De facto este homem é um dos principais rostos da ineficácia do sistema judicial e o responsável maior pela cobertura que deu aos desmandos do sr. josé socrates e respetiva camarilha.
A sua inação permitiu que o país se afundasse e estejamos hoje a contas com uma das mais graves crises da nossa história.
O cargo que ocupa é o de suprema magistratura, ou seja, garantir á sociedade a proteção necessária e exigida para que possa funcionar de acordo com a lei e na prossecução da chamada justiça social.
Nada disso se passou e fomos assistindo aos mais diversos atentados ao património e ao sentimento geral da Nação, sem que o senhor procurador tivesse cumprido com aquilo que era sua obrigação.
Atingiu-se o cumulo da irresponsabilidade, quando a meias com outro personagem do sistema mandou destruir as escutas que envolviam josé socrates e os seus comparsas.
A justiça não funciona com este cavalheiro.
Ou antes, este cavalheiro é um entrave ao funcionamento da justiça.
Comprovando a irresponsabilidade demonstrada no cargo que ocupa, eis que agora acordou.
De repente entendeu que é necessário e urgente levantar um inquérito à ação do governo da Madeira.
Aqueles irresponsáveis agravaram o deficit em mais 0,3% !!!!! Senhor Pinto Monteiro. O senhor ridiculariza as funções que desempenha!
Então não sabia disto há já vários anos ?
Então não sabe que os "homens" foram enviando para diversas entidades as informações relativas aos avales que deram aos vários projetos que estavam em execução ?
Será que ninguém sabia fazer contas ?
Bem, como é evidente o senhor sabe de leis e não é obrigado a ter grandes conhecimentos de números.
Mas era uma regra de 3 simples. Qualquer dos seus assessores podia ter dado um jeito nisso.
Mas.....certamente que devia andar distraído com as "coisas" do senhor socrates.
Sabemos que não foi fácil ir aguentando o homem. Mas com franqueza, nada disto era aquilo que se esperava do desempenho de um cargo de tanta responsabilidade !
Então quando "o seu amigo" socrates passou o deficit de 6 para 9% isso não o incomodou ?
Então quando o BPN foi nacionalizado para proteger os créditos de gente do sistema, isso não o incomodou ?
Então quando investidores privados pediram créditos para comprar ações e deram como garantia de pagamento essas mesmas ações, isso não o incomodou ?
Então enquanto escutava as gravações dessa escumalha politica liderada por socrates, isso não o incomodou ?
Bom, se calhar incomodou de tal maneira que a única forma que tinha de os proteger era mandar destruir essas gravações.
O senhor vai me desculpar, mas tenho que ser sincero. A sua figura e a sua ação já nos causa asco.
Esta sua decisão apenas vai servir para "limpar" a irresponsabilidade cometida na Madeira.
O senhor quis apresentar serviço mas apenas revelou incompetência.
E essa irresponsabilidade não é maior nem menor do que aquilo que se passa no restante País.
E é verdade. Basta ver o agravamento dos deficits do governo e das empresas publicas, nestes últimos anos.
Aproveitando mais esta desastrada iniciativa do procurador geral, argumenta já Alberto João Jardim que o deficit da Madeira é igual ao da empresa do metro do Porto. Por exemplo.
E assim, nós ficamos uma vez mais a saber que afinal de contas isto é tudo uma canalhada que tem de forma irresponsável tirado partido da ineficácia do sistema judicial e dos seus principais agentes.
O Sistema de Encobrimento de Políticos Corruptos continua a funcionar na perfeição.
Já agora. O senhor não acha boa ideia mandar fazer um inquérito ás contas da Camara Municipal de Lisboa ? Nós sabemos que está lá um homem do partido socialista e amigo de socrates. Mas... parece que o deficit já atinge numeros preocupantes.
Com os diabos ! Demonstre lá que esta coisa da Madeira não foi apenas para lançar poeira para os olhos.
Não é capaz ?
Está bem. Já sabíamos.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O que terá de ser feito
Temos consciência que os problemas do País não se resolvem enquanto não se responsabilizar a classe política pela situação a que se chegou.
Não nos preocupa que ainda não esteja previsto no nosso ordenamento jurídico essa possibilidade de responsabilização criminal. No entanto tudo se pode alterar se houver determinação para se caminhar nesse sentido.
Não podemos é continuar impávidos e serenos perante o conhecimento que existe das enormidades que foram cometidas e continuarmos a ver os responsáveis por isso passarem ao lado das exigências que estão a ser postas á generalidade da população.
A austeridade irá sufocar a capacidade empreendedora que é vital para se tentar recuperar o sistema económico. Tudo o que se está a fazer será pura perda de tempo e de oportunidades, pois o sistema está corrompido e não tem possibilidades de ser recuperado. Com o consumo a diminuir e o desemprego a aumentar, as exportações por muito que possam crescer nunca farão face ao endividamento crescente.
O País está armadilhado pois as suas estruturas funcionais foram concebidas para favorecer a corrupção e o alinhamento da classe politica com os grupos de interesses que se foram instalando.
O País não "mexe" porque tem estado a ser gerido tanto a nível central como nos órgãos intermédios por gente sem experiência de vida e que apenas conhece as estruturas politico partidárias que lhe permitiram chegar até aos cargos que ocupam. O bloqueio mental que muitas vezes verificámos é assustador.
As leis que enquadram as suas funções sempre foram desenhadas para que o País fosse totalmente controlado por políticos irresponsáveis e corruptos.
O acordo com a troica, as exigências do FMI, os planos de austeridade, as previsões macro económicas, etc, tudo nos encaminha para uma única saída. Garantir o actual "status-quo", ou seja exigir que os estados se mantenham interligados ao sistema bancário e financeiro global. Acena-se com a bancarrota, como se ela não existisse já. Dizem-nos que caso não se sigam os planos de recuperação que nos são sugeridos, o cenário traçado para lá da saída do Euro, é a desgraça generalizada. Tudo nos é transmitido como se não haja mais saídas possiveis..
Mas não é verdade.
O país pode recuperar da situação em que se encontra se o actual governo quiser tomar as medidas que se exigem, ou seja cortar naquilo que é inadmíssivel e vergonhoso que se mantenha tal como está montado. Falamos das PPP, o maior embuste financeiro alguma vez posto em prática e que causa uma autêntica sangria nas finanças públicas em favor de muitas das famílias politicas que se foram instalando.
Sobre isto leia-se o texto que nos foi enviado.
