Se fossemos adeptos das teorias da conspiração, poderíamos dizer que há demasiadas coincidências entre a súbita efervescência da classe política e o "borbulhar" da insatisfação do tecido social.
Agora que já estávamos a preparar-nos para um murro letal no Sistema, surge esta inesperada animação que vai divertir e redireccionar o País para os espectáculos politico partidários.
Esta apresentação do pec 4, a reação negativa dos "outros", o contra ataque do insuportável socrates, a vinda á carga de novo dos outros, os comentadores políticos, a comunicação social de novo focalizada, as eleições que se aproximam, o presidente que vai falar, o debate publico, etc, etc.
Durante 4 ou 5 meses o País irá estar embalado pelos temas desta classe politica.
A geração á rasca já passou.
Agora a revolta vai ter de ficar contida por mais algum tempo. Até parece que tudo foi previamente acordado.
Não nos esqueçamos que Cavaco também já se tinha "armado em forte", depois de ter demonstrado durante 5 anos que de facto .....é fraco. Veio "fazer peito" na praça publica e assim conter durante mais algum tempo a vontade que muita gente tem de "escaqueirar esta merda toda".
Assim e de repente estrangulam-nos o fôlego.
Terá sido por acaso ou esta escumalha politica acordou para a triste realidade que é a sua existência ?
É neste ponto que nos surgem as duvidas relativas ao sobre aquecimento que se nos depara e nos deixa a interrogação se porventura foi o instinto de sobrevivência, ou se afinal tudo já estaria concertado.
Não lhes fazemos o favor de os considerar tão inteligentes.
Acontece que sem o merecerem tiveram, para já, sorte.
No entanto, a revolta surgirá dentro de momentos.
segunda-feira, 14 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
E agora o que é que vamos fazer ?
A tremenda adesão "aos passeios" ontem efectuados nalguns pontos do País, vieram comprovar que estamos há muito tempo a bater no fundo.
Já baixámos mesmo da cauda da Europa.
Estamos agora quase a chegar ao nível dos povos do norte de África.
Até alguns desses já nos ultrapassaram, pois ainda nos falta a força e a determinação para assumirmos o dever patriótico de recuperarmos o País.
Essa obrigação é uma exigência posta a cada um de nós.
Não existe solução no actual sistema politico.
O Regime deverá continuar a ser DEMOCRÁTICO, MAS NÃO ESTE que assim se intitula e mais não é que um verdadeiro embuste CRIADO POR ESTA CLASSE POLITICA.
Democracia significa vontade do povo. O que aqui se criou foi um simulacro de legitimação de poder com base num sistema adulterado pelas acções e omissões da quase totalidade daqueles que, SEM LEGITIMIDADE, MUITAS VEZES, comprometem o País e
desrespeitam as obrigações e compromissos assumidos para com o povo que dizem representar.
É urgente expressarmos a nossa revolta de forma determinada e incisiva. Nunca será com "paninhos quentes" que conseguiremos estancar esta ferida.
Temos toda a legitimidade para CORRER IMEDIATAMENTE com esses irresponsáveis e criminosos políticos que vão desde socrates a loureiro.
É verdade que loureiro já se encontra "refugiado" em Cabo Verde. Mas os outros ainda se encontram quase todos por cá.
Passos Coelho, por muito integro que pareça e acrescido agora com o facto de ser a única alternativa viável, nada conseguirá fazer de substancialmente diferente.
Continua entrelaçado dentro de um sistema corrompido pelos interesses dos actuais agentes políticos e económicos e sem os quais nunca conseguirá evoluir para outro tipo de soluções que eventualmente pudessem trazer o tal raio de esperança que agora se exige como condição de mudança para saída da crise.
Passos Coelho, se ainda for a tempo, apenas conseguirá adiar a revolta.
É necessário gente descomprometida, um novo regime democrático e um pacto Social para o Desenvolvimento. Tudo isto com um sistema politico em que o VOTO sirva para eleger ou DEMITIR qualquer agente politico que não cumpra ou satisfaça os pressupostos das funções para que tenha sido eleito.
