A tremenda adesão "aos passeios" ontem efectuados nalguns pontos do País, vieram comprovar que estamos há muito tempo a bater no fundo.
Já baixámos mesmo da cauda da Europa.
Estamos agora quase a chegar ao nível dos povos do norte de África.
Até alguns desses já nos ultrapassaram, pois ainda nos falta a força e a determinação para assumirmos o dever patriótico de recuperarmos o País.
Essa obrigação é uma exigência posta a cada um de nós.
Não existe solução no actual sistema politico.
O Regime deverá continuar a ser DEMOCRÁTICO, MAS NÃO ESTE que assim se intitula e mais não é que um verdadeiro embuste CRIADO POR ESTA CLASSE POLITICA.
Democracia significa vontade do povo. O que aqui se criou foi um simulacro de legitimação de poder com base num sistema adulterado pelas acções e omissões da quase totalidade daqueles que, SEM LEGITIMIDADE, MUITAS VEZES, comprometem o País e
desrespeitam as obrigações e compromissos assumidos para com o povo que dizem representar.
É urgente expressarmos a nossa revolta de forma determinada e incisiva. Nunca será com "paninhos quentes" que conseguiremos estancar esta ferida.
Temos toda a legitimidade para CORRER IMEDIATAMENTE com esses irresponsáveis e criminosos políticos que vão desde socrates a loureiro.
É verdade que loureiro já se encontra "refugiado" em Cabo Verde. Mas os outros ainda se encontram quase todos por cá.
Passos Coelho, por muito integro que pareça e acrescido agora com o facto de ser a única alternativa viável, nada conseguirá fazer de substancialmente diferente.
Continua entrelaçado dentro de um sistema corrompido pelos interesses dos actuais agentes políticos e económicos e sem os quais nunca conseguirá evoluir para outro tipo de soluções que eventualmente pudessem trazer o tal raio de esperança que agora se exige como condição de mudança para saída da crise.
Passos Coelho, se ainda for a tempo, apenas conseguirá adiar a revolta.
É necessário gente descomprometida, um novo regime democrático e um pacto Social para o Desenvolvimento. Tudo isto com um sistema politico em que o VOTO sirva para eleger ou DEMITIR qualquer agente politico que não cumpra ou satisfaça os pressupostos das funções para que tenha sido eleito.
Para isto é necessário derrubar este regime e caminhar-se para um sistema representativo das forças actuantes na sociedade, com respeito integral pelas escolhas e decisões que individualmente se tomem.
É urgente prepararmo-nos para fazer ouvir a voz da RAZÃO.
O tempo dos passeios está terminado.
Os "miúdos" já cumpriram e bem a missão a que se propuseram.
Agora exige-se que sejamos nós a conseguirmos encontrar os meios de mobilização necessários para exigir a queda imediata deste governo e a instalação de um verdadeiro REGIME DEMOCRÁTICO.
Contem connosco. Façam-nos chegar a vossa disponibilidade e interesse em participar nesta tarefa de mobilização.
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Hoje, primeiro passo
Às 14.30, os mais conscientes e decididos estarão a caminho da Avª da Liberdade.
Podem levar a mulher e os filhos pois tudo indica que será uma manifestação pacífica.
Hoje será a vez dos "meninos".
Toda a Comunicação social que deu cobertura ao evento, soube direcioná-lo nesse sentido.
Mas a nossa luta é mais ambiciosa e terá de ser o próximo passo.
E seria bom que fosse a curto prazo.
Temos de por fim a este regime e responsabilizar os políticos que conduziram o País ao estado em que se encontra.
A alternância do poder já não se coaduna com os tempos que se vivem e nem resolve os problemas existentes.
O nosso poder de voto tem de ser no sentido da escolha ou da rejeição da mesma se os politicos eleitos não cumprirem as bases eleitorais que sustentaram o processo de escolha. Os candidatos eleitos terão de responder perante o circulo eleitoral que os elegeu e não perante o partido que os indicou.
