domingo, 9 de setembro de 2012

Começamos a ficar completamente esclarecidos.

As medidas agora anunciadas pelo primeiro ministro vêm levantar as mais sérias duvidas sobre a idoneidade dos actuais governantes.
Nunca tivemos dúvidas sobre o estado de completa irresponsabilidade a que tínhamos sido conduzidos por sócrates em conjunto com a matilha socialista que o acompanhava. Pensamos mesmo que o ministro das finanças da altura, de seu nome teixeira dos santos, deveria estar em prisão preventiva até próximo julgamento. É que se sócrates não passa de um reles trapaceiro, o "velhinho" teixeira estava rotulado como um professor catedrático e um conhecedor do mercado. Assim sendo, é imputável e indesculpável.
Era por sabermos isso e pensarmos que os novos governantes iriam seguir uma politica adequada a conseguir-se recuperar o estado em que se encontrava o País, que tivemos alguma fundada expectativa na sua capacidade  em resolver os problemas que nos tinham sido deixados.
Hoje temos que confessar. Fomos enganados.
A politica em campanha eleitoral é acima de tudo uma arte e tem sido isso que nos tem trazido as mais graves consequências. Esta gente tornou-se especialista na dissimulação e conseguem enganar facilmente quem age de boa fé e até os mais prevenidos se deixam enlear nas promessas falsas que repetidamente nos são feitas.
O resultado está á vista.
As politicas seguidas não têm qualquer sustentação credível nem base ideológica que as defina. Não se trata de neoliberalismo, nem de qualquer outro ismo.
Trata-se de incompetência pura e simples acompanhada pelo engano sistemático a que somos sujeitos.
Trata-se acima de tudo de um LOGRO monumental que nos vai arrastando para a miséria.
Que gente é esta que se propõe governar com o firme propósito de resolver o défice pelo corte na despesa excessiva da máquina do estado, das fundações, dos institutos e dos organismos dependentes e acaba por fazer incidir as suas medidas sobre o valor do trabalho, esquecendo contudo os grandes beneficiários do sistema que continuam impávidos e serenos a usufruir das benesses ilegitimamente adquiridas e que após ano e meio de governação continuam praticamente intocáveis.
Como é que é possível a um primeiro ministro que foi eleito com base em promessas que nada têm a ver com as decisões que já tomou, apelar ao sentido de compreensão dos portugueses a quem ainda por cima agradece o esforço que somos obrigados a fazer ?
Não meus amigos, não é assim que se governa um País.
Quando se tem que apelar a um esforço conjunto, as primeiras decisões teriam que ser aplicadas áqueles que menos são afetados pela crise. A equidade é a essência de qualquer decisão política.
Quando isso não acontece, o povo está legitimado para exigir e impor a imediata demissão do governo.
Sabemos que não há alternativa, pois a escumalha socialista já demonstrou que nada tem para apresentar ao País.
Está na hora para os Portugueses de boa vontade e algum esclarecimento se juntarem na busca de um consenso alargado para fazer frente aos chulos da Nação.
É o futuro que chama por nós e será cobardia e desonra não assumirmos o compromisso que temos com os mais jovens que confiaram nas instituições que inadvertidamente ajudámos a criar.
Este não foi o regime nem o sistema politico que ambicionámos.
Fomos enganados e traídos.
Que ninguém se deixe iludir. Não há solução com os actuais partidos. Nós somos apenas os burros de carga desta escumalha politica. Se for para continuar assim......da próxima votem no ps.
Se acha que já percebeu tudo e não vale a pena esperarmos mais, é começarmos a preparar as condições para enfrentar estes ignóbeis falsários que nada mais fazem que se protegerem e garantirem a continuidade dos grupos em que se integram e onde continuam a garantir a manutenção de condições aviltantes para o resto da população.
Esta gente não é séria e só está preocupada em garantir um funcionamento da máquina do estado que continue a assegurar a manutenção de cargos e postos de trabalho que de há muito só previligiam os amigos e os membros da camarilha politica que foram constituindo ao longo dos anos.
Para isso não se incomodam em lançar na miséria largas franjas da população. Mas fazem isso com um ar sentido e condoído, que se nota quando passam instalados nas viaturas de últimos modelos que vão comprando com o nosso dinheiro.
E se perdermos a cabeça e dermos uma valente surra num destes filhos da puta ?
Se for o seu caso não tenha problemas que nós asseguramos-lhe a defesa jurídica e o povo irá certamente levá-lo em ombros.
Vamos ver quem é o primeiro a perder a cabeça.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Nem de propósito

