terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ao ponto a que chegamos

Veja-se, como se fazem leis neste País de palermas sentados.
O texto é extenso mas vale a pena apreciar mais uma das possiveis extorsões que vem a caminho.
Obrigado a quem produziu este documento.
Pena Antecipada sobre Crime Potencial.
Foi recentemente apresentado na Assembleia da República o Projeto de Lei 118/2011. É uma lei feita por pessoas relacionadas com um lobby e que pretende obter uma renda através de uma lei iníqua. É uma lei que parte do princípio que somos todos culpados, mesmo com prova em contrário. É uma lei absurda mas que curiosamente, conta com o apoio de todos os partidos.
A história começa em 1998, era então Ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho. Carrilho abriu uma porta: os artistas deveriam ser ressarcidos porque são artistas. Ser autor é suficiente para ter direito a uma renda. E por isso, o Artigo 2º do DL 68/98 estabelece que:.“No preço de venda ao público de todos e quaisquer aparelhos mecânicos, químicos, electrónicos ou outros que permitam a fixação e reprodução de obras e, bem assim, de todos e quaisquer suportes materiais virgens analógicos das fixações e reproduções que por qualquer desses meios possam obter-se incluir-se-á uma quantia destinada a beneficiar os autores, os artistas intérpretes ou executantes, os editores, os produtores fonográficos e os videográficos.”.

A partir desta altura, cada vez que alguém em Portugal comprava uma velhinha cassete áudio ou vídeo, um rolo fotográfico, ou um CD ou DVD gravável, uma câmara de vídeo, ou qualquer coisa aparentada, 3% deveria ia diretamente para as organizações representantes dos autores, independentemente da utilização que lhe seria dada, em nome dos direitos de autor que seriam devidos se o suporte fosse utilizado ilegalmente.
Em 2004 a lei foi revista. Com os CD-R a preço de nada e o princípio do fim das fitas analógicas era preciso sacar os euros de maneira mais eficaz. O primeiro ministro era outro amante dos artistas, Pedro Santana Lopes.
O preço a pagar pelo potencial de pirataria passou a ser de 5 cêntimos por cada CD-R Data, 13 cêntimos por cada CD-R áudio, 19 cêntimos por cada CD-RW, por aí fora. Imposto, mais IVA. O legislador não se esqueceu de coisas tão inúteis por essa altura como os Minidiscs, ou os quase inexistentes DVD-RAM. Mais uma vez, não interessava a utilização que seria dada ao suporte. Paga sempre.
Tudo estaria bem, não fosse a tecnologia avançar mais depressa do que os inventores de impostos conseguem trabalhar. E, para cúmulo, dá-se o caso da SPA estar falida. Segundo as contas de 2010, a Situação Líquida da Sociedade Portuguesa de Autores é negativa em quase 9 milhões de euros.
O lobby dos autores juntou-se novamente e criou uma nova lei da cópia privada. E como são espertos, fizeram uma lei que ainda os beneficia mais – aos próprios, os autores, os que recebem – em prejuízo de toda a população, “culpados” e “inocentes” que pagam muito mais, sem distinção. Os autores artistas não são tolos na arte do repartir. Têm arte.
Era preciso encontrar mais coisas para tarifar e números bem maiores, para recuperar a situação financeira da SPA. A regra é simples: todos os consumidores têm que pagar aos autores, balúrdios e milhões.
E então, o que vai ser? Para evitar confusões, não chamam taxas às taxas, nem impostos ao imposto. São tudo “compensações”.
Começemos pelas impressoras. Uma vez que quem compra uma impressora pode, eventualmente, utilizá-la para imprimir material sujeito a direitos de autor, pelo sim, pelo não, paga logo a taxa, digo, o imposto, corrijo, a “compensação”. Quer use, quer não use. E não é uma taxa pequena. Uma impressora simples de jacto de tinta paga 7,95€+IVA, mais 13€+IVA se apenas fizer 9 páginas por minuto. A impressora mais barata à venda no mercado incluirá um imposto/taxa/compensação de 20,95€ + IVA para pagar aos autores. Mesmo que seja usada apenas para imprimir facturas numa micro-empresa. Mesmo que seja usada apenas para imprimir fotografias do próprio consumidor.
Se a impressora fizer 10 páginas por minuto de velocidade de cópia, o roubo atinge o absurdo valor de 135,65 € (7,95+127,70) + IVA. A única classificação possível para uma coisa destas é extorsão.

