segunda-feira, 23 de maio de 2011

O abanão

Finalmente as coisas começam a compor-se.
Não é que os problemas do País se venham a resolver. Mas este nojo de gente que se foi apoderando das estruturas do poder e que acabou por gerar um dos mais desiquilibrados estados sociais de toda a União Europeia, começa agora a desagregar-se.
Não é pela qualidade da oferta alternativa que nos é apresentada. Nesse aspeto até podemos dizer que só as moscas é que vão mudar.

Mas vamos por partes.
O objectivo primordial é varrer toda a clique socrática.
Esta gente conseguiu passar um atestado de estupidez a parte considerável deste povo.
E insiste, martelando a tecla da defesa do Estado Social, eles que conseguiram criar o mais desnivelado sistema de distribuição de salários, rendimentos e pensões. Nenhum outro País da U.E. se assemelha sequer às disparidades existentes no nosso. Uma autêntica vergonha, para quem se apresenta desde há mais de 30 anos com a bandeira do socialismo, ou seja a promessa de um Estado mais igualitário e equitativo.
O resultado agora bem visivel apenas comprova a falta de caracter e de principios desta gente que se vem alimentando de um sistema que foi construido à medida dos seus interesses.
Agora exige-se o julgamento destes criminosos de delito publico. Não é só derrotá-los nas eleições. Temos que ir mais longe.

Este Regime e este Sistema estão esgotados. Estas eleições só serão interessantes se depois for possivel exigir responsabilidades a quem conduzuiu o País a esta desgraça.
Este terá de ser o esforço continuo de todos aqueles que por diversos meios vêm alertando desde há vários anos para as consequências de todo este desvario e incompetência de quem exerceu cargos de gestão publica.
Os jovens que em Madrid e em Lisboa apelam à mudança de Sistema, merecem o nosso total apoio. Lá iremos, para no local lhes darmos o incentivo necessário e possivel, de quem comunga com eles essa certeza de que será necessário irmos para a RUA e sermos mesmo mais activos e actuantes, pois isto já não vai com caldos de galinha.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O dilema

Parte considerável deste povo continua a revelar sintomas que nos obrigam a reflectir sobre o que será essencial em determinados momentos.
Talvez seja necessário fazer uma lista de prioridades relativamente aquilo que contestamos e que nos leva a manter um esforço continuado de luta e denuncia.
Ordenando pela actual ordem de urgência.
1º É essencial retirar da área da governação toda a clique socrática.
O bem que isto fará ao País e a cada um de nós em particular é da maior importância.
2º Reforçar a estratégia de combate ao sistema politico instalado.
3º Continuar o esforço de aglutinação de todos os que entendem ser necessário reformular o funcionamento deste falso Regime Democrático.

Tendo isto em mente e considerando as sondagens que vão sendo feitas, confessamos que nos preocupa ver que o partido socialista continua com hipóteses de se poder manter na área da governação.
Isto é grave, pois significaria o prolongar deste vasto leque de interesses instalados que levaram ao desequilíbrio estrutural do nosso sistema económico.
É tambem trágico e comprova a incapacidade de discernimento de uma parte considerável da população, com a qual temos de nos aglutinar e com eles viver aqui.
Por tudo isto, vão forçar-nos a fazer aquilo que não gostamos, mas temos que tentar evitar um mal maior. Isso obriga a ir votar no dia 5.
Deverá ser um voto contra socrates e o sitema politico instalado. E esse voto não poderá ser em branco ou nulo. É que esta gente sem vergonha aceita os cargos, nem que tivessem apenas 5% de votos.
O objectivo é varrer de imediato este partido socialista e toda a escumalha que nele se apoia.
Não poderemos ser obrigados a suportar de novo os trejeitos imbecis de um socrates, ou o "facies" porcino de tosco pereira.
Precisamos de respirar um ar diferente mesmo que não seja puro.