Para isto é necessário derrubar este regime e caminhar-se para um sistema representativo das forças actuantes na sociedade, com respeito integral pelas escolhas e decisões que individualmente se tomem.
É urgente prepararmo-nos para fazer ouvir a voz da RAZÃO.
O tempo dos passeios está terminado.
Os "miúdos" já cumpriram e bem a missão a que se propuseram.
Agora exige-se que sejamos nós a conseguirmos encontrar os meios de mobilização necessários para exigir a queda imediata deste governo e a instalação de um verdadeiro REGIME DEMOCRÁTICO.
Contem connosco. Façam-nos chegar a vossa disponibilidade e interesse em participar nesta tarefa de mobilização.
Já baixámos mesmo da cauda da Europa.
Estamos agora quase a chegar ao nível dos povos do norte de África.
Até alguns desses já nos ultrapassaram, pois ainda nos falta a força e a determinação para assumirmos o dever patriótico de recuperarmos o País.
Essa obrigação é uma exigência posta a cada um de nós.
Não existe solução no actual sistema politico.
O Regime deverá continuar a ser DEMOCRÁTICO, MAS NÃO ESTE que assim se intitula e mais não é que um verdadeiro embuste CRIADO POR ESTA CLASSE POLITICA.
Democracia significa vontade do povo. O que aqui se criou foi um simulacro de legitimação de poder com base num sistema adulterado pelas acções e omissões da quase totalidade daqueles que, SEM LEGITIMIDADE, MUITAS VEZES, comprometem o País e
desrespeitam as obrigações e compromissos assumidos para com o povo que dizem representar.
É urgente expressarmos a nossa revolta de forma determinada e incisiva. Nunca será com "paninhos quentes" que conseguiremos estancar esta ferida.
Temos toda a legitimidade para CORRER IMEDIATAMENTE com esses irresponsáveis e criminosos políticos que vão desde socrates a loureiro.
É verdade que loureiro já se encontra "refugiado" em Cabo Verde. Mas os outros ainda se encontram quase todos por cá.
Passos Coelho, por muito integro que pareça e acrescido agora com o facto de ser a única alternativa viável, nada conseguirá fazer de substancialmente diferente.
Continua entrelaçado dentro de um sistema corrompido pelos interesses dos actuais agentes políticos e económicos e sem os quais nunca conseguirá evoluir para outro tipo de soluções que eventualmente pudessem trazer o tal raio de esperança que agora se exige como condição de mudança para saída da crise.
Passos Coelho, se ainda for a tempo, apenas conseguirá adiar a revolta.
É necessário gente descomprometida, um novo regime democrático e um pacto Social para o Desenvolvimento. Tudo isto com um sistema politico em que o VOTO sirva para eleger ou DEMITIR qualquer agente politico que não cumpra ou satisfaça os pressupostos das funções para que tenha sido eleito.
Para isto é necessário derrubar este regime e caminhar-se para um sistema representativo das forças actuantes na sociedade, com respeito integral pelas escolhas e decisões que individualmente se tomem.
É urgente prepararmo-nos para fazer ouvir a voz da RAZÃO.
O tempo dos passeios está terminado.
Os "miúdos" já cumpriram e bem a missão a que se propuseram.
Agora exige-se que sejamos nós a conseguirmos encontrar os meios de mobilização necessários para exigir a queda imediata deste governo e a instalação de um verdadeiro REGIME DEMOCRÁTICO.
Contem connosco. Façam-nos chegar a vossa disponibilidade e interesse em participar nesta tarefa de mobilização.
sábado, 12 de março de 2011
Hoje, primeiro passo
Às 14.30, os mais conscientes e decididos estarão a caminho da Avª da Liberdade.
Podem levar a mulher e os filhos pois tudo indica que será uma manifestação pacífica.
Hoje será a vez dos "meninos".
Toda a Comunicação social que deu cobertura ao evento, soube direcioná-lo nesse sentido.
Mas a nossa luta é mais ambiciosa e terá de ser o próximo passo.
E seria bom que fosse a curto prazo.