O Projecto lei continua com um conjunto impressionante de taxas/impostos/compensações sobre tudo aquilo que se lembraram nos “brainstormings”. Por exemplo, querem cobrar 4€ por cada aparelho que permita gravar CD/DVD, 5 cêntimos por cada CD-R (5 euros numa caixa de 100). Também não se esqueceram dos cartões de memória, dos iPods e dos telemóveis – 50 cêntimos por GB de armazenamento. Por cada iPod 160 Gb, os autores querem receber a módica quantia de 80 euros – um imposto de mais de 40% sobre o preço de venda.
Falta a mina de ouro. O tesouro que vai resolver o problema financeiro da SPA: os discos rígidos. Diz o Projecto Lei que os consumidores que adquirirem Discos Rígidos, terão que pagar 2 cêntimos por Gigabyte para o primeiro Terabyte e 2,5 cêntimos por Gigabyte daí em diante. Um disco de 1 TB que custe hoje cerca de 80€, passaria a custar mais 25,2€ – um aumento de 30%. Um disco de 2TB que se venda por 119€, passará a custar mais 57,98€ – um aumento de 49%. Contando com a velocidade a que a capacidade dos discos rígidos avançam todos os anos, a lei está aí para reclamar mais 25,6€ + IVA por cada terabyte adicional. Daqui a 5 anos, será expectável que um disco de 5 TB não custe mais de 100 euros – e por esse disco a ‘compensação’ seria de 152 euros. Espertos.
E o que se propõe para as empresas, que compram estes aparelhos por razões exclusivamente profissionais e que são os principais consumidores de terabytes? Pagam na mesma. Uma média empresa que um ano compre 20TB para os seus servers de contabilidade, e-mail, dados de negócio, paga 500€, mais o que paga pelas impressoras, CDs, Pens USB, telemóveis, tudo. Uma empresa de vídeo-vigilância que registe imagens de milhares de câmaras, pagará milhares de euros. Se a PT comprasse em Portugal os 30 Petabytes que anuncia para a Covilhã, pagaria aos ‘autores’ de uma só vez quase 800.000 euros. Só há isenção para empresas de produção audiovisual – os próprios – ou empresas que ajudem deficientes – querem parecer bonzinhos.

Para os que vendem os equipamentos ou suportes, a lei reserva um inferno burocrático. A lei estabelece a “responsabilidade solidária pelo pagamento da remuneração de distribuidores, grossistas e retalhistas, adquirentes sucessivos para venda ao público dos equipamentos, aparelhos e suportes, salvo se provarem que procederam ao respectivo pagamento”. Explique-se o que eles querem: se o Zé da Loja não pagar, paga quem forneceu o Zé da Loja – mesmo que esse fornecedor não tenha recebido a compensação do consumidor final… Mas como é que isto pode ser legal? Esta gente droga-se? (provavelmente, alguns são artistas.)
Mas não fica por aqui. Para controlar tudo, cria-se um dantesco labirinto declarativo, em que toda a gente, distribuidores, grossistas e retalhistas – são milhares – tem que confessar à IGAC (Inspecção-Geral das Actividades Culturais) tudo o que vende, a quem vende, por quanto vendeu, quantos terabytes, quantos CDs, quantos telemóveis e de que modelo, quantas máquinas fotográficas, quantas impressoras e quanto pesa cada uma – sim, têm que declarar o peso – tudo para que o IGAC, de repente convertido em pidesco colaborador de impostos, controle toda a coisa e ninguém escape impune – e se uns não pagaram, pagam os outros.
Isto é simplesmente, pornográfico. É uma enorme carga burocrática e financeira que destrói um imenso valor à economia, para que milhões de euros – muitos milhões – todos os anos mudem de mãos, de toda a sociedade para um grupo rentista que pretende enriquecer sem causa própria.