Temos por diversas vezes denunciado a situação que se verifica na comunicação social, com relevo para a televisiva, onde a mediocridade desde há muito se instalou e onde são cada vez mais claros e visíveis os intuitos "doutrinadores" e condicionantes da capacidade de raciocinio e visão.
Seja qual for o canal, os textos e as imagens são quase tiradas a papel quimico. As reportagens do Carlos Enes ou da Ana Leal, quase desapareceram da TVI. Temos instalada uma autêntica democracia monocórdica e enfastiante. Uma vergonha para todos os que ás 7 ás 10, ás 13, ás 16, ás 20, etc, leêm sempre as mesmas coisas e mostram sempre as mesmas caras.
No entanto haveria muito para se divulgar e que estranhamente se finge desconhecer.
Segue um texto enviado pelo nosso amigo Zé Muacho.
 
SILÊNCIO ABSOLUTO SOBREA ISLÂNDIA, PORQUÊ?
"Se há quem acredite que nos dias de hoje não existe censura, então que nos esclareça porque é que ficámos a saber tanta coisa acerca do que se passa no Egipto e porque é que os jornais não têm dito absolutamente nada sobre o que se passa na Islândia.
Na Islândia:
- o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
- os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
- foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
Tudo isto pacificamente. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?

Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
- 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
- 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
A desastrosa situação económica do país mantém-se. É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
- 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.

Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise. Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores. A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa. Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se. São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
- A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta. Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.
Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
- Demissão em bloco de um governo inteiro;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão dos responsáveis pela crise e
- Reescrita da Constituição pelos cidadãos:

Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?
Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos?
Vimos alguma imagem destes factos na televisão? Evidentemente que não!
O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo".

Porque é que não nos revoltamos ?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O eterno cansaço

O tempo de férias possibilita-nos o afastamento de algumas das nossas vivências diárias e dá-nos a ilusão de um retemperamento de forças para a nova época em que iremos entrar.
Infelizmente a situação em que se encontra o País e a reiterada incapacidade desta classe politica em poder encontrar soluções, não nos deixam margem para podermos descansar ou esquecer que o pior ainda está para vir.
Seja qual for o sítio em que nos encontremos, muitas são as coisas que evidenciam e demonstram até onde chegou a incompetência e a incoerência daqueles que ao longo destes anos foram exercendo os cargos de gestão da coisa publica.
O País é uma manta de retalhos compostos por legislação avulsa inadequada, que acabou por gerar um ordenamento administrativo incoerente e impeditivo do desenvolvimento das diversas regiões.
O fosso social é cada vez maior e não se vê um projeto mobilizador que permita recuperar a confiança e o estimulo para um novo caminho a percorrer.
Quer nos desloquemos para as Beiras ou para o Algarve o sentimento é sempre o mesmo e a pergunta repete-se ! Como é que é possível que ninguém veja o que se passa ?
O País vai definhando "a olhos vistos" e parece que todos estão à espera de algum milagre.
É verdadeiramente criminoso ouvir alguns políticos dizerem que estamos no bom caminho e que em breve iremos começar a recuperação. Isto só é possível ser dito por quem desconhece a realidade do funcionamento da economia e a crescente depêndencia que vamos tendo do exterior.  Aos poucos vamos destruindo o comercio e a industria e será extremamente difícil reerguer estruturas e recuperar mercados.
No entanto a principal força motriz de uma Nação é e terá de ser a sua gente.
A nossa no entanto está desgastada, desmoralizada e incapaz de reagir.
Perdemos a noção de grupo e do valor potencial que por força da história deveríamos ter armazenado.
Precisamos de nos por de pé e correr com esta ignóbil gente acoitada na classe politica e da qual nada há a esperar, senão desenganos, mentiras e traições.
O País está sem rumo e a presente situação apenas subsiste pela cobertura diária, massiva e constante que a comunicação social lhe vai garantindo. Com jornalistas e orgãos diretivos a ganharem milhares de euros mensais e com o controlo nas mãos de grandes grupos, não é de esperar gritos de revolta ou denuncia.
Eles irão continuar a servir-nos diariamente as declarações apalermadas de um qualquer passos ou seguro e fálo-ão a todas as horas até nos convencerem de que está ali uma alternativa. 
Pelo meio lá irão aceitando de quando em vez  alguma voz mais crítica para parecer que vivemos numa autêntica democracia. 
Esperemos que os portugueses possam começar a perceber o autêntico embuste que há longos anos se vem mantendo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

