sexta-feira, 18 de maio de 2012

O novo Dias Loureiro

A mesma postura. A mesma sobranceria. O mesmo convencimento de que é capaz de "dar a volta" a qualquer situação. Este novo sub produto chama-se miguel relvas.
Está na esteira de um armando vara ou de um silva pereira. É o mais atual e evidente estropicio desta classe politica que continua impune e impante a "governar" o País.
Este homenzinho de "facies" mal definida e olhar manhoso é sem dúvida o digno sucessor de dias loureiro.
Aos poucos iremos descobrir que tal como dias loureiro ou duarte lima, também fossou no esterco enquanto era jovem, pois os pais só com algum sacrificio é que certamente lá lhe conseguiram arranjar condições para que pudesse deixar as "berças", donde aliás nunca deveria ter saído.
Tal como esse doente mental a quem chamamos sócrates, também este se arroga no direito de tentar silenciar quem de alguma forma não cede ao seu desejo de não serem transmitidas informações que o incomodam. Isto demonstra de forma clara que o homem não está tranquilo e sabe bem que a limpeza de imagem que tentou fazer, não convenceu ninguém.
A sua tentativa de silenciar o Público exigia que fosse de imediato demitido. 
Igualmente, seria expectável que pelo menos algum burburinho se fizesse sentir. 
Mas neste País continua a imperar uma passividade enervante. Gostava de saber onde está essa gente determinada a tentar por cobro a esta politica e a esta classe de gente que não serve o País e que cada vez mais nos empurra para um destino sem futuro à vista.
Esta gente tem que ser combatida de forma sistemática e com a necessária dureza que o seu comportamento e desmandos praticados exigem.
A inatividade geral só atrasa a recuperação do País. O embuste veiculado pela comunicação social e protagonizado por esta classe política tem por único objetivo ir amortecendo a grande reação que eles temem, caso a generalidade da população perceba que aquilo que de facto se passa não é uma politica de ajustamento, mas sim de afundamento das estruturas sociais e económicas essenciais ao desenvolvimento do País.
Se já pudessemos contar com os tais 50 homens, em sentido lato, amanhã estaríamos a tentar impedir o senhor ministro relvas de entrar para o ministério que ilegitimamente ocupa. Se calhar alguns de nós seriam detidos e outros até maltratados. Mas, o rastilho estaria finalmente aceso e começaria a vislumbrar-se uma outra situação politica que pudesse permitir novas soluções para o País.
Acreditem meus caros amigos. A continuarmos com esta gente apenas estamos a garantir a prevalência de ganhos elegitimos e a garantir a manutenção de privilégios instalados. O cerne da politica continuará a ser dominado e exercido por grupos de incompetentes e irresponsáveis, dos quais nada à a esperar e cuja principal preocupação será a de irem adiando e amortecendo o sentimento de revolta geral que mais cedo ou mais tarde acabará por eclodir. 
Este País não pode comportar gentalha do calibre de um relvas, de um loureiro, ou de um vara, por exemplo. Mas o facto é que os anos vão passando, eles continuam tranquilamente a fazer a sua vidinha no governo ou nos organismos públicos e nós cá vamos escrevendo e rindo das figuras de parvos que continuamos a fazer.
Carlos Luis

Adenda - A situação a que chegou o País tem responsáveis bem identificados e a única coisa que não se percebe é porque é que ainda não estão presos. Veja-se até ao ponto a que chegou a vigarice praticada por socrates e alguns dos seus capangas, lino, campos e mendonça.
Carlos Enes continua a desenvolver notáveis trabalhos de investigação jornalistica e apresentou-nos mais esta conclusiva reportagem:
Acedam a http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tribunal-de-contas-estradas-autoestradas-justica-carlos-enes-tvi24/1349430-4071.html