O próximo passo terá de ser para derrubar este Regime politico. Nessa altura talvez não seja aconselhável levar a família.
Podem levar a mulher e os filhos pois tudo indica que será uma manifestação pacífica.
Hoje será a vez dos "meninos".
Toda a Comunicação social que deu cobertura ao evento, soube direcioná-lo nesse sentido.
Mas a nossa luta é mais ambiciosa e terá de ser o próximo passo.
E seria bom que fosse a curto prazo.
Temos de por fim a este regime e responsabilizar os políticos que conduziram o País ao estado em que se encontra.
A alternância do poder já não se coaduna com os tempos que se vivem e nem resolve os problemas existentes.
O nosso poder de voto tem de ser no sentido da escolha ou da rejeição da mesma se os politicos eleitos não cumprirem as bases eleitorais que sustentaram o processo de escolha. Os candidatos eleitos terão de responder perante o circulo eleitoral que os elegeu e não perante o partido que os indicou.
O próximo passo terá de ser para derrubar este Regime politico. Nessa altura talvez não seja aconselhável levar a família.
quinta-feira, 10 de março de 2011
12 de Março
Finalmente, vemos uma manifestação contestatária estar a ter divulgação na comunicação social.
Caros amigos, ponham o rótulo que quiserem, mas nós estaremos lá para ajudar a que se dê o primeiro passo para uma próxima iniciativa que tenha por objectivo derrubar mesmo este regime.
Com estes políticos e este sistema, apenas a miséria está garantida.
Hoje esta realidade é cada vez mais sentida, por mais gente.
Prolongar a agonia apenas serve para retardar a morte.
Vamos a eles e com Força.
Os mais fracos poderão ficar em casa, sentados, de frente para a Televisão.
Vamos ver de que massa se faz este País.
Sábado, 15h na Avª da Liberdade.
Caros amigos, ponham o rótulo que quiserem, mas nós estaremos lá para ajudar a que se dê o primeiro passo para uma próxima iniciativa que tenha por objectivo derrubar mesmo este regime.
Com estes políticos e este sistema, apenas a miséria está garantida.
Hoje esta realidade é cada vez mais sentida, por mais gente.
Prolongar a agonia apenas serve para retardar a morte.
Vamos a eles e com Força.
Os mais fracos poderão ficar em casa, sentados, de frente para a Televisão.
Vamos ver de que massa se faz este País.
Sábado, 15h na Avª da Liberdade.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fim do Regime
Finalmente foi anunciado.
Um dos mais destacados dirigentes politicos do PSD afirmou que os problemas do País só se resolvem com o fim deste Regime.
Rui Rio tocou na ferida.
Também ele concorda que a alternância no poder já não é tolerada pela grande maioria da população.
O sistema politico morreu.
Artificialmente, vai-se por enquanto mantendo no estado de moribundo.
A nossa revolta tem cada vez mais justificação.
Chegou a altura de enfrentarmos e corrermos com esta classe politica que nos foi ludibriando ao longo de mais de 30 anos.
Vamos bater-nos pela recuperação da dignidade perdida e criar condições para julgar todos os que conduziram o País á vergonhosa situação em que se encontra e que tende a agravar-se.
Ninguèm fará o trabalho que nos compete a nós realizar.
A consciência cada vez mais assumida, por mais gente, vai no sentido de se criar uma nova sociedade, num novo ambiente, com novas gentes, num novo Regime.
O País tem que mudar e somos, cada um de nós, os responsáveis para que isso aconteça.
Dia 12 vamos dar o primeiro e decisivo passo.
Não sabemos ainda quantos lá estaremos. O que sabemos é que quem lá estiver será certamente dos melhores que o País possui.
O fim do Regime está próximo.
Ajude um pouco e verá nascer o orgulho perdido numa pátria com 900 anos.
Um dos mais destacados dirigentes politicos do PSD afirmou que os problemas do País só se resolvem com o fim deste Regime.
Rui Rio tocou na ferida.
Também ele concorda que a alternância no poder já não é tolerada pela grande maioria da população.