Bodo aos ricos
O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar amigos, esbanjaram o dinheiro dos nossos impostos e transformaram a política numa megacentral de negócios. O exemplo mais vergonhoso da promiscuidade entre os grupos económicos e o poder político é constituído pelas tristemente célebres parcerias público-privadas (PPP). São disso exemplos alguns hospitais, redes de águas e saneamento, auto-estradas sem custo para o utilizador (Scut), a renovação de escolas através da empresa Parque Escolar ou até o Campus de Justiça, em Lisboa. Neste modelo de negócio (ou melhor, negociata), os riscos correm sempre por conta do Estado, mas os lucros são garantidos aos privados através de rendas pagas ao longo de décadas. As PPP constituíram um verdadeiro ‘bodo aos... ricos’ e hipotecaram de forma criminosa os impostos de várias gerações.
Não por acaso, muitos dos políticos dos diversos partidos, que promoveram as negociações em nome do Estado, integram agora os órgãos sociais dos concessionários reiteradamente beneficiados. Urge pois promover uma renegociação global destas parcerias. Até porque este é um compromisso previsto no memorando de entendimento assinado com a troika que alguns tentam agora fazer esquecer ou até boicotam. Para cada caso, deve comparar-se o valor consolidado de todas as rendas vencidas e vincendas com essoutro que resulte duma avaliação independente do real valor das infra-estruturas. A conclusão desta confrontação obrigará a que as rendas pagas aos concessionários sejam reduzidas para menos de metade. Não é admissível que se mantenham as garantias de rentabilidade dos valores escandalosos actualmente praticados, em regra superiores a 14%. Com uma atitude determinada, o governo poderá mesmo obter uma poupança estimada em mais de dois mil milhões de euros por ano. É este o tipo de cortes na despesa do Estado que se impõe, que afectem, de forma drástica, os beneficiários dessa verdadeira extorsão ao povo que são as PPP. Não é admissível que, na hora de poupar, sejam sacrificados os mais humildes, enquanto os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado parecem ficar impunes.
Paulo Morais
É exactamente isto.
Afinal até pode ser simples darmos inicio á recuperação das finanças públicas. Só é necessária a nossa determinação para obrigar a classe politica a assumir as suas responsabilidades.
E se não for a bem, terá que ser a mal.
Onde é que estão os homens deste País ?
Não nos preocupa que ainda não esteja previsto no nosso ordenamento jurídico essa possibilidade de responsabilização criminal. No entanto tudo se pode alterar se houver determinação para se caminhar nesse sentido.
Não podemos é continuar impávidos e serenos perante o conhecimento que existe das enormidades que foram cometidas e continuarmos a ver os responsáveis por isso passarem ao lado das exigências que estão a ser postas á generalidade da população.
A austeridade irá sufocar a capacidade empreendedora que é vital para se tentar recuperar o sistema económico. Tudo o que se está a fazer será pura perda de tempo e de oportunidades, pois o sistema está corrompido e não tem possibilidades de ser recuperado. Com o consumo a diminuir e o desemprego a aumentar, as exportações por muito que possam crescer nunca farão face ao endividamento crescente.
O País está armadilhado pois as suas estruturas funcionais foram concebidas para favorecer a corrupção e o alinhamento da classe politica com os grupos de interesses que se foram instalando.
O País não "mexe" porque tem estado a ser gerido tanto a nível central como nos órgãos intermédios por gente sem experiência de vida e que apenas conhece as estruturas politico partidárias que lhe permitiram chegar até aos cargos que ocupam. O bloqueio mental que muitas vezes verificámos é assustador.
As leis que enquadram as suas funções sempre foram desenhadas para que o País fosse totalmente controlado por políticos irresponsáveis e corruptos.
O acordo com a troica, as exigências do FMI, os planos de austeridade, as previsões macro económicas, etc, tudo nos encaminha para uma única saída. Garantir o actual "status-quo", ou seja exigir que os estados se mantenham interligados ao sistema bancário e financeiro global. Acena-se com a bancarrota, como se ela não existisse já. Dizem-nos que caso não se sigam os planos de recuperação que nos são sugeridos, o cenário traçado para lá da saída do Euro, é a desgraça generalizada. Tudo nos é transmitido como se não haja mais saídas possiveis..
Mas não é verdade.
O país pode recuperar da situação em que se encontra se o actual governo quiser tomar as medidas que se exigem, ou seja cortar naquilo que é inadmíssivel e vergonhoso que se mantenha tal como está montado. Falamos das PPP, o maior embuste financeiro alguma vez posto em prática e que causa uma autêntica sangria nas finanças públicas em favor de muitas das famílias politicas que se foram instalando.
Sobre isto leia-se o texto que nos foi enviado.
Bodo aos ricos
O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar amigos, esbanjaram o dinheiro dos nossos impostos e transformaram a política numa megacentral de negócios. O exemplo mais vergonhoso da promiscuidade entre os grupos económicos e o poder político é constituído pelas tristemente célebres parcerias público-privadas (PPP). São disso exemplos alguns hospitais, redes de águas e saneamento, auto-estradas sem custo para o utilizador (Scut), a renovação de escolas através da empresa Parque Escolar ou até o Campus de Justiça, em Lisboa. Neste modelo de negócio (ou melhor, negociata), os riscos correm sempre por conta do Estado, mas os lucros são garantidos aos privados através de rendas pagas ao longo de décadas. As PPP constituíram um verdadeiro ‘bodo aos... ricos’ e hipotecaram de forma criminosa os impostos de várias gerações.
Não por acaso, muitos dos políticos dos diversos partidos, que promoveram as negociações em nome do Estado, integram agora os órgãos sociais dos concessionários reiteradamente beneficiados. Urge pois promover uma renegociação global destas parcerias. Até porque este é um compromisso previsto no memorando de entendimento assinado com a troika que alguns tentam agora fazer esquecer ou até boicotam. Para cada caso, deve comparar-se o valor consolidado de todas as rendas vencidas e vincendas com essoutro que resulte duma avaliação independente do real valor das infra-estruturas. A conclusão desta confrontação obrigará a que as rendas pagas aos concessionários sejam reduzidas para menos de metade. Não é admissível que se mantenham as garantias de rentabilidade dos valores escandalosos actualmente praticados, em regra superiores a 14%. Com uma atitude determinada, o governo poderá mesmo obter uma poupança estimada em mais de dois mil milhões de euros por ano. É este o tipo de cortes na despesa do Estado que se impõe, que afectem, de forma drástica, os beneficiários dessa verdadeira extorsão ao povo que são as PPP. Não é admissível que, na hora de poupar, sejam sacrificados os mais humildes, enquanto os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado parecem ficar impunes.