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tempo de pousio

A inércia das elites "contestatárias" do sistema politico instalado está a causar-nos "nervos" e alguma frustração.
Muitos utilizam a net para fazer passar mensagens sobre a iniquidade das politicas seguidas, isto, caso se entenda que podemos chamar "politicas" a tantas decisões contrárias ao interesse público.
Já o afirmámos por diversas vezes que estamos a assistir ao total descalabro para que se encaminha o nosso País. É verdade que agora não nos move um sentimento tão forte de revolta como o que se verificava nos tempos da camarilha sócrates e dos seus adjuntos.
Certo que até entendemos que tendo o País sido levado ao extremo do endividamento, que são precisas medidas de contenção que implicam restrições e afetam a generalidade da população.
Entendemos tudo isso.  
No entanto, a nossa inércia durante os anos de total irresponsabilidade da escumalha socialista no governo e de que se aproveitaram muitos outros atores políticos de diversas bancadas, distribui e responsabiliza todo o sistema politico desde o presidente da republica a um qualquer vereador ou presidente de uma qualquer junta perdida no interior do País.
Podemos no entanto retroceder um pouco mais e encontrar responsáveis pela situação a que chegámos em quase todos os outros partidos.
Os coveiros deste País têm nomes e rostos e ainda continuam à solta. Todos sabemos quem são, o que fizeram e o que permitiram que fosse feito. 
No entanto, todos os que sabemos isso, continuamos a nada fazer de concreto, de eficaz, de assertivo.
A politica continua a ter uma grosseira margem de irresponsabilidade para a qual já não existe justificação para não ser contestada, mesmo que de forma violenta. 
A recente reportagem da TVI sobre os projetos de construção de novas barragens é verdadeiramente aterrador sobre os mais diversos aspetos ambientais e económicos e revelador da continuação de uma politica de favorecimento de determinados grupos ligados ao chamado setor do betão.
Este País precisava de mais jornalistas do calibre de Carlos Enes. As reportagens que ao longo do tempo tem vindo a produzir e apresentar, são de verdadeiro interesse público. Para ele vai o nosso aplauso e o nosso agradecimento.
É que este tipo de projetos já não são admissíveis de serem sustentados pelo actual governo.
Se no entanto avançar, será a demonstração final do conluio existente entre a classe politica instalada e mais uma demonstração de irresponsabilidade que irá recair sobre todos nós. 
Para alguma coisa se modificar, seria urgente e necessário que se passá-se das palavras aos atos.
É no entanto aqui que reside o imbróglio de indefinições que há demasiado tempo se fazem sentir.
Pela nossa parte confessamos a impotência que sentimos em poder avançar para diferentes níveis de contestação à classe politica instalada.
Aquilo de que vamos tendo conhecimento é bem ilustrativo do certificado de impotentes e "anjinhos" que desde há muito nos está atribuido.
Poderiamos mesmo acrescentar que tudo aquilo de que fomos tendo conhecimento é suficientemente grave e justificava já termos "perdido a cabeça" com esta gente. Mas não.
Falta-nos atitude e coragem. Falta-nos sangue nas veias. Temos sido capachos de gente ignóbil e nem o pó somos capazes de sacudir.
Continuaremos no entanto por aqui, a escrever cada vez menos e a aguardar pelo despertar deste povo.
A direção

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Uma boa oportunidade

Vão começar a ser ouvidos na AR os principais responsáveis pelas parcerias publico privadas. Como sabemos, foram aí feitas algumas das maiores fraudes a que estão ligados muitos dos responsáveis políticos deste País. 
Essa gente, certamente com a exceção de sócrates, terá de ir ao parlamento. É uma boa altura para se tentar uma confrontação direta com alguns deles. Seja com as mãos, os pés, com tomates ou ovos podres, alguma coisa lhes deverá lembrar que não estamos esquecidos e que tudo faremos para que a prisão seja o caminho mais indicado para eles. O confisco de bens também terá de ser considerado. Nem vale a pena falarmos em justiça. Isso é uma coisa desconhecida neste sistema politico.
Estamos disponíveis para se estudar uma estratégia de ação direta.
Vamos ver se conseguimos desta vez um numero razoável de possíveis intervenientes.
Se for o caso, agendaremos uma reunião prévia e será definido o "modus-operandis".
Se entender que vale a pena, divulgue esta sugestão.
Para quaisquer contatos, o nosso mail está disponivel.
forcemergente@gmail.com

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Estamos à espera de quê ?

O sentimento de revolta está generalizado. De entre as reações que temos recebido destacamos este texto:
Falta um novo “25 de Abril”
Democracia de Base versus Democracia de Mordomias
O povo cada vez tem de cavar mais coutos para poder manter um só novo-rico. Por esta e por outras se vai ouvindo, com veemência, por todo o lado, que falta um novo “25 de Abril”. Isto é um desabafo de impotência e desilusão dum povo que se sente encurralado! Vasco Lourenço, líder da A25A, que, há 38 anos, foi um dos grandes actores da Revolução dos Cravos, disse ontem, no discurso do Rossio em Lisboa, que tanto responsáveis políticos como Assembleia da República "já não representam a sociedade portuguesa" e que já não estão "à altura das funções para que foram escolhidos". Acusa as elites portuguesas de actuarem "à porta fechada, escamoteando a realidade aos portugueses".