O sistema politico morreu.
Artificialmente, vai-se por enquanto mantendo no estado de moribundo.
A nossa revolta tem cada vez mais justificação.
Chegou a altura de enfrentarmos e corrermos com esta classe politica que nos foi ludibriando ao longo de mais de 30 anos.
Vamos bater-nos pela recuperação da dignidade perdida e criar condições para julgar todos os que conduziram o País á vergonhosa situação em que se encontra e que tende a agravar-se.
Ninguèm fará o trabalho que nos compete a nós realizar.
A consciência cada vez mais assumida, por mais gente, vai no sentido de se criar uma nova sociedade, num novo ambiente, com novas gentes, num novo Regime.
O País tem que mudar e somos, cada um de nós, os responsáveis para que isso aconteça.
Dia 12 vamos dar o primeiro e decisivo passo.
Não sabemos ainda quantos lá estaremos. O que sabemos é que quem lá estiver será certamente dos melhores que o País possui.
O fim do Regime está próximo.
Ajude um pouco e verá nascer o orgulho perdido numa pátria com 900 anos.
terça-feira, 1 de março de 2011
Cavalo à solta pelas margens da nossa tolerância
Hà cerca de um mês, começou a ganhar forma o apelo para uma manifestação de repúdio pela classe política instalada.
Fizemos na altura um "post" inserindo o texto que continua em circulação.
Avançou-se com a data de 12 de Março.
Estranhamente, aquilo que começou a surgir na Comunicação social, foram noticias sobre um evento previsto para essa data, mas com a indicação de ser uma iniciativa da "Geração à rasca".
Pretendeu-se de imediato cavalgar a intenção inicial e apresentar a iniciativa com outras roupagens.
Deram-lhe um ar mais moderno e mais adequado aos jovens.
Coisas de "miudos", que querem apenas mais empregos e usam a tradicional irreverência da juventude.......mas... nada de contestações da classe politica.
Foi-se mesmo mais longe.
No programa "prós e contras" da TV do regime, fez-se um debate centrado na temática juventude / emprego e nada de se centrar a discussão na qualidade da classe politica e do sistema em vigor.
Com isso conseguiram calçar as pantufas aos "meninos de agora", deram-lhes mesmo algumas razões para a "luta" e até os convenceram a apelar para que seja uma manifestação pacífica !
Até já pedem para se levar um papel em branco e outro com um coração. Não sabemos se será o coração de Maria ou o do redentor.
A defesa do Sistema está ao rubro.
Só que manifestações "pacíficas" não servem para nada. Será como servir bolinhos com chá a esta escumalha política.
É necessária DETERMINAÇÃO e FIRMEZA.
A violência nem será necessária, mas se for, estamos no pleno direito de a usar, pois aquilo que pesa sobre nós é um autêntico descalabro geracional que mutilou esperanças e compromete a qualidade e sobrevivência de toda uma geração.
Temos legitimidade para responder á brutalidade que nos está a ser imposta!
Diz o povo que "quem não se sente não é filho de boa gente".
Pensamos que a grande maioria dos Portugueses sente bem a brutalidade das politicas até agora seguidas.
Em desespero de causa resolveram soltar o cavalo da comunicação.
Sem controlo, já pisou fundo e a margem da nossa tolerância está esgotada.
Vamos ter de ser nós a colocar-lhe a rédea curta.
Será no dia 12.
Que ninguèm arranje desculpas ou justificações. Ás 14 h e 30 minutos estaremos no Marquês de Pombal.
A nossa luta será a de " UM MILHÂO CONTRA A CLASSE POLITICA INSTALADA".
Quantos vamos lá estar?
Fizemos na altura um "post" inserindo o texto que continua em circulação.
Avançou-se com a data de 12 de Março.
Estranhamente, aquilo que começou a surgir na Comunicação social, foram noticias sobre um evento previsto para essa data, mas com a indicação de ser uma iniciativa da "Geração à rasca".
