É com enorme tristeza que continuamos a ver desfilar esta gente parada no tempo.
Desta vez pelas juntas de freguesia.
E perguntamos.
Este ainda é o nosso povo depois de 40 anos de "evolução"?
Será que as gaitas de foles, os bombos e as pandeiretas são os instrumentos reivindicativos ou contestários que julgam adequados ?
E os trajes regionais ?
E as frases sem sentido ?
E as "parangonas" do piegas e do relvas ?
E o triste espetáculo da carneirada festiva era para quê ou para quem ?
Depois de terem dado toda aquela musica para onde é que foram ou o que é que conseguiram para lá da triste figura de passeante anónimo decorado a rigor ?
Quem é esta gente de merda que nem "colhões" tem para partir um vidro ?
O que é que ali foram fazer esses estropicios políticos que dão pelo nome de Jerónimo de sousa e américo carlos ? Se calhar estou a confundir com o padre Américo.
Bom. Certamente para se assegurarem que a manifestação seria pacífica e que a estabilidade do regime não seria posta em causa. Para isso já chegaram os "infaustos" acontecimentos da manifestação dos indignados.
É bom recordarmos que somos um país de gente pacífica, sofredora, crente na virgem e no seu filho e no seu pai. Assim são felizes estes pobres de espírito, para gáudio dos homens do regime.
Mais uma vez demonstraram que somos gente "civilizada" e "esclarecida", que compreende as dificuldades do país e aceita os sacrifios que lhe são impostos.
É certo que não gosta que lhe tirem as freguesias.
Mas dizem isso com um sorriso nos lábios e ao som de musica folclórica.
Que mais poderá querer este regime ?
Deliberado, por acidente ou acaso, o certo é que ainda se vai mantendo e acarinhando esta cultura secular que continua a ser a grande fornecedora do produto nacional.
O povo deve continuar a ser formatado desde pequeno e o novo estado continua a dar-lhes o mesmo que lhes deu o estado novo.
A única coisa que mudou foi a lei do "ajuntamento".
Hoje já podem circular em grupos por todo o País.
O antigo lobo passou a cão de guarda. Assim o rebanho terá sempre por perto um qualquer jerónimo ou arménio, que velará pelo bom comportamento do mesmo.
O antigo lobo passou a cão de guarda. Assim o rebanho terá sempre por perto um qualquer jerónimo ou arménio, que velará pelo bom comportamento do mesmo.