À espera que o sol se ponha

Neste País em que nada acontece a não ser a repetição crónica e sistemática dos dias que vão passando, só os jogos olímpicos, a guerra na Síria e alguns incêndios, é que nos vão trazendo um pouco de emoção.
Infelizmente, já nem conseguimos ver com a mesma regularidade a fuça manhosa de miguel relvas. Embora isso nos cause asco, ao mesmo tempo também nos divertia.
Os assuntos mais sérios ficam para mais tarde, pois não são bons para serem discutidos neste tempo quente.
Agora ninguém quer ouvir falar do continuo aumento das falências, do desemprego, do crédito mal parado, da subida dos combustíveis, das multas, etc. Isso iria incomodar as nossas gentes. 
Bastam umas noticias de vez em quando nos telejornais e nem temos que estar a preocupar-nos com isso. Temos uma troika a cuidar de nós e Fátima está aqui tão perto.
A troika já sabemos que é boa. Se for preciso põem cá mais dinheiro e se não conseguirmos pagar a horas, não tem problema. Eles prolongam o prazo. Depois alguém irá pagar.
Agora queremos é gozar férias.
Não nos chateiem com as tretas do costume. Os homens que temos à frente disto estão a trabalhar, pá.
Suspendam é os programas com Henrique Medina Carreira. Esse doido anda há vários anos a chatear-nos com gráficos e previsões que só nos incomodam. Nós não queremos saber nada daquilo, pá.
Fechem a boca ao Paulo Morais, ao Tiago Guerreiro, ao José Gomes Ferreira e a mais meia dúzia deles que não nos deixam descansar a cabeça.
Temos o campeonato nacional quase a começar e ainda nem sabemos a constituição das equipas.
O coentrão sempre volta ?  Há, não sabem !
Mas para mandarem postas de bacalhau sobre a economia já estão prontos.
Ouçam. Façam-nos um favor. Vão trabalhar, façam qualquer coisa, pá.
Já estamos fartos do choradinho de que os nossos filhos mais tarde é que irão sofrer as consequências.