Pretendeu-se de imediato cavalgar a intenção inicial e apresentar a iniciativa com outras roupagens.
Deram-lhe um ar mais moderno e mais adequado aos jovens.
Coisas de "miudos", que querem apenas mais empregos e usam a tradicional irreverência da juventude.......mas... nada de contestações da classe politica.
Foi-se mesmo mais longe.
No programa "prós e contras" da TV do regime, fez-se um debate centrado na temática juventude / emprego e nada de se centrar a discussão na qualidade da classe politica e do sistema em vigor.
Com isso conseguiram calçar as pantufas aos "meninos de agora", deram-lhes mesmo algumas razões para a "luta" e até os convenceram a apelar para que seja uma manifestação pacífica !
Até já pedem para se levar um papel em branco e outro com um coração. Não sabemos se será o coração de Maria ou o do redentor.
A defesa do Sistema está ao rubro.
Só que manifestações "pacíficas" não servem para nada. Será como servir bolinhos com chá a esta escumalha política.
É necessária DETERMINAÇÃO e FIRMEZA.
A violência nem será necessária, mas se for, estamos no pleno direito de a usar, pois aquilo que pesa sobre nós é um autêntico descalabro geracional que mutilou esperanças e compromete a qualidade e sobrevivência de toda uma geração.
Temos legitimidade para responder á brutalidade que nos está a ser imposta!
Diz o povo que "quem não se sente não é filho de boa gente".
Pensamos que a grande maioria dos Portugueses sente bem a brutalidade das politicas até agora seguidas.
Em desespero de causa resolveram soltar o cavalo da comunicação.
Sem controlo, já pisou fundo e a margem da nossa tolerância está esgotada.
Vamos ter de ser nós a colocar-lhe a rédea curta.
Será no dia 12.
Que ninguèm arranje desculpas ou justificações. Ás 14 h e 30 minutos estaremos no Marquês de Pombal.
A nossa luta será a de " UM MILHÂO CONTRA A CLASSE POLITICA INSTALADA".
Quantos vamos lá estar?
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Os homens que se levantam
O sentimento de revolta que vai germinando, tem justificação e é expresso de forma sucinta e concisa neste documento que nos foi enviado.
O CERNE DO ACTUAL BLOQUEIO POLITICO/FINANCEIRO
Uma proposta de Lei do CDS, apresentada na AR, apoiada pelo PCP e BE, foi rejeitada pelo PS com o apoio expresso do PSD, no dia 18 do corrente. Em que consistia esta proposta? Numa coisa simples, justa e prioritária, que se consubstanciava na existência de limites e cortes nos vencimentos escandalosos (e acrescentaria “mordomias”), dos gestores das empresas públicas do Estado.
Simples, pois é de uma evidencia cristalina; justa, pois é uma indecência pornográfica haver tais ordenados e regalias, tendo em conta os vencimentos médios da população, a condição do país e as manchas de pobreza existentes; e prioritárias, pois não se devem (porque poder já se viu que podem!), pedir sacrifícios a toda a Nação e os principais responsáveis em exercício – e também culpados maiores do descalabro criminoso em que colocaram o país – não dão uma ponta de exemplo!
Isto não é demagogia é, na mais elementar hierarquia das virtudes e da liderança, apenas bom senso. A esta gentalha não lhes falta, porém, senso. Apenas escrúpulos e vergonha.
Se, aliás, tivessem uma réstia de pensamento no serviço público nem sequer lhes seria difícil manter a equidade: bastava manter em vigor a Lei 2105 de 6 de Junho de 1960, em que se proibia que a remuneração de um qualquer gestor do Estado pudesse ser superior à de um ministro. Simples e eficaz!