Paulo Morais
É exactamente isto.
Afinal até pode ser simples darmos inicio á recuperação das finanças públicas. Só é necessária a nossa determinação para obrigar a classe politica a assumir as suas responsabilidades.
E se não for a bem, terá que ser a mal.
Onde é que estão os homens deste País ?
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
loureiros, limas, socrates ou a putrefação politíca
Nada é novo neste País.
Acontece apenas que só somos surpreendidos quando os agentes do sistema já não conseguem deter a informação sobre as enormidades que alguns foram praticando e pelas quais continuam impunes.
Um está de ferias em Cabo Verde. Outro está retido em Portugal pois não pode ir para o Brasil e o outro está refugiado em Paris.
Estes são apenas 3 exemplos de alguns dos grandes responsáveis pelo esbulho de parte considerável do património da Nação.
Estranho, verdadeiramente estranho é vermos a cortina de silêncio a que se assiste por parte dos diferentes órgãos políticos.
Passos Coelho informou mesmo que não iria invocar o passado para justificar as suas decisões!!
Estranho, verdadeiramente estranho.
Um País é colocado na bancarrota e nós deveremos simplesmente esquecer que houve gente que roubou, corrompeu, mentiu, defraudou. Muitos lá estão sentados no parlamento ou nos mais elevados e bem pagos cargos que muitas vezes criaram para eles próprios, ou seja, continuam despudoradamente a sugar o País que é o mesmo que dizer, nós.
Estranho, verdadeiramente estranho é ainda pensarmos que somos uma Nação.
Mas se somos, só se for de "badamerdas" e frouxos.
Pela nossa parte, já dissemos que alguns dos actuais membros deste governo merecem a nossa consideração. Isto significa que no plano da ética, nada nos move ou leva a contestar esta gente. No entanto as politicas exigidas para um caso como o nosso talvez não estejam a ser as mais adequadas e a médio prazo haverá certamente grande contestação. O problema é muito grave e fundo e só uma mudança de regime poderá ser solução para o País. No actual quadro politico não existe solução.
O ordenamento jurídico em vigor tem que ser totalmente reformulado, pois a justiça não funciona e esta escumalha continua a ficar impune.
É revoltante ler que a família socrates movimenta quase 400 milhões de Euros em offshores, como se fosse possível alguém ganhar de forma honesta essa quantia em tão curto espaço de tempo. Isto, depois de tudo o que se passou no Freeport ou na Cova da Beira onde os factos eram tão evidentes e as provas mais que suficientes.
É inadmissível que um Lima continue impávido e sereno a voltar as costas a um caso que evidencia uma possível ligação a um homicídio seguido de roubo. Perdão, antecedido de roubo.
Como é que se justifica que um governo da escumalha socratina nacionalize um Banco para tapar as dividas de alguns amigos, entre os quais um Loureiro, e mais uma vez ficarem cerca de 2.500 milhões de Euros para serem pagos por nós !
Estranho, verdadeiramente estranho é quererem que a gente se esqueça de tudo isto.
Desta vez não apelamos á revolta contra este governo.
Apelamos ao derrube do Regime e à responsabilização desta classe política.
Esquecer é que não.
Acontece apenas que só somos surpreendidos quando os agentes do sistema já não conseguem deter a informação sobre as enormidades que alguns foram praticando e pelas quais continuam impunes.
Um está de ferias em Cabo Verde. Outro está retido em Portugal pois não pode ir para o Brasil e o outro está refugiado em Paris.
Estes são apenas 3 exemplos de alguns dos grandes responsáveis pelo esbulho de parte considerável do património da Nação.
Estranho, verdadeiramente estranho é vermos a cortina de silêncio a que se assiste por parte dos diferentes órgãos políticos.
Passos Coelho informou mesmo que não iria invocar o passado para justificar as suas decisões!!
Estranho, verdadeiramente estranho.
Um País é colocado na bancarrota e nós deveremos simplesmente esquecer que houve gente que roubou, corrompeu, mentiu, defraudou. Muitos lá estão sentados no parlamento ou nos mais elevados e bem pagos cargos que muitas vezes criaram para eles próprios, ou seja, continuam despudoradamente a sugar o País que é o mesmo que dizer, nós.
Estranho, verdadeiramente estranho é ainda pensarmos que somos uma Nação.
Mas se somos, só se for de "badamerdas" e frouxos.
Pela nossa parte, já dissemos que alguns dos actuais membros deste governo merecem a nossa consideração. Isto significa que no plano da ética, nada nos move ou leva a contestar esta gente. No entanto as politicas exigidas para um caso como o nosso talvez não estejam a ser as mais adequadas e a médio prazo haverá certamente grande contestação. O problema é muito grave e fundo e só uma mudança de regime poderá ser solução para o País. No actual quadro politico não existe solução.
O ordenamento jurídico em vigor tem que ser totalmente reformulado, pois a justiça não funciona e esta escumalha continua a ficar impune.
É revoltante ler que a família socrates movimenta quase 400 milhões de Euros em offshores, como se fosse possível alguém ganhar de forma honesta essa quantia em tão curto espaço de tempo. Isto, depois de tudo o que se passou no Freeport ou na Cova da Beira onde os factos eram tão evidentes e as provas mais que suficientes.
É inadmissível que um Lima continue impávido e sereno a voltar as costas a um caso que evidencia uma possível ligação a um homicídio seguido de roubo. Perdão, antecedido de roubo.
Como é que se justifica que um governo da escumalha socratina nacionalize um Banco para tapar as dividas de alguns amigos, entre os quais um Loureiro, e mais uma vez ficarem cerca de 2.500 milhões de Euros para serem pagos por nós !
Estranho, verdadeiramente estranho é quererem que a gente se esqueça de tudo isto.
Desta vez não apelamos á revolta contra este governo.
Apelamos ao derrube do Regime e à responsabilização desta classe política.
Esquecer é que não.
sábado, 13 de agosto de 2011
Estado de graça ou desgraça ?
Alguma coisa está a falhar nas decisões que aos poucos vão sendo tomadas por este governo. De facto começou em estado de graça.
Com efeito adquirimos uma certa expectativa sobre a capacidade e determinação em poderem vir a enfrentar a situação real em que se encontra o País.
Não temos duvidas que se trata de gente de outro porte.
No entanto alguma coisa está a falhar.
NO tempo que já passou anunciaram uma série de restrições, cortes e impostos.
