quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ainda tem dúvidas ?

Esta classe politica está toda envolvida no tremendo escândalo que tem sido este sistema politico a que chamam democracia.
Cada vez sentimos mais vergonha em não conseguirmos sair para a rua com o firme propósito de varrer definitivamente toda esta escumalha que nos anda a enganar há tantos anos.
Alguém imaginava que os bandalhos socialistas de socrates e teixeira tivessem encravado o País em mais quase 3 mil milhões para lá daquilo que eram os dados conhecidos ?
Seria aquele montante o tal desvio colossal que na altura passos coelho referiu ?
E depois gaspar explicou ?
E depois nunca mais se ouviu falar ?
Pois é verdade. Sempre ouve um desvio colossal que esta escumalha do ps, psd e cds acordaram em não divulgar.
Vejam e confirmem !

Alguém ainda tem dúvidas ?
E o pc e o bloco também não sabiam disto ?
Em que condições ou com que garantias foram obtidos estes empréstimos ?
Será por isto que as lojas chinesas continuam a vender os seus produtos sem IVA e aos poucos irem obrigando a encerrar o pequeno comércio que não pode competir com aqueles preços ?

Depois de irmos conhecendo todas estas situações, do que é que estamos à espera ?
Será que ainda não sente vontade de se revoltar ?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Sentença de morte

O caos que se vai instalando devagar pode eclodir a qualquer momento.
A classe politica decretou a sentença de morte do País e este vai morrendo aos poucos.
O encerramento diário de muitas actividades, vão sendo o reflexo do dia a dia.
As lojas vão fechando. O comércio definha.
De repente, junto á nossa porta vamos vendo e sentindo a queda de um Centro Comercial que há cerca de 15 anos fomos utilizando. As pessoas e os empregados que nos habituámos a ver quase diariamente, vão desaparecendo. Hoje foi a vez do café. Ontem tinha sido a pizaria. Anteontem as bijutarias. Antes de ante ontem a agência de viagens. Amanhã irá ser mais um dos poucos que ainda restam.
 
Entretanto os políticos responsáveis por tudo isto continuam a deslocar-se em excelentes viaturas, com motorista ás ordens, mais um assessor, mais um segurança, mais despesas pagas sem controlo, mais vencimentos adequados ao tremendo esforço que diariamente dispendem para fazer a merda que fizeram do País. Esta gente não tem a noção daquilo que anda a fazer.
Temos que tomar medidas, pois qualquer dia estes vão fazer companhia ao grande filho da puta que fugiu para Paris, onde continua impune e sem que alguém lhe ponha a mão em cima.
 
Estamos quase mortos e perante tudo o que se vai passando continuamos sem estrebuchar, o que de facto é estranho.
Não. Não me falem em mais manifestações pacíficas. Já não saio de casa para isso.
Mas..... se for para irmos para a Assembleia da republica, para S.Bento ou para junto de qualquer ministério lançar uns baldes de merda contra estes políticos, contem comigo e com mais uma dúzia pelo menos. Se escapar a mão a algum, paciência. Só se perdem as que falham o alvo.
 
A ESTABILIDADE que estes merdosos pretendem tem que acabar.
 
Existem soluções para o País.
Mas mesmo para aqueles que duvidam, a escolha também não é difícil.
Com esta escumalha já sabemos onde estamos a chegar. Com outras escolhas politicas certamente que não iríamos chegar a pior situação.
Assim, morrer por morrer que seja com dignidade e com o sentimento de se ter lutado por causas nobres e soluções de futuro. 
 
Faça alguma coisa por si e pelos seus.
Diga não a esta classe de bandalhos políticos.
Meta na sua cabeça que ps e psd são a mesma escória e os principais responsáveis pelo desgraçado País que nos estão a legar. Não se iluda com a alternativa liderada por antónio costa. Ele já se pôs de pé, mas não se esqueça que está envolvido no mesmo pacote onde já estão todos os outros.
Grave, escreva na parede, ponha na sua agenda ou onde quiser. ACABOU.
NUNCA MAIS queremos ouvir falar desta gente.
Teremos que correr com eles o mais depressa possível.
Temos que nos organizar. Vamos ver se é desta vez que se consegue.
Não tem medo de sujar as mãos ?
 

domingo, 9 de setembro de 2012

Começamos a ficar completamente esclarecidos.