Esta lei é um insulto à inteligência de todos. Quem compra um disco rígido, ou uma impressora poderá, eventualmente, utilizar o artigo adquirido para cópias ilegais. Logo, tem que pagar. Se o crime pode ser cometido, a pena é aplicada por antecipação.
Somos todos criminosos, mesmo com prova em contrário.
Que os interessados no roubo proponham um absurdo destes, compreende-se. A ver se passa. Querem ganhar dinheiro à sombra da lei. Que alguém pegue nesta velhacaria e a proponha na Assembleia da República, pode parecer bem mais estranho. Mas não. Foi fácil. O lobby encontrou na Artista Ministra Canavilhas um veículo de transmissão dos seus interesses particulares e em nome do Partido Socialista apresentaram a lei de extorsão dos consumidores. Diz a agora ex-Ministra Canavilhas e, não vale rir, que a lei é um incentivo à economia. Como meia dúzia de países fizeram iniquidades parecidas, usam-nos como exemplo para impingir o mesmo em Portugal.
O que dizem os outros partidos a esta absurda inversão da racionalidade, a esta proposta de extorsão legalizada?

.O PSD diz que a lei é uma boa base mas “as taxas fixas não dão garantia de uma verdadeira compensação aos titulares de direito de autor“. Querem mais.
O PCP, através do deputado João Oliveira, mostrou-se “genericamente” de acordo com o diploma socialista que, no entanto, “peca por tardio”. O Bloco de Esquerda também lamenta que o projeto de lei só seja apresentado agora. Para os dois partidos comunistas, a extorsão devia ter começado antes.
O CDS-PP, através da deputada Teresa Anjinho, o diploma socialista “propõe alterações positivas” à lei. Anjinha.
5 em 5. Fazem o pleno. Até agora, apenas o deputado do PP Michael Seufert disse claramente no Twitter que não votaria favoravelmente esta lei.
A luta contra esta lei tem estado concentrada na Internet, principalmente nos blogues Jonasnuts e Aventar. Ficarei atento ao sentido de voto e, principalmente, às posições públicas dos deputados liberais em quem confio: Adolfo Mesquita Nunes e Carlos Abreu Amorim. Principalmente às posições públicas que ainda não tomaram. Aguardo.
Já expulsámos as SGPS para a Holanda. Agora expulsamos os fornecedores de Discos Rígidos para o Reino Unido. Se isto passar sintam-se todos livres para piratear tudo. Já pagaram o imposto antes. E valha-nos a Amazon – entregas gratuitas para Portugal a partir do Reino Unido. Zero para a SPA, 0% de IVA para Portugal, tudo para Sua Majestade.

Entretanto não se esqueça de j.socrates.
31.073 já assinaram a petição.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Pelos olhos dos outros

O nosso amigo Zé Muacho enviou-nos esta oportuna análise do exterior.  Um artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo, a ler com olhos de ler.
"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.
Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.
A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário.
Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.
Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade. À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.

Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.
Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda.
Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.

Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios.
Jacques Amaury

Entretanto não se esqueça que temos uma obrigação a cumprir.
Levar a julgamento aqueles que trairam o País. Comecemos por j.socrates.
Divulguem, por favor.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288
Estamos nas 30.670 assinaturas. São precisas pelo menos 35.000.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

É POR ESTA E POR OUTRAS

Cada vez mais nos convencemos que a escumalha socialista, acompanhada por muitos psddeveria ser irradiada da cena politica nacional.
Estes IRRESPONSÁVEIS, CORRUPTOS  e INCOMPETENTES têm de responder pelos crimes de lesa pátria que foram cometendo.
Comecemos pelo canalha-mor.
A petição para o seu julgamento, ás 10 h e 40 m de hoje, já ía em 30.574 assinaturas.
Divulgue o máximo possivel.
Exija o julgamento de José socrates. Com ele irá grande parte da escumalha que enxameia este País.