No entanto o POVO, nós, aqueles que não estamos pendentes do aparelho de estado, continuamos a sentir que está a faltar determinação e capacidade de verdadeiramente se cortar onde a generalidade da consciência nacional sente que ainda pouco foi feito.
A situação de descalabro e incompetência que estava instalada, exigia algumas decisões drásticas e com efeito imediato.
Principalmente por na RUA, correr, com a maior parte dos gestores que se acoitam em tantas empresas e organismos do estado.
Àqueles que ficassem teria de ser aplicada de imediato uma redução de vencimentos, pois gerir sem ser responsabilizado pelos resultados qualquer um faz e com muito menores custos.
Ao não fazer isto o governo está a perder a confiança que muitos depositaram na sua capacidade de alterar as coisas.
A máquina do estado tem que ser bloqueada no seu desvario consumista.
Há gente a mais.
A economia não consegue subsidiar toda esta gente. Os impostos há muito que ultrapassaram o limiar da sobrevivência de muitas actividades.
A manter-se este lento desmembramento do tecido empresarial, quem é que vai produzir para pagar impostos?
Entretanto continuamos a ouvir o já velho e gasto axioma.
Sem crescimento económico não há saída para a crise.
Todos estamos de acordo.
No entanto sobre isto e pela complexidade que envolve debater este assunto, gostaríamos de apenas deixar um pouco do que é a nossa opinião.
Há de facto possibilidades ainda muito pouco ou mal exploradas. Algumas delas já mesmo defendidas pelo actual ministro da economia. No entanto tudo esbarra na complexidade burocrática normalmente concebida para enquadrar a grande corrupção ou canalizar as decisões para os grupos de interesses ligados ao regime.
Dado que pensamos poder ter alguma coisa a dizer sobre essa matéria, vamos solicitar a breve prazo uma audiência ao Dr. Álvaro Santos Pereira.
Esperamos que 20 anos de expectativas goradas possam agora começar a ter a possibilidade de se virem a desenvolver.
O País tem de facto potencialidades em áreas que nunca foram exploradas e que se adequam bem ás nossas características.
Voltaremos a este assunto assim que tivermos dados mais concretos para o debater.
Até lá vamos continuar a viver num estado de desgraça.
Com efeito adquirimos uma certa expectativa sobre a capacidade e determinação em poderem vir a enfrentar a situação real em que se encontra o País.
Não temos duvidas que se trata de gente de outro porte.
No entanto alguma coisa está a falhar.
NO tempo que já passou anunciaram uma série de restrições, cortes e impostos.
No entanto o POVO, nós, aqueles que não estamos pendentes do aparelho de estado, continuamos a sentir que está a faltar determinação e capacidade de verdadeiramente se cortar onde a generalidade da consciência nacional sente que ainda pouco foi feito.
A situação de descalabro e incompetência que estava instalada, exigia algumas decisões drásticas e com efeito imediato.
Principalmente por na RUA, correr, com a maior parte dos gestores que se acoitam em tantas empresas e organismos do estado.
Àqueles que ficassem teria de ser aplicada de imediato uma redução de vencimentos, pois gerir sem ser responsabilizado pelos resultados qualquer um faz e com muito menores custos.
Ao não fazer isto o governo está a perder a confiança que muitos depositaram na sua capacidade de alterar as coisas.
A máquina do estado tem que ser bloqueada no seu desvario consumista.
Há gente a mais.
A economia não consegue subsidiar toda esta gente. Os impostos há muito que ultrapassaram o limiar da sobrevivência de muitas actividades.
A manter-se este lento desmembramento do tecido empresarial, quem é que vai produzir para pagar impostos?
Entretanto continuamos a ouvir o já velho e gasto axioma.
Sem crescimento económico não há saída para a crise.
Todos estamos de acordo.
No entanto sobre isto e pela complexidade que envolve debater este assunto, gostaríamos de apenas deixar um pouco do que é a nossa opinião.
Há de facto possibilidades ainda muito pouco ou mal exploradas. Algumas delas já mesmo defendidas pelo actual ministro da economia. No entanto tudo esbarra na complexidade burocrática normalmente concebida para enquadrar a grande corrupção ou canalizar as decisões para os grupos de interesses ligados ao regime.
Dado que pensamos poder ter alguma coisa a dizer sobre essa matéria, vamos solicitar a breve prazo uma audiência ao Dr. Álvaro Santos Pereira.
Esperamos que 20 anos de expectativas goradas possam agora começar a ter a possibilidade de se virem a desenvolver.
O País tem de facto potencialidades em áreas que nunca foram exploradas e que se adequam bem ás nossas características.
Voltaremos a este assunto assim que tivermos dados mais concretos para o debater.
Até lá vamos continuar a viver num estado de desgraça.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Em pleno caixote do lixo
Esta é a realidade que socrates e toda a camarilha PS nos deixaram e que tentaram esconder até ao limite do possível.
Isto é um crime de lesa Pátria.
Temos que encontrar estes vândalos e levá-los á justiça. Nem que seja com as próprias mãos.
Este País não foi derrotado pelas agências financeiras. Foi derrotado por aqueles a quem foi confiada a tarefa de governar e que mais não fizeram que alhear-se do verdadeiro interesse público e preocuparem-se essencialmente com a gestão de interesses próprios e dos grupos a que estão ligados.
Agora aos novos detentores do poder pouco mais resta que ir inventando novas restrições e impostos que mais não irão produzir que a morte lenta que já se vislumbra no horizonte. A culpa não é da agências financeiras. A descida de "rating" parece que não oferece muitas duvidas, só que de facto não deu jeito nenhum nesta fase. Só por isso.
Leia-se este artigo;
Tremenda desilusão com este governo. Então face a uma situação calamitosa das finanças públicas deixadas pelos socialistas, a primeira e única medida de impacto que conseguem arranjar é aumentar os impostos?
Essa receita já conhecíamos dos anos socráticos. Essa violação do programa eleitoral já era mais do que conhecida no tempo dos Sócrates, Teixeira dos Santos e quejandos. Mas este governo resolve partir logo derrotado.
Então um Estado que torra quase 80 mil milhões por ano, em situação de falência e a nova equipa gestora a única coisa que se lembra é de arranjar receita extraordinária e compulsiva no valor de 1%?
Imagine-se numa qualquer outra organização em situação de bancarrota: A assembleia geral pergunta à nova direcção,«então, agora que corremos com os incompetentes que nos trouxeram a esta situação o que vão fazer?» – Ah…assim cortar, cortar não estamos de repente a ver onde. Mas decidimos que vossas excelências vão pagar mais». Seria certamente um motim na sala.