Este é um depoimento importante que merecia ser analisado fora do discurso politiqueiro enquadrado no dia-a-dia português; é um verdadeiro ataque à partidocracia portuguesa que, de facto, desde a sua origem, nunca se manteve à altura do legado de Portugal nem dos interesses do Povo português. Consequentemente haveria que questionar a Constituição que privilegia os partidos e elaborar um novo sistema de representatividade.

Desde as invasões francesas a alma portuguesa encontra-se empalamada. É um escândalo ver como suportamos parlamentos demasiado numerosos em países pequenos e como alimentamos eurodeputados insaciáveis. O mau exemplo vem das elites. A "realidade" de políticos e da propaganda partidária não tem nada a ver com a realidade do povo. Os vencimentos de personalidades políticas e de administradores de empresas públicas e privadas são a melhor prova de que o sistema falhou e se encontra ao serviço de alguns!

As organizações partidárias portuguesas encontram-se eivadas dum espírito mafioso engravatado e culto que não dá nas vistas. Em vez da preocupação pelo povo domina o interesse pela progressão na hierarquia partidária, por vezes sem quaisquer escrúpulos. A sociedade portuguesa foi habituada e alimentada com o discurso político à custa do discurso cultural, social e económico.A situação económica em que nos encontramos é consequência da crise cultural e moral que criámos. É urgente que políticos e elites, em geral, se convertam por atitude de inteligência ou mesmo oportunista. Se não se converteram à honra e à dignidade humana, o nosso futuro tornar-se-á num inferno. A partidocracia aliada aos poderes subterrâneos tem desacreditado a democracia representativa e encontra-se com a colectividade a caminho da ruina.A alternativa está numa metanóia de elites e de povo. A mudança passará da filosofia da afirmação do eu à custa do tu e do nós para uma ética de afirmação do nós onde o eu e o tu cresçam em dignidade e respeito. O nós passa a ser o ponto de partida e de chegada do nosso pensar e agir. O nós é mais que a soma do eu e do tu.Realmente torna-se cada vez mais óbvio um novo “25 de Abril” mas não só de cravos vermelhos, no coração de cada um. Já chega de ramos de cravos vermelhos com atilhos pretos. Portugal terá de se tornar num jardim onde crescem todas as flores em dança de cores. Portugal e a civilização ocidental têm que fazer uma cura. O primeiro tratamento será o de desenvenenar o pensamento! A geração mais nova e em especial as próximas gerações terão razão acrescentada para pedir contas, a nós, os da geração 68, e ao regime.
António da Cunha Duarte Justo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Quando a bota não bate com a perdigota

Está a comemorar-se mais um aniversário do 25 de Abril e parecia quase surreal o ambiente que se vivia na chamada assembleia da republica.
Canções de Abril, cravos de Abril, alentejanos a cantarem vila morena, trajes adequados ao evento em que não faltou o cravo na lapela e acima de tudo o ar de felicidade das gentes da chamada direita, a contrastar com o ambiente pesado das gentes da chamada esquerda.
Desta vez a bota não esteve a bater com a perdigota.
Tão felizes que eles foram e tão felizes que eles estão.
De repente, lembramo-nos do discurso feito o ano passado pelo presidente da republica em que de forma clara e direta afrontou o governo socialista liderado pelo excremento politico chamado sócrates.
Na altura era o mínimo que se podia exigir, pois desde há muito que era visível a trajetória suicidária que estava a ser seguida.
Acontece que as raízes do mal estavam infiltradas e o País vê-se a braços com uma situação financeira calamitosa com a qual o governo em funções não tem sabido lidar.
Assim se as coisas estavam mal há um ano, hoje já estão pior.
E é sobre este sentimento e esta realidade que nos parece aceitável a tomada de posição de alguns dos chamados capitães de Abril.
A ida ou não ás cerimónias é irrelevante. Mas aquilo que foram dizendo nestes últimos 2 ou 3 anos, tem um significado e expressa um sentimento cada vez mais generalizado. Não era esta a classe politica que se esperava que tivesse emergido da revolução de 74. Ao não irem à cerimónia, estão a dizer a todos políticos sentados no parlamento que traíram os ideais e não estão a servir os interesses da Nação.
É assim cada vez mais evidente o tremendo embuste que se foi desenvolvendo ao longo do tempo, que permitiu que a Economia fosse colocada ao serviço de algumas franjas da população e que chegasse a primeiro ministro um individuo completamente irresponsável mas que durante 6 anos foi tendo o apoio daqueles que agora se fazem de virgens ofendidas como Mário Soares ou Manuel Alegre.
Mário Soares, a quem se atribui a paternidade desta democracia, carrega aos ombros gente da mais baixa qualidade como armando vara, sócrates, alberto mesquita, dias loureiro, duarte lima, o "pickpoket" rodrigues e tantos outros a quem nunca ouvimos o "pai" fazer qualquer censura. Até porque não podia.
De facto o que está e sempre esteve em causa é a qualidade das gentes que foram engrossando este regime onde a falta de carácter, de rigor e de competência, levaram a que estejamos hoje perante a necessidade de uma nova tomada de posição por parte das forças "vivas" deste País.
Estamos assim perante um novo PREC em que os atores inverteram as posições.
Nos discursos de hoje ouvimos os depoimentos do psd e do cds pelas vozes dos deputados comunistas e do bloco de esquerda e só faltou a cavaco silva o fervor revolucionário de vasco gonçalves.