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288

Reparem agora como os socialistas continuam o trabalho de demolição que desde há muito vêm executando e que cada vez mais nos irá conduzir para a pobreza galopante que nos aguarda para os próximos tempos.
O trabalho de sapa dos socialistas a par da politica inconsistente e desajustada do actual governo já nos traçaram o futuro. A menos que a própria desgraça nos faça acordar do pesadelo.
Vejamos o que escreve este nosso amigo que se encontra na Alemanha.

EMIGRANTES - O MEU PARTIDO É PORTUGAL
Boicote do Envio de Remessas de Emigrantes – Um Apelo ao Gosto mediático mas infeliz
"Osnabrück Não Desiste" surgiu, como protesto contra o encerramento do respectivo vice-consulado a efectuar-se a 13 de Janeiro. Ultimamente veio para a arena política com uma campanha que apela ao bloqueio de envio de remessas para Portugal. "Nantes não desiste" seguiu nas suas pegadas. Esta é uma reacção contra os cortes do governo efectuados nos postos consulares e no ensino.
Recomendar que se envie ou deixe de enviar dinheiro para Portugal é problemático, porque em toda a parte o dinheiro pode ser investido de forma produtiva ou de forma estéril e com esta iniciativa não se ajudam os portugueses nem Portugal.
Iniciar assim uma forma de campanha contra o Governo também não convence por instrumentalizar partidariamente um tema a favor da oposição, quando governo e oposição, no fundo, nunca tomaram a sério os emigrantes. Em nome de interesses parciais vai-se contra o todo. O factor/tema económico migrante tornar-se-ia relevante se integrado numa política estruturada de fomento regional.
A emigração sempre foi uma chaga aberta na nação. Foi sempre uma fonte lucrativa para o Estado para assim poder equilibrar o seu orçamento e, ao mesmo tempo, um meio de fomento gratuito/espontâneo das regiões do interior e uma maneira de não deixar cair muitas famílias na miséria.

"Osnabrück Não Desiste" fundamenta a sua iniciativa afirmando: "Quando o nosso país, a nossa pátria, nos vira as costas, vemo-nos forçados a fazer o mesmo, não enviando dinheiro para Portugal, não investindo em Portugal". Este apelo é demagógico e partidário. O nosso país, a nossa pátria não se pode identificar com o programa dum governo nem com os interesses duma oposição em combatê-lo. Governo e oposição são Portugal, numa perspectiva de terra livre de coutadas. (O PS deveria distanciar-se desta campanha organizada em cima dos joelhos por membros seus).
Sim, o meu partido é Portugal e o seu povo também. Portugal e os cidadãos têm andado demasiadamente preocupados com problemas de estômago e de vaidade para poderem estar atentos à sua missão histórica. Perderam-na de vista com o enterro de Camões.

Não seria legítimo reduzir os emigrantes a portugueses de desobriga nem utilizá-los para fins escuros.
O economista Pascoal de Lima, referindo-se à iniciativa de os portugueses emigrantes boicotarem o envio de remessas para Portugal diz: "É claro que pode ter um efeito teórico, e sobretudo a três níveis: aumentaria a pobreza, diminuiria o bem-estar das famílias e teria impacto na redistribuição das riquezas no país; representaria uma diminuição do crescimento, do emprego e da produtividade do trabalho e do capital; e pioraria a situação do défice da balança comercial portuguesa".
De facto, os emigrantes/lusodescendentes, em 2010 enviaram para Portugal 2.400 milhões de Euros. Os emigrantes portugueses da Alemanha, de momento 114.552, enviaram 120 milhões de Euros; o valor das remessas da França, com um milhão de portugueses, foi cerca de 180 milhões de euros.