He lá ! será que estes gajos têm razão ?
Haverá para aí alguma solução milagrosa ?
Será que a vida irá recompor-se lá mais para a frente ?
Bom, os portugueses sempre foram um povo destemido e capaz de descobrir mundos e novos fundos, quando a miséria lhes bate à porta.
E ela vai bater. Mas eles sabem que será certamente na porta do lado.
Este bom e embrutecido povo tem a garantia de proteção da virgem e confia que os anjos da guarda vão trocando os números das portas.
Pode parecer mal ou injusto, mas..... que se lixe. Enquanto a desgraça for alheia não temos que nos preocupar. São assim os homens das bejecas.
E será assim que o tempo vai passando até que o sol se ponha, as praias fechem e o fim do ano se aproxime. Então, já no inverno, a temperatura talvez comece a subir.
Os fatores de aquecimento são muitos e não se vê forma de apagar a fogueira.  
Não será apenas o peso de mais um corte nos vencimentos. 
É a expetativa quanto á situação real em que se irá encontrar a nossa economia.
É isso que esperamos saber lá mais para o final do ano.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A força que é preciso ter

A contestação ao sistema e à classe politica instalada tem sempre custos e incómodos.
Todos os que de alguma forma se foram levantando, acabaram sempre por ver as suas vidas dificultadas nas mais diversas situações. O sistema tem os seus metodos de funcionamento e controlo destes casos. 
O principal objetivo e a necessidade maior é a de que os contestatários mais ativos não se espalhem muito, pois isso poderia levar mais gente a entusiasmar-se e aderir à contestação.
Eles conseguem por diversas formas fazer-nos lembrar que continuamos a depender do sistema.
É isso que vem acontecendo com um dos dirigentes desta associação.
Todos os projetos que nos últimos anos pretendeu desenvolver continuam sem viabilização, duas empresas que tinha em funcionamento cessaram actividade, o convite que em tempos lhe foi feito para dar aulas numa universidade foi cancelado e curiosamente nos últimos anos não voltou a ser sondado para se candidatar a um lugar autàrquico. Sobre este último aspeto posso informar que nunca esses convites foram aceites ou sequer ponderados.
Um dos métodos utilizados pelo sistema é irem-nos protelando os processos quando pretendemos dar andamento a qualquer situação em que seja obrigatória a intervenção de organismos públicos. Para que se perceba bem até ao ponto a que se chega, iremos transcrever resumidamente o caso que envolve a ccdr-lvt. A exposição transcrita, contem os elementos suficientes para se perceber a situação.
Exmo senhor diretor
Recebi o despacho proferido por V.Excia em 25-7-2012.
Após quase dois anos de contatos e de envio de informações e pagamentos diversos, as justificações que apresentou para inviabilizar o nosso pedido deveriam envergonhar qualquer gestor com responsabilidades assumidas em nome do governo Português.
É que a sua decisão é ridícula, tal é a falta de senso demonstrada.
É também criminosa e penalizadora, pois dela derivam prejuízos e indicia a prática continuada de abuso interpretativo das leis e falta de entendimento do que deveriam ser os verdadeiros objetivos das CCDRs.
A nossa integração na U.E. obriga a que os Organismos públicos tenham outra postura e comportamento perante os cidadãos.

Repare na falta de discernimento que revelou ao assinar este despacho:
O senhor entende que uma casa que existe há mais de 70 anos, nunca teve, nem tem que ter um caminho de acesso ! ?
Penso que provavelmente nos está a aconselhar a utilizarmos o avião e o pára-quedas, sempre que precisarmos de ir para casa.

Também concluiu que uma casa com mais de 70 anos, que já teve pelo menos dois incêndios e ainda tem as paredes de pé, apresenta riscos para a segurança de pessoas e bens !
Ficámos sensibilizados com a sua preocupação, principalmente na proteção dos bens. Como também não queremos correr risco de vida, pensamos que a sua sugestão é no sentido de se poder instalar uma tenda de campismo e não pensarmos mais em casas de alvenaria, pois têm sido muitos os desmoronamentos verificados e o número de mortos não pára de aumentar.

Tudo isto se passa e se escreve como se do lado de cá estejam uns simples imbecis que não merecem mais que continuar á espera de uma qualquer súbita benevolência por parte de V.Excia ou que um qualquer esclarecimento divino lhe traga a razoabilidade do entendimento comum.
Mas já não será necessário. Não lhe vamos solicitar mais nada.
O que vamos fazer é exigir-lhe responsabilidades.
Estamos cansados e revoltados e nada nos vai impedir de enveredar pelas vias que considerarmos adequadas a dar uma solução à sua incompetência.

No entanto o que esta decisão também demonstra é que terão de haver outras razões, pois se fossem só estas, o mínimo que deveria fazer se tivesse vergonha, era pedir a demissão tal é o ridículo a que se expôs.
De facto, o caso em apreço é bem elucidativo de que qualquer coisa não está bem explicada, pois nada justifica termos tido o tratamento exaustivo a que fomos sujeitos durante quase dois anos e recebermos agora este despacho.
Estamos a falar de um terreno com a área de 64.000 mts, que não estava em REN quando há mais de 20 anos o adquirimos e onde pretendíamos desenvolver um projeto de turismo residencial que iria enquadrar-se nos objetivos previstos no plano de desenvolvimento estratégico da Câmara a que pertence. Depois de elaborado e apresentado, o vereador do urbanismo salientou a valia e o interesse do mesmo para o Concelho.
Dado que nessa altura o PDM estava em fase de revisão, foi acolhido e inicialmente selecionado pelo gabinete técnico.
Depois, talvez porque não o tivéssemos "acompanhado devidamente", não foi considerado.
Ficámos assim com um espaço rural sem qualquer aproveitamento e para o qual urgia encontrar uma solução.
Dado que as condições do terreno se iam degradando com incêndios na casa e na zona arborizada, nos constantes vazamentos de entulhos que vão sendo feitos e na permanente devassa da propriedade, resolvemos criar condições para podermos garantir a segurança e a rentabilidade dos terrenos, com base numa exploração agrícola de produtos biológicos.
O mínimo que se poderia esperar das autoridades que se dizem de Coordenação e Desenvolvimento Regional, era o total apoio e incentivo, pois tratava-se de investimento a ser feito por privados, garantia a proteção e aproveitamento de solos há muito abandonados, criaria empregos e representava uma pequena valia regional.
A única coisa que solicitámos foi poder recuperar a construção existente e serem-lhe atribuídas as condições de habitabilidade a que obriga a legislação em vigor. Nada mais.
Trata-se de uma pequena casa térrea com cerca de 120 mts.