Dizer que «em outubro vamos anunciar cortes» é o mesmo que os não fazer. E este choradinho sobre os ratings, é tão ridículo, tão socrático. Um país anda 3 décadas a gastar mais do que tem. Para pagar dívidas, contrai novas dívidas. E o primeiro sinal que o governo dá, não é o de cortar despesa, mas sacar mais dinheiro para manter a coisa assim. Queriam que a reacção fosse o quê?
A dívida pública directa do Estado português era, em Dezembro de 2010 de € 151.775.342.778,9 (151 mil milhões de euros).
A 31 de Maio de 2011 era de € 164.347.649.580,02 (164 mil milhões de euros).
Em apenas 5 meses aumentou 13 mil milhões de euros
Este é o legado de Teixeira dos Santos, José Sócrates e dos socialistas.
Por Gabriel Silva
Os mais esclarecidos sabem e têm consciência que o actual enquadramento em que se encontra o País, quase ou totalmente dependente dos mercados, leia-se suporte financeiro externo, irá evoluir para uma continuada degradação das condições de vida das populações mais carenciadas, assim como das classes médias.
Não irão ser apenas mais 2 ou 3 anos. Com este ritmo e estas políticas vão ser duas ou três gerações que irão ter o futuro comprometido.
Este REGIME está esgotado.
O acervo de leis em que assentam o funcionamento da ECONOMIA e dos TRIBUNAIS, está formulado para sustentar o ciclo de corrupção e proteger os grupos com interesses instalados.
Temos consideração e conhecemos as qualidades de algumas pessoas que integram o novo governo. De facto são melhores que a canalhada socialista que nos arrastou para esta situação. Mas.......sem uma revisão profunda da ORGÂNICA POLÍTICA E ADMINISTRATIVA do País, tudo irá apenas arrastar-se no tempo até á revolta final.
De momento não vale a pena "apelar" ás ideologias ou aos Sistemas Políticos. Bastaria apenas algum bom senso e capacidade para se evoluir de imediato para a remoção dos escolhos BUROCRÁTICO / ADMINISTRATIVOS que tolhem o investimento e o funcionamento da ECONOMIA, rever radicalmente o funcionamento do SISTEMA JUDICIAL e apresentar ao País o retrato exacto da situação em que estamos e para onde seguimos, se apenas nos mantivermos com as medidas e politicas anunciadas e previstas.
A QUESTÃO SOCIAL é demasiado importante para se deixar o funcionamento do sistema entregue aos chamados mercados. Que significam apenas GRUPOS DE INTERESSES. Que poderão continuar a existir mas não poderão ser eles a usurpar a finalidade última da governação e que é o chamado interesse publico. A politica tem que evoluir para um novo patamar de responsabilidade. Não é admissível que quase 70% da população usufrua rendimentos inferiores a 400 Euros e vejamos quase diariamente novos reformados com alguns milhares.
Este é o País que nos foi deixado pela canalhada socialista.
Adenda - complementando a nossa análise leia-se o artigo anexo:
Em 2012 vamos precisar de 185.000 M€ para nos refinanciarmos.Preparem-se! O "murro no estômago" Independentemente das obscuras agendas das empresas de rating, o certo é que, com as medidas impostas pela Troika a Portugal, o país se vê impossibilitado de cumprir a curto e a médio prazo com o pagamento dos encargos da Dívida Pública. Aquelas medidas são de cariz recessivo e irão provocar seguramente mais recessão e desemprego. Não haverá assim crescimento económico nos próximos anos e, não havendo crescimento, não haverá condições aos pagamentos da Dívida. Quando, os economistas do sistema contestam a decisão da Moody’s do corte de rating a Portugal, não será tanto pela lógica da decisão mas pela sua oportunidade. Argumenta-se que os técnicos da FMI, do BCE e da UE avaliaram o país e impuseram um “memorando” que está a ser cumprido pelo novo governo pelo que não faz sentido, neste preciso momento, avaliar tão negativamente as condições económicas e financeiras do país. Contudo, não existe contradição alguma entre a descida do rating e o previsível resultado da aplicação das medidas da Troika. A descida de rating traduz as consequências da aplicação futura do “memorando”, enquanto as avaliações dos técnicos do FMI, BCE e UE e as medidas por eles impostas, tiveram como única preocupação proteger os credores de Portugal. Na verdade, o que preocupa a UE, FMI e BCE não será a correcção ou incorrecção da classificação da Moody’s mas o entrave que tal classificação causa na aplicação do governo das medidas impostas pela Troika. Isto é, a perturbação que poderá causar na aplicação do seu plano de salvaguardar os interesses financeiros das instituições financeiras credoras. O que a Moody’s fez foi desmascarar, por a nu, esta estratégia da EU, FMI e do BCE - salvar as oligarquias financeiras e desprezar o desenvolvimento económico e financeiro dos países em dificuldades. Quando o governo, o presidente da república, os economistas do sistema e os demais comunicadores nos pretendem fazer crer que Portugal “está no bom caminho”, eis que a Moody’s nos vem alertar de que o nosso futuro é mais recessão, mais desemprego e mais drama social. E àqueles que questionam qual a alternativa, será necessário contrapor que o caminho seguido até aqui é que não constitui qualquer alternativa. Insistir num caminho que nos conduz a um maior desastre é um absurdo. Um outro caminho é possível. Desde logo renegociar com a UE com uma nova postura, não a do “bom aluno” submisso, mas a de um parceiro com condições a impor – admitindo tudo na mesa das renegociações - a hipótese do default, da auditoria da dívida e da saída do euro. posted by CS
Isto é um crime de lesa Pátria.
Temos que encontrar estes vândalos e levá-los á justiça. Nem que seja com as próprias mãos.
Este País não foi derrotado pelas agências financeiras. Foi derrotado por aqueles a quem foi confiada a tarefa de governar e que mais não fizeram que alhear-se do verdadeiro interesse público e preocuparem-se essencialmente com a gestão de interesses próprios e dos grupos a que estão ligados.
Agora aos novos detentores do poder pouco mais resta que ir inventando novas restrições e impostos que mais não irão produzir que a morte lenta que já se vislumbra no horizonte. A culpa não é da agências financeiras. A descida de "rating" parece que não oferece muitas duvidas, só que de facto não deu jeito nenhum nesta fase. Só por isso.