Um sistema que produz emigrantes nunca é favorável ao emigrante. A má consciência nacional quer esquecê-los e o consequente sentimento de culpa quer desprezá-los. Aqueles que saem são estigmatizados por uma inércia comodista que não tem nem faz por ter. A emigração, num país, já com valores mínimos de natalidade na Europa, fomenta a entropia, a inveja e o ressentimento. A emigração também tem contribuído, em Portugal, para o fomento dum espírito civil rotineiro, acomodado e oportunista. Ela condiz à letargia da nação que, em vez de se habituar a encarar os problemas de frente, foge deles, vivendo do subterfúgio. De facto, ao sair do país o potencial contestador dinâmico que criaria um clima de protesto contra as instituições estatais, evita-se a insurreição e propaga-se a acalmia. A força renovadora e crítica que poderia surgir da insatisfação dissolve-se no tubo de escape da nação que é a emigração.
A ostentação do dinheiro dos migrantes e a experiência acrescentada que trazem, da maior intervenção cívica dos países onde trabalham e da maior correcção cívica de instituições sociais e jurídicas, leva-os, quando estão de férias, a criticar um status quo que se sente provocado e se quer aceite. Isto acirra a inveja nos que ficam e conduz a uma agressão latente que se traduz num ignorá-los nos meios de comunicação social, interessados, quando muito, em histórias de coitadinhos.

A administração pública portuguesa, embora uma das mais modernas no mundo, a nível de dados e de serviços computadorizados, continua com um funcionalismo frequentemente antiquado, a nível de mentalidade. O senhor licenciado que tem cargo é o senhor doutor e o outro que se encontra do outro lado do balcão é frequentemente reduzido a cliente ignorante que se procura despachar mas não servir.
Muitas repartições públicas ainda funcionam como um sistema a fundos perdidos. O “sistema dos amigos, e da companhia limitada dos camaradas” emperra o sistema.

É a lei do progresso na continuidade: a máquina do poder instituído em Portugal, antigamente, favorecia a burguesia; a partir da República favorece os parasitas e os oportunos. Antigamente, viam-se obrigados a sair, os pobres e os voluntariosos, hoje, o que é mais grave, são obrigados a sair também os académicos.
A situação de Portugal é tão séria que não será possível levantar-se sozinho dum pântano financeiro em que os crocodilos se encontram por todo o lado à cuca. Interessante seria se todas as comunidades portuguesas na Alemanha e na França levantassem a sua voz perante a opinião pública dos respectivos países solicitando que invistam em Portugal. Só o investimento estrangeiro poderá tornar-se numa medida racional que evite a bancarrota dos estados da periferia. Todas as outras medidas podem revelar-se num atentado à democracia.
António da Cunha Duarte Justo

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um País que tresanda a pivete

Este artigo merece ser aqui reproduzido.
Até porque fala de Alexandre O'Neill, Eça de Queiroz e até de George Orwel. As mentes mais exigentes do ponto de vista intelectual, ficarão satisfeitas após a sua leitura.
O titulo não é bonito mas é este;
Esta “piolheira” de nome Portugal
Eça dizia que Portugal era “um sítio” ligeiramente diferente da Lapónia, que nem sítio era.
O rei D. Carlos achava Portugal “uma piolheira”, “um país de bananas governado por sacanas"
 Alexandre O’Neill referia-se-lhe como “três sílabas de plástico, que era mais barato”, “um país engravatado todo o ano / e a assoar-se na gravata por engano.”
Um sítio, uma piolheira, três sílabas de plástico – a síntese perfeita do esplendor da pátria.
“No sumapau seboso da terceira / contigo viajei, ó país por lavar / aturei-te o arroto, o pivete, a coceira / a conversa pancrácia e o jeito alvar” (O’Neill).
Arroto, pivete, coceira, conversa pancrácia, jeito alvar. Assim continua a ser Portugal.
Um país de juízes confessadamente incompetentes. Exemplos?
O processo dos CTT que envolve o ex-presidente Carlos Horta e Costa – um juiz de Lisboa declarou-se incompetente para o julgar e remeteu-o para Coimbra onde uma juíza se declarou igualmente incompetente!
O processo TagusPark, nascido de uma certidão extraída do Face Oculta – um juiz da 8ª Vara Criminal de Lisboa declarou-se incompetente e vai mandar o processo para Aveiro onde, é suposto, se revele publicamente a auto-incompetência de qualquer outro “meritíssimo”, passe a ironia que o adjectivo explicita.
Ainda em Lisboa, dois juízes de diferentes varas declararam-se incompetentes para apreciar o processo contra três administradores da empresa gestora dos bairros sociais, a Gebalis! O julgamento do processo-crime do BCP foi adiado sine die, provavelmente à espera de um juiz que, finalmente, se possa considerar competente. Que fazem nos tribunais juízes que confessam a sua própria incompetência? Afinal de contas, uma parte dos nossos “meritíssimos” apenas se revela em toda a sua competência nos julgamentos de “pilha-galinhas” ou quando apanha um desgraçado que, famélico, tropece num pacote de bolachas que lhe cai inadvertidamente no bolso num supermercado qualquer! Pena pesada no lombo do “criminoso”, exemplo que fica como uma espécie de compensação para a incompetência declarada em julgamentos de processos de crime económico! E não há remédio senão suportar este “pivete”, este “arroto” permanente de uma justiça ao nível desta “piolheira” lusíada. Desta “piolheira” lusíada governada por “sacanas” a praticar uma política demencial.
O Gasparinho das finanças, por exemplo, que afirma numa entrevista ao Expresso: “Não sou nem nunca fui um banqueiro central. Caracterizar-me-ia como um bancário central”!! Esta espécie de “mr. Bean” do governo parece-me um alter-ego de Armando Vara, com um percurso político a evoluir de uma forma similar à do génio socialista que, como é sabido, começou como bancário, ao balcão de uma agência da CGD, e acabou a banqueiro, no Conselho de Administração.
O Gasparinho ainda vai na fase do bancário. Não tardará muito (basta-lhe sair do governo, como é costume) e chegará a banqueiro. E pode até acabar mesmo a trocar robalos por alheiras!
E o Álvaro da Economia? Que “passou a vida” entre cangurus no Canadá e que deve ter sido convencido, provavelmente pela economia de um deles, que, aumentando as horas de trabalho para os trabalhadores no activo, conseguiria reduzir o desemprego! Permitam-me que exprima aqui sérias reservas a propósito da sanidade mental do… canguru inspirador.
E Passos Coelho? O que terá levado um ex-jotinha sem currículo, sem cultura, sem uma só ideia para o país, sem uma única solução para nos tirar da crise, a desejar ser primeiro-ministro?
A resposta só pode ser uma – os seus “quinze minutinhos” de fama. Ao nível de um qualquer candidato a “estripador de Lisboa” ou a entrar na “Casa dos Segredos”, muito provavelmente a única “vacaria” do país onde se “ordenham bois”. Que me desculpem a grosseria imagística que me ocorreu tão só porque li que uma das concorrentes masturbara um daqueles grunhos enquanto os outros foçavam, grunhindo sobre os pratos!
É este o “país por lavar” a exalar um “pivete” que tresanda e que pode levar a um desejo incontido de fugir desta atmosfera fétida, deste “sítio” miserável, sem esperança e sem futuro. Mas jamais as palavras criminosas de Passos Coelho incitando a uma emigração forçada, que apenas comprovam o seu raquitismo mental. Enfim um “país” indigente, dirigido por uma “colecção grotesca de bestas”, para utilizar uma feliz síntese queirosiana. “E, de repente, ninguém resmungou com a sua ração. As quezílias e a inveja, que eram coisas normais do passado, quase que desapareceram”, escreveu George Orwell no “Triunfo dos Porcos”, ironizando sobre a passividade humana. Esta “glorificação da inércia” que nos anestesia a todos e que leva os portugueses a aceitarem passiva e reverentemente a “ração” que lhes dão por esmola, esquecendo aquelas que criminosamente lhes tiram. E que escrevem mensagens de Natal como esta: “Nestes tempos difíceis que atravessamos, como se fossem rios medonhos e perigosos de tão revoltos, a solidariedade deve ser vista como a mãe de todos os portugueses.” Que merda de gente! Que filho da puta de país!
Luís Manuel Cunha in Jornal de Barcelos de 28 de Dezembro de 2011.

Petição para julgar o CANALHA-MOR, já ultrapassou as 30.000 assinaturas!!!!
Por favor, divulgue.
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

É preciso julgar o CANALHA

Chegou a altura de se fazer alguma coisa de concreto.
Para isso poderá servir a PETIÇÃO PÚBLICA já posta a circular e que pretende levar josé socrates a julgamento.
Pensamos que o tema merece a concordância quase geral. A excepção encontra-se na escumalha politica que o continua a encobrir e proteger. 
No entanto, com um numero significativo de assinaturas, iremos obrigar o parlamento a analisar esta situação e ao mesmo tempo trazer a debate publico o tema da responsabilização de quem afundou o País e vive sossegadamente no estrangeiro.
Este caso não pode morrer no esquecimento.
Temos que contrariar os interesses instalados que conduziram o País á bancarrota.
Como é que poderemos fazer uma difusão massiva desta petição ?
Todos os que acharem que vale a pena o esforço, poderão pelos meios e conhecimentos que dispõem, fazer com que a mensagem circule o máximo possível nas diversas redes sociais. 
Não devemos perder esta oportunidade de manter vivo este assunto.
Mãos à obra !
Assinem a petição
Divulguem o máximo possível
"Petição Para julgar em tribunal o eng. José Sócrates por gestão danosa dos dinheiros públicos!"

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288

Nota - o titulo de engº é lamentável. Nem senhor merece.

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 a caminho da China

Agora que estamos a caminho de ser a pequena China Europeia, começa a ser tempo de irmos tendo saudades dos tempos em que fomos uma nação valente, imortal e independente.
A cabeça já está no cepo e a data que ficará para a história será 2011. O nosso destino está praticamente traçado.
A perda de identidade vai ser um dos legados que iremos deixar ás novas gerações.
Isto a propósito e por causa das "três gargantas" que são fundas e distantes.
Os capitais não têm rosto, é certo, mas os seus detentores têm e sabem onde querem chegar.
A satisfação incontida dos governantes e a estupidez da comunicação social que os suporta, não conseguiram ainda entender até onde é que nos irá conduzir esta situação.
Note-se bem. Os chineses têm um "mamar doce" que lhes irá permitir chegar, sem conflitos nem pressões, a ter a "ponta de lança" que lhes faltava na Europa.
Que melhor poderiam desejar que um pequeno país falido e dominado por uma classe politica deprimente e sem qualquer visão estratégica.
A satisfação dos chineses é de tal forma notória que até consideram que o negócio foi feito bastante abaixo do valor da empresa.
Da empresa ?
Eles sabem que pagaram apenas a primeira prestação pela compra de um País.
A nós em particular pouco ou nada nos incomoda. Até pelo contrário. Temos duas filhas que falam chinês e dois netos que para lá de falarem também escrevem. Por nós, podem vir.
Dos vários envolvimentos que tivemos com chineses, com apenas uma excepção, só poderemos congratular-nos em todos os aspetos.
Aquilo que lamentamos vivamente é a incompetência e a falta de discernimento de muitos dos governadores e outros dirigentes que foram passando por Macau. Esses sim, foram e são os responsáveis pela perda de oportunidades e consequente chegada á situação em que nos encontramos e que nos leva a aceitar de joelhos aquilo que poderia ter sido obtido de olhos nos olhos.
Mas não. Tanto lá como cá esta classe de oportunistas políticos que foram enchameando o estado, só tiveram em conta os interesses pessoais e dos grupos em que se integram.
A morte do País têm responsáveis conhecidos e identificados. Para lá de merecerem o nosso desprezo exigem cada vez mais a nossa determinação em lutar contra esta tentativa de se esquecer o passado e garantir assim a impunidade a quem traiu e tramou o País.

Neste ano que agora começa, desejamos muito sinceramente que à falta de boas noticias se possa pelo menos começar a vislumbrar formas de combate à impunidade estabelecida pela escumalha politica que ao longo dos anos se apoderou do País.
O nosso abraço para todos.
Carlos Luis

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A divina aliança

Só poderia ser entre a miséria e o obscurantismo e nada mais poderia gerar que um produto amorfo e sem consistência sólida que se chama Portugal. Esta tem sido a fórmula seguida desde há muitos séculos.
Primeiro e ainda presentes, as religiões foram o seu sustentáculo. Depois e de forma subrepticia tem sido aproveitada pelas novas classes que se foram desenvolvendo.

A massa humana resultante deste caldeamento e que se expressa em termos de Povo, fez emergir uma sociedade "fermentada" e susceptível de fácil utilização pelo novo clero dominante e agora intitulado de classe politica.
O antigo clero prometia e ainda promete o céu a troco de muitos sacrifícios e bastante fé. Os actuais utilizam exactamente a mesma fórmula. Apenas trocam o céu por futuro e normalmente acrescentam, melhor.
Assim não nos podemos admirar de ver um Povo submisso e que continua de joelhos perante a infâmia, a desgraça, o servilismo, a mentira, o roubo, a corrupção.
Tudo isto é aceite sem um queixume e se o fazem é de forma contida e controlada pois disseram-lhes e convenceram-nos que a ESTABILIDADE é um bem essencial para o nosso desenvolvimento. Eles acreditam e respeitam.
Este poder Politico / Divino tem mesmo "sacerdotes" auxiliares habilmente moldados a partir da mesma massa, com ela consusbtancial á origem, de forma a garantir que os cânticos da nova alvorada não sejam comprometidos por algumas franjas mais instáveis que por vezes lhes estragam as procissões.

A dificuldade maior que sentimos é sabermos que é neste Povo que vivemos e que será aqui que entregamos a nossa alma. Isso custa-nos bastante pois não temos os mesmos sentimentos, nem gostamos desta sociedade, nem desta classe politica, nem destes "sacerdotes" menores vulgo sindicalistas. Todos em conjunto nada mais fazem que contribuir para a desgraça deste País.
A continuar assim somos apenas cordeiros guardados para as festividades pascais. É verdade.
Vamos acabar por ser imolados com um sorriso imbecil nas faces.
Ás vezes apetece-nos gritar ! ACORDEM SEUS IMBECIS.
Certamente alguns recordam-se daquela parábola no templo em que Cristo quis correr com os vendilhões.
Quase que garanto que se o mesmo Cristo agora cá viesse - e isso até pode acontecer com os preços baixos das Low-cost - diria algo semelhante só que actualizado ao tempo presente e poderíamos talvez ouvir;
Palavra do senhor:
Acordem irmãos, cuidado com os vendilhões da politica que usam bancos para vos extorquir o dinheiro - estava a lembrar-se do BPN -, fazem fortunas que colocam no estrangeiro e vocês é que têm que trabalhar o resto da vida para pagarem as dividas que eles deixaram e aceitam isso sem se manifestarem, sem mandarem prender os políticos responsáveis, sem arremessarem pedras e outros materiais, sem uma manifestação de raiva perante o despudor dominante ?
Abram os ouvidos e a mente.
Vocês vão passar fome e não batem em ninguém ?
A vossa desgraça está a ser felicidade de muita gente e vocês não percebem ?
E não partem nada ?
Não me venham com a história de já terem queimado uns pórticos na A23.
Isso não é nada. Façam-se homens. Vão é procurar quem os mandou lá por e prendam-nos. E confisquem-lhes os bens. A eles e a quem negociou as scuts e as parcerias publico privadas. Prendam-nos. Recuperem o vosso País antes que seja tarde.
Palavras de Cristo na homilia aos Portugueses.
Perante isto nada mais será preciso acrescentar.