Meu caro senhor. Nem todos somos estúpidos ou débeis mentais. Muitos de nós temos desde há muito a perceção clara daquilo que se foi passando neste País.
Não foi por acaso que em 2009 nos batemos pela demissão do estropício político que estava à frente do governo.
Sabemos perfeitamente quais foram os objetivos subjacentes á cobertura em REN de grande parte do País e estamos agora a comprovar as consequências.
A desertificação do Interior, o abandono das matas e a proliferação dos incêndios, cresceu na mesma medida da corrupção proporcionada pela legislação existente.
Perdeu o País, perdemos todos, exceto aqueles que ardilosamente foram construindo o atual ordenamento jurídico. Para que as "coisas" pudessem funcionar e as decisões poderem ser controladas pela escumalha politica que se foi instalando, era necessário garantir que nalguns pontos estratégicos estivesse gente escolhida, não pela competência, mas sim pela obediência às estruturas que foram ocupando a máquina de Estado.
Estamos crentes e V.Excia assim o comprova, que a estes gestores não lhes foi exigida capacidade de ponderação ou discernimento. Antes pelo contrário. Deveriam, se possível, ser pessoas "sem grandes rasgos" e suficientemente limitadas no entendimento do conceito de defesa do interesse público. Parece que a função primordialmente exigida era a de indeferir e condicionar a grande maioria dos processos e esperar que as vitimas enchessem os escritórios de alguns advogados e chegassem até junto dos intermediários das estruturas politicas. Depois tudo se resolveria.
As falsas preocupações com a ecologia, o desenvolvimento sustentável das Regiões, o cumprimento das normas artificiosamente vertidas em regulamentos distribuídos aos técnicos .....tudo pode ser ultrapassado.... e sempre, mas sempre, dentro da legalidade.
Os Freeports, as Covas da Beira, os sobreiros, a quinta do Ambrósio, as desafetações no Alentejo, etc etc, floresceram sem que se tenha conhecimento de qualquer tomada de posição de dirigentes das CCDRs.
Onde é que estava V.Excia nessas alturas ? Nunca se sentiu incomodado ? Andou pelo País a fazer a denuncia desses autênticos atentados ao património publico ?  Publicou artigos a denunciar a situação ?  Não ?  Não fez nada ?  Se calhar nem podia. A sua obediência era e é ao sistema.
O País é uma coisa exterior, insípida, de gente "pedinchona" que passa a vida a aborrecê-los com pretensões menores, como as de poderem recuperar uma pequena casa.
De facto não sabemos qual será a sua utilidade à frente de um organismo que teoricamente se pretendia que fosse imprescindível para o desenvolvimento regional. Prevemos que o senhor tal como muitos outros, tenham sido escolhidos por um qualquer desígnio, que não era certamente do interesse do País, pois se assim fosse não teríamos chegado á situação calamitosa em que nos encontramos.
Os senhores nunca deixaram obra, só deixaram dividas.
Quando agora o País luta pela sobrevivência e apela ao investimento, acabamos por comprovar que são estruturas do próprio Estado que inviabilizam essa possibilidade.
Nunca conseguiremos progredir enquanto se mantiver o atual ordenamento jurídico e gente sem qualidade e sem entendimento do que é o serviço público puder continuar á frente de Órgãos essenciais ao desenvolvimento equilibrado, que urgentemente se terá que alcançar.
Não iremos pactuar com a impunidade instalada.

Espero que as nossas tomadas de posição relativamente ao anterior governo e em nome da Associação que dirijo, não tenham sido o motivo por detrás do qual acontecem decisões destas. Irei no entanto tentar perceber se por acaso V.excia também pertence à mesma nomenclatura que conduziu o País à bancarrota e foi protagonista dos mais escandalosos casos de corrupção e irresponsabilidade governativa.
Talvez as suas origens possam ajudar-nos a esclarecer alguma coisa.
Carlos Luis
Lisboa, 2 de Agosto 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ecco l'uomo

Esta frase tem atravessado os tempos e encerra em si um forte conteúdo emocional pois anda ligada a acontecimentos marcantes da humanidade, tem um peso específico muito próprio e normalmente anuncia uma chegada que gera grandes expectativas.
Eis o homem ! 

Uma frase simples, mas que pode adquirir uma dimensão extravasante, tanto mais sentida quanto maior for a falência dos valores e a impunidade instalada.
É sempre o grande anuncio que se espera ouvir nas situações mais complexas que as sociedades enfrentam.
Os povos precisam de saber que dispõem de reservas humanas capazes de cumprirem as expectativas e responderem aos anseios das populações.
Quando for maior o declínio e a perda de credibilidade das Instituições, maior será o apelo e a espera por esse anuncio.
A interrogação é constante e espera-se sempre que o Homem venha a aparecer.
A sorte das Nações sempre dependeu da qualidade de quem as dirige.
Infelizmente o nosso País não teve sorte.
Parece que se juntou aqui a escumalha politica adormecida ao longo do tempo.
Perante o descalabro a que se chegou, espera-se que algo de novo, diferente e impactante venha a surgir.
Temos de ser capazes de vislumbrar soluções e encontrar gente capaz de assumir responsabilidades.

A transcêndencia de alguns torna-os mais visíveis sempre que a ética e os valores vão soçobrando perante a ganância  e a impunidade instalada e eles são capazes de se sobrepor e demonstrar a falácia do sistema e a indignidade dos seus principais mentores.
Com efeito, gente indigna e sem escrúpulos foi desenhando um sistema politico que serviu no essencial para arranjarem fortunas colossais e garantirem uma estrutura de estado e de empresas publicas á medida das necessidades familiares e politicas. 
Como corolário das suas façanhas instituíram a corrupção a todos os níveis, ao mesmo tempo que garantiram a impunidade judicial perante os crimes que foram cometendo.

Contra este estado de coisas alguns se foram levantando.
Medina Carreira falou alto e com bom som, sobre as indignidades cometidas por alguns políticos, assim como foi alertando para a criminosa gestão da coisa publica.
Tinha toda a razão. Foi pena não se ter candidatado à presidência da republica. Hoje temos lá um mono.
Mas o País provou que continua a gerar grandes homens.
Paulo Morais pelo que já fez, pelo que já disse e pelo que já escreveu, ganhou credibilidade, confiança e a estatura necessária para poder vir a responder aos anseios desta velha Nação.
Esperemos que brevemente alguém possa dizer;
ECCO L'UOMO !

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Branco, apenas de seu nome

Aos poucos, foi-se perdendo a expectativa e esperança que depositámos nalguns membros deste governo.
Não nos podemos esquecer que na altura  era essencial correr com a escumalha socialista liderada pelo gfp socrates e respetiva camarilha. 
Embora conscientes que tanto ps como psd não passam de simulações alternativas, a verdade é que estávamos e estamos condicionados nesta escolha.
Infelizmente e para escolhermos aquele que nos parece o mal menor, acabamos sempre por cair nesta armadilha preparada pelo actual sistema, a que ardilosamente chamam democrático.
Quem como nós se opõe e denuncia a perversidade do mesmo e clama pela urgência da sua substituição, vai sendo sistematicamente desacreditado pelos "homens" do sistema que depressa nos colocam os rótulos que acharem mais convenientes. 
Têm mesmo alguns intelectuais de serviço enquadrados em blogues quase insuspeitos. 
Acontece no entanto que somos sérios, ideologicamente descomprometidos, com um forte sentido de justiça social e fortemente determinados a contribuir para o derrube deste regime iníquo e vergonhoso, montado por esta escumalha política para seu benefício e em prejuízo do resto do País.
Tivemos contudo alguma esperança. 
Integravam o novo governo alguns nomes que se tinham destacado pela crítica contundente e esclarecida que ao longo do tempo foram fazendo à anterior desgovernação.
Com isso ganharam o nosso apoio e expectativa quanto à capacidade em tomarem medidas corretivas da situação económica em que nos encontrávamos, assim como avançarem para um novo patamar de responsabilização de quem assume compromissos com a gestão do País e o conduz criminosamente até à bancarrota.
O sentimento de revolta perante o descalabro socialista exigia outras respostas. No entanto nada de relevante aconteceu.
O País continua descontrolado e a ver que cada vez mais se desagregam as suas estruturas funcionais.
O governo de passos coelho falhou e desiludiu-nos.
O País está a perder o animo para se recompor.
Os exemplos de indignidades e desrespeito pelo erário público vão-se acumulando.
Um governo que protege um bandalho como relvas perde a credibilidade.
Um governo que contrata correlegionários e amigos e lhes estabelece condições que contrariam o normativo que estabeleceu para a função pública, desacredita-se.
Um governo que tem um ministro que não gostou de ouvir um bispo desbocado chamar-lhe corrupto, terá pelo menos de aceitar o qualificativo de indigno.
Aguiar Branco tem uma avença mensal de 12.100 Euros da Metro do Porto.
Vemos assim e mais uma vez comprovada a interligação entre a classe politica, os escritórios dos advogados do sistema e as empresas que vergonhosamente lhes estabelecem pagamentos e avenças que nada mais são que roubos ao erário público. 
Não é com ministros destes que Portugal irá recuperar a dignidade.