Mas parece evidente que uma lei nitidamente “fascista”não podia ser aceite pelos paladinos da “Democracia”…
Os leitores farão o favor de reparar – e já é tempo de deixarem o conforto do sofá pela luta na defesa da decência na sociedade e menos na contemplação do seu umbigo – que desde que a crise se instalou, mesmo a contragosto do discurso político, todas as medidas de austeridade e contenção se situaram no âmbito da população, mas nunca onde poderia doer à classe politica. Ou seja, no orçamento da Presidência da República; Assembleia da mesma; Governo e gabinetes dos ministérios; na administração das empresas públicas; nos bancos, nas autarquias; nos governos e parlamentos regionais; nas fundações; nas parcerias público – privadas; nos institutos públicos; nas empresas camarárias; nos tribunais supremos, etc. De facto em qualquer âmbito que possa afectar, nem que seja ao mais de leve possível, qualquer membro de um cargo político, ou a função para onde normalmente migram depois de se sacrificarem pela Pátria…
Mesmo os 10% de corte aplicável na função pública foi largamente compensado pelos aumentos, entretanto efectuados, nos subsídios de representação, ajudas de custo e similares. E são públicas as tentativas obscenas de contornar a lei por parte de algumas administrações de empresas públicas e do Governo Regional dos Açores, por ex.
Porque é isto assim? Simples e meridianamente claro: porque a fazerem-se cortes equitativos no conjunto da população, isso iria, de facto, afectar os detentores, ex-detentores, e futuros aspirantes a detentores de cargos político – partidários. Ou seja, as clientelas dos Partidos.
Quer dizer, que umas 50000 famílias (grosso modo), cerca de 200000 pessoas, arrogam-se o direito de sugar e dispor de cerca de 90% da riqueza criada no País e dispensar os trocos restantes ao remanescente da população.
Eis a razão pela qual o PS – que é poder agora – votou contra a proposta e o PSD – que aspira a ser poder – também o fez. E sabe-se que a maioria dos que já passaram pelas cadeiras do poder também pertenceram a estas duas filantrópicas agremiações.
O BE e o PCP não têm, por seu lado, qualquer problema em votar a favor, pois sabem que não vão ser poder (isto é, não vão ocupar as tais cadeiras), ao passo que usufruem de umas migalhas gordas enquanto estiverem com um pé no sistema. O CDS de onde parte a proposta é o caso mais curioso: está na charneira do poder: é do sistema e pode ser “bengala” do poder. Neste âmbito usufrui de todos os lados e colhe votos no eleitorado. A proposta beneficia-o e, por isso, faz sentido a sua iniciativa. Resta saber se é sentida e não apenas (mais) um rasgo demagógico.
Esta é pois uma das principais razões pela qual o actual sistema político está num impasse e bloqueado. E não tem saída própria, vai apodrecer com o tempo e as misérias humanas.
Infelizmente isto não é de agora. Tem as suas origens em 1820 e só foi interrompido durante um “buraco negro” da nossa História recente, de que não se pode falar com direito ao contraditório.
Façam o favor de estudar, reflectir e cruzar informação, que acabam por perceber.
Muito obrigado senhor Coronel. Aquilo que escreveu é o mesmo porque nos batemos.
ESTA É A REALIDADE NACIONAL que urge combater e demolir. O tempo dos cobardes está a esgotar-se.
O CERNE DO ACTUAL BLOQUEIO POLITICO/FINANCEIRO
Uma proposta de Lei do CDS, apresentada na AR, apoiada pelo PCP e BE, foi rejeitada pelo PS com o apoio expresso do PSD, no dia 18 do corrente. Em que consistia esta proposta? Numa coisa simples, justa e prioritária, que se consubstanciava na existência de limites e cortes nos vencimentos escandalosos (e acrescentaria “mordomias”), dos gestores das empresas públicas do Estado.
Simples, pois é de uma evidencia cristalina; justa, pois é uma indecência pornográfica haver tais ordenados e regalias, tendo em conta os vencimentos médios da população, a condição do país e as manchas de pobreza existentes; e prioritárias, pois não se devem (porque poder já se viu que podem!), pedir sacrifícios a toda a Nação e os principais responsáveis em exercício – e também culpados maiores do descalabro criminoso em que colocaram o país – não dão uma ponta de exemplo!