Temos de por fim a este regime e responsabilizar os políticos que conduziram o País ao estado em que se encontra.
A alternância do poder já não se coaduna com os tempos que se vivem e nem resolve os problemas existentes.
O nosso poder de voto tem de ser no sentido da escolha ou da rejeição da mesma se os politicos eleitos não cumprirem as bases eleitorais que sustentaram o processo de escolha. Os candidatos eleitos terão de responder perante o circulo eleitoral que os elegeu e não perante o partido que os indicou.
O próximo passo terá de ser para derrubar este Regime politico. Nessa altura talvez não seja aconselhável levar a família.
Podem levar a mulher e os filhos pois tudo indica que será uma manifestação pacífica.
Hoje será a vez dos "meninos".
Toda a Comunicação social que deu cobertura ao evento, soube direcioná-lo nesse sentido.
Mas a nossa luta é mais ambiciosa e terá de ser o próximo passo.
E seria bom que fosse a curto prazo.
Temos de por fim a este regime e responsabilizar os políticos que conduziram o País ao estado em que se encontra.
A alternância do poder já não se coaduna com os tempos que se vivem e nem resolve os problemas existentes.
O nosso poder de voto tem de ser no sentido da escolha ou da rejeição da mesma se os politicos eleitos não cumprirem as bases eleitorais que sustentaram o processo de escolha. Os candidatos eleitos terão de responder perante o circulo eleitoral que os elegeu e não perante o partido que os indicou.
O próximo passo terá de ser para derrubar este Regime politico. Nessa altura talvez não seja aconselhável levar a família.
quinta-feira, 10 de março de 2011
12 de Março
Finalmente, vemos uma manifestação contestatária estar a ter divulgação na comunicação social.
Caros amigos, ponham o rótulo que quiserem, mas nós estaremos lá para ajudar a que se dê o primeiro passo para uma próxima iniciativa que tenha por objectivo derrubar mesmo este regime.
Com estes políticos e este sistema, apenas a miséria está garantida.
Hoje esta realidade é cada vez mais sentida, por mais gente.
Prolongar a agonia apenas serve para retardar a morte.
Vamos a eles e com Força.
Os mais fracos poderão ficar em casa, sentados, de frente para a Televisão.
Vamos ver de que massa se faz este País.
Sábado, 15h na Avª da Liberdade.
Caros amigos, ponham o rótulo que quiserem, mas nós estaremos lá para ajudar a que se dê o primeiro passo para uma próxima iniciativa que tenha por objectivo derrubar mesmo este regime.
Com estes políticos e este sistema, apenas a miséria está garantida.
Hoje esta realidade é cada vez mais sentida, por mais gente.
Prolongar a agonia apenas serve para retardar a morte.
Vamos a eles e com Força.
Os mais fracos poderão ficar em casa, sentados, de frente para a Televisão.
Vamos ver de que massa se faz este País.
Sábado, 15h na Avª da Liberdade.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Fim do Regime
Finalmente foi anunciado.
Um dos mais destacados dirigentes politicos do PSD afirmou que os problemas do País só se resolvem com o fim deste Regime.
Rui Rio tocou na ferida.
Também ele concorda que a alternância no poder já não é tolerada pela grande maioria da população.
O sistema politico morreu.
Artificialmente, vai-se por enquanto mantendo no estado de moribundo.
A nossa revolta tem cada vez mais justificação.
Chegou a altura de enfrentarmos e corrermos com esta classe politica que nos foi ludibriando ao longo de mais de 30 anos.
Vamos bater-nos pela recuperação da dignidade perdida e criar condições para julgar todos os que conduziram o País á vergonhosa situação em que se encontra e que tende a agravar-se.
Ninguèm fará o trabalho que nos compete a nós realizar.
A consciência cada vez mais assumida, por mais gente, vai no sentido de se criar uma nova sociedade, num novo ambiente, com novas gentes, num novo Regime.
O País tem que mudar e somos, cada um de nós, os responsáveis para que isso aconteça.
Dia 12 vamos dar o primeiro e decisivo passo.
