fica-se com a ideia de um cofre inesgotável, dum banco anónimo, dum tesouro mágico. É como se fossem dinheiros alheios ou de «ninguém» que se podem esbanjar e que não carecem de controle popular (nem de prestação de contas).
Será necessário dizer, incessantemente, que os «dinheiros públicos» provêm exclusivamente dos impostos, das licenças, matrículas, multas e outras cobranças, ou extorsões, aos cidadãos. Não são um tesouro mágico. São como a tesouraria duma colectividade.
Se os dinheiros partem em auto-estradas, TGVs, aeroportos, submarinos, automóveis de serviço, jantaradas oficiais, compra de bancos falidos, estádios, piscinas, polidesportivos, rotundas e arranjos urbanos para-saloio-ver (isto é, para o currículo dos políticos), e em pensões milionárias (duplicadas e triplicadas) dos gestores públicos e dos políticos, vai faltar dinheiro para os salários, os incentivos ao trabalho e à produção, para os subsídios de desemprego, a saúde, a educação, as pensões, a assistência aos pobres e os abonos de família. Tão verdade como eu estar aqui.
Esta ignorância, irreflexão ou distracção alimenta a corrupção e a fraude.
«Dinheiros públicos» são como dinheiros de «ninguém», como os caminhos de que cada um se pode servir desde que tenha acesso a eles. Podem ser vistos como «dinheiros do Estado».
Ora, como a grande massa de gente confunde o Estado com o Governo, e como o Governo se pode assemelhar a uma camarilha de malfeitores, «ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão».
Fraudar até pode ser uma garantia de reeleição democrática («Ele rouba mas faz»,
«É esperto...»). Esta tolerância popular com a corrupção e a fraude aumentou com a democracia. Constituiu um traço do parasitismo,uma forte componente da mentalidade portuguesa.
O Correio da Manhã lançou uma petição para a discussão no Parlamento duma proposta de lei nesta matéria. Louvável. O problema é que as leis, para serem praticadas, necessitam dos governos enquanto os governos democráticos,como os que conhecemos desde há trinta anos, são cúmplices dos corruptos.
A democracia chega a confundir-se com uma fraude. Um autarca que esbanja milhões em luxos públicos - para o seu próprio currículo político - que instaura uma piscina ou um polidesdeportivo em cada freguesia de mil habitantes, que abre rotundas, estradas,
infraestruturas pelos campos fora para servir uma vivenda isolada, diz que essas obras foram pagas «com dinheiros públicos». Nunca diz: «fruto dos sacrifícios dos contribuintes».
Se os cidadãos reflectissem que esses empreendimentos (construídos para o currículo pessoal dos políticos) estão aí em prejuízo dos gozos da saúde e da educação gratuitas, do subsídio de desemprego, dos abonos de família, das reformas, da assistência aos mais pobres e da alimentação doméstica, isto é, o que se gastou aí vai faltar para a equidade social... eu podia jurar-vos que, aquando das respectivas inaugurações, esses governantes gastadores dos dinheiros colectivos (se não apropriadores dos mesmos), deveriam ser recebidos não com aplausos mas com vaias, palavrões e, até, com gestos menos próprios como, por exemplo, à tomatada e à pedrada [«Esta sua obra contribuiu para a nossa pobreza! O seu projecto de currículo pessoal produz miséria geral!»].
O problema é que são as culturas quem engendra as respectivas elites, daí que os povos têm as economias que merecem.
Já a maior parte dos «dinheiros de Bruxelas» (a nova visão dum D.Sebastião) se foi em carros topo-de-gama, casas luxuosas e paraísos fiscais. Os ministros de há 20 anos vangloriavam-se de que entravam em Portugal, de Bruxelas, «tantos milhões de contos por dia». Inúmeras siglas públicas e privadas chuparam esses
milhões, sem controle.
A decadência em que entramos também é o resultado desses parasitários «dinheiros de Bruxelas». Eles criaram a subsídio-dependência, afastaram os jovens do gosto do trabalho e deram cabo da agricultura e da pesca, passando nós a importar o que comemos. Quer dizer, acentuaram o tradicional parasitismo da mentalidade portuguesa.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nobre, a revolta possível !

E é mesmo aquela que está mais à mão.
Se continuar Cavaco Silva, tudo continuará na mesma.
Se entrasse o poeta Alegre, da prosa não iria sair poesia.
A cartilha é a mesma e nem as virgulas se alteravam. Ou seja, o Sistema continuaria a fluir tal como até aqui. Nada de novo iria surgir.
Nem rasgos de imaginação ou novas descobertas, ou novas gentes.
Continuaríamos a ouvir os mesmos discursos........ apenas com entoação diferente.
As frases já as conhecemos.
Lá voltaremos a ouvir dizer que o País precisa de Estabilidade.
De respeito pelas Instituições.
Do esforço de todos os Portugueses. Dos sacrifícios de agora para um futuro melhor depois.
Com mais segurança. Com mais oportunidades para os jovens. Etc, etc.
E acima de tudo lembrarem-nos que é preciso ter confiança nas Instituições Democráticas !
Toda esta conversa desde 75...79...80....85....90....95....2000.....2005......2010....,
São 35 anos de falsas promessas a par do enriquecimento ilícito de toda uma classe politica que se apropriou do País.

Qualquer dos candidatos garantem este discurso e a consequente decadência a curto prazo.
Nenhum destes candidatos nos interessa.
Nenhum nos merece confiança.
Nenhum conseguirá contribuir para a solução que se exige para o País.
Essa seria uma mudança de Regime e a responsabilização da Classe politica que conduziu o País ao estado em que se encontra.
Sabemos que isto não irá acontecer. Mas pode ser o primeiro passo.

E se Fernando Nobre conseguisse ir a uma 2ª volta e ser alternativa viável ?
Só traria vantagens, mesmo que traga ás costas alguns penduras de ocasião.
Penso contudo, que a dimensão humana e social deste homem nunca se vergará a jogos de interesses, mesmo que eventualmente surgissem dos tais apoios socialistas.
Se se apresenta como um homem fora do Sistema, não nos parece que pudesse vir a integrá-lo agora.
Nem nos parece que possa vir a pactuar com as mentiras de qualquer 1º ministro em exercício.
Nem que deixasse passar em claro os gastos e roubos que sistematicamente se fazem no erário publico.
Nem que ficasse insensível aos desiquilibrios sociais existentes.
Basta isto, para fazermos um esforço de mobilização em favor de Fernando Nobre.
NOBRE, A REVOLTA POSSÍVEL.

Quando há 4 anos, numa cerimónia então realizada, estive ao seu lado, senti vontade de o abraçar ( pois não o conheço pessoalmente ) e agradecer por todo um trajecto de vida que só os Homens com H grande conseguem e merecem.
Agora, podem-se fazer todas as conjecturas sobre a sua candidatura.
Podem-se traçar alguns cenários. Até nem se gostar de saber que por perto já farejam os abutres.
Mas uma coisa é certa.
Neste momento Fernando Nobre é a centelha de revolta a que podemos deitar mão.
Não a desperdicemos. Façam esse favor ao País e a cada um em particular.
Amanhã, o Sol talvez brilhe um pouco mais.
Se não brilhar, também não se perdeu nada.

posto por Carlos Luis