Isto não é demagogia é, na mais elementar hierarquia das virtudes e da liderança, apenas bom senso. A esta gentalha não lhes falta, porém, senso. Apenas escrúpulos e vergonha.
Se, aliás, tivessem uma réstia de pensamento no serviço público nem sequer lhes seria difícil manter a equidade: bastava manter em vigor a Lei 2105 de 6 de Junho de 1960, em que se proibia que a remuneração de um qualquer gestor do Estado pudesse ser superior à de um ministro. Simples e eficaz!
Mas parece evidente que uma lei nitidamente “fascista”não podia ser aceite pelos paladinos da “Democracia”…
Os leitores farão o favor de reparar – e já é tempo de deixarem o conforto do sofá pela luta na defesa da decência na sociedade e menos na contemplação do seu umbigo – que desde que a crise se instalou, mesmo a contragosto do discurso político, todas as medidas de austeridade e contenção se situaram no âmbito da população, mas nunca onde poderia doer à classe politica. Ou seja, no orçamento da Presidência da República; Assembleia da mesma; Governo e gabinetes dos ministérios; na administração das empresas públicas; nos bancos, nas autarquias; nos governos e parlamentos regionais; nas fundações; nas parcerias público – privadas; nos institutos públicos; nas empresas camarárias; nos tribunais supremos, etc. De facto em qualquer âmbito que possa afectar, nem que seja ao mais de leve possível, qualquer membro de um cargo político, ou a função para onde normalmente migram depois de se sacrificarem pela Pátria…
Mesmo os 10% de corte aplicável na função pública foi largamente compensado pelos aumentos, entretanto efectuados, nos subsídios de representação, ajudas de custo e similares. E são públicas as tentativas obscenas de contornar a lei por parte de algumas administrações de empresas públicas e do Governo Regional dos Açores, por ex.
Porque é isto assim? Simples e meridianamente claro: porque a fazerem-se cortes equitativos no conjunto da população, isso iria, de facto, afectar os detentores, ex-detentores, e futuros aspirantes a detentores de cargos político – partidários. Ou seja, as clientelas dos Partidos.
Quer dizer, que umas 50000 famílias (grosso modo), cerca de 200000 pessoas, arrogam-se o direito de sugar e dispor de cerca de 90% da riqueza criada no País e dispensar os trocos restantes ao remanescente da população.
Eis a razão pela qual o PS – que é poder agora – votou contra a proposta e o PSD – que aspira a ser poder – também o fez. E sabe-se que a maioria dos que já passaram pelas cadeiras do poder também pertenceram a estas duas filantrópicas agremiações.
O BE e o PCP não têm, por seu lado, qualquer problema em votar a favor, pois sabem que não vão ser poder (isto é, não vão ocupar as tais cadeiras), ao passo que usufruem de umas migalhas gordas enquanto estiverem com um pé no sistema. O CDS de onde parte a proposta é o caso mais curioso: está na charneira do poder: é do sistema e pode ser “bengala” do poder. Neste âmbito usufrui de todos os lados e colhe votos no eleitorado. A proposta beneficia-o e, por isso, faz sentido a sua iniciativa. Resta saber se é sentida e não apenas (mais) um rasgo demagógico.
Esta é pois uma das principais razões pela qual o actual sistema político está num impasse e bloqueado. E não tem saída própria, vai apodrecer com o tempo e as misérias humanas.
Infelizmente isto não é de agora. Tem as suas origens em 1820 e só foi interrompido durante um “buraco negro” da nossa História recente, de que não se pode falar com direito ao contraditório.
Façam o favor de estudar, reflectir e cruzar informação, que acabam por perceber.
Muito obrigado senhor Coronel. Aquilo que escreveu é o mesmo porque nos batemos.
ESTA É A REALIDADE NACIONAL que urge combater e demolir. O tempo dos cobardes está a esgotar-se.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Vamos fazer o que ainda não foi feito
O dia 12 de Março tem que ser o inicio e o passo necessário para se fazer o que ainda não foi feito nalguns países da agora União Europeia.