Onde é que poderemos votar? É uma boa pergunta para a qual não temos resposta.
Caberá a cada um de nós ponderar qual a melhor forma de ferir a besta.
Se a lança se chamar Passos ou Portas ou Louçã ou Gerónimo, nâo interessa. O que é preciso é cravar a estocada final. Não o podemos deixar em agonia, pois seriamos nós tambem a sofrer.
Para já a ponta mais afiada está nas mãos de Passos. Vamos ver como é que ele irá enfrentar o animal na próxima vez que o encontrar. Ontem ficámos bastante desiludidos com Portas, pois há tantas formas de desmascarar o "bicho" e acabamos por ver um tratamento com paninhos quentes em que até a simples alusão a mais uma mentira é feita quase com reverência.
Não é assim que se desmascara aquela gente.
Que pena termos tão fracos lidadores.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O estranho desaparecimento

Já alguma coisa se escreveu sobre o desaparecimento de Teixeira. Entendemos que também o devemos fazer
Para sermos francos, temos que expressar que não gostamos desta personagem.
Não se trata apenas de um problema de empatia. Trata-se sim dum problema de personalidade e competência.
Este sub produto politico foi-nos apresentado como uma pessoa competente.
Como cartão de visita tinha o facto de ter sido professor. Argumentava-se com esse facto para lhe acrescentar credibilidade.
E o homem foi-se integrando no sistema.

A sua imagem de "velhinho condescendente e capaz" foi servindo a socrates para poder dar cobertura às irresponsáveis decisões que já estava preparado para tomar e para as quais o anterior ministro não esteve disponível.
Este Teixeira submisso e capacho é o grande responsável pela catástrofe do País.
Era a ele que competia ter a noção das consequências das decisões politicas que acabaram por arrasar a economia e levar-nos até á bancarrota.
Foi este homem, em conjunto com o outro "velhinho" que puseram no ministério da Economia, os grandes responsáveis pela catástrofe do País.
Socrates acaba por ser um vulgar manipulador que teve a possibilidade de se fazer acompanhar por um vasto conjunto de assistentes, muito bem pagos e particularmente versados na arte de comunicar e compor imagens.
Mas, exigia-se muito mais a quem aceita ser ministro. O dever de responsabilidade perante toda uma Nação, devia obrigar ao exercício consciente do cargo e á assumpção de responsabilidades pelos resultados do mesmo.
Esta é talvez a maior "pecha" do actual Regime politico. É que a ninguém são imputadas responsabilidades.
Por isso proliferam os socrates, os pereiras, os teixeiras, os loureiros, etc.

Muitos se interrogam agora sobre o que é que impede o Teixeira de se justificar sobre o percurso errante e estranhamente inconsciente que foi fazendo.
Um homem que é exposto quase ao ridículo pelo ainda "chefe e mentor", tem de ter grossas culpas no cartório para não poder "dar à língua".
Mas é neste aspecto que o "nosso Teixeira" atinge o ponto mais baixo.
A falta de personalidade reactiva.
Deixou-se subjugar pelos acontecimentos e não pode ou não teve clarividência para se demarcar das politicas que foram sendo seguidas.
Certamente que ainda nem sequer percebeu bem a participação que teve no desastre em que o papel principal acaba por ser o dele.

Adenda - Foi deprimente voltarmos a ver o "nosso teixeira" ser de novo humilhado publicamente, pois ninguém percebeu o que é que estava ali a fazer junto ao palhaço-mor da chamada democracia Portuguesa.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Povo e o Folclore

