A inércia das elites "contestatárias" do sistema politico instalado está a causar-nos "nervos" e alguma frustração.
Muitos utilizam a net para fazer passar mensagens sobre a iniquidade das politicas seguidas, isto, caso se entenda que podemos chamar "politicas" a tantas decisões contrárias ao interesse público.
Já o afirmámos por diversas vezes que estamos a assistir ao total descalabro para que se encaminha o nosso País. É verdade que agora não nos move um sentimento tão forte de revolta como o que se verificava nos tempos da camarilha sócrates e dos seus adjuntos.
Certo que até entendemos que tendo o País sido levado ao extremo do endividamento, que são precisas medidas de contenção que implicam restrições e afetam a generalidade da população.
Entendemos tudo isso.
No entanto, a nossa inércia durante os anos de total irresponsabilidade da escumalha socialista no governo e de que se aproveitaram muitos outros atores políticos de diversas bancadas, distribui e responsabiliza todo o sistema politico desde o presidente da republica a um qualquer vereador ou presidente de uma qualquer junta perdida no interior do País.
Podemos no entanto retroceder um pouco mais e encontrar responsáveis pela situação a que chegámos em quase todos os outros partidos.
Os coveiros deste País têm nomes e rostos e ainda continuam à solta. Todos sabemos quem são, o que fizeram e o que permitiram que fosse feito.
No entanto, todos os que sabemos isso, continuamos a nada fazer de concreto, de eficaz, de assertivo.
A politica continua a ter uma grosseira margem de irresponsabilidade para a qual já não existe justificação para não ser contestada, mesmo que de forma violenta.
A recente reportagem da TVI sobre os projetos de construção de novas barragens é verdadeiramente aterrador sobre os mais diversos aspetos ambientais e económicos e revelador da continuação de uma politica de favorecimento de determinados grupos ligados ao chamado setor do betão.
Este País precisava de mais jornalistas do calibre de Carlos Enes. As reportagens que ao longo do tempo tem vindo a produzir e apresentar, são de verdadeiro interesse público. Para ele vai o nosso aplauso e o nosso agradecimento.
É que este tipo de projetos já não são admissíveis de serem sustentados pelo actual governo.
Se no entanto avançar, será a demonstração final do conluio existente entre a classe politica instalada e mais uma demonstração de irresponsabilidade que irá recair sobre todos nós.
Para alguma coisa se modificar, seria urgente e necessário que se passá-se das palavras aos atos.
É no entanto aqui que reside o imbróglio de indefinições que há demasiado tempo se fazem sentir.
Pela nossa parte confessamos a impotência que sentimos em poder avançar para diferentes níveis de contestação à classe politica instalada.
Aquilo de que vamos tendo conhecimento é bem ilustrativo do certificado de impotentes e "anjinhos" que desde há muito nos está atribuido.
Poderiamos mesmo acrescentar que tudo aquilo de que fomos tendo conhecimento é suficientemente grave e justificava já termos "perdido a cabeça" com esta gente. Mas não.
Falta-nos atitude e coragem. Falta-nos sangue nas veias. Temos sido capachos de gente ignóbil e nem o pó somos capazes de sacudir.
Continuaremos no entanto por aqui, a escrever cada vez menos e a aguardar pelo despertar deste povo.
A direção