As medidas agora anunciadas pelo primeiro ministro vêm levantar as mais sérias duvidas sobre a idoneidade dos actuais governantes.
Nunca tivemos dúvidas sobre o estado de completa irresponsabilidade a que tínhamos sido conduzidos por sócrates em conjunto com a matilha socialista que o acompanhava. Pensamos mesmo que o ministro das finanças da altura, de seu nome teixeira dos santos, deveria estar em prisão preventiva até próximo julgamento. É que se sócrates não passa de um reles trapaceiro, o "velhinho" teixeira estava rotulado como um professor catedrático e um conhecedor do mercado. Assim sendo, é imputável e indesculpável.
Era por sabermos isso e pensarmos que os novos governantes iriam seguir uma politica adequada a conseguir-se recuperar o estado em que se encontrava o País, que tivemos alguma fundada expectativa na sua capacidade  em resolver os problemas que nos tinham sido deixados.
Hoje temos que confessar. Fomos enganados.
A politica em campanha eleitoral é acima de tudo uma arte e tem sido isso que nos tem trazido as mais graves consequências. Esta gente tornou-se especialista na dissimulação e conseguem enganar facilmente quem age de boa fé e até os mais prevenidos se deixam enlear nas promessas falsas que repetidamente nos são feitas.
O resultado está á vista.
As politicas seguidas não têm qualquer sustentação credível nem base ideológica que as defina. Não se trata de neoliberalismo, nem de qualquer outro ismo.
Trata-se de incompetência pura e simples acompanhada pelo engano sistemático a que somos sujeitos.
Trata-se acima de tudo de um LOGRO monumental que nos vai arrastando para a miséria.
Que gente é esta que se propõe governar com o firme propósito de resolver o défice pelo corte na despesa excessiva da máquina do estado, das fundações, dos institutos e dos organismos dependentes e acaba por fazer incidir as suas medidas sobre o valor do trabalho, esquecendo contudo os grandes beneficiários do sistema que continuam impávidos e serenos a usufruir das benesses ilegitimamente adquiridas e que após ano e meio de governação continuam praticamente intocáveis.
Como é que é possível a um primeiro ministro que foi eleito com base em promessas que nada têm a ver com as decisões que já tomou, apelar ao sentido de compreensão dos portugueses a quem ainda por cima agradece o esforço que somos obrigados a fazer ?
Não meus amigos, não é assim que se governa um País.
Quando se tem que apelar a um esforço conjunto, as primeiras decisões teriam que ser aplicadas áqueles que menos são afetados pela crise. A equidade é a essência de qualquer decisão política.
Quando isso não acontece, o povo está legitimado para exigir e impor a imediata demissão do governo.
Sabemos que não há alternativa, pois a escumalha socialista já demonstrou que nada tem para apresentar ao País.
Está na hora para os Portugueses de boa vontade e algum esclarecimento se juntarem na busca de um consenso alargado para fazer frente aos chulos da Nação.
É o futuro que chama por nós e será cobardia e desonra não assumirmos o compromisso que temos com os mais jovens que confiaram nas instituições que inadvertidamente ajudámos a criar.
Este não foi o regime nem o sistema politico que ambicionámos.
Fomos enganados e traídos.
Que ninguém se deixe iludir. Não há solução com os actuais partidos. Nós somos apenas os burros de carga desta escumalha politica. Se for para continuar assim......da próxima votem no ps.
Se acha que já percebeu tudo e não vale a pena esperarmos mais, é começarmos a preparar as condições para enfrentar estes ignóbeis falsários que nada mais fazem que se protegerem e garantirem a continuidade dos grupos em que se integram e onde continuam a garantir a manutenção de condições aviltantes para o resto da população.
Esta gente não é séria e só está preocupada em garantir um funcionamento da máquina do estado que continue a assegurar a manutenção de cargos e postos de trabalho que de há muito só previligiam os amigos e os membros da camarilha politica que foram constituindo ao longo dos anos.
Para isso não se incomodam em lançar na miséria largas franjas da população. Mas fazem isso com um ar sentido e condoído, que se nota quando passam instalados nas viaturas de últimos modelos que vão comprando com o nosso dinheiro.
E se perdermos a cabeça e dermos uma valente surra num destes filhos da puta ?
Se for o seu caso não tenha problemas que nós asseguramos-lhe a defesa jurídica e o povo irá certamente levá-lo em ombros.
Vamos ver quem é o primeiro a perder a cabeça.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Nem de propósito

Temos por diversas vezes denunciado a situação que se verifica na comunicação social, com relevo para a televisiva, onde a mediocridade desde há muito se instalou e onde são cada vez mais claros e visíveis os intuitos "doutrinadores" e condicionantes da capacidade de raciocinio e visão.
Seja qual for o canal, os textos e as imagens são quase tiradas a papel quimico. As reportagens do Carlos Enes ou da Ana Leal, quase desapareceram da TVI. Temos instalada uma autêntica democracia monocórdica e enfastiante. Uma vergonha para todos os que ás 7 ás 10, ás 13, ás 16, ás 20, etc, leêm sempre as mesmas coisas e mostram sempre as mesmas caras.
No entanto haveria muito para se divulgar e que estranhamente se finge desconhecer.
Segue um texto enviado pelo nosso amigo Zé Muacho.
 
SILÊNCIO ABSOLUTO SOBREA ISLÂNDIA, PORQUÊ?
"Se há quem acredite que nos dias de hoje não existe censura, então que nos esclareça porque é que ficámos a saber tanta coisa acerca do que se passa no Egipto e porque é que os jornais não têm dito absolutamente nada sobre o que se passa na Islândia.
Na Islândia:
- o povo obrigou à demissão em bloco do governo;
- os principais bancos foram nacionalizados e foi decidido não pagar as dívidas que eles tinham contraído junto dos bancos do Reino Unido e da Holanda, dívidas que tinham sido geradas pelas suas más políticas financeiras;
- foi constituída uma assembleia popular para reescrever a Constituição.
Tudo isto pacificamente. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu a esta crise. E aí está a razão pela qual nada tem sido noticiado no decurso dos últimos dois anos. O que é que poderia acontecer se os cidadãos europeus lhe viessem a seguir o exemplo?