A teoria relativa ás nossas origem enquanto povo e Nação, acaba por mais uma vez ser cabalmente demonstrada.
De facto somos os herdeiros dos enjeitados da sorte e dos estropiados da vida, que por incapacidade ou invalidez por estas terras foram ficando.
Consta que a maior parte dos nossos antepassados eram surdos e pouco inteligentes, pois a cada nova chegada dos emigrantes da altura, estavam sempre a rir e virados de costas, de forma a poderem receber a canga e o respectivo pontapé no traseiro. E riam muito e parece que até eram felizes.
Com o andar dos séculos a coisa foi-se mantendo. Se era preciso metê-los nos barcos ou nas caravelas, não havia problema. Então se estávamos aqui presos por Castela e pela água, não era de avançar para o mar?
Pessoal não faltava para os trabalhos braçais, ou para irem ficando espalhados pelos mais diversos cantos do Mundo. E qual era o problema ? A maior parte deles até sentia que uma das costelas não era deste sitio onde nascera.
E iam e ficavam e alguns ainda vinham. Parece que sempre com a mesma vontade de agradar aos "mestres". A imbecilidade, foi mesmo algumas vezes apelidada de heroísmo! É verdade, fomos heróis do mar. Até houve um poeta que exagerou e disse que éramos uma Nação valente e imortal. O "marketing" que na altura ainda não tinha sido descoberto, já começava a dar os primeiros passos por aqui.
Aqueles que entretanto vinham de fora, tal como alguns oriundos da Germânia e que foram Reis por cá, ficavam muito confusos e admirados quando de cada vez que saiam do palácio para visitar uma qualquer terra, eram sempre recebidos com foguetes e uma grande animação em que o folclore não podia faltar.
Este povo sempre foi assim. Nunca compreendeu o papel subalterno que ao longo dos tempos vem protagonizando. Nunca percebeu que a sua parte no País são apenas as sobras e o desprezo das elites que vêm detendo o poder.
Este povo só serve para sorrir ou bajular. Essa caracteristica, tornou-nos hospitaleiros e bons para o turismo.
Estamos cada vez mais aptos para servir e darmos graças a Deus por continuarmos a ter paz e um primeiro ministro que tão bem cuida do interesse nacional.
E tudo iremos fazer para que ele trate do nosso futuro e não possa dar Passos errados.

Esta velha Nação precisa de uma escovagem enérgica e incisiva.
Este povo continua sem pensar, nem perceber a razão da sua existência.
Da mesma forma que há pouco mais de 100 anos dançava o folclore para um qualquer rei, hoje ainda continua a dançar ao som de uma musica roufenha e já gasta, onde o chefe de orquestra há muito que devia estar preso. Mas este Povo surdo, bruto e cego, apenas conhece a cantiga de embalar com que há muito o adormeceram.

Caros amigos. A musica não poderá continuar a ser mesma.
Se assim fosse, era porque também nós teríamos de fazer parte da tal orquestra de que não gostamos.
E isso não queremos, nem podemos permitir, mas confessamos que este povo continua a ter essa grande capacidade de nos ir surpreendendo.
Agora a pergunta.
Acha mesmo que esse estropicio politico que dá pelo nome de Sócrates, ainda terá hipóteses de continuar a desgovernar este País?
O quê? Não me diga !

domingo, 17 de abril de 2011

O país artificial

A DIVIDA.
Somos bombardeados diariamente com explicações sobre tudo o que gira á volta dos diversos intervenientes e possível resgate, a par da intervenção dos agentes políticos nacionais, sugerindo soluções para resolver o problema.
Por vezes interrogamo-nos se estamos a ver bem ou se alguma coisa se nos está a escapar.
É que nunca vimos um debate sério sobre como é que foi possível chegar-se a esta situação.
Mês a mês, ao longo de vários anos, fomos vivendo artificialmente de empréstimos que foram permitindo que se ocultasse a situação de falência que se anunciava. Ninguém com responsabilidades se levantou. O presidente da Republica deste País artificial, falhou rotundamente na sua obrigação de tomar uma posição firme e definitiva.
Há cerca de 2 anos, para lá de termos solicitado ao primeiro ministro que se demitisse, também fomos a Belém entregar um pedido para que o presidente demitisse o governo.
Ninguém se incomodou connosco. O certo é que o País se afundou.

Hoje fazem-se reuniões de emergência no BCE, no FMI, na UE, com diversos Países e vários banqueiros. Tudo para se tentar camuflar as responsabilidades desta classe politica, ao mesmo tempo que assistimos a essa descarada tentativa do ps, em sacudir culpas, para esconder as responsabilidades que em grande parte lhe cabem.
A conversa do pec 4 é um verdadeiro atentado á nossa capacidade de resistência.

Vivemos num país orquestrado para ocultar a essência do problema.
E essa é a responsabilidade de quem nos conduziu até se contrair uma divida desta dimensão.
Está se a ocultar a verdadeira causa e conduzir toda a discussão para as possíveis soluções, pretendendo-se com isso fazer esquecer que existem culpados por esta autêntica tragédia.
Tudo se está a passar como se aos políticos fosse permitida a isenção de qualquer responsabilidade que sobre eles possa recair, quando os actos praticados na gestão da coisa publica conduzem a resultados que manifestamente demonstram, incúria, incompetência, corrupção, desvio de dinheiros, compadrios, esbulho nacional.
Os milhares de famílias que vão a caminho da miséria não nos irão desculpar se nada fizermos para levar esta escumalha até á justiça.
Temos que exigir responsabilidades pelos actos de lesa pátria cometidos.
Não podemos continuar a permitir que a única punição possível, tenha que ser a de não lhes darmos tantos votos na próxima eleição.
Se é esta a essência deste regime, temos que derrubá-lo já.