As pessoas, o povo, nós, temos que assumir que não há soluções definitivas nem modelos obrigatórios ou de referência que tenham de ser seguidos.
Temos que romper com os conceitos de Estabilidade e Alternância que apenas servem às classes políticas instaladas.
Temos que perceber que estamos subjugados a um regime de incompetentes e corruptos. Dentro do Sistema vigente, venha quem vier, nada de novo ou melhor irá trazer ao País. Não vale a pena e mais uma vez cairmos na ilusão.
A continuarmos com esta gente, iremos morrer devagar, mas muito mais depressa.
Há que assumir a ruptura com este Sistema Politico.
Para isso será suficiente gente séria e com sentido de justiça social.
Para quem tiver dúvidas é apenas pensar que estamos há quase 7 anos a ser desgovernados por um bando de incompetentes e corruptos.
Nem que tenhamos de correr riscos de agressões, prisão, espancamento ou mesmo morte, teremos de ir em frente e por um ponto final nesta vergonha em que estamos obrigados a viver.
O tempo dos cobardes está a esgotar-se.
A nossa dignidade e o futuro do País ainda está nas nossas mãos e nem precisamos de grandes Estadistas, ou de Intelectuais apurados.
Veja bem o que é a determinação e o sentido de ruptura de um Povo e perceba porque é que os nossos "media" clássicos ignoraram isto!
*Revolução pacífica na Islândia, silêncio dos media*
Por incrível que possa parecer, uma verdadeira revolução democrática e anticapitalista ocorre na Islândia neste preciso momento e ninguém fala dela, nenhum meio de comunicação dá a informação, quase não se vislumbrará um vestígio no Google: numa palavra, completo escamoteamento. Contudo, a natureza dos acontecimentos em curso na Islândia é espantosa: um Povo que corre com a direita do poder sitiando pacificamente o palácio presidencial, uma "esquerda" liberal de substituição igualmente dispensada de "responsabilidades" porque se propunha pôr em prática a mesma política que a direita, um referendo imposto pelo Povo para determinar se se devia reembolsar ou não os bancos capitalistas que, pela sua irresponsabilidade, mergulharam o país na crise, uma vitória de 93% que impôs o não reembolso dos bancos, uma nacionalização dos bancos e, cereja em cima do bolo deste processo a vários títulos "revolucionário": a eleição de uma assembleia constituinte a 27 de Novembro de 2010, incumbida de redigir as novas leis fundamentais que traduzirão doravante a cólera popular contra o capitalismo e as aspirações do Povo por outra sociedade.
Quando retumba na Europa inteira a cólera dos Povos sufocados pelo garrote capitalista, a actualidade desvenda-nos outro possível, uma história em andamento susceptível de quebrar muitas certezas e sobretudo de dar às lutas que inflamam a Europa uma perspectiva: a reconquista democrática e popular do poder, ao serviço da população.
http://www.cadtm.org/Quand-l-Islande-reinvente-la
Desde Sábado 27 de Novembro, a Islândia dispõe de uma Assembleia constituinte composta por 25 simples cidadãos eleitos pelos seus pares. É seu objectivo reescrever inteiramente a constituição de 1944, tirando nomeadamente as lições da crise financeira que, em 2008, atingiu em cheio o país. Desde esta crise, de que está longe de se recompor, a Islândia conheceu um certo número de mudanças espectaculares, a começar pela nacionalização dos três principais bancos, seguida pela demissão do governo de direita sob a pressão popular. As eleições legislativas de 2009 levaram ao poder uma coligação de esquerda formada pela Aliança (agrupamento de partidos constituído por social-democratas, feministas e ex-comunistas) e
pelo Movimento dos Verdes de esquerda. Foi uma estreia para a Islândia, bem como a nomeação de uma mulher, Johanna Sigurdardottir, para o lugar de Primeiro-ministro.
24 de Janeiro de 2011
Jean REX
http://www.parisseveille.info/quand-l-islande-reinvente-la,2643.html
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