Não sabemos ainda quantos lá estaremos. O que sabemos é que quem lá estiver será certamente dos melhores que o País possui.
O fim do Regime está próximo.
Ajude um pouco e verá nascer o orgulho perdido numa pátria com 900 anos.
Um dos mais destacados dirigentes politicos do PSD afirmou que os problemas do País só se resolvem com o fim deste Regime.
Rui Rio tocou na ferida.
Também ele concorda que a alternância no poder já não é tolerada pela grande maioria da população.
O sistema politico morreu.
Artificialmente, vai-se por enquanto mantendo no estado de moribundo.
A nossa revolta tem cada vez mais justificação.
Chegou a altura de enfrentarmos e corrermos com esta classe politica que nos foi ludibriando ao longo de mais de 30 anos.
Vamos bater-nos pela recuperação da dignidade perdida e criar condições para julgar todos os que conduziram o País á vergonhosa situação em que se encontra e que tende a agravar-se.
Ninguèm fará o trabalho que nos compete a nós realizar.
A consciência cada vez mais assumida, por mais gente, vai no sentido de se criar uma nova sociedade, num novo ambiente, com novas gentes, num novo Regime.
O País tem que mudar e somos, cada um de nós, os responsáveis para que isso aconteça.
Dia 12 vamos dar o primeiro e decisivo passo.
Não sabemos ainda quantos lá estaremos. O que sabemos é que quem lá estiver será certamente dos melhores que o País possui.
O fim do Regime está próximo.
Ajude um pouco e verá nascer o orgulho perdido numa pátria com 900 anos.
terça-feira, 1 de março de 2011
Cavalo à solta pelas margens da nossa tolerância
Hà cerca de um mês, começou a ganhar forma o apelo para uma manifestação de repúdio pela classe política instalada.
Fizemos na altura um "post" inserindo o texto que continua em circulação.
Avançou-se com a data de 12 de Março.
Estranhamente, aquilo que começou a surgir na Comunicação social, foram noticias sobre um evento previsto para essa data, mas com a indicação de ser uma iniciativa da "Geração à rasca".
Pretendeu-se de imediato cavalgar a intenção inicial e apresentar a iniciativa com outras roupagens.
Deram-lhe um ar mais moderno e mais adequado aos jovens.
Coisas de "miudos", que querem apenas mais empregos e usam a tradicional irreverência da juventude.......mas... nada de contestações da classe politica.
Foi-se mesmo mais longe.
No programa "prós e contras" da TV do regime, fez-se um debate centrado na temática juventude / emprego e nada de se centrar a discussão na qualidade da classe politica e do sistema em vigor.
Com isso conseguiram calçar as pantufas aos "meninos de agora", deram-lhes mesmo algumas razões para a "luta" e até os convenceram a apelar para que seja uma manifestação pacífica !
Até já pedem para se levar um papel em branco e outro com um coração. Não sabemos se será o coração de Maria ou o do redentor.
A defesa do Sistema está ao rubro.
Só que manifestações "pacíficas" não servem para nada. Será como servir bolinhos com chá a esta escumalha política.
É necessária DETERMINAÇÃO e FIRMEZA.
A violência nem será necessária, mas se for, estamos no pleno direito de a usar, pois aquilo que pesa sobre nós é um autêntico descalabro geracional que mutilou esperanças e compromete a qualidade e sobrevivência de toda uma geração.
Temos legitimidade para responder á brutalidade que nos está a ser imposta!
Diz o povo que "quem não se sente não é filho de boa gente".
Pensamos que a grande maioria dos Portugueses sente bem a brutalidade das politicas até agora seguidas.
Em desespero de causa resolveram soltar o cavalo da comunicação.
Sem controlo, já pisou fundo e a margem da nossa tolerância está esgotada.
Vamos ter de ser nós a colocar-lhe a rédea curta.
Será no dia 12.
Que ninguèm arranje desculpas ou justificações. Ás 14 h e 30 minutos estaremos no Marquês de Pombal.
A nossa luta será a de " UM MILHÂO CONTRA A CLASSE POLITICA INSTALADA".