Leia-se este artigo;
Tremenda desilusão com este governo. Então face a uma situação calamitosa das finanças públicas deixadas pelos socialistas, a primeira e única medida de impacto que conseguem arranjar é aumentar os impostos?
Essa receita já conhecíamos dos anos socráticos. Essa violação do programa eleitoral já era mais do que conhecida no tempo dos Sócrates, Teixeira dos Santos e quejandos. Mas este governo resolve partir logo derrotado.
Então um Estado que torra quase 80 mil milhões por ano, em situação de falência e a nova equipa gestora a única coisa que se lembra é de arranjar receita extraordinária e compulsiva no valor de 1%?
Imagine-se numa qualquer outra organização em situação de bancarrota: A assembleia geral pergunta à nova direcção,«então, agora que corremos com os incompetentes que nos trouxeram a esta situação o que vão fazer?» – Ah…assim cortar, cortar não estamos de repente a ver onde. Mas decidimos que vossas excelências vão pagar mais». Seria certamente um motim na sala.
Dizer que «em outubro vamos anunciar cortes» é o mesmo que os não fazer. E este choradinho sobre os ratings, é tão ridículo, tão socrático. Um país anda 3 décadas a gastar mais do que tem. Para pagar dívidas, contrai novas dívidas. E o primeiro sinal que o governo dá, não é o de cortar despesa, mas sacar mais dinheiro para manter a coisa assim. Queriam que a reacção fosse o quê?
A dívida pública directa do Estado português era, em Dezembro de 2010 de € 151.775.342.778,9 (151 mil milhões de euros).
A 31 de Maio de 2011 era de € 164.347.649.580,02 (164 mil milhões de euros).
Em apenas 5 meses aumentou 13 mil milhões de euros
Este é o legado de Teixeira dos Santos, José Sócrates e dos socialistas.
Por Gabriel Silva
Os mais esclarecidos sabem e têm consciência que o actual enquadramento em que se encontra o País, quase ou totalmente dependente dos mercados, leia-se suporte financeiro externo, irá evoluir para uma continuada degradação das condições de vida das populações mais carenciadas, assim como das classes médias.
Não irão ser apenas mais 2 ou 3 anos. Com este ritmo e estas políticas vão ser duas ou três gerações que irão ter o futuro comprometido.
Este REGIME está esgotado.
O acervo de leis em que assentam o funcionamento da ECONOMIA e dos TRIBUNAIS, está formulado para sustentar o ciclo de corrupção e proteger os grupos com interesses instalados.
Temos consideração e conhecemos as qualidades de algumas pessoas que integram o novo governo. De facto são melhores que a canalhada socialista que nos arrastou para esta situação. Mas.......sem uma revisão profunda da ORGÂNICA POLÍTICA E ADMINISTRATIVA do País, tudo irá apenas arrastar-se no tempo até á revolta final.
De momento não vale a pena "apelar" ás ideologias ou aos Sistemas Políticos. Bastaria apenas algum bom senso e capacidade para se evoluir de imediato para a remoção dos escolhos BUROCRÁTICO / ADMINISTRATIVOS que tolhem o investimento e o funcionamento da ECONOMIA, rever radicalmente o funcionamento do SISTEMA JUDICIAL e apresentar ao País o retrato exacto da situação em que estamos e para onde seguimos, se apenas nos mantivermos com as medidas e politicas anunciadas e previstas.
A QUESTÃO SOCIAL é demasiado importante para se deixar o funcionamento do sistema entregue aos chamados mercados. Que significam apenas GRUPOS DE INTERESSES. Que poderão continuar a existir mas não poderão ser eles a usurpar a finalidade última da governação e que é o chamado interesse publico. A politica tem que evoluir para um novo patamar de responsabilidade. Não é admissível que quase 70% da população usufrua rendimentos inferiores a 400 Euros e vejamos quase diariamente novos reformados com alguns milhares.
Este é o País que nos foi deixado pela canalhada socialista.
Adenda - complementando a nossa análise leia-se o artigo anexo:
Em 2012 vamos precisar de 185.000 M€ para nos refinanciarmos.Preparem-se! O "murro no estômago" Independentemente das obscuras agendas das empresas de rating, o certo é que, com as medidas impostas pela Troika a Portugal, o país se vê impossibilitado de cumprir a curto e a médio prazo com o pagamento dos encargos da Dívida Pública. Aquelas medidas são de cariz recessivo e irão provocar seguramente mais recessão e desemprego. Não haverá assim crescimento económico nos próximos anos e, não havendo crescimento, não haverá condições aos pagamentos da Dívida. Quando, os economistas do sistema contestam a decisão da Moody’s do corte de rating a Portugal, não será tanto pela lógica da decisão mas pela sua oportunidade. Argumenta-se que os técnicos da FMI, do BCE e da UE avaliaram o país e impuseram um “memorando” que está a ser cumprido pelo novo governo pelo que não faz sentido, neste preciso momento, avaliar tão negativamente as condições económicas e financeiras do país. Contudo, não existe contradição alguma entre a descida do rating e o previsível resultado da aplicação das medidas da Troika. A descida de rating traduz as consequências da aplicação futura do “memorando”, enquanto as avaliações dos técnicos do FMI, BCE e UE e as medidas por eles impostas, tiveram como única preocupação proteger os credores de Portugal. Na verdade, o que preocupa a UE, FMI e BCE não será a correcção ou incorrecção da classificação da Moody’s mas o entrave que tal classificação causa na aplicação do governo das medidas impostas pela Troika. Isto é, a perturbação que poderá causar na aplicação do seu plano de salvaguardar os interesses financeiros das instituições financeiras credoras. O que a Moody’s fez foi desmascarar, por a nu, esta estratégia da EU, FMI e do BCE - salvar as oligarquias financeiras e desprezar o desenvolvimento económico e financeiro dos países em dificuldades. Quando o governo, o presidente da república, os economistas do sistema e os demais comunicadores nos pretendem fazer crer que Portugal “está no bom caminho”, eis que a Moody’s nos vem alertar de que o nosso futuro é mais recessão, mais desemprego e mais drama social. E àqueles que questionam qual a alternativa, será necessário contrapor que o caminho seguido até aqui é que não constitui qualquer alternativa. Insistir num caminho que nos conduz a um maior desastre é um absurdo. Um outro caminho é possível. Desde logo renegociar com a UE com uma nova postura, não a do “bom aluno” submisso, mas a de um parceiro com condições a impor – admitindo tudo na mesa das renegociações - a hipótese do default, da auditoria da dívida e da saída do euro. posted by CS
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Estado de ponderação
Acidentalmente ouvimos algumas passagens do discurso de Paulo Portas no encerramento da apresentação do programa do governo.