Sinteticamente, eis a sucessão histórica dos factos:
- 2008: o principal banco do país é nacionalizado. A moeda afunda-se, a Bolsa suspende a actividade. O país está em bancarrota.
- 2009: os protestos populares contra o Parlamento levam à convocação de eleições antecipadas, das quais resulta a demissão do primeiro-ministro e de todo o governo.
A desastrosa situação económica do país mantém-se. É proposto ao Reino Unido e à Holanda, através de um processo legislativo, o reembolso da dívida por meio do pagamento de 3.500 milhões de euros, montante suportado mensalmente por todas as famílias islandesas durante os próximos 15 anos, a uma taxa de juro de 5%.
- 2010: o povo sai novamente à rua, exigindo que essa lei seja submetida a referendo.
Em Janeiro de 2010, o Presidente recusa ratificar a lei e anuncia uma consulta popular.
O referendo tem lugar em Março. O NÃO ao pagamento da dívida alcança 93% dos votos.

Entretanto, o governo dera início a uma investigação no sentido de enquadrar juridicamente as responsabilidades pela crise. Tem início a detenção de numerosos banqueiros e quadros superiores. A Interpol abre uma investigação e todos os banqueiros implicados abandonam o país.
Neste contexto de crise, é eleita uma nova assembleia encarregada de redigir a nova Constituição, que acolha a lições retiradas da crise e que substitua a actual, que é uma cópia da constituição dinamarquesa. Com esse objectivo, o povo soberano é directamente chamado a pronunciar-se. São eleitos 25 cidadãos sem filiação política, de entre os 522 que apresentaram candidatura. Para esse processo é necessário ser maior de idade e ser apoiado por 30 pessoas.
- A assembleia constituinte inicia os seus trabalhos em Fevereiro de 2011 a fim de apresentar, a partir das opiniões recolhidas nas assembleias que tiveram lugar em todo o país, um projecto de Magna Carta. Esse projecto deverá passar pela aprovação do parlamento actual bem como do que vier a ser constituído após as próximas eleições legislativas.
Eis, portanto, em resumo a história da revolução islandesa:
- Demissão em bloco de um governo inteiro;
- Referendo, de modo a que o povo se pronuncie sobre as decisões económicas fundamentais;
- Prisão dos responsáveis pela crise e
- Reescrita da Constituição pelos cidadãos:

Ouvimos falar disto nos grandes media europeus?
Ouvimos falar disto nos debates políticos radiofónicos?
Vimos alguma imagem destes factos na televisão? Evidentemente que não!
O povo islandês deu uma lição à Europa inteira, enfrentando o sistema e dando um exemplo de democracia a todo o mundo".

Porque é que não nos revoltamos ?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O eterno cansaço

O tempo de férias possibilita-nos o afastamento de algumas das nossas vivências diárias e dá-nos a ilusão de um retemperamento de forças para a nova época em que iremos entrar.
Infelizmente a situação em que se encontra o País e a reiterada incapacidade desta classe politica em poder encontrar soluções, não nos deixam margem para podermos descansar ou esquecer que o pior ainda está para vir.
Seja qual for o sítio em que nos encontremos, muitas são as coisas que evidenciam e demonstram até onde chegou a incompetência e a incoerência daqueles que ao longo destes anos foram exercendo os cargos de gestão da coisa publica.
O País é uma manta de retalhos compostos por legislação avulsa inadequada, que acabou por gerar um ordenamento administrativo incoerente e impeditivo do desenvolvimento das diversas regiões.
O fosso social é cada vez maior e não se vê um projeto mobilizador que permita recuperar a confiança e o estimulo para um novo caminho a percorrer.
Quer nos desloquemos para as Beiras ou para o Algarve o sentimento é sempre o mesmo e a pergunta repete-se ! Como é que é possível que ninguém veja o que se passa ?
O País vai definhando "a olhos vistos" e parece que todos estão à espera de algum milagre.
É verdadeiramente criminoso ouvir alguns políticos dizerem que estamos no bom caminho e que em breve iremos começar a recuperação. Isto só é possível ser dito por quem desconhece a realidade do funcionamento da economia e a crescente depêndencia que vamos tendo do exterior.  Aos poucos vamos destruindo o comercio e a industria e será extremamente difícil reerguer estruturas e recuperar mercados.
No entanto a principal força motriz de uma Nação é e terá de ser a sua gente.
A nossa no entanto está desgastada, desmoralizada e incapaz de reagir.
Perdemos a noção de grupo e do valor potencial que por força da história deveríamos ter armazenado.
Precisamos de nos por de pé e correr com esta ignóbil gente acoitada na classe politica e da qual nada há a esperar, senão desenganos, mentiras e traições.
O País está sem rumo e a presente situação apenas subsiste pela cobertura diária, massiva e constante que a comunicação social lhe vai garantindo. Com jornalistas e orgãos diretivos a ganharem milhares de euros mensais e com o controlo nas mãos de grandes grupos, não é de esperar gritos de revolta ou denuncia.
Eles irão continuar a servir-nos diariamente as declarações apalermadas de um qualquer passos ou seguro e fálo-ão a todas as horas até nos convencerem de que está ali uma alternativa. 
Pelo meio lá irão aceitando de quando em vez  alguma voz mais crítica para parecer que vivemos numa autêntica democracia. 
Esperemos que os portugueses possam começar a perceber o autêntico embuste que há longos anos se vem mantendo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