Quantos vamos lá estar?
Fizemos na altura um "post" inserindo o texto que continua em circulação.
Avançou-se com a data de 12 de Março.
Estranhamente, aquilo que começou a surgir na Comunicação social, foram noticias sobre um evento previsto para essa data, mas com a indicação de ser uma iniciativa da "Geração à rasca".
Pretendeu-se de imediato cavalgar a intenção inicial e apresentar a iniciativa com outras roupagens.
Deram-lhe um ar mais moderno e mais adequado aos jovens.
Coisas de "miudos", que querem apenas mais empregos e usam a tradicional irreverência da juventude.......mas... nada de contestações da classe politica.
Foi-se mesmo mais longe.
No programa "prós e contras" da TV do regime, fez-se um debate centrado na temática juventude / emprego e nada de se centrar a discussão na qualidade da classe politica e do sistema em vigor.
Com isso conseguiram calçar as pantufas aos "meninos de agora", deram-lhes mesmo algumas razões para a "luta" e até os convenceram a apelar para que seja uma manifestação pacífica !
Até já pedem para se levar um papel em branco e outro com um coração. Não sabemos se será o coração de Maria ou o do redentor.
A defesa do Sistema está ao rubro.
Só que manifestações "pacíficas" não servem para nada. Será como servir bolinhos com chá a esta escumalha política.
É necessária DETERMINAÇÃO e FIRMEZA.
A violência nem será necessária, mas se for, estamos no pleno direito de a usar, pois aquilo que pesa sobre nós é um autêntico descalabro geracional que mutilou esperanças e compromete a qualidade e sobrevivência de toda uma geração.
Temos legitimidade para responder á brutalidade que nos está a ser imposta!
Diz o povo que "quem não se sente não é filho de boa gente".
Pensamos que a grande maioria dos Portugueses sente bem a brutalidade das politicas até agora seguidas.
Em desespero de causa resolveram soltar o cavalo da comunicação.
Sem controlo, já pisou fundo e a margem da nossa tolerância está esgotada.
Vamos ter de ser nós a colocar-lhe a rédea curta.
Será no dia 12.
Que ninguèm arranje desculpas ou justificações. Ás 14 h e 30 minutos estaremos no Marquês de Pombal.
A nossa luta será a de " UM MILHÂO CONTRA A CLASSE POLITICA INSTALADA".
Quantos vamos lá estar?
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Os homens que se levantam
O sentimento de revolta que vai germinando, tem justificação e é expresso de forma sucinta e concisa neste documento que nos foi enviado.
O CERNE DO ACTUAL BLOQUEIO POLITICO/FINANCEIRO
Uma proposta de Lei do CDS, apresentada na AR, apoiada pelo PCP e BE, foi rejeitada pelo PS com o apoio expresso do PSD, no dia 18 do corrente. Em que consistia esta proposta? Numa coisa simples, justa e prioritária, que se consubstanciava na existência de limites e cortes nos vencimentos escandalosos (e acrescentaria “mordomias”), dos gestores das empresas públicas do Estado.
Simples, pois é de uma evidencia cristalina; justa, pois é uma indecência pornográfica haver tais ordenados e regalias, tendo em conta os vencimentos médios da população, a condição do país e as manchas de pobreza existentes; e prioritárias, pois não se devem (porque poder já se viu que podem!), pedir sacrifícios a toda a Nação e os principais responsáveis em exercício – e também culpados maiores do descalabro criminoso em que colocaram o país – não dão uma ponta de exemplo!
Isto não é demagogia é, na mais elementar hierarquia das virtudes e da liderança, apenas bom senso. A esta gentalha não lhes falta, porém, senso. Apenas escrúpulos e vergonha.
Se, aliás, tivessem uma réstia de pensamento no serviço público nem sequer lhes seria difícil manter a equidade: bastava manter em vigor a Lei 2105 de 6 de Junho de 1960, em que se proibia que a remuneração de um qualquer gestor do Estado pudesse ser superior à de um ministro. Simples e eficaz!