Não vamos focar-nos na essência do mesmo.
Apenas uma passagem foi suficiente para nos deixar mal dispostos.
Não concebemos a acção politica e governativa tal como continuam a querer fazer-nos aceitar.
Disse Paulo Portas. Não precisámos de falar no governo anterior, pois os portugueses já se pronunciaram sobre isso ao eleger uma nova maioria.
Ou seja, o que roubaram já está, o que irresponsavelmente fizeram já passou e venha quem vier e faça o que fizer a nós só nos competirá de novo votar quando a classe politica o entender. A isto poderemos chamar o culto da irresponsabilidade, a que puseram o rótulo de democracia.
Vamos continuar a lutar para que se reveja este sistema politico.
Para aqueles que pretenderem ponderar até que ponto é que algumas medidas anunciadas poderão ou não resultar para o controlo do défice externo, anexamos uma parte do estudo feito por Eugénio Rosa:
Numa altura em que o défice e a divida externa são os problemas mais graves que Portugal enfrenta, privatizar todas empresas publicas, com excepção dos Hospitais EPE, mas mesmo estes pretende-se entregar à gestão privada, como consta do Programa do governo é criar as condições para que aquele défice e aquela divida continuem a aumentar. E para concluir basta ter presente os últimos dados do INE e do Banco de Portugal sobre transferência de riqueza e de rendimentos para o exterior.
O Produto Interno Bruto (PIB) dá-nos o valor de riqueza (novo) criado anualmente no país. O Rendimento Nacional Bruto (RNB) corresponde à riqueza que fica no país, e que todos os anos é distribuída, embora de uma forma muito desigual, pelos portugueses. E segundo o INE, em 1995, o RNB era superior ao valor do PIB em 176 milhões €. A partir desse ano, que corresponde à entrada para U.E., essa situação inverteu-se passando o RNB a ser inferior ao PIB, e com a entrada para a zona Euro em 2000 esta relação agravou-se ainda mais e de tal forma que, em 2010, o Rendimento Nacional Bruto foi inferior ao Produto Interno Bruto em 5.872 milhões €. Produzimos pouco, mas uma parcela desse pouco é ainda transferida para o estrangeiro ficando menos para ser distribuída de uma forma ainda por cima muito desigual em Portugal. Isto determinou que, em 2010 por ex., o PIB por habitante em Portugal (cerca de 67% da média da U.E), era apenas de 16.236 €, mas o RNB era somente de 15.684 € por português.
Uma das causas deste desnatação da reduzida riqueza criada são os gigantes volumes de rendimentos transferidos todos os anos para o estrangeiro. Segundo o Banco de Portugal, só em 3 anos, e em plena crise (2008-2010), a soma dos débitos da Balança de Rendimentos Portuguesa, ou seja, dos rendimentos transferidos para o estrangeiro atingiu 54.987 milhões €, o que determinou que a Balança de Rendimentos de Portugal tenha apresentado, nesse período, um saldo negativo acumulado de 24.562 milhões €. Este saldo negativo representou (contribuiu) em média, neste período, para 42,9% do Saldo negativo da Balança Corrente e de Capital, que é o saldo das relações do nosso País com o exterior, o qual alimenta o endividamento crescente do País, pois Portugal, devido a este saldo negativo, é obrigado todos os anos a pagar ao estrangeiro mais do que recebe. E aquela contribuição negativa da Balança de Rendimentos tem aumentado, pois, entre 2008 e 2010, passou de 36% para 46,9% do saldo da Balança de Transacções.
Uma das causas dos elevados rendimentos transferidos para o estrangeiro são precisamente os lucros e dividendos recebidos por estrangeiros que se apoderaram de empresas ou de partes de capital de empresas portuguesas, nomeadamente de empresas públicas estratégicas que foram privatizadas. Um exemplo concreto conhecido para tornar esta relação mais clara. Uma parcela significativa do lucro extraordinário de mais de 5.000 milhões € que a Portugal Telecom obteve com a venda da empresa brasileira VIVO à espanhola Telefónica, que ainda por cima não pagou impostos ao Estado português, foi distribuído aos accionistas. A prová-lo está o facto de que o dividendo distribuído por acção desta empresa tenha aumentado, entre 2009 e 2010, em 173,9%. E isto apesar da grave crise que o País e a generalidade dos portugueses enfrentam. E como informa ufano o Conselho de Administração da PT no Relatório e Contas de 2010, pág. 92, “A PT tem uma estrutura accionista diversificada, com cerca de dois terços do seu capital social detido por accionistas estrangeiros, essencialmente repartidos entre a Europa, os Estados Unidos e o Reino Unido, que representam aproximadamente 29%, 21% e 13%, respectivamente da base accionista. O mercado Português representa cerca de 36% da base accionista”.
É evidente que uma fatia substancial daqueles lucros distribuídos pela PT, que não pagaram impostos em Portugal, foram transferidos para o estrangeiro agravando ainda mais o défice externo do País.
Apesar desta evidência, Passos Coelho pretende privatizar de tudo que resta do SEE (CTT, ANA, TAP, GALP, EDP, REN, CGD com excepção da parte bancária, CP carga, carreiras com maior procura dos transportes colectivos de Lisboa e do Porto, e as participações que o Estado ainda tem em muitas empresas). A privatização das empresas públicas que restam, para além do Estado perder alavancas importantes de desenvolvimento e lucros, irá contribuir para agravar ainda mais o problema do défice e da divida externa portuguesa, até porque a maioria destas empresas cairão imediatamente em mãos de estrangeiros pois os grupos económicos “nacionais”
estão profundamente endividados.
Tudo isto é motivo para reflexão.
Não vamos focar-nos na essência do mesmo.
Apenas uma passagem foi suficiente para nos deixar mal dispostos.
Não concebemos a acção politica e governativa tal como continuam a querer fazer-nos aceitar.
Disse Paulo Portas. Não precisámos de falar no governo anterior, pois os portugueses já se pronunciaram sobre isso ao eleger uma nova maioria.
Ou seja, o que roubaram já está, o que irresponsavelmente fizeram já passou e venha quem vier e faça o que fizer a nós só nos competirá de novo votar quando a classe politica o entender. A isto poderemos chamar o culto da irresponsabilidade, a que puseram o rótulo de democracia.
Vamos continuar a lutar para que se reveja este sistema politico.
Para aqueles que pretenderem ponderar até que ponto é que algumas medidas anunciadas poderão ou não resultar para o controlo do défice externo, anexamos uma parte do estudo feito por Eugénio Rosa:
Numa altura em que o défice e a divida externa são os problemas mais graves que Portugal enfrenta, privatizar todas empresas publicas, com excepção dos Hospitais EPE, mas mesmo estes pretende-se entregar à gestão privada, como consta do Programa do governo é criar as condições para que aquele défice e aquela divida continuem a aumentar. E para concluir basta ter presente os últimos dados do INE e do Banco de Portugal sobre transferência de riqueza e de rendimentos para o exterior.
O Produto Interno Bruto (PIB) dá-nos o valor de riqueza (novo) criado anualmente no país. O Rendimento Nacional Bruto (RNB) corresponde à riqueza que fica no país, e que todos os anos é distribuída, embora de uma forma muito desigual, pelos portugueses. E segundo o INE, em 1995, o RNB era superior ao valor do PIB em 176 milhões €. A partir desse ano, que corresponde à entrada para U.E., essa situação inverteu-se passando o RNB a ser inferior ao PIB, e com a entrada para a zona Euro em 2000 esta relação agravou-se ainda mais e de tal forma que, em 2010, o Rendimento Nacional Bruto foi inferior ao Produto Interno Bruto em 5.872 milhões €. Produzimos pouco, mas uma parcela desse pouco é ainda transferida para o estrangeiro ficando menos para ser distribuída de uma forma ainda por cima muito desigual em Portugal. Isto determinou que, em 2010 por ex., o PIB por habitante em Portugal (cerca de 67% da média da U.E), era apenas de 16.236 €, mas o RNB era somente de 15.684 € por português.
Uma das causas deste desnatação da reduzida riqueza criada são os gigantes volumes de rendimentos transferidos todos os anos para o estrangeiro. Segundo o Banco de Portugal, só em 3 anos, e em plena crise (2008-2010), a soma dos débitos da Balança de Rendimentos Portuguesa, ou seja, dos rendimentos transferidos para o estrangeiro atingiu 54.987 milhões €, o que determinou que a Balança de Rendimentos de Portugal tenha apresentado, nesse período, um saldo negativo acumulado de 24.562 milhões €. Este saldo negativo representou (contribuiu) em média, neste período, para 42,9% do Saldo negativo da Balança Corrente e de Capital, que é o saldo das relações do nosso País com o exterior, o qual alimenta o endividamento crescente do País, pois Portugal, devido a este saldo negativo, é obrigado todos os anos a pagar ao estrangeiro mais do que recebe. E aquela contribuição negativa da Balança de Rendimentos tem aumentado, pois, entre 2008 e 2010, passou de 36% para 46,9% do saldo da Balança de Transacções.
Uma das causas dos elevados rendimentos transferidos para o estrangeiro são precisamente os lucros e dividendos recebidos por estrangeiros que se apoderaram de empresas ou de partes de capital de empresas portuguesas, nomeadamente de empresas públicas estratégicas que foram privatizadas. Um exemplo concreto conhecido para tornar esta relação mais clara. Uma parcela significativa do lucro extraordinário de mais de 5.000 milhões € que a Portugal Telecom obteve com a venda da empresa brasileira VIVO à espanhola Telefónica, que ainda por cima não pagou impostos ao Estado português, foi distribuído aos accionistas. A prová-lo está o facto de que o dividendo distribuído por acção desta empresa tenha aumentado, entre 2009 e 2010, em 173,9%. E isto apesar da grave crise que o País e a generalidade dos portugueses enfrentam. E como informa ufano o Conselho de Administração da PT no Relatório e Contas de 2010, pág. 92, “A PT tem uma estrutura accionista diversificada, com cerca de dois terços do seu capital social detido por accionistas estrangeiros, essencialmente repartidos entre a Europa, os Estados Unidos e o Reino Unido, que representam aproximadamente 29%, 21% e 13%, respectivamente da base accionista. O mercado Português representa cerca de 36% da base accionista”.
É evidente que uma fatia substancial daqueles lucros distribuídos pela PT, que não pagaram impostos em Portugal, foram transferidos para o estrangeiro agravando ainda mais o défice externo do País.
Apesar desta evidência, Passos Coelho pretende privatizar de tudo que resta do SEE (CTT, ANA, TAP, GALP, EDP, REN, CGD com excepção da parte bancária, CP carga, carreiras com maior procura dos transportes colectivos de Lisboa e do Porto, e as participações que o Estado ainda tem em muitas empresas). A privatização das empresas públicas que restam, para além do Estado perder alavancas importantes de desenvolvimento e lucros, irá contribuir para agravar ainda mais o problema do défice e da divida externa portuguesa, até porque a maioria destas empresas cairão imediatamente em mãos de estrangeiros pois os grupos económicos “nacionais”
estão profundamente endividados.
Tudo isto é motivo para reflexão.
domingo, 26 de junho de 2011
Estado de observação
Passados 15 dias após a indigitação do novo primeiro ministro, alguma coisa pode desde já ser aduzida em seu favor.
Conseguiu que o clima social e a crispação galopante que se faziam sentir, acalmassem.
Conseguiu apresentar uma nova postura e forma de actuação, que correspondem melhor ao estado de penúria em que se encontra o País.
Acima de tudo e talvez o mais representativo, apresentou um governo integrado por algumas "figuras" que muito se destacaram na denuncia das irresponsabilidades e incompetências dos anteriores governantes.
Pela primeira vez em muitos anos, conseguimos pressentir que a actual classe politica começa a ser ultrapassada pelos chamados independentes.
Nesta fase, só nos apraz registar as melhorias verificadas e aguardar a evolução dos acontecimentos.
Seja como for, é com alguma expectativa que vamos seguir a evolução politica do País.
Conseguiu que o clima social e a crispação galopante que se faziam sentir, acalmassem.
Conseguiu apresentar uma nova postura e forma de actuação, que correspondem melhor ao estado de penúria em que se encontra o País.
Acima de tudo e talvez o mais representativo, apresentou um governo integrado por algumas "figuras" que muito se destacaram na denuncia das irresponsabilidades e incompetências dos anteriores governantes.
Pela primeira vez em muitos anos, conseguimos pressentir que a actual classe politica começa a ser ultrapassada pelos chamados independentes.
Nesta fase, só nos apraz registar as melhorias verificadas e aguardar a evolução dos acontecimentos.
Seja como for, é com alguma expectativa que vamos seguir a evolução politica do País.
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