Este País não pode ter apenas algumas vozes dissonantes que aos poucos vão sendo ostracizadas. Veja-se que nos últimos anos, apenas um canal televisivo às sextas feiras, tinha a coragem e a capacidade de expor aquilo que eram as evidências do estado de corrupção que grassava neste País.
Hoje, alguns jornalistas e comentadores como José Gomes Ferreira e Mário Crespo, têm apenas espaços limitados de tempo e ainda assim sujeitos a uma lei de imprensa feita á medida da defesa do Sistema.

A verdade oculta, é que por incompetência, desleixo, incapacidade e gestão de interesses diversos, fomos conduzidos de empréstimo em empréstimo até á Bancarrota final.
Há responsáveis. Chamam-se socrates e o seu governo, parte considerável do partido socialista, parte considerável do psd e do cds e aceitação demasiado passiva por parte dos outros partidos.
Nenhum deles quer por em causa o sistema em vigor.
É isto que temos que combater e exigir um novo REGIME, em que o voto sirva para ELEGER ou DEMITIR. O poder tem que ser do povo, não de uma classe pouco ou nada representativa dos interesses globais.
Esta Democracia não serve o interesse do País. Apenas alimenta aqueles que sem qualquer valor se vão acoitando nos diversos partidos e numa estrutura organizativa que lhes vai permitindo repartir os recursos disponíveis.

É necessário encontrarmos forma de irmos em frente e acabar com a estabilidade que só serve a quem nos colocou nesta desgraça.
Vamos "perder a cabeça" e sujar mesmo a camisa num confronto ao murro e ao pontapé contra esta escumalha politica. Isto, enquanto a outra justiça não se puder aplicar.
Afinal quantos somos nós ?
Sim, refiro-me a todos os que temos estado a ser enganados. Talvez 95% ?
Vamos a eles e rápido.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A Revolta que já tarda. Chegámos ao Estado Misericórdia

Os responsáveis pela desgraça a que chegámos, continuam presentes e confessam:
Só temos dinheiro até ao próximo mês!!!!
Esta simples afirmação deveria ser suficiente para termos já avançado para S.Bento e exigir a prisão imediata de todos os que conduziram o País a esta Bancarrota.
E logo de seguida, desmantelar todos os órgãos de comunicação que têm alimentado essa gigantesca máquina de propaganda, paga por nós e que só foi ultrapassada nos tempos de Goebels, ou que ainda hoje continua em vigor na Coreia do Norte.
A similitude é tal, que alguns imbecis do ps, até já chamam "querido líder" a esse excremento politico que continua á frente do "governo".
Das poucas excepções que com alguma clarividência ainda militam naquele partido, destacou-se alguém que ousou dizer o que de facto o País precisava de saber.
Mas ninguém ouviu ?
Ninguém se apercebeu ?
Parece que não havia Órgãos de Comunicação no local onde o excremento politico estava a ser louvado.
Aceda por favor a este vídeo e espante-se.
http://www.youtube.com/watch?v=aT6qTn5FhkO

Isto deveria ser assim se fossemos de facto um POVO de gente com "cabeça" e capacidade de perceber aquilo que já nos aconteceu.
Mas não.
Continuamos a ser manipulados pela bem "oleada" máquina de Comunicação, onde muitos dos responsáveis continuam a viver "condicionados" pelos favores recebidos.
É revoltante vermos esta gente sem nível, sem uma estrutura de conhecimentos sequer razoável, sem ter que assumir responsabilidades e sem qualquer vergonha na cara, continuar a fingir que nada se passa e que eles estão cá para defender o INTERESSE NACIONAL.
isto depois de terem passado 7 anos á frente do governo e terem delapidado grande parte do património e dos recursos disponíveis.
De terem alimentado artificialmente a economia com base no recurso a empréstimos externos que nos conduziram a um patamar de endividamento do qual dificilmente sairemos.
De terem originado o maior ciclo de desemprego alguma vez vivido nos tempos modernos.
De terem destruído grande parte do tecido empresarial de base, factor essencial para qualquer tentativa de relançamento económico.
Terem destruído as esperanças NUMA melhor qualidade de vida para as classes de mais baixo rendimento, as quais estão hoje remetidas para as boas vontades de algumas Instituições de solidariedade, que confessam já não ter capacidade para responder ao crescente aumento de pedidos que lhes vão chegando.
Chegámos ao Estado Misericórdia
Este governo derrubou assim a ultima bandeira que ainda flutua na velha Europa.
O Estado Social.
Isto não o REVOLTA ?
ESTAMOS Á ESPERA DE QUÊ ?