Mas parece evidente que uma lei nitidamente “fascista”não podia ser aceite pelos paladinos da “Democracia”…
Os leitores farão o favor de reparar – e já é tempo de deixarem o conforto do sofá pela luta na defesa da decência na sociedade e menos na contemplação do seu umbigo – que desde que a crise se instalou, mesmo a contragosto do discurso político, todas as medidas de austeridade e contenção se situaram no âmbito da população, mas nunca onde poderia doer à classe politica. Ou seja, no orçamento da Presidência da República; Assembleia da mesma; Governo e gabinetes dos ministérios; na administração das empresas públicas; nos bancos, nas autarquias; nos governos e parlamentos regionais; nas fundações; nas parcerias público – privadas; nos institutos públicos; nas empresas camarárias; nos tribunais supremos, etc. De facto em qualquer âmbito que possa afectar, nem que seja ao mais de leve possível, qualquer membro de um cargo político, ou a função para onde normalmente migram depois de se sacrificarem pela Pátria…
Mesmo os 10% de corte aplicável na função pública foi largamente compensado pelos aumentos, entretanto efectuados, nos subsídios de representação, ajudas de custo e similares. E são públicas as tentativas obscenas de contornar a lei por parte de algumas administrações de empresas públicas e do Governo Regional dos Açores, por ex.
Porque é isto assim? Simples e meridianamente claro: porque a fazerem-se cortes equitativos no conjunto da população, isso iria, de facto, afectar os detentores, ex-detentores, e futuros aspirantes a detentores de cargos político – partidários. Ou seja, as clientelas dos Partidos.
Quer dizer, que umas 50000 famílias (grosso modo), cerca de 200000 pessoas, arrogam-se o direito de sugar e dispor de cerca de 90% da riqueza criada no País e dispensar os trocos restantes ao remanescente da população.
Eis a razão pela qual o PS – que é poder agora – votou contra a proposta e o PSD – que aspira a ser poder – também o fez. E sabe-se que a maioria dos que já passaram pelas cadeiras do poder também pertenceram a estas duas filantrópicas agremiações.
O BE e o PCP não têm, por seu lado, qualquer problema em votar a favor, pois sabem que não vão ser poder (isto é, não vão ocupar as tais cadeiras), ao passo que usufruem de umas migalhas gordas enquanto estiverem com um pé no sistema. O CDS de onde parte a proposta é o caso mais curioso: está na charneira do poder: é do sistema e pode ser “bengala” do poder. Neste âmbito usufrui de todos os lados e colhe votos no eleitorado. A proposta beneficia-o e, por isso, faz sentido a sua iniciativa. Resta saber se é sentida e não apenas (mais) um rasgo demagógico.
Esta é pois uma das principais razões pela qual o actual sistema político está num impasse e bloqueado. E não tem saída própria, vai apodrecer com o tempo e as misérias humanas.
Infelizmente isto não é de agora. Tem as suas origens em 1820 e só foi interrompido durante um “buraco negro” da nossa História recente, de que não se pode falar com direito ao contraditório.
Façam o favor de estudar, reflectir e cruzar informação, que acabam por perceber.
Muito obrigado senhor Coronel. Aquilo que escreveu é o mesmo porque nos batemos.
ESTA É A REALIDADE NACIONAL que urge combater e demolir. O tempo dos cobardes está a esgotar-se.
O CERNE DO ACTUAL BLOQUEIO POLITICO/FINANCEIRO
Uma proposta de Lei do CDS, apresentada na AR, apoiada pelo PCP e BE, foi rejeitada pelo PS com o apoio expresso do PSD, no dia 18 do corrente. Em que consistia esta proposta? Numa coisa simples, justa e prioritária, que se consubstanciava na existência de limites e cortes nos vencimentos escandalosos (e acrescentaria “mordomias”), dos gestores das empresas públicas do Estado.
Simples, pois é de uma evidencia cristalina; justa, pois é uma indecência pornográfica haver tais ordenados e regalias, tendo em conta os vencimentos médios da população, a condição do país e as manchas de pobreza existentes; e prioritárias, pois não se devem (porque poder já se viu que podem!), pedir sacrifícios a toda a Nação e os principais responsáveis em exercício – e também culpados maiores do descalabro criminoso em que colocaram o país – não dão uma ponta de exemplo!
