domingo, 12 de fevereiro de 2012

Estado em Desenvolvimento ?

A conjuntura mundial, o desfasamento entre as economias e a politica, a dependência dos mercados financeiros, a gestão dos recursos disponíveis e a cada vez maior inter relação do risco empresarial face ás expectativas e exigências de equidade colocadas pelo fator trabalho, irão determinar as linhas de pensamento que irão servir de guia para o desenvolvimento dos futuros regimes políticos.

O que está a falhar agora, tem a ver com o desfasamento entre o conceito e o funcionamento da economia assente num suporte intermédio excessivo ( Banca e Bolsa ), com uma relativa desvalorização da componente trabalho que já nada tem a ver com os modelos do século passado e que levaram à perda da noção de responsabilidade empresarial.
Muita da energia que sustentou grande parte da história do crescimento das economias modernas perdeu-se. Hoje existe um "gap" enorme entre as expectativas individuais e aquilo que a estratégia politica pode oferecer em termos de oportunidades de desenvolvimento.
A forma e a atitude individual entraram em falência.
As próprias ideologias que ainda sustentam os slogans políticos, já vêm do século XVIII.
Vivemos assim numa época de transição que terá fatalmente que conduzir a novas formas de organização social e económica.
Desde há muitos anos que defendemos um conceito de empresa que equilibre as relações entre capital e trabalho. Dada a extensão do tema não é possível desenvolve-lo num texto de blogue. Nada impede no entanto que se afirme, que por todas as razões, será aconselhável que o sentimento de realização e compromisso possa ser alargado de igual forma a patrões e empregados. As vantagens  são de tal monta que temos dificuldades em perceber porque é que não se avançou já nesta direção. Não basta falar em economia social. Isso é apenas mais um slogan tanto ao gosto da escumalha socialista.

Entretanto continuam a surgir os apelos ao empreendadorismo.
Retirando o facto de ser mais um balão de oxigénio para alguns que vão ficando sem perspectivas de vida, nada de substancial ou com interesse irá resultar. Estas iniciativas vão surgindo de gente que pouco ou nada sabe da realidade "concreta" que é o País.
Ao dizermos isto, é porque aquilo que sempre fomos, foi sermos empreendedores.
Por esse facto, conhecemos por dentro a mediocridade da classe politica que há tantos anos vem defraudando as expectativas de muitos daqueles que pensaram que em Abril tinha nascido uma flor. Ou uma esperança. Ou uma sociedade mais justa.
A verdade é que nunca tão poucos enganaram tanta gente.
Nasceu de facto uma nova sociedade, só que com gente corrupta, sem ética nem responsabilidade.
O País pouco se desenvolveu devido a este ciclo de gente pouco séria.
Dentro das nossas possibilidades, tudo fizemos para correr com socrates e a escumalha socialista que o acompanhava.
E conseguiu-se.
Em resultado das ultimas eleições  depositámos alguma esperança em Álvaro Santos Pereira, pois seguíamos o blogue Desmitos que na altura era uma das referências na NET e comprámos mesmo o ultimo livro que tinha publicado - Portugal na hora da verdade -, afim de verificarmos se algumas das suas ideias para o Desenvolvimento poderiam coincidir com as nossas.
Uma delas, o Turismo residencial, correspondia ao que vimos a defender há mais de 20 anos como uma das opções para o desenvolvimento sustentável do País.
Pensando poder dar algum contributo para que se pudesse avançar rapidamente, apresentámos ao ministro um conjunto de ideias e projetos aos quais estamos ligados e que julgamos serem adequados para dinamizar a curto prazo um concelho do Interior e assim servir de referência para futuros desenvolvimentos. Nesse sentido, em 18 de Agosto entregámos no Ministério da Economia uma exposição e pedimos uma audiência, a que ainda não tivemos resposta.
Não estamos certos se o Ministro estará consciente de que o Ordenamento do Território inviabiliza quase totalmente a capacidade para se poder de forma séria e sustentada desenvolver tais projetos.
É que para nós são mais de 20 anos de expectativas goradas e cuja consequência maior continua a ser o despovoamento de vastas áreas no Interior do País.
Ao mesmo tempo fomos perdendo energias, tempo, dinheiro e acima de tudo sermos obrigados a ter que lidar com a insensibilidade e incompetência dos mais diversos órgãos da administração pública.
Passados 6 meses, interrogamo-nos.  Para lá da austeridade, que não estava escrita no livro, em que áreas é que o ministro entende que se deve empreender ?

Das poucas coisas que ainda somos capazes de oferecer ao País é a nossa capacidade em fazer,  assim como um "know-how" especifico que julgamos deveria ser aproveitado enquanto é tempo.
Embora não tenhamos publicado nenhum livro, fizemos algumas exposições sobre o tema da RURALIDADE versus TURISMO RESIDENCIAL.
E elaborámos CONCEITOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
Sabem o que é que disto resultou ? Nada em concreto.
Apenas um convite para me candidatar a presidente da Câmara de um determinado concelho.
As ideias e os conceitos para o Desenvolvimento da Região foram uma coisa secundária a que não deram qualquer sequência.
Os resultados são hoje bem visiveis e comprovam a total incompetência que se instalou no País.
Esta é a "nossa gente" !
Carlos Luis

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

De nervos em franja

O rápido desmantelar das estruturas básicas de funcionamento da nossa economia, provocam-nos uma sensação de impotência e revolta que cada vez mais temos dificuldade em controlar.
A quase totalidade dos políticos que desde 74 nos arrastam atrás de slogans e promessas sem sentido, não conhecem a realidade social em que assenta o funcionamento da nossa economia e mais não fizeram que desbaratar fundos e apoios externos que nos foram concedidos.
Quando isso não chegava para as loucuras que lhes foram sendo permitidas, recorreram aos "mercados".
Com um País sempre em endividamento constante, nunca se inibiram de ir utilizando as empresas publicas e os organismos de estado, para aí se instalarem e sem qualquer pudor irem auferindo vencimentos e regalias que fazem corar qualquer vigarista em inicio de actividade.
Esta situação continua em pleno funcionamento e aquilo que se passa nas Galps ou nas EDPs ou nas Carris ou nas Fundações etc, são autênticos crimes de lesa pátria.
É revoltante ver um Jorge Sampaio vir apelar ao nosso sentido de responsabilidade e compreensão para com os sacrifícios pedidos, quando o traste custa ao estado mais de 40.000 Euros mês. Temos que pensar em que armas poderemos pegar para limpar esta merda toda. Estamos cansados de ver e sentir tanta falta de reação deste povo.
Como é que é possível que ninguém se incomode com a continuidade deste estado de coisas ?
Muito sinceramente, estamos desiludidos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

De facto devemos ser muito estupidos, ou se calhar.... não conseguimos atingir o óbvio.

Talvez seja tempo para pensarmos na nossa sanidade mental, ou melhor dito, na capacidade que temos para entender algumas realidades que nos são apresentadas e que percecionamos de forma completamente diferente.
Comecemos pela premissa fundamental da politica do governo.
A austeridade é necessária para se sair da crise!
O nosso entendimento: A austeridade vai aprofundar a crise em que estamos mergulhados.
Vejamos agora o caso da banca que apresentou prejuízos arrasadores e que, a qualquer observador, pareceria indiciar dificuldades acrescidas para o futuro.
Este nosso entendimento é no entanto contrariado pelo governador do Banco de Portugal e alguns banqueiros que dizem que agora a banca está em melhores condições para poder apoiar o sector empresarial.
Peguemos nas estatísticas que quase diariamente nos vão sendo fornecidas relativamente ao numero de falências, crescimento do desemprego, agravamento do deficit, forte crescimento das dividas à banca, cheques sem provisão, queda no consumo, etc.
Nós, na nossa débil capacidade de entendimento diríamos que estamos em via acelerada para o abismo.
No entanto a voz suave e sabida do governo vai-nos esclarecendo que este é apenas o passo necessário para começarmos o nosso crescimento económico já no próximo ano.
Perante isto a nossa tentação é dizer que estamos a ser governados por uma cambada de atrasados mentais.
Isto é a reação típica que por vezes temos, assim como de todos aqueles que não conseguem atingir o patamar do óbvio.
Analisando a afirmação dos nossos governantes, que em principio deverão ser bastante mais inteligentes que nós, decidimos ponderar a nossa lucidez mental e chegámos à conclusão que de facto somos estúpidos e o governo está coberto de razão.
Penso que é tempo de começarmos a ser mais ponderados nas criticas e confiar um pouco mais nas elites deste País. Temos que assumir que eles não estão lá com o propósito de nos enganarem.
Vejamos se eles têm razão e se iremos de facto iniciar a recuperação económica a partir do próximo ano. Ou quem sabe, talvez mesmo ainda antes do final deste ano! 
Com efeito ao ritmo que se está a afundar a actividade económica, é natural que a curto prazo pouco reste das estruturas intermédias que garantem o funcionamento da economia. Em poucos meses o fisco irá ser o grande detentor do património empresarial e os bancos irão vender a pataco alguns milhares de casas que entretanto irão receber.
O País verá nascerem alguns novos proprietários e o fundo de desemprego será a santa casa da misericórdia final.
Os governantes, impávidos e serenos pelos apoios da troica, verão cumprida a previsão que fizeram e será com um sorriso de vitória que virão anunciar ao País, logo no inicio de 2013, que tal como previram o país já está a começar a crescer.
E certamente que irão ter razão!
É evidente que após se afundar o País com a maior taxa de desemprego da nossa história, a recessão mais grave e profunda que as estatísticas permitem, o desmembrar do tecido empresarial e a baixa brutal no rendimento das famílias, só poderá sobrar um País assente no fundo e a necessitar que se recuperem da miséria vastas franjas da população  
E se já batemos no fundo, a única possibilidade é subirmos, crescermos, recuperarmos, pois a maioria do povo faminto, exausto, vivendo de expedientes e sem expectativas, não terá outra alternativa.
Que bom será depois, meu deus, vermos alguns maltrapilhos transformados de novo em agricultores ou a dedicarem-se á pesca, ou ás pequenas tarefas artesanais, ou voltarem a usar computadores e começarem a vislumbrar a nova modernidade.

Como é que levámos tanto tempo a perceber isto ?
Há quem diga que a única coisa que o "criador" concedeu em abundância foi a inteligência, pois ninguém se queixa que tem pouca. No nosso caso vamos assumir o pecado e confessar que a quantidade que nos foi distribuída não foi suficiente para perceber o alcance das previsões deste governo.
Até chegámos a pensar que o primeiro ministro não tinha tido consciência ao afirmar que primeiro teriamos que empobrecer!  De facto isso é fundamental para se atingirem os objetivos politicos anunciados.
Tínhamos mesmo que bater no fundo. Essa é a condição para que a única alternativa seja começarmos a subir e assim se cumprir a profecia no inicio da nossa recuperação económica.
Era óbvio, tão óbvio que é pena termos levado tanto tempo para o entender.
Mas mesmo assim estúpidos, ainda nos ocorre perguntar. Que mal é que fizemos para ter de suportar esta classe politica?

Como não estamos sozinhos e até cada vez mais interdependentes, veja-se como as profecias deste governo até poderão vir a ser prejudicadas por uma nova crise que poderá estar a despontar no horizonte. É verdade. A China também já produziu algumas "bolhas imobiliárias"´.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Coisas que se deviam fazer

O estado de incómodo perante a falta de medidas que possam corrigir e moralizar o ordenamento jurídico e funcional do País, leva a que muita gente vá fazendo sugestões sobre aspetos que reflectem o despudor e a falta de ética na gestão da coisa pública. É o caso do texto que inserimos abaixo.
Gostamos de ler e apoiamos todos os que expressam sentimentos e fazem análises sobre o estado de degradação a que chegámos. Seria bom que quem assim escreve fizesse também um esforço de agregação com outras gentes e entidades de forma a podermos criar "um corpo de intervenção" com alguma eficácia. Esse tem sido o nosso esforço desde há 3 anos sem qualquer resultado.
A Plataforma de Intervenção Cívica foi um sonho perdido.
Analise este conjunto de sugestões que há algum tempo vão circulando.
Nenhum governante fala em:
1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.
2. Redução do número de deputados da Assembleia da República para 80, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode.
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros? e se não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821.
7. Redução drástica das Juntas de Freguesia. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.
8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades.
9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País.
10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.
12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc.
13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis.
14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA.
15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder.
16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar.
17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP.
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
22. Acabar com os ordenados de milionários, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
23. Assim e desta forma, Sr. Ministro das Finanças, recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado.
24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privado), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem".
25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;
26. Controlar rigorosamente toda a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise".
27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida.
28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
30. Pôr os Bancos a pagar impostos.
31. Limitar a reforma a 5.000 euros e nestes casos não devem receber sub de natal nem de férias.
32. Um reformado com mais de 3.000€ não pode em circunstância alguma continuar a trabalhar para o Estado e se o fizer para um privado deve descontar 70%. desta forma acabava-se com muitos tachos e dava-se oportunidade aos mais novos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Opção fatal

Atingimos o estado de saturação !
À nossa volta continuamos a ver empresas que encerram e o desemprego é galopante. As que ainda se mantêm ativas vão sendo esmagadas pelos impostos e a baixa acentuada na procura.
Os incentivos ao investimento cessaram.
O País está moribundo e vai definhando "a olhos vistos". O pulsar de energias já é imperceptível e nada se vislumbra que nos possa dar alento. Assim se vai cumprindo a profecia deste governo que apostou em sermos um país cada vez mais pobre.
A única coisa que sentimos crescer e aumentar é a raiva, apenas contida pela esperança no acordar das gentes que também sentem que não nos podemos render á escumalha que encaminhou este País para este buraco cada vez mais negro e fundo.
A raiva que agora sentimos não é a mesma que nutrimos por socrates e a escumalha socialista que por aí prolifera, pois foram eles que deram a mão aos loureiros e aos limas e que em conjunto nos entregaram as contas do BPN, assim como os mais ruinosos compromissos das PPP ou de contratos de concessões  que configuram roubos astronómicos. 
A nossa raiva é assim alimentada por esta monstruosidade criada a partir de Abril 74.
Com a bandeira da Democracia e as palavras Liberdade e socialismo, andam há quase 40 anos a enganar um povo. Nem vale a pena perdermos tempo a demonstrar a mistificação feita com estas palavras.
Hoje estamos encurralados num sistema em que tudo é ilusório e manipulado. Somos conduzidos por slogans e amestrados pelos sentidos. A mensagem que nos vão passando tem por intuito principal arrefecer-nos os ímpetos e acenar-nos com uma esperança que nunca irá chegar.
Quem é que tem dúvidas que com esta austeridade o País se está a afundar cada vez mais ?
Ou nós ou o governo alguém está a fazer figura de parvo!
Sabemos que uma das leis fundamentais da física é a de que quanto mais fundo for o buraco maior será a queda e é isso que está a acontecer.
Então se sabemos que estamos a cavar a nossa sepultura não deveremos fazer alguma coisa para evitar que o buraco se alargue? ou estamos á espera que seja um qualquer "seguro" a garantir-nos a saída ?
Caros amigos
Esta gente traiu-nos e enganou-nos ao longo de quase 40 anos. Não construíram democracias ou socialismo. Construíram para si e para os grupos de interesses nos quais se interligam, uma vasta teia de negócios que conduziram a uma estratificação social incrivelmente desequilibrada e nada consentânea com o epíteto de socialista com que durante tantos anos se escudaram. Neste rol cabem mário soares, almeida santos e os mais recentes socrates e varas a que se juntam os loureiros e os limas. Esta escumalha politica arruinou as esperanças de Abril.
Os próprios revolucionários da altura, muitos deles do pc, acomodaram-se ao sistema e hoje sentem-se bem na assembleia ou nos sindicatos ou nas câmaras ou nas juntas. O erário publico lá vai alimentando toda esta gentalha. De vez em quando lá fazem algum folclore para marcarem a diferença, mas têm sempre em conta que não devem comprometer a Estabilidade que é o suporte essencial do sistema.
O País está sem esperança e sem saída.
Os fluxos financeiros que irresponsavelmente se tornaram na nossa alimentação vital, estão cada vez mais inacessíveis e caros.
As matérias primas essenciais para o funcionamento do País vão aumentando de preço, o que mais dificulta a nossa capacidade competitiva.
O nosso tecido empresarial, já de si fraco, vai definhando a cada dia que passa.
O dinheiro que é a mola real da economia já não consegue cumprir uma das suas principais funções, a produtiva.

Todos sabemos que Austeridade não é uma forma de Desenvolvimento. Isto mesmo foi comprovado pelo primeiro ministro ao assumir que tínhamos que empobrecer. Nem era necessário vir agora o Paul Krugman lembrar-nos disso.
Então, se com austeridade não vamos conseguir sair da crise, qual a razão para apostarem nesta politica?
Talvez porque é a única que possibilita ir mantendo o barco a flutuar, ou seja garantir os interesses instalados, até se ver o resultado da evolução a que se vai assistindo no seio da UE.
Muita desta gente sabe e está consciente que o País foi conduzido até ao ponto da insolvência. As responsabilidades existentes não são susceptíveis de poderem ser cumpridas sem uma dramática redução nas condições de vida actual. É o que eles vão paulatinamente fazendo. Os fluxos financeiros do BCE ou do FMI são essencialmente dirigidos a ir mantendo a funcionar esta máquina, já débil, mas que garante a esperança aos nossos credores e não complica a continuidade do Euro, pelo menos durante mais algum tempo. Estamos assim dentro de um sistema de respiração artificial de que dificilmente nos livramos e do qual só poderemos sair com uma rotura do actual sistema. É isso que entendemos ser necessário e urgente.
A pergunta que se coloca é esta. Continuamos a aceitar esta rota pacifica para o cadafalso ou entendemos que ainda há gente capaz de vislumbrar outras soluções para o País?
Nós sabemos que existem, assim como sabemos que a Austeridade é a  opção fatal que se apresenta no horizonte. Contra isso estamos disponiveis para lutar.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Isto é obsceno !!! Excrementação Cidade de Guimarães.

 Embora já seja do conhecimento de muita gente, entendemos que se justifica voltarmos a focar este assunto.
Consideramos mesmo que esta é uma das situações que fere mais profundamente a nossa sensibilidade enquanto membros de uma sociedade que acabou por gerar gente sem vergonha e sem sentimentos em relação ao povo que explora.
E fazem isto usando sistematicamente as palavras socialismo, justiça social e estabilidade.
E apelam à compreensão das pessoas para a necessidade de medidas restritivas que estão a levar ao desespero largas camadas da população que já não conseguem fazer face aos custos de sobrevivência. Muitos deles ganham num mês, aquilo que estes figurões ganham numa reunião de 30 minutos!!
Nesta altura estamos cada vez mais compreensiveis para com todos aqueles que apelam ao uso da violência. De facto começa a não se vislumbrar outra saída.
Isto não pode continuar a evoluir desta forma. Esta escumalha politica assim como os comentadores que fazem o jogo sujo da duplicidade, estão mesmo a pedi-las.
Uma coisa garantimos. Estaremos sempre na primeira linha de combate sejam quais forem as armas a utilizar. Venderemos caro o nosso sentido de honra e justiça. Uma coisa garantimos, é que não morreremos de joelhos.
É imperioso e urgente que o nº máximo possível de Portugueses tomem conhecimento destas vergonhas!
Um verdadeiro crime social! (entre muitos outros).

Folha salarial da "Fundação" Cidade de Guimarães
- Jorge Sampaio - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião

Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção de(Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injetado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!
Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!Alguém acredita em leis anti-corrupção feitas por corruptos?
Que merda de País é este em que poucos se dispõem a combater esta indecência social ?
Andamos há 3 anos a expor-nos publicamente para denunciar a situação para que estávamos a caminhar, poucos nos deram atenção e muito menos se mostraram dispostos a enfrentar cara a cara esta classe de gente sem vergonha. O resultado está vista e o futuro está cada vez mais comprometido.
Entretanto continuamos todos sentados e a escrever. Eles nem se preocupam já em ler aquilo que vamos expondo. Assumiram que somos um povo pacifico e sempre virados de costas. À custa dos enormes sacrifícios que vão impondo à maioria da população, vão garantido a estabilidade dos empregos que a função politica lhes assegura. E fazem leis para ultrapassar as decisões restritivas que vão impondo à generalidade dos contribuintes. E gerem a coisa publica de forma a que a ESTABILIDADE a que apelam, lhes vá garantindo seguirem o caminho de completa irresponsabilidade pelas decisões que vão tomando.
Se há 3 anos já era clara a situação de desvario a que se vinha assistindo, hoje sabemos que cada dia que passa sem nada se fazer para parar esta evolução politica, o resultado será dramático dentro de um ano.
A sobrevivência desta escumalha politica será a nossa morte anunciada.

Adenda - Repare-se ao ponto a que descem os homens e as ideologias.
Jorge Sampaio que sempre se apresentou como "socialista", ou seja defensor de um sistema de valores e justiça social, são lhe dadas condições obscenas por algumas horas de "trabalho" mensal. Como se isso fosse pouco, ainda lhe acrescentam mais 500 Euros por reunião. Isto significa mais uns milhares de Euros por mês para esta personagem que perdeu a vergonha e enxovalha a ideologia que lhe serviu de trampolim para enganar a populaça.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Como é que querem que a gente reaja ?

Isto não é admissivel. Como é que se pode aceitar que seja o próprio governo a ludibriar as regras que criou para, segundo dizem, se ultrapassar a crise ?
Isto é demasiado baixo para podermos deixar passar em claro.
Quem é esta senhora que tem este beneficio de receber o subsidio de férias e natal, aqui camuflado com o nome singelo de abono suplementar ?
Afinal quem é esta gente que faz isto ?
Por muito menos já se fizeram revoluções !
Veja-se ao ponto a que chegámos;
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
Gabinetes do Secretário de Estado do Ensino Superior e da Secretária de Estado da Ciência
Despacho (extrato) n.º 774/2012
Nos termos e ao abrigo do disposto nos n.os.3 e 4 do artigo 2.º e no artigo 6.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de julho:
1. É nomeada Helena Isabel Roque Mendes para, no âmbito dos nossos Gabinetes, exercer funções de apoio à Rede Informática do Governo (RING) e de interface com o Centro de Gestão da Rede Informática do Governo (CEGER).
2. A nomeada auferirá uma remuneração mensal de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), atualizável na mesma percentagem do índice 100 da escala salarial das carreiras do regime geral da função
pública, acrescida do subsídio de refeição que estiver em vigor.

3. Nos meses de junho e novembro, para além da mensalidade referida no número anterior, será paga outra mensalidade de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), a título de abono suplementar.


4. Os encargos resultantes do presente nomeação serão suportados pelo orçamento do Gabinete do Secretário de Estado do Ensino Superior.
5. O presente despacho produz efeitos a partir de 28 de junho de 2011, e é válido pelo prazo de 1 ano, renovável, até à sua caducidade, conforme o previsto na parte final do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de julho.
11 de janeiro de 2012. — O Secretário de Estado do Ensino Superior,
João Filipe Cortez Rodrigues Queiró. — A Secretária de Estado da Ciência, Maria Leonor de Sá Barreiros da Silva Parreira.