Nota - Parece que já existem dificuldades em aceder ao site indicado. Poderemos enviar por mail o link que ainda funciona.

domingo, 10 de abril de 2011

Banco Central Europeu

Imagine que isto é exactamente assim !!
A quem pertence o Banco Central Europeu?

Vamos perceber PORQUE O BCE EMPRESTA O DINHEIRO A 1% AOS BANCOS PARA ESTES EMPRESTAREM AO NOSSO PAÍS A 8%.
O Banco Central Europeu, ou BCE, pouco ou nada tem a ver com a União Europeia.
Ao juntar os termos "Central" e "Europeu", a ideia era transmitir a sensação de que este fosse o Banco da União. E a ideia passou, pois confundem-se as duas coisas. Mas a verdade é bem diferente. Se existirem dúvidas acerca da total independência do BCE, é bom ler o Artigo 130 (ex-artigo 108 do TCE): "No exercício dos poderes e no cumprimento das tarefas e deveres que lhes são conferidos pelos Tratados e pelos Estatutos do SEBC e do BCE, nem o Banco Central Europeu, nem os bancos centrais nacionais, nem qualquer membro dos respectivos órgãos de decisão podem solicitar ou receber instruções das instituições, órgãos ou agências da União, dos governos dos Estados-Membros ou de qualquer outra entidade. Instituições, órgãos e agências da União e os governos dos Estados-membros se comprometem a respeitar este princípio e a não tentar influenciar os órgãos de decisão do Banco Central Europeu ou dos bancos centrais nacionais no exercício das suas funções". No documento de 18 de Dezembro de 2003, "Das percentagens detidas pelos bancos centrais europeus no esquema de subscrição dos capitais do Banco Central Europeu", assinado pelo Presidente Jean-Claude Trichet e publicado na Gazeta Oficial da União Europeia (15.1.2004 L 9/28), é possível observar a quem pertence, de facto, o mesmo BCE.
Eis as percentagens detidas pelas várias instituições financeiras: Nationale Bank van België/Banque Nationale de Belgique 2,8297 % Danmarks Nationalbank 1,7216 % Deutsche Bundesbank 23,4040 % Bank of Greece 2,1614 % Banco de España 8,7801 % Banque de France 16,5175 % Central Bank and Financial Services Authority of Ireland 1,0254 % Banca d'Italia 14,5726 % Banque centrale du Luxembourg 0,1708 % De Nederlandsche Bank 4,4323 % Oesterreichische Nationalbank 2,3019 % Banco de Portugal 2,0129 % Suomen Pankki 1,4298 % Sveriges Riksbank 2,6636 % Bank of England 15,9764 %.
Duas coisas bastantes interessantes: a presença da Bank of England, isso é, do banco central dum País que ainda não adoptou o Euro como moeda oficial, e o facto do documento falar de forma explicita de senhoriagem: O mesmo princípio aplica-se à repartição dos proveitos monetários dos BCN [bancos centrais nacionais, NDT] em conformidade com o artigo 32.1 do Estatuto, à distribuição da receita de senhoriagem, à remuneração dos créditos dos BCN iguais aos activos de reserva transferidos para o BCE [...] Um assunto particularmente complexo este último, mas que cedo ou tarde terá de ser enfrentado dada a sua importância.

