domingo, 23 de outubro de 2011

Encontrem rapidamente solução

O que se passou no BPN não poderá ficar impune ou ser transferido para a responsabilidade de todos os Portugueses.
Vamos ser claros. É um assunto que configura um roubo em larga escala e que não poderemos ser nós a pagar. Há responsáveis e as contas estão identificadas.
Pediram-nos para divuldar e é o que fazemos:
9 7 1 0 5 3 9 9 4 0, 0 9 (NOVE MIL, SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS) A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!
O montante do desvio atribuído a Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas é algo de tão elevado, que só a sua comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.
Com 9.710.539.940,09 (NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....) poderíamos:
Comprar 48 aviões Airbus A380 (o maior avião comercial do mundo).Comprar ; 
16 plantéis de futebol iguais ao do Real Madrid.
Construir 7 TGV de Lisboa a Gaia.
Construir 5 pontes para travessia do Tejo.
Construir 3 aeroportos como o de Alcochete.
Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias 4.850 carrinhas de transporte de valores!
Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.
Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, caberia a cada um cerca de 971.000 Euros !!! Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?! E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!
Pequenina, mesmo muito pequenina, tipo gaiola de galináceos
TALVEZ O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ANÍBAL CAVACO SILVA, QUE TAMBÉM TEVE LUCROS DA SLAN/BPN POSSA OU SAIBA DIZER ALGUMA COISA, A MENOS QUE QUEIRA CONTINUAR CALADO JÁ QUE NUNCA TEM DÚVIDAS E RARAMENTE SE ENGANA !!!

ONDE ESTÃO O PRESIDENTE DA REPUBLICA, OS MINISTROS, DEPUTADOS, JUÍZES, AUTARCAS, ETC. ETC. PARA DEFENDER O NOSSO POVO. ( PORTUGAL ) ?
CONTINUEM A VOTAR NESTA ESCUMALHA TODA, ELES AGRADECEM

É por esta e por outras que não será de forma pacífica que conseguiremos a justiça que já falhou.
Preparem-se e tentem esclarecer essa cambada de trouxas que andam aí de um lado para o outro a fazer figuras de parvos.
ELES NÃO SE IMPORTAM COM AS GREVES GERAIS OU AS MANIFESTAÇÕES DE DESCONTENTAMENTO.
Desde que seja pacífico e que não altere a já tão estafada ESTABILIDADE, não há problema.
Afinal estamos num regime democrático, como SE APRESSAM A RECORDAR-NOS de cada vez que qualquer coisa mexe.
Só que isso não conduz a nada. É pura perda de tempo.

Casos como este, são só por si motivo para REVOLTA NACIONAL.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Indignados

Temos o maior respeito e consideração por todos os que se começam a revoltar contra esta gente manhosa e astuta e que continua infiltrada nos mais diversos sectores do Estado, nas empresas publicas e nos diversos grupos politico-pendentes.
Todos estamos revoltados e sentimos que o rumo do País não segue pelo melhor caminho.
É de facto urgente a contestação a este sistema politico.
Mas não haverá solução de forma pacífica.
Se alguém tiver duvidas, engana-se.
Esta gente não cede e sabe que tem a comunicação social controlada para ir passando as mensagens necessárias para desmobilizar uma contestação mais vasta e forte.
É urgente prender alguns dos principais responsáveis pelo colapso do país. Homens como dias loureiro e sócrates, para só citarmos 2, já deviam estar em prisão preventiva.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Procura-se ! Não lhes daremos tréguas

Mais um que anda fugido. Compreenda-se a razão porque o BPN foi nacionalizado.
Não havia qualquer risco sistémico. Houve sim que proteger e isentar os amigos que tinham créditos concedidos e que até hoje não pagaram. Aliás, estamos nós a pagar e ainda não vimos sequer a abertura de processos para a recuperação desses créditos.
A pouca vergonha e o à vontade desta gente ultrapassa a nossa capacidade de resistência e tolerância.
Leia um pouco da história de mais um dos trastes deste País.