Isto não é demagogia é, na mais elementar hierarquia das virtudes e da liderança, apenas bom senso. A esta gentalha não lhes falta, porém, senso. Apenas escrúpulos e vergonha.
Se, aliás, tivessem uma réstia de pensamento no serviço público nem sequer lhes seria difícil manter a equidade: bastava manter em vigor a Lei 2105 de 6 de Junho de 1960, em que se proibia que a remuneração de um qualquer gestor do Estado pudesse ser superior à de um ministro. Simples e eficaz!
Mas parece evidente que uma lei nitidamente “fascista”não podia ser aceite pelos paladinos da “Democracia”…
Os leitores farão o favor de reparar – e já é tempo de deixarem o conforto do sofá pela luta na defesa da decência na sociedade e menos na contemplação do seu umbigo – que desde que a crise se instalou, mesmo a contragosto do discurso político, todas as medidas de austeridade e contenção se situaram no âmbito da população, mas nunca onde poderia doer à classe politica. Ou seja, no orçamento da Presidência da República; Assembleia da mesma; Governo e gabinetes dos ministérios; na administração das empresas públicas; nos bancos, nas autarquias; nos governos e parlamentos regionais; nas fundações; nas parcerias público – privadas; nos institutos públicos; nas empresas camarárias; nos tribunais supremos, etc. De facto em qualquer âmbito que possa afectar, nem que seja ao mais de leve possível, qualquer membro de um cargo político, ou a função para onde normalmente migram depois de se sacrificarem pela Pátria…
Mesmo os 10% de corte aplicável na função pública foi largamente compensado pelos aumentos, entretanto efectuados, nos subsídios de representação, ajudas de custo e similares. E são públicas as tentativas obscenas de contornar a lei por parte de algumas administrações de empresas públicas e do Governo Regional dos Açores, por ex.
Porque é isto assim? Simples e meridianamente claro: porque a fazerem-se cortes equitativos no conjunto da população, isso iria, de facto, afectar os detentores, ex-detentores, e futuros aspirantes a detentores de cargos político – partidários. Ou seja, as clientelas dos Partidos.
Quer dizer, que umas 50000 famílias (grosso modo), cerca de 200000 pessoas, arrogam-se o direito de sugar e dispor de cerca de 90% da riqueza criada no País e dispensar os trocos restantes ao remanescente da população.
Eis a razão pela qual o PS – que é poder agora – votou contra a proposta e o PSD – que aspira a ser poder – também o fez. E sabe-se que a maioria dos que já passaram pelas cadeiras do poder também pertenceram a estas duas filantrópicas agremiações.
O BE e o PCP não têm, por seu lado, qualquer problema em votar a favor, pois sabem que não vão ser poder (isto é, não vão ocupar as tais cadeiras), ao passo que usufruem de umas migalhas gordas enquanto estiverem com um pé no sistema. O CDS de onde parte a proposta é o caso mais curioso: está na charneira do poder: é do sistema e pode ser “bengala” do poder. Neste âmbito usufrui de todos os lados e colhe votos no eleitorado. A proposta beneficia-o e, por isso, faz sentido a sua iniciativa. Resta saber se é sentida e não apenas (mais) um rasgo demagógico.
Esta é pois uma das principais razões pela qual o actual sistema político está num impasse e bloqueado. E não tem saída própria, vai apodrecer com o tempo e as misérias humanas.
Infelizmente isto não é de agora. Tem as suas origens em 1820 e só foi interrompido durante um “buraco negro” da nossa História recente, de que não se pode falar com direito ao contraditório.
Façam o favor de estudar, reflectir e cruzar informação, que acabam por perceber.
Muito obrigado senhor Coronel. Aquilo que escreveu é o mesmo porque nos batemos.
ESTA É A REALIDADE NACIONAL que urge combater e demolir. O tempo dos cobardes está a esgotar-se.
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