A quem pertencem os bancos nacionais?
Estabelecido o facto da BCE pertencer aos vários bancos centrais, a próxima pergunta que segue é: a quem pertencem os bancos centrais dos vários Países? Também neste caso a resposta pode parecer óbvia: tal como o Banco Central Europeu deveria pertencer à União Europeia, assim os bancos centrais nacionais deveriam pertencer aos vários Estados nacionais. Deveriam, mas não é. Descobrir os verdadeiros donos é muito difícil: os bancos centrais não gostam de divulgar este tipo de noticia. Mas temos sorte.
O banco central italiano, a Banca d'Italia, publica na internet a lista das instituições que detêm as quotas de participação e que têm direito de voto. Eis alguns exemplos: Intesa Sanpaolo S.p.A. 91.035/50 UniCredit S.p.A. 66.342/50 Assicurazioni Generali S.p.A. 19.000/42 Cassa di Risparmio in Bologna S.p.A. 18.602/41 INPS 15.000/34 Banca Carige S.p.A. - Cassa di Risparmio di Genova e Imperia 11.869/27 Banca Nazionale del Lavoro S.p.A. 8.500/21 Banca Monte dei Paschi di Siena S.p.A. 7.500/19 Cassa di Risparmio di Biella e Vercelli S.p.A. 6.300/16 Cassa di Risparmio di Parma e Piacenza S.p.A. 6.094/16 Cassa di Risparmio di Firenze S.p.A. 5.656/15 Fondiaria - SAI S.p.A. 4.000/12 Allianz Società per Azioni 4.000/12 ......etc, etc. Total quotas: 300.000 Total votos: 539
No meio desta floresta de bancos privados é possível encontrar duas participações do Estado Italiano: INPS, com 15.000 quotas e 34 votos, e INAIL, 2.000 quotas e 8 votos. Assim, no total. o Estado é representado no Banco Central Italiano com 42 votos, menos de 10%.
Para perceber a importância destes factos, é possível observar a "evolução" das antigas moedas italianas, hoje substituídas pelo Euro. Neste caso a comparação é entre uma nota de 500 Lire (1974 - 1979) e uma de 1.000 Lire (1990 - 1998): No primeiro caso, 500 Lire, temos uma nota do Estado Italiano. No segundo caso, uma nota dum banco privado.
É exactamente o que se passa com as notas dos Euros: se o Euro for da União Europeia, não seria lógico encontrar a escrita "UE"?. Mas em lado nenhum podem encontrar "União Europeia", apenas "BCE". Uma ligeira diferença...

A quem pertencem os bancos privados? (o caos intencional). Este esquema repete-se na maioria dos bancos centrais nacionais que, de facto, são privados. Mas a quem pertencem os bancos privados? Aqui entramos no sancta sanctorum, uma espécie de caixa de Pandora na qual é difícil penetrar. Os bancos não pertencem a uma pessoa mas a conjuntos de accionistas que, por sua vez, pertencem a outros accionistas.
O Banco Unicredit, por exemplo, conta entre os próprios accionistas um banco líbio, o grupo Allianz (Alemanha), um banco inglès com um cadastro assustador (Barclays: ajuda ao governo do Zimbabwe, acusações de reciclagem de dinheiro, envolvimento no comércio de armas...), uma sociedade americana (BlackRock) com participação inglesa (Merlin Entertainments), a Autoridade de Investimentos da Líbia.
O Monte dei Paschi di Siena conta com a participação do grupo francês Axa e da JP Morgan (!!!).
Concluindo: o BCE é privado Uma super-Matryoshka que constitui a melhor forma de protecção: uma maneira para afastar os curiosos e para tornar o esquema incompreensível, pois tudo se perde num jogo de percentagens de empresas espalhadas pelo globo. O que pode ser afirmado com certeza, é que os bancos centrais nacionais não pertencem aos Estados (há muitas poucas excepções neste sentido) mas aos privados.
Agora, se o BCE é independente da União Europeia e de propriedade dos bancos nacionais, que são privados, o mesmo BCE não passa dum banco privado.
RESUMINDO: a economia da União Europeia está nas mãos dos interesses privados, o que não é uma novidade: também a Federal Reserve é um banco privado...
Assim talvez se compreenda melhor porque é que os bancos acedem ao crédito do BCE á taxa de 1% e o emprestem ao País a 8%.
Está esclarecido, ou acha que não é bem assim?
Desconhecemos o autor desta interessante análise