À espera que o sol se ponha

Neste País em que nada acontece a não ser a repetição crónica e sistemática dos dias que vão passando, só os jogos olímpicos, a guerra na Síria e alguns incêndios, é que nos vão trazendo um pouco de emoção.
Infelizmente, já nem conseguimos ver com a mesma regularidade a fuça manhosa de miguel relvas. Embora isso nos cause asco, ao mesmo tempo também nos divertia.
Os assuntos mais sérios ficam para mais tarde, pois não são bons para serem discutidos neste tempo quente.
Agora ninguém quer ouvir falar do continuo aumento das falências, do desemprego, do crédito mal parado, da subida dos combustíveis, das multas, etc. Isso iria incomodar as nossas gentes. 
Bastam umas noticias de vez em quando nos telejornais e nem temos que estar a preocupar-nos com isso. Temos uma troika a cuidar de nós e Fátima está aqui tão perto.
A troika já sabemos que é boa. Se for preciso põem cá mais dinheiro e se não conseguirmos pagar a horas, não tem problema. Eles prolongam o prazo. Depois alguém irá pagar.
Agora queremos é gozar férias.
Não nos chateiem com as tretas do costume. Os homens que temos à frente disto estão a trabalhar, pá.
Suspendam é os programas com Henrique Medina Carreira. Esse doido anda há vários anos a chatear-nos com gráficos e previsões que só nos incomodam. Nós não queremos saber nada daquilo, pá.
Fechem a boca ao Paulo Morais, ao Tiago Guerreiro, ao José Gomes Ferreira e a mais meia dúzia deles que não nos deixam descansar a cabeça.
Temos o campeonato nacional quase a começar e ainda nem sabemos a constituição das equipas.
O coentrão sempre volta ?  Há, não sabem !
Mas para mandarem postas de bacalhau sobre a economia já estão prontos.
Ouçam. Façam-nos um favor. Vão trabalhar, façam qualquer coisa, pá.
Já estamos fartos do choradinho de que os nossos filhos mais tarde é que irão sofrer as consequências.

He lá ! será que estes gajos têm razão ?
Haverá para aí alguma solução milagrosa ?
Será que a vida irá recompor-se lá mais para a frente ?
Bom, os portugueses sempre foram um povo destemido e capaz de descobrir mundos e novos fundos, quando a miséria lhes bate à porta.
E ela vai bater. Mas eles sabem que será certamente na porta do lado.
Este bom e embrutecido povo tem a garantia de proteção da virgem e confia que os anjos da guarda vão trocando os números das portas.
Pode parecer mal ou injusto, mas..... que se lixe. Enquanto a desgraça for alheia não temos que nos preocupar. São assim os homens das bejecas.
E será assim que o tempo vai passando até que o sol se ponha, as praias fechem e o fim do ano se aproxime. Então, já no inverno, a temperatura talvez comece a subir.
Os fatores de aquecimento são muitos e não se vê forma de apagar a fogueira.  
Não será apenas o peso de mais um corte nos vencimentos. 
É a expetativa quanto á situação real em que se irá encontrar a nossa economia.
É isso que esperamos saber lá mais para o final do ano.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A força que é preciso ter

A contestação ao sistema e à classe politica instalada tem sempre custos e incómodos.
Todos os que de alguma forma se foram levantando, acabaram sempre por ver as suas vidas dificultadas nas mais diversas situações. O sistema tem os seus metodos de funcionamento e controlo destes casos. 
O principal objetivo e a necessidade maior é a de que os contestatários mais ativos não se espalhem muito, pois isso poderia levar mais gente a entusiasmar-se e aderir à contestação.
Eles conseguem por diversas formas fazer-nos lembrar que continuamos a depender do sistema.
É isso que vem acontecendo com um dos dirigentes desta associação.
Todos os projetos que nos últimos anos pretendeu desenvolver continuam sem viabilização, duas empresas que tinha em funcionamento cessaram actividade, o convite que em tempos lhe foi feito para dar aulas numa universidade foi cancelado e curiosamente nos últimos anos não voltou a ser sondado para se candidatar a um lugar autàrquico. Sobre este último aspeto posso informar que nunca esses convites foram aceites ou sequer ponderados.
Um dos métodos utilizados pelo sistema é irem-nos protelando os processos quando pretendemos dar andamento a qualquer situação em que seja obrigatória a intervenção de organismos públicos. Para que se perceba bem até ao ponto a que se chega, iremos transcrever resumidamente o caso que envolve a ccdr-lvt. A exposição transcrita, contem os elementos suficientes para se perceber a situação.
Exmo senhor diretor
Recebi o despacho proferido por V.Excia em 25-7-2012.
Após quase dois anos de contatos e de envio de informações e pagamentos diversos, as justificações que apresentou para inviabilizar o nosso pedido deveriam envergonhar qualquer gestor com responsabilidades assumidas em nome do governo Português.
É que a sua decisão é ridícula, tal é a falta de senso demonstrada.
É também criminosa e penalizadora, pois dela derivam prejuízos e indicia a prática continuada de abuso interpretativo das leis e falta de entendimento do que deveriam ser os verdadeiros objetivos das CCDRs.
A nossa integração na U.E. obriga a que os Organismos públicos tenham outra postura e comportamento perante os cidadãos.

Repare na falta de discernimento que revelou ao assinar este despacho:
O senhor entende que uma casa que existe há mais de 70 anos, nunca teve, nem tem que ter um caminho de acesso ! ?
Penso que provavelmente nos está a aconselhar a utilizarmos o avião e o pára-quedas, sempre que precisarmos de ir para casa.

Também concluiu que uma casa com mais de 70 anos, que já teve pelo menos dois incêndios e ainda tem as paredes de pé, apresenta riscos para a segurança de pessoas e bens !
Ficámos sensibilizados com a sua preocupação, principalmente na proteção dos bens. Como também não queremos correr risco de vida, pensamos que a sua sugestão é no sentido de se poder instalar uma tenda de campismo e não pensarmos mais em casas de alvenaria, pois têm sido muitos os desmoronamentos verificados e o número de mortos não pára de aumentar.

Tudo isto se passa e se escreve como se do lado de cá estejam uns simples imbecis que não merecem mais que continuar á espera de uma qualquer súbita benevolência por parte de V.Excia ou que um qualquer esclarecimento divino lhe traga a razoabilidade do entendimento comum.
Mas já não será necessário. Não lhe vamos solicitar mais nada.
O que vamos fazer é exigir-lhe responsabilidades.
Estamos cansados e revoltados e nada nos vai impedir de enveredar pelas vias que considerarmos adequadas a dar uma solução à sua incompetência.

No entanto o que esta decisão também demonstra é que terão de haver outras razões, pois se fossem só estas, o mínimo que deveria fazer se tivesse vergonha, era pedir a demissão tal é o ridículo a que se expôs.
De facto, o caso em apreço é bem elucidativo de que qualquer coisa não está bem explicada, pois nada justifica termos tido o tratamento exaustivo a que fomos sujeitos durante quase dois anos e recebermos agora este despacho.
Estamos a falar de um terreno com a área de 64.000 mts, que não estava em REN quando há mais de 20 anos o adquirimos e onde pretendíamos desenvolver um projeto de turismo residencial que iria enquadrar-se nos objetivos previstos no plano de desenvolvimento estratégico da Câmara a que pertence. Depois de elaborado e apresentado, o vereador do urbanismo salientou a valia e o interesse do mesmo para o Concelho.
Dado que nessa altura o PDM estava em fase de revisão, foi acolhido e inicialmente selecionado pelo gabinete técnico.
Depois, talvez porque não o tivéssemos "acompanhado devidamente", não foi considerado.
Ficámos assim com um espaço rural sem qualquer aproveitamento e para o qual urgia encontrar uma solução.
Dado que as condições do terreno se iam degradando com incêndios na casa e na zona arborizada, nos constantes vazamentos de entulhos que vão sendo feitos e na permanente devassa da propriedade, resolvemos criar condições para podermos garantir a segurança e a rentabilidade dos terrenos, com base numa exploração agrícola de produtos biológicos.
O mínimo que se poderia esperar das autoridades que se dizem de Coordenação e Desenvolvimento Regional, era o total apoio e incentivo, pois tratava-se de investimento a ser feito por privados, garantia a proteção e aproveitamento de solos há muito abandonados, criaria empregos e representava uma pequena valia regional.
A única coisa que solicitámos foi poder recuperar a construção existente e serem-lhe atribuídas as condições de habitabilidade a que obriga a legislação em vigor. Nada mais.
Trata-se de uma pequena casa térrea com cerca de 120 mts.

Meu caro senhor. Nem todos somos estúpidos ou débeis mentais. Muitos de nós temos desde há muito a perceção clara daquilo que se foi passando neste País.
Não foi por acaso que em 2009 nos batemos pela demissão do estropício político que estava à frente do governo.
Sabemos perfeitamente quais foram os objetivos subjacentes á cobertura em REN de grande parte do País e estamos agora a comprovar as consequências.
A desertificação do Interior, o abandono das matas e a proliferação dos incêndios, cresceu na mesma medida da corrupção proporcionada pela legislação existente.
Perdeu o País, perdemos todos, exceto aqueles que ardilosamente foram construindo o atual ordenamento jurídico. Para que as "coisas" pudessem funcionar e as decisões poderem ser controladas pela escumalha politica que se foi instalando, era necessário garantir que nalguns pontos estratégicos estivesse gente escolhida, não pela competência, mas sim pela obediência às estruturas que foram ocupando a máquina de Estado.
Estamos crentes e V.Excia assim o comprova, que a estes gestores não lhes foi exigida capacidade de ponderação ou discernimento. Antes pelo contrário. Deveriam, se possível, ser pessoas "sem grandes rasgos" e suficientemente limitadas no entendimento do conceito de defesa do interesse público. Parece que a função primordialmente exigida era a de indeferir e condicionar a grande maioria dos processos e esperar que as vitimas enchessem os escritórios de alguns advogados e chegassem até junto dos intermediários das estruturas politicas. Depois tudo se resolveria.
As falsas preocupações com a ecologia, o desenvolvimento sustentável das Regiões, o cumprimento das normas artificiosamente vertidas em regulamentos distribuídos aos técnicos .....tudo pode ser ultrapassado.... e sempre, mas sempre, dentro da legalidade.
Os Freeports, as Covas da Beira, os sobreiros, a quinta do Ambrósio, as desafetações no Alentejo, etc etc, floresceram sem que se tenha conhecimento de qualquer tomada de posição de dirigentes das CCDRs.
Onde é que estava V.Excia nessas alturas ? Nunca se sentiu incomodado ? Andou pelo País a fazer a denuncia desses autênticos atentados ao património publico ?  Publicou artigos a denunciar a situação ?  Não ?  Não fez nada ?  Se calhar nem podia. A sua obediência era e é ao sistema.
O País é uma coisa exterior, insípida, de gente "pedinchona" que passa a vida a aborrecê-los com pretensões menores, como as de poderem recuperar uma pequena casa.
De facto não sabemos qual será a sua utilidade à frente de um organismo que teoricamente se pretendia que fosse imprescindível para o desenvolvimento regional. Prevemos que o senhor tal como muitos outros, tenham sido escolhidos por um qualquer desígnio, que não era certamente do interesse do País, pois se assim fosse não teríamos chegado á situação calamitosa em que nos encontramos.
Os senhores nunca deixaram obra, só deixaram dividas.
Quando agora o País luta pela sobrevivência e apela ao investimento, acabamos por comprovar que são estruturas do próprio Estado que inviabilizam essa possibilidade.
Nunca conseguiremos progredir enquanto se mantiver o atual ordenamento jurídico e gente sem qualidade e sem entendimento do que é o serviço público puder continuar á frente de Órgãos essenciais ao desenvolvimento equilibrado, que urgentemente se terá que alcançar.
Não iremos pactuar com a impunidade instalada.

Espero que as nossas tomadas de posição relativamente ao anterior governo e em nome da Associação que dirijo, não tenham sido o motivo por detrás do qual acontecem decisões destas. Irei no entanto tentar perceber se por acaso V.excia também pertence à mesma nomenclatura que conduziu o País à bancarrota e foi protagonista dos mais escandalosos casos de corrupção e irresponsabilidade governativa.
Talvez as suas origens possam ajudar-nos a esclarecer alguma coisa.
Carlos Luis
Lisboa, 2 de Agosto 2012

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ecco l'uomo

Esta frase tem atravessado os tempos e encerra em si um forte conteúdo emocional pois anda ligada a acontecimentos marcantes da humanidade, tem um peso específico muito próprio e normalmente anuncia uma chegada que gera grandes expectativas.
Eis o homem ! 

Uma frase simples, mas que pode adquirir uma dimensão extravasante, tanto mais sentida quanto maior for a falência dos valores e a impunidade instalada.
É sempre o grande anuncio que se espera ouvir nas situações mais complexas que as sociedades enfrentam.
Os povos precisam de saber que dispõem de reservas humanas capazes de cumprirem as expectativas e responderem aos anseios das populações.
Quando for maior o declínio e a perda de credibilidade das Instituições, maior será o apelo e a espera por esse anuncio.
A interrogação é constante e espera-se sempre que o Homem venha a aparecer.
A sorte das Nações sempre dependeu da qualidade de quem as dirige.
Infelizmente o nosso País não teve sorte.
Parece que se juntou aqui a escumalha politica adormecida ao longo do tempo.
Perante o descalabro a que se chegou, espera-se que algo de novo, diferente e impactante venha a surgir.
Temos de ser capazes de vislumbrar soluções e encontrar gente capaz de assumir responsabilidades.

A transcêndencia de alguns torna-os mais visíveis sempre que a ética e os valores vão soçobrando perante a ganância  e a impunidade instalada e eles são capazes de se sobrepor e demonstrar a falácia do sistema e a indignidade dos seus principais mentores.
Com efeito, gente indigna e sem escrúpulos foi desenhando um sistema politico que serviu no essencial para arranjarem fortunas colossais e garantirem uma estrutura de estado e de empresas publicas á medida das necessidades familiares e politicas. 
Como corolário das suas façanhas instituíram a corrupção a todos os níveis, ao mesmo tempo que garantiram a impunidade judicial perante os crimes que foram cometendo.

Contra este estado de coisas alguns se foram levantando.
Medina Carreira falou alto e com bom som, sobre as indignidades cometidas por alguns políticos, assim como foi alertando para a criminosa gestão da coisa publica.
Tinha toda a razão. Foi pena não se ter candidatado à presidência da republica. Hoje temos lá um mono.
Mas o País provou que continua a gerar grandes homens.
Paulo Morais pelo que já fez, pelo que já disse e pelo que já escreveu, ganhou credibilidade, confiança e a estatura necessária para poder vir a responder aos anseios desta velha Nação.
Esperemos que brevemente alguém possa dizer;
ECCO L'UOMO !

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Branco, apenas de seu nome

Aos poucos, foi-se perdendo a expectativa e esperança que depositámos nalguns membros deste governo.
Não nos podemos esquecer que na altura  era essencial correr com a escumalha socialista liderada pelo gfp socrates e respetiva camarilha. 
Embora conscientes que tanto ps como psd não passam de simulações alternativas, a verdade é que estávamos e estamos condicionados nesta escolha.
Infelizmente e para escolhermos aquele que nos parece o mal menor, acabamos sempre por cair nesta armadilha preparada pelo actual sistema, a que ardilosamente chamam democrático.
Quem como nós se opõe e denuncia a perversidade do mesmo e clama pela urgência da sua substituição, vai sendo sistematicamente desacreditado pelos "homens" do sistema que depressa nos colocam os rótulos que acharem mais convenientes. 
Têm mesmo alguns intelectuais de serviço enquadrados em blogues quase insuspeitos. 
Acontece no entanto que somos sérios, ideologicamente descomprometidos, com um forte sentido de justiça social e fortemente determinados a contribuir para o derrube deste regime iníquo e vergonhoso, montado por esta escumalha política para seu benefício e em prejuízo do resto do País.
Tivemos contudo alguma esperança. 
Integravam o novo governo alguns nomes que se tinham destacado pela crítica contundente e esclarecida que ao longo do tempo foram fazendo à anterior desgovernação.
Com isso ganharam o nosso apoio e expectativa quanto à capacidade em tomarem medidas corretivas da situação económica em que nos encontrávamos, assim como avançarem para um novo patamar de responsabilização de quem assume compromissos com a gestão do País e o conduz criminosamente até à bancarrota.
O sentimento de revolta perante o descalabro socialista exigia outras respostas. No entanto nada de relevante aconteceu.
O País continua descontrolado e a ver que cada vez mais se desagregam as suas estruturas funcionais.
O governo de passos coelho falhou e desiludiu-nos.
O País está a perder o animo para se recompor.
Os exemplos de indignidades e desrespeito pelo erário público vão-se acumulando.
Um governo que protege um bandalho como relvas perde a credibilidade.
Um governo que contrata correlegionários e amigos e lhes estabelece condições que contrariam o normativo que estabeleceu para a função pública, desacredita-se.
Um governo que tem um ministro que não gostou de ouvir um bispo desbocado chamar-lhe corrupto, terá pelo menos de aceitar o qualificativo de indigno.
Aguiar Branco tem uma avença mensal de 12.100 Euros da Metro do Porto.
Vemos assim e mais uma vez comprovada a interligação entre a classe politica, os escritórios dos advogados do sistema e as empresas que vergonhosamente lhes estabelecem pagamentos e avenças que nada mais são que roubos ao erário público. 
Não é com ministros destes que Portugal irá recuperar a dignidade.

domingo, 22 de julho de 2012

Um funeral demasiado pequeno para um homem suficientemente grande

A dimensão de José Hermano Saraiva justificava outra "despedida".
Não contam sequer as suas qualificações politicas ou como historiador.
Olhamos apenas para o homem na sua vertente de COMUNICADOR e temos em conta o numero de anos em que se fez sentir a sua presença na televisão e nos mais diversos fóruns.
O seu jeito, a sua fluência  e a sua arte, impunham-se nos ecrans.
Sentia e fazia-nos sentir o País através de factos e histórias que muitas vezes nos surpreendiam.
Isso, acabou por gerar sentimentos que certamente para a grande maioria representaram motivos de satisfação e orgulho por verem enaltecidos factos e situações que muitos desconheciam da história dos seus locais  de origem.
O sentimento de pertença a uma comunidade foi fortemente influenciado pelas várias intervenções que foi fazendo ao longo do País.
Foi triste vermos tão pouca gente a acompanhar a sua última intervenção entre nós.
 
Na história da televisão houve até hoje três "vultos" que se impuseram e atravessam os tempos.
Vitorino Nemésio, que no seu estilo lheca-lheca primeiro nos fez rir e depois obrigou-nos a escutar, João Vilaret, que muitas vezes excedeu os limites da declamação com especial destaque para a Toada de Portalegre de José Régio e José Hermano Saraiva, com o domínio total da palavra, da imagem e da expressão.
Este homem fez programas para o POVO.
Mais uma vez o povo falhou.
Pobre País que nem sabe reconhecer quem lhe aconchega a alma.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

A morrer devagar

Actividade económica em queda
O desemprego a subir
O consumo a diminuir
Empresas a encerrarem
Dividas à banca a subirem
Receitas de impostos a diminuírem
Famílias endividadas
Penhoras a crescerem
Estado social em risco
Sistema de saúde mais restritivo
Sistema de justiça inexistente
Incapacidade total de decisões políticas adequadas á situação e ao País
Busca desenfreada por multas, taxas, coimas, etc
Ausência total de ideias e medidas capazes de mobilizarem a sociedade
Classe politica comodamente instalada e convencida que o País não irá acordar
Degradação total da qualidade de vida
Um País a morrer devagar.

No entanto as exportações cresceram !!!
Que alegria meu deus,
nesta estranha terra de mentira,
como se um novo PIB nos nascera
ou a Troika daqui fugira.

Tudo o que se passa é quase surreal, anedótico, insuportável.
Muitas vezes temos a sensação que de facto a maioria deste povo ainda não percebeu que tem estado a ser "governado" por gente incapaz, sem formação nem experiência para as funções que vai desempenhar e a quem lhes é concedido o direito de poderem afundar um País e comprometer a vida a milhões de pessoas sem terem de assumir qualquer responsabilidade.
Este sistema que lhes permite isto tem que ser rapidamente desmantelado.

Esperávamos outro comportamento e outra capacidade de ação do actual governo após o descalabro produzido pela escumalha socialista a mando do gfp socrates.
Enganámo-nos, ou antes, fomos enganados.
Perante o legado que receberam continuamos sem ver ninguém indiciado para julgamento. 
Não é conhecido qualquer processo crime a ser instaurado contra esta gente.
Por parte do poder judicial sabemos que isso não era expectável com pinto monteiro ou cândida almeida ainda nos lugares que estratégicamente lhes foram oferecidos pela escumalha socialista.
No entanto não vemos nem ouvimos ninguém da classe politica instalada a pugnar para a responsabilização criminal daquela gente. E hoje sabe-se e conhecem-se situações de autêntica "Lesa pátria".
José Gomes Ferreira foi claro e preciso na análise que fez à forma insidiosa como foram escalonados os contratos das PPP assinados durante os criminosos governos socialistas.
Acedam a esta reportagem e avaliem bem o que nos é transmitido;
http://videos.sapo.pt/rQlncGNtGLZQzizuMgu1

Depois de ouvir isto não lhe apetece "limpar" esta merda toda !
Temos estado a ser enxovalhados na nossa dignidade intelectual, pois certamente quem por aqui passa percebe e entende até que ponto chegaram estes execráveis agentes da politica nefasta que apenas serviu para lhes encher os bolsos,  enquanto ignoraram o resto do País.
Enquanto membros de uma sociedade dominada por gente sem escrúpulos e que não merece qualquer contemplação da nossa parte, apenas nos apetece dizer;
REVOLTEM-SE, PORRA !!!

Adenda - Algo de preocupante se vai passando na NET. O envio deste artigo para a nossa lista de contatos, foi bloqueado com a indicação de INJÚRIA !!
Já não estranhamos que o site da associação Transparência e Integridade, do Paulo Morais, tenha estado bloqueado e com aviso de perigo de destruição de conteúdos.
É tempo de acordarmos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Estado a que chegou a Nação

Excelente artigo de Jacques Amaury, sociólogo e filósofo francês, acerca de Portugal e que merece ser revisto.
Poderiamos sublinhar e por em letra grande, muito do que está aqui escrito.

"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas.
Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela CE para o esforço de adesão e adaptação às exigências da união.
Foi o país onde mais a CE investiu "per capita" e o que menos proveito retirou.
Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.

Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos ou a próximos deles, nos principais partidos, elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.

A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.

Não existe partido de centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PSD (Partido Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado. Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade. À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio. Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.

Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação. Ora e aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.
Ora, é bem de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.

A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois partidos principais, com notório assento dos sociais-democratas, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz a novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios".

Depois de ler isto, sente que aumentou a sua determinação em combater esta escumalha que assaltou o País ?  Não se esqueça que os únicos "salvadores da pátria" teremos de ser nós.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Lamentável. O povo não comparece.

Estava agendada para hoje uma manifestação frente á Assembleia da Republica.
Os promotores tinham, segundo informaram, a confirmação da presença de pelo menos 3.000 pessoas.
Há hora marcada estavam cerca de 100 a que se juntaram posteriormente mais algumas centenas.
O motivo não era apenas o caso relvas, mas sim toda a falta de ética e rigor que se instalou neste País e que as situações protagonizadas por ele tão bem espelham.
O que está em causa é este tipo de sociedade em que uma classe de previligeados pensa que pode continuar a dispor das estruturas do País sem respeitar as mínimas exigências de responsabilidade e transparência exigível a quem assume funções de estado.
Os promotores desta iniciativa sentiram certamente o mesmo que nós também já experimentamos noutras ocasiões.
A pergunta é sempre a mesma. Valerá a pena ?
O sistema, agora com o contributo de Mário Crespo, não perdeu tempo a explorar a situação.
Foi penoso ter que ouvir na SIC noticias os comentários de um estropicio politico que no caso dá pelo nome de arnaut. Toda esta gente apenas merece que se escreva o nome em letra pequena.
Esta corja pensa que está a falar para deficientes mentais.
Relvas não tem defesa. Não é só o curso. É toda a sua vida, pois vive arrastado em vigarices que vêm do tempo em que tinha várias residências para obter subsídios enquanto deputado.
É um homenzinho sem vergonha, que mente descaradamente e que sempre viveu de expedientes e habilidades que o sistema lhe foi permitindo.
Nunca deveria ter sido nomeado para um cargo de responsabilidade.
Ao mantê-lo no cargo, passos coelho comprometeu a réstia final de credibilidade que teimