sexta-feira, 1 de julho de 2011

Estado de ponderação

Acidentalmente ouvimos algumas passagens do discurso de Paulo Portas no encerramento da apresentação do programa do governo.
Não vamos focar-nos na essência do mesmo.
Apenas uma passagem foi suficiente para nos deixar mal dispostos.
Não concebemos a acção politica e governativa tal como continuam a querer fazer-nos aceitar.
Disse Paulo Portas. Não precisámos de falar no governo anterior, pois os portugueses já se pronunciaram sobre isso ao eleger uma nova maioria.
Ou seja, o que roubaram já está, o que irresponsavelmente fizeram já passou e venha quem vier e faça o que fizer a nós só nos competirá de novo votar quando a classe politica o entender. A isto poderemos chamar o culto da irresponsabilidade, a que puseram o rótulo de democracia.
Vamos continuar a lutar para que se reveja este sistema politico.

Para aqueles que pretenderem ponderar até que ponto é que algumas medidas anunciadas poderão ou não resultar para o controlo do défice externo, anexamos uma parte do estudo feito por Eugénio Rosa:
Numa altura em que o défice e a divida externa são os problemas mais graves que Portugal enfrenta, privatizar todas empresas publicas, com excepção dos Hospitais EPE, mas mesmo estes pretende-se entregar à gestão privada, como consta do Programa do governo é criar as condições para que aquele défice e aquela divida continuem a aumentar. E para concluir basta ter presente os últimos dados do INE e do Banco de Portugal sobre transferência de riqueza e de rendimentos para o exterior.

O Produto Interno Bruto (PIB) dá-nos o valor de riqueza (novo) criado anualmente no país. O Rendimento Nacional Bruto (RNB) corresponde à riqueza que fica no país, e que todos os anos é distribuída, embora de uma forma muito desigual, pelos portugueses. E segundo o INE, em 1995, o RNB era superior ao valor do PIB em 176 milhões €. A partir desse ano, que corresponde à entrada para U.E., essa situação inverteu-se passando o RNB a ser inferior ao PIB, e com a entrada para a zona Euro em 2000 esta relação agravou-se ainda mais e de tal forma que, em 2010, o Rendimento Nacional Bruto foi inferior ao Produto Interno Bruto em 5.872 milhões €. Produzimos pouco, mas uma parcela desse pouco é ainda transferida para o estrangeiro ficando menos para ser distribuída de uma forma ainda por cima muito desigual em Portugal. Isto determinou que, em 2010 por ex., o PIB por habitante em Portugal (cerca de 67% da média da U.E), era apenas de 16.236 €, mas o RNB era somente de 15.684 € por português.

Uma das causas deste desnatação da reduzida riqueza criada são os gigantes volumes de rendimentos transferidos todos os anos para o estrangeiro. Segundo o Banco de Portugal, só em 3 anos, e em plena crise (2008-2010), a soma dos débitos da Balança de Rendimentos Portuguesa, ou seja, dos rendimentos transferidos para o estrangeiro atingiu 54.987 milhões €, o que determinou que a Balança de Rendimentos de Portugal tenha apresentado, nesse período, um saldo negativo acumulado de 24.562 milhões €. Este saldo negativo representou (contribuiu) em média, neste período, para 42,9% do Saldo negativo da Balança Corrente e de Capital, que é o saldo das relações do nosso País com o exterior, o qual alimenta o endividamento crescente do País, pois Portugal, devido a este saldo negativo, é obrigado todos os anos a pagar ao estrangeiro mais do que recebe. E aquela contribuição negativa da Balança de Rendimentos tem aumentado, pois, entre 2008 e 2010, passou de 36% para 46,9% do saldo da Balança de Transacções.

Uma das causas dos elevados rendimentos transferidos para o estrangeiro são precisamente os lucros e dividendos recebidos por estrangeiros que se apoderaram de empresas ou de partes de capital de empresas portuguesas, nomeadamente de empresas públicas estratégicas que foram privatizadas. Um exemplo concreto conhecido para tornar esta relação mais clara. Uma parcela significativa do lucro extraordinário de mais de 5.000 milhões € que a Portugal Telecom obteve com a venda da empresa brasileira VIVO à espanhola Telefónica, que ainda por cima não pagou impostos ao Estado português, foi distribuído aos accionistas. A prová-lo está o facto de que o dividendo distribuído por acção desta empresa tenha aumentado, entre 2009 e 2010, em 173,9%. E isto apesar da grave crise que o País e a generalidade dos portugueses enfrentam. E como informa ufano o Conselho de Administração da PT no Relatório e Contas de 2010, pág. 92, “A PT tem uma estrutura accionista diversificada, com cerca de dois terços do seu capital social detido por accionistas estrangeiros, essencialmente repartidos entre a Europa, os Estados Unidos e o Reino Unido, que representam aproximadamente 29%, 21% e 13%, respectivamente da base accionista. O mercado Português representa cerca de 36% da base accionista”.
É evidente que uma fatia substancial daqueles lucros distribuídos pela PT, que não pagaram impostos em Portugal, foram transferidos para o estrangeiro agravando ainda mais o défice externo do País.

Apesar desta evidência, Passos Coelho pretende privatizar de tudo que resta do SEE (CTT, ANA, TAP, GALP, EDP, REN, CGD com excepção da parte bancária, CP carga, carreiras com maior procura dos transportes colectivos de Lisboa e do Porto, e as participações que o Estado ainda tem em muitas empresas). A privatização das empresas públicas que restam, para além do Estado perder alavancas importantes de desenvolvimento e lucros, irá contribuir para agravar ainda mais o problema do défice e da divida externa portuguesa, até porque a maioria destas empresas cairão imediatamente em mãos de estrangeiros pois os grupos económicos “nacionais”
estão profundamente endividados.

Tudo isto é motivo para reflexão.

domingo, 26 de junho de 2011

Estado de observação

Passados 15 dias após a indigitação do novo primeiro ministro, alguma coisa pode desde já ser aduzida em seu favor.
Conseguiu que o clima social e a crispação galopante que se faziam sentir, acalmassem.
Conseguiu apresentar uma nova postura e forma de actuação, que correspondem melhor ao estado de penúria em que se encontra o País.
Acima de tudo e talvez o mais representativo, apresentou um governo integrado por algumas "figuras" que muito se destacaram na denuncia das irresponsabilidades e incompetências dos anteriores governantes.
Pela primeira vez em muitos anos, conseguimos pressentir que a actual classe politica começa a ser ultrapassada pelos chamados independentes.

Nesta fase, só nos apraz registar as melhorias verificadas e aguardar a evolução dos acontecimentos.
Seja como for, é com alguma expectativa que vamos seguir a evolução politica do País.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Não lhes daremos descanso

Quando há dois anos e meio decidimos constituir esta Associação, fizemo-lo conscientes da grave situação para que o País estava a caminhar.
Os rostos e a responsabilidade do que estava a acontecer pertenciam a um partido e aos seus principais dirigentes.
As gentes mais lúcidas, sentiam-no. No entanto as vozes denunciadoras eram poucas.
Alguém teria que lançar mais algumas pedras no charco.
Naquela altura, apenas Manuela Moura Guedes, Carlos Enes, Ana Leal, Felicita Cabrita, mais alguns poucos jornalistas iam tocando nas feridas e expunham muita da vergonha semi encoberta em que navegava aquela gente. O SOL deu alguma contribuição posterior para o esclarecimento daquilo que nem precisaria de grandes explicações.
Era evidente o descontrolo a incompetência e a irresponsabilidade de quem estava a "governar-se" do País.

Henrique Medina Carreira era a voz com maior peso e autoridade.
Aquilo que dizia e apresentava era feito com base em realidades provenientes dos próprios Organismos públicos. Não eram jogos de probabilidades. Era a própria realidade. Todos tinham perante os olhos o panorama previsível do futuro negro do País.
Dizia ele ontem que qualquer analfabeto sabe que se só ganhar 100 Euros mas está a gastar 140, vai ter um problema sério dentro de pouco tempo. Era o que estava a acontecer ao País. Foi o que teixeira dos santos permitiu e nunca denunciou.
A loucura de socrates é da responsabilidade de quase todo o partido socialista.
Foram eles que o aplaudiram e incentivaram.
Ontem Medina Carreira deu mais um passo em direcção aquilo que se exige e pelo qual teremos que lutar. A criminalização dos políticos.
Esta gente não pode comprometer a vida de milhões de pessoas e depois dizer que vai passar uma ano de férias em Paris. Tem que ir é para a prisão.

E não é apenas socrates. É toda aquela canalhada que vai desde assis a antonio costa, passando por almeida santos e não esquecendo santos silva. ESTES SÃO ALGUNS DOS ROSTOS DA DESGRAÇA DO PAÍS. Foram eles que durante seis anos comprometeram irremediavelmente o futuro da actual geração. Agora não podem pura e simplesmente ir para casa e á custa do nosso esforço irem gozando as delicias de uma vida desafogada com aquilo que alguns roubaram e com o que lhes estamos a pagar.
NÃO LHES DAREMOS DESCANSO.

nota - alguns nomes sem acento e em letra pequena estão à medida dessas pessoas.

domingo, 12 de junho de 2011

O lento despertar e um novo nascimento

O 10 de Junho serviu para de uma forma sibilina e exemplar se ter dito aquilo que há muito se escuta em silêncio.
Este Regime não serve.
Esta constituição está ultrapassada.
Estes políticos são criminosos de delito publico.
António Barreto, dentro do "politicamente correto", acabou por dizer tudo isto.
Foi reconfortante podermos observar os "facies" das abencerragens socratinas ali presentes. A diferença entre as palmas e as palmadas, sentiram-nas fortemente todos aqueles que agarrados a uma cáfila de gente sem escrúpulos, foram sendo cúmplices na devastação deste País.

Para que conste, não poderemos simplesmente pensar que o problema está resolvido.
Esta gente sem vergonha e sem respeito pelo próximo, irá encontrar a coberto deste sistema político, novas formas de recuperar as posições agora perdidas.
As pontas de lança que continuam a ter na comunicação social, deram de imediato vasta cobertura ao inicio da ascensão dos "novos sucessores" que se propoêm substituir o Chefe da Quadrilha.
Lá está de novo sorridente e como se nada fosse com ele, outro dos estropícios com o já conhecido nome de assis.
Ele é um dos rostos visíveis do mais sórdido que resta da quadrilha socratina. Estará certamente um pouco acima de tosco pereira, também não era difícil, mas não nos podemos esquecer de tudo o que fez e disse em defesa das desastradas decisões politicas que nos foram sendo impostas com os resultados que todos agora vamos pagar.

A forma como as coisas funcionam, sem responsabilização efetiva dos responsáveis pelo descalabro geral, irá possibilitar que apenas mudem algumas moscas mas a merda continue a mesma.
É necessário e urgente reformular o Regime.
É necessário e urgente encontrarmos formas e gentes que estejam dispostos a sacrificar alguns conceitos ideológicos ou estratégicos, de forma a conseguir-se um mais amplo poder de intervenção.
Se não acordarmos mais depressa, pouco mais nos restará que assistir a novas encenações politicas e comunicacionais que irão "lavar e desinfectar as feridas", deixando contudo os mesmos micróbios parasitários cá dentro.
O novo nascimento que nos vai sendo anunciado, merece desde já uma decisão de abortagem em nome da decência nacional. A primeira limpesa que se exige é o varrimento dos ecrans e da vida publica de todas as personagens que traíram o Pais.
Eles dão pelos nomes de socrates, silva pereira, augusto silva, ricardo rodrigues, francisco assis, teixeira santos, etc...etc.... e chegarmos até figuras menores como Inês medeiros, que nunca ninguém percebeu o que é que estava a fazer na A.R.

O bom senso aconselha-nos a considerar a hipótese de uma revolução. Simplificava-se tudo. A constituição seria por natureza revista, o regime era encaminhado para o sentido certo e a classe politica seria esclarecida que o verdadeiro poder está no povo. A isso é que se chama uma Democracia.
Será que isto será possível?
Concerteza. Só falta agregar as pessoas honestas e de boa vontade. Depois tudo se comporá naturalmente.
Vá lá, acordem!

domingo, 5 de junho de 2011

Sentimento geral

Muito mais que a vitória do PSD, aquilo que se ouve e sente é o enorme alivio pela derrota do palhaço ambulante e da sua trupe.
Ficamos no entanto bastante retraídos e com cada vez mais consciência de que é necessário e exigível conseguir-se a prazo uma mudança de Regime.
Temos que conseguir caminhar para uma verdadeira Democracia.
Aquela que temos só serve aos mesmos de sempre
Incomoda-nos sobre maneira o espectáculo mediático da grande maioria dos intervenientes neste processo eleitoral.
Todo o sistema gira á volta de uma estrutura comunicacional definida e sustentada pelos representantes do poder instalado.
As caras são sempre as mesmas. Lá estamos a ver outra vez a Inês Medeiros, o Vitalino Canas, o José Lelo. o Augusto Silva, o outro Silva o Vieira, e para nosso desgosto acabámos de ver passar o rosto porcino do outro silva o pereira.
Isto é demasiado difícil de continuarmos a suportar.
É que esta gente vai continuar a ser paga por nós !! Isto é a continuação de uma afronta que de há muito se faz ao País.
Esta gente não tem ideias, não serve para nada e apenas contribui para agravar o deficit das contas publicas.
Por esta e outras razões iremos ter de continuar os nossos esforços em direção a um novo Regime que permita finalmente ao País encontrar a via certa para a recuperação e o desenvolvimento.
Entretanto a festa continua.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Simplesmente adeus ?

O pesadelo está prestes a ter uma pausa.
Tudo indica que esse estropicio politico de nome socrates e toda a sua quadrilha, estarão já de malas aviadas.
Mas...não os devemos deixar ir embora.
Será bom que possam assistir, esperemos que em qualquer estabelecimento prisional, à agonia de um povo vitimado pelas suas irresponsáveis e criminosas decisões que conduziram o país ao estado extremo de endividamento e pobreza galopante.
Tudo isto é sentido por muita gente e vem desde há algum tempo sendo exposto publicamente por alguns órgãos de comunicação social. Nem sempre de forma firme e continuada como seria exigível.

Não ficaremos satisfeitos com a simples derrota de alguma desta escumalha politica.
O cerne do problema está na natureza do Regime e no ordenamento jurídico que foram construindo ao longo do tempo.
Temos estado a viver num falso sistema designado por Democrático, onde de facto o único poder que nos assiste é o de legitimar, de acordo com as leis que fabricaram, aqueles que vêm enterrando o País e que se fecharam num circulo de interesses em que de uma forma ou outra todos os partidos com assento parlamentar se sentem confortáveis e não expressam qualquer vontade de mudança.

A possível vitória de Passos Coelho será apenas uma lufada de ar ainda pouco viciado. É no entanto a única possibilidade que se nos apresenta de se poder cortar de imediato com a clique socrática. No entanto nada se irá alterar na natureza do regime que nos sufoca e que impede a imprescindivel recuperação económica.
Um estado sem capacidade de auto sustentação em termos de produtos e matérias primas, caminhará sempre na dependência de outros estados mais desenvolvidos e nunca conseguirá diminuir o fosso que se agravará irremediavelmente ao longo do tempo.

Precisamos assim que terminarem estas eleições, fazer algo de concreto que nos conduza a uma plataforma de entendimentos e ações que nos permitam ganhar "corpo", para podermos questionar os órgãos de soberania sobre a natureza do Regime e as deficiências do sistema politico.
Com estas gentes e este sistema politico assente numa estrutura de leis manifestamente preparadas para lhes garantir a impunidade da acção politica, nunca o País irá sair do fosso onde se encontra.

Depois desta eleição é urgente que apareçam e se agreguem todos aqueles que querem um País mais justo e com capacidade de evoluir nos aspectos essenciais da competitividade. Para isso teremos de varrer em definitivo todos aqueles que apenas e até agora apenas se preocuparam com os seus interesses ou a sua imagem, mesmo que para isso venham traindo aquilo que vergonhosamente ainda dizem defender e que se chama interesse nacional.
Nessa luta, nós participaremos em qualquer posição e com qualquer "armamento".
Hoje sentimo-nos frustados por não termos conseguido chegar mais longe nessa batalha essencial a que nos sentimos obrigados pela ética e respeito por aquilo que é o bem comum de um Povo.
Cada vez menos nos apetece escrever e cada vez mais sentimos o cheiro da pólvora que já tarda. Este País merecia outra gente e outra História.
Ainda não desistimos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O abanão

Finalmente as coisas começam a compor-se.
Não é que os problemas do País se venham a resolver. Mas este nojo de gente que se foi apoderando das estruturas do poder e que acabou por gerar um dos mais desiquilibrados estados sociais de toda a União Europeia, começa agora a desagregar-se.
Não é pela qualidade da oferta alternativa que nos é apresentada. Nesse aspeto até podemos dizer que só as moscas é que vão mudar.

Mas vamos por partes.
O objectivo primordial é varrer toda a clique socrática.
Esta gente conseguiu passar um atestado de estupidez a parte considerável deste povo.
E insiste, martelando a tecla da defesa do Estado Social, eles que conseguiram criar o mais desnivelado sistema de distribuição de salários, rendimentos e pensões. Nenhum outro País da U.E. se assemelha sequer às disparidades existentes no nosso. Uma autêntica vergonha, para quem se apresenta desde há mais de 30 anos com a bandeira do socialismo, ou seja a promessa de um Estado mais igualitário e equitativo.
O resultado agora bem visivel apenas comprova a falta de caracter e de principios desta gente que se vem alimentando de um sistema que foi construido à medida dos seus interesses.
Agora exige-se o julgamento destes criminosos de delito publico. Não é só derrotá-los nas eleições. Temos que ir mais longe.

Este Regime e este Sistema estão esgotados. Estas eleições só serão interessantes se depois for possivel exigir responsabilidades a quem conduzuiu o País a esta desgraça.
Este terá de ser o esforço continuo de todos aqueles que por diversos meios vêm alertando desde há vários anos para as consequências de todo este desvario e incompetência de quem exerceu cargos de gestão publica.
Os jovens que em Madrid e em Lisboa apelam à mudança de Sistema, merecem o nosso total apoio. Lá iremos, para no local lhes darmos o incentivo necessário e possivel, de quem comunga com eles essa certeza de que será necessário irmos para a RUA e sermos mesmo mais activos e actuantes, pois isto já não vai com caldos de galinha.