A revista Sábado dedica oito páginas a Duarte Lima, desde o tempo em que, órfão de pai aos 11 anos, ajudava a mãe a vender peixe em Miranda do Douro. À beira de completar 56 anos (Novembro), Duarte Lima tornou-se um homem imensamente rico. A investigação de António José Vilela e Maria Henrique Espada está recheada de detalhes picantes. Na sua casa da Av Visconde de Valmor, em Lisboa, Duarte Lima dava jantares impressionantes, confeccionados in situ por Luís Suspiro; no fim do ágape, o chef vinha à sala explicar aos convidados -- entre outros, Manuel Maria Carrilho, Ricardo Salgado, João Rendeiro, Horácio Roque, Adriano Moreira e José Sócrates -- a génese das suas criações. Ângelo Correia, que o lançou na política em 1981, nunca foi convidado para esses jantares. O andar da Visconde de Valmor foi decorado por Graça Viterbo: a decoradora cobrou 705 mil euros. Quando entrou para a Universidade Católica, graças a uma bolsa que o isentou das propinas, foi ignorado pelos colegas: era pobre, vestia-se mal e vinha da província. Só Margarida Marante se aproximou dele. Duarte Lima oferecia-lhe alheiras confeccionadas pela mãe. Em 1980 já era maestro do coro da Católica. Pacheco Pereira e Santana Lopes assistiam embevecidos aos seus concertos de órgão. O estágio de advocacia foi feito no escritório do socialista José Lamego, então casado com Assunção Esteves, actual presidenta da AR. O primeiro casamento (1982) foi celebrado pelo bispo de Bragança. Em 1983 chegou a deputado e, em 1991, a líder parlamentar e vice-presidente do PSD. Nos anos 1980-90 era das poucas pessoas a quem Cavaco atendia o telefone a qualquer hora. Até que, em 1994, o Indy, então dirigido por Paulo Portas, obrigou o Ministério Público a investigar as suas contas. Demitiu-se de cargos políticos e aguardou a conclusão do processo. Com o assunto arrumado, candidatou-se em 1998 à Distrital de Lisboa do PSD. Ganhou, derrotanto Passos Coelho e Pacheco Pereira. A leucemia afastou-o do cargo. Volta ao Parlamento por dois mandatos: 1999-2002 e 2005-2009. Segundo a revista, Duarte Lima depositou nas suas contas, entre 1986 e 1994, mais de cinco milhões de euros, parte considerável (25%) em cash. É membro da Comissão de Ética do Instituto de Oncologia de Lisboa e fundou a Associação Portuguesa Contra a Leucemia. Agora é o principal suspeito do assassinato de Rosalina Ribeiro.

Nada disto me impressiona, excepto o facto de Duarte Lima ter obtido do BPN, em 2008, pouco antes da nacionalização do banco, um empréstimo de 6,6 milhões de euros, «contraído sem a apresentação de qualquer garantia». O affaire Duarte Lima é um caso de polícia. Mas o affaire BPN, sendo também um caso de polícia, é sobretudo um assunto de Estado. E nenhum jornal ou revista investiu ainda o bastante para o elucidar.

Nota - Está restabelecida a inserção de comentários.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Procuram-se !

Os resultados da irresponsabilidade e incompetência dos governos de Sócrates e respectiva pandilha, estão finalmente bem visíveis.
Se o País ainda tinha duvidas, agora já percebeu.
Acontece que esta gente continua á solta e até está a ser paga pelo erário publico.
Para que não se esqueça repetimos alguns nomes;
josé sócrates
Silva Pereira
Santos Silva
Teixeira dos Santos
António Mendonça
Paulo Campos
Vitor Constâncio
Armando Vara
Pinto Monteiro
Como é evidente poderíamos acrescentar muitos outros que se movem dentro do mesmo circulo.
Continuamos a pensar que enquanto esta gente não for incriminada, o País não conseguirá sair da crise em que está mergulhado.

Isto conduz-nos ás medidas agora anunciadas pelo governo.
Percebemos a necessidade de fundos para responder a compromissos assumidos. Mas.....com franqueza. Não será desta forma que iremos conseguir chegar a bom porto. Penso que pouca gente terá duvidas sobre o agravamento que estas medidads irão produzir na situação económica do País.

O ponto a que chegámos exigia outra postura e outros referenciais de actuação por parte do primeiro ministro. Podemos aceitar que ninguém consegue definir um plano que possa ser considerado como "a grande solução" para a saída da crise.
Mas o que não deixa grandes duvidas é que só com medidas recessivas não se consegue desenvolvimento, pois as receitas de impostos e mercado interno, acabam por diminuir, e o sector importador não tem dimensão para tapar o buraco.

As grandes medidas continuam por anunciar.
Algumas, seriam quanto a nós;
1º A apresentação de um novo modelo de desenvolvimento que pudesse sensibilizar as forças vivas do País e que tivesse por objectivo alcançarem-se novos enquadramentos sociais com uma justiça destribuitiva bem explicada á população e que motivasse uma forte e consistente motivação das forças produtivas.
2ºInformar que o sistema de justiça iria ser totalmente reformulado, começando por demonstrar isso com a entrega á justiça dos principais responsáveis por muitos dos atentados feitos ao património publico.
3º Saírem dos gabinetes e virem para o terreno incentivar e acompanhar novos projectos ou empreendimentos. O País precisa de sentir que os responsáveis descem á terra e compartilham experiências e actividades nos mais diversos sectores. Uma presença dinâmica pode ser das melhores alavancas para a motivação ao empreendadorismo.
Resumindo: O primeiro ministro deixou uma comunicação vazia de esperanças e o País precisa acima de tudo de vislumbrar um novo futuro, mesmo que isso lhe possa custar alguns sacrifícios.
A "seco" é que não.

sábado, 8 de outubro de 2011

Meu deus, porque nos abandonaste ! Não merecemos esta comunicação social.

De vez em quando os ventos de revolta sopram-nos aos ouvidos.
A desgraça instalada e a ausência de responsabilização de culpados faz-nos ferver o sangue quando ouvimos;
A austeridade continua.
Os sacrifícios vão aumentar.
A recessão disparou.
Socrates continua evadido.
Teixeira já dá entrevistas.
Tosco pereira continua a enervar-nos.
2113 vai ser pior que 2012.
2014 vai ser pior que 2013.
2015 vai ser pior que 2012, 2013 e 2014.
A desgraça está instalada.

Perante este panorama sucessivamente confirmado pelas mais diversas entidades, o que é que vemos ?
NADA
Apenas um pobre país de amorfos e incapazes de qualquer reação digna desse nome.
Não é de admirar.
Fomos formatados por séculos de evangelização e convencidos a sermos pobres de espírito.
A grande maioria aceitou o principio e faz demonstração disso mesmo.

Quando novos ventos sopraram, um outro dogma entrou na nossa vida. A democracia.
Agora, o espírito deveria continuar a ser pobre mas orientado para a politica.
O mundo que nos era proposto assentava no desenvolvimento de uma nova classe.
As gentes que a iam integrando eram na sua grande maioria oriundas das classes médias, muitas delas rurais, que viram a oportunidade de conseguirem por esta via ascender aos patamares mais elevados da sociedade.
Depressa perceberam que podiam chegar facilmente aos dinheiros públicos e geri-los como se fosse património dos grupos a que iam pertencendo e com os quais interligaram a classe politica dominante.
Ao longo de 35 anos consumiram a pesada herança que lhes foi oferecida e levaram-nos até à colossal divida que agora pende sobre o País.
Esta gente não merece crédito nem respeito.

É urgente desmantelar todo o sistema politico.
É necessário reformar todo o sistema noticioso.
Tornou-se insuportável ver e ouvir a comunicação social !
Abrem-se os telejornais sempre com as mesmas gentes e os mesmos temas.
A.j. seguro disse esta tarde no norte do País.......
a.j.seguro foi á Madeira......
O primeiro ministro vai........
C. cesar informa......
o presidente da republica avisa....
a comissão politica entende que......
o grupo parlamentar do .....propõe
Isto durante 24 horas por dia.

Como é que este povo não há-de estar embrutecido ! Assim, o seu pobre espírito não poderá ser recuperado.

Sinceramente; temos que esperar até 2015 para deitar esta merda abaixo ?

Nota - Por razões que nos são alheias, não tem sido possível a inserção de comentários. Já verificámos que o mesmo se passa com outros blogues. Vamos averiguar o que é que originou esta situação.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Porque não demitem Pinto Monteiro ?

De facto este homem é um dos principais rostos da ineficácia do sistema judicial e o responsável maior pela cobertura que deu aos desmandos do sr. josé socrates e respetiva camarilha.
A sua inação permitiu que o país se afundasse e estejamos hoje a contas com uma das mais graves crises da nossa história.
O cargo que ocupa é o de suprema magistratura, ou seja, garantir á sociedade a proteção necessária e exigida para que possa funcionar de acordo com a lei e na prossecução da chamada justiça social.
Nada disso se passou e fomos assistindo aos mais diversos atentados ao património e ao sentimento geral da Nação, sem que o senhor procurador tivesse cumprido com aquilo que era sua obrigação.
Atingiu-se o cumulo da irresponsabilidade, quando a meias com outro personagem do sistema mandou destruir as escutas que envolviam josé socrates e os seus comparsas.
A justiça não funciona com este cavalheiro.
Ou antes, este cavalheiro é um entrave ao funcionamento da justiça.

Comprovando a irresponsabilidade demonstrada no cargo que ocupa, eis que agora acordou.
De repente entendeu que é necessário e urgente levantar um inquérito à ação do governo da Madeira.
Aqueles irresponsáveis agravaram o deficit em mais 0,3% !!!!! Senhor Pinto Monteiro. O senhor ridiculariza as funções que desempenha!
Então não sabia disto há já vários anos ?
Então não sabe que os "homens" foram enviando para diversas entidades as informações relativas aos avales que deram aos vários projetos que estavam em execução ?
Será que ninguém sabia fazer contas ?
Bem, como é evidente o senhor sabe de leis e não é obrigado a ter grandes conhecimentos de números.
Mas era uma regra de 3 simples. Qualquer dos seus assessores podia ter dado um jeito nisso.
Mas.....certamente que devia andar distraído com as "coisas" do senhor socrates.
Sabemos que não foi fácil ir aguentando o homem. Mas com franqueza, nada disto era aquilo que se esperava do desempenho de um cargo de tanta responsabilidade !

Então quando "o seu amigo" socrates passou o deficit de 6 para 9% isso não o incomodou ?
Então quando o BPN foi nacionalizado para proteger os créditos de gente do sistema, isso não o incomodou ?
Então quando investidores privados pediram créditos para comprar ações e deram como garantia de pagamento essas mesmas ações, isso não o incomodou ?
Então enquanto escutava as gravações dessa escumalha politica liderada por socrates, isso não o incomodou ?
Bom, se calhar incomodou de tal maneira que a única forma que tinha de os proteger era mandar destruir essas gravações.
O senhor vai me desculpar, mas tenho que ser sincero. A sua figura e a sua ação já nos causa asco.
Esta sua decisão apenas vai servir para "limpar" a irresponsabilidade cometida na Madeira.
O senhor quis apresentar serviço mas apenas revelou incompetência.
E essa irresponsabilidade não é maior nem menor do que aquilo que se passa no restante País.
E é verdade. Basta ver o agravamento dos deficits do governo e das empresas publicas, nestes últimos anos.
Aproveitando mais esta desastrada iniciativa do procurador geral, argumenta já Alberto João Jardim que o deficit da Madeira é igual ao da empresa do metro do Porto. Por exemplo.
E assim, nós ficamos uma vez mais a saber que afinal de contas isto é tudo uma canalhada que tem de forma irresponsável tirado partido da ineficácia do sistema judicial e dos seus principais agentes.
O Sistema de Encobrimento de Políticos Corruptos continua a funcionar na perfeição.
Já agora. O senhor não acha boa ideia mandar fazer um inquérito ás contas da Camara Municipal de Lisboa ? Nós sabemos que está lá um homem do partido socialista e amigo de socrates. Mas... parece que o deficit já atinge numeros preocupantes.
Com os diabos ! Demonstre lá que esta coisa da Madeira não foi apenas para lançar poeira para os olhos.
Não é capaz ?
Está bem. Já sabíamos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O que terá de ser feito

Temos consciência que os problemas do País não se resolvem enquanto não se responsabilizar a classe política pela situação a que se chegou.
Não nos preocupa que ainda não esteja previsto no nosso ordenamento jurídico essa possibilidade de responsabilização criminal. No entanto tudo se pode alterar se houver determinação para se caminhar nesse sentido.
Não podemos é continuar impávidos e serenos perante o conhecimento que existe das enormidades que foram cometidas e continuarmos a ver os responsáveis por isso passarem ao lado das exigências que estão a ser postas á generalidade da população.
A austeridade irá sufocar a capacidade empreendedora que é vital para se tentar recuperar o sistema económico. Tudo o que se está a fazer será pura perda de tempo e de oportunidades, pois o sistema está corrompido e não tem possibilidades de ser recuperado. Com o consumo a diminuir e o desemprego a aumentar, as exportações por muito que possam crescer nunca farão face ao endividamento crescente.
O País está armadilhado pois as suas estruturas funcionais foram concebidas para favorecer a corrupção e o alinhamento da classe politica com os grupos de interesses que se foram instalando.
O País não "mexe" porque tem estado a ser gerido tanto a nível central como nos órgãos intermédios por gente sem experiência de vida e que apenas conhece as estruturas politico partidárias que lhe permitiram chegar até aos cargos que ocupam. O bloqueio mental que muitas vezes verificámos é assustador.
As leis que enquadram as suas funções sempre foram desenhadas para que o País fosse totalmente controlado por políticos irresponsáveis e corruptos.
O acordo com a troica, as exigências do FMI, os planos de austeridade, as previsões macro económicas, etc, tudo nos encaminha para uma única saída. Garantir o actual "status-quo", ou seja exigir que os estados se mantenham interligados ao sistema bancário e financeiro global. Acena-se com a bancarrota, como se ela não existisse já. Dizem-nos que caso não se sigam os planos de recuperação que nos são sugeridos, o cenário traçado para lá da saída do Euro, é a desgraça generalizada. Tudo nos é transmitido como se não haja mais saídas possiveis..
Mas não é verdade.
O país pode recuperar da situação em que se encontra se o actual governo quiser tomar as medidas que se exigem, ou seja cortar naquilo que é inadmíssivel e vergonhoso que se mantenha tal como está montado. Falamos das PPP, o maior embuste financeiro alguma vez posto em prática e que causa uma autêntica sangria nas finanças públicas em favor de muitas das famílias politicas que se foram instalando.
Sobre isto leia-se o texto que nos foi enviado.
Bodo aos ricos
O Estado português chegou à bancarrota porque sucessivos governos andaram a beneficiar amigos, esbanjaram o dinheiro dos nossos impostos e transformaram a política numa megacentral de negócios. O exemplo mais vergonhoso da promiscuidade entre os grupos económicos e o poder político é constituído pelas tristemente célebres parcerias público-privadas (PPP). São disso exemplos alguns hospitais, redes de águas e saneamento, auto-estradas sem custo para o utilizador (Scut), a renovação de escolas através da empresa Parque Escolar ou até o Campus de Justiça, em Lisboa. Neste modelo de negócio (ou melhor, negociata), os riscos correm sempre por conta do Estado, mas os lucros são garantidos aos privados através de rendas pagas ao longo de décadas. As PPP constituíram um verdadeiro ‘bodo aos... ricos’ e hipotecaram de forma criminosa os impostos de várias gerações.
Não por acaso, muitos dos políticos dos diversos partidos, que promoveram as negociações em nome do Estado, integram agora os órgãos sociais dos concessionários reiteradamente beneficiados. Urge pois promover uma renegociação global destas parcerias. Até porque este é um compromisso previsto no memorando de entendimento assinado com a troika que alguns tentam agora fazer esquecer ou até boicotam. Para cada caso, deve comparar-se o valor consolidado de todas as rendas vencidas e vincendas com essoutro que resulte duma avaliação independente do real valor das infra-estruturas. A conclusão desta confrontação obrigará a que as rendas pagas aos concessionários sejam reduzidas para menos de metade. Não é admissível que se mantenham as garantias de rentabilidade dos valores escandalosos actualmente praticados, em regra superiores a 14%. Com uma atitude determinada, o governo poderá mesmo obter uma poupança estimada em mais de dois mil milhões de euros por ano. É este o tipo de cortes na despesa do Estado que se impõe, que afectem, de forma drástica, os beneficiários dessa verdadeira extorsão ao povo que são as PPP. Não é admissível que, na hora de poupar, sejam sacrificados os mais humildes, enquanto os grupos económicos que mais têm vivido da manjedoura do Estado parecem ficar impunes.
Paulo Morais
É exactamente isto.
Afinal até pode ser simples darmos inicio á recuperação das finanças públicas. Só é necessária a nossa determinação para obrigar a classe politica a assumir as suas responsabilidades.
E se não for a bem, terá que ser a mal.
Onde é que estão os homens deste País ?