sábado, 21 de abril de 2012

Saúde mental

O estado em que se encontra a Nação é de verdadeira calamidade, seja qual for a óptica em que nos possamos focar. É quase absurdo continuarmos a ouvir dizer que estamos no bom caminho.
Este texto do médico psiquiatra Pedro Afonso, reflete bem as consequências das irresponsáveis políticas que têm sido seguidas.

Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.
Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária.
Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família.
Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.


Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público.
Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.


Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.
E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente.


Este é o país que a miserável classe política instalada vem construindo há 38 anos. O resultado foi continuarmos orgulhosamente sós na cauda da Europa. E quando estamos em primeiro é sempre pelas piores razões como no caso da saúde mental.
A mentira, a farsa, o roubo, a gestão de interesses pessoais em detrimento do interesse público, conduziram ao descalabro em que se encontra a nossa economia e à debilidade mental de uma população carente de valores e referências que possam incutir força e dinâmica para se conseguir ultrapassar a presente situação.
Será bom que aqueles que ainda têm o discernimento suficiente para perceber o tremendo embuste que foi sendo construído ao longo dos anos a coberto das bandeiras do socialismo e da democracia, entendam finalmente que aquilo a que nos conduziram pouco mais é que um fosso de desigualdades em que mais de 80% da população continua a viver em precárias condições e onde cerca de 5% dispõem de quase 90% do rendimento excedentário do País.
Esta miséria tem que terminar e já é tempo de passarmos á contestação ativa. Enquanto o não fizermos, nada se irá alterar.
Carlos Luis

quinta-feira, 12 de abril de 2012

No breve instante das nossas vidas

A passagem do tempo tem os seus tempos de paragem quando nos damos conta do tempo que já passou num determinado emprego, a cumprir uma tarefa, a construir uma casa, a atingir um objetivo, etc.
Por vezes chegamos ao ponto em que sentimos que a velocidade do tempo nos está a ultrapassar.
Aí, fazemos contas à vida e balançamos entre a capacidade que teremos para ainda chegar ao objetivo pretendido ou assumirmos a inevitabilidade de cada vez termos menos tempo para o conseguir.
Nessa altura  chegamos ao ponto de ponderação.

Aqui chegados, após 3 anos de esforços consideráveis e sem resultados significativos, cumpre-nos informar que ainda não sentimos o desejo de desistir. Mas está a chegar o momento de termos que optar por metodologias de maior probabilidade de sucesso.
Estamos conscientes de que nunca derrotaremos este sistema se apenas continuarmos sentados a escrever. Temos que avançar com ações concretas de contestação activa. E isso terá de ser feito no âmbito de uma plataforma mais vasta de intervenientes dispostos a cooperar nesse sentido.
Como sempre dissemos não estamos nesta luta à procura de protagonismo ou de quaisquer cargos. Queremos integrar-nos com todos os que genuinamente se disponham a combater o sistema instalado de forma a conseguirmos encontrar soluções politicas para o País.
Isso é possível se para tal se conseguirem, pelo menos, os mínimos necessários. Vamos ver se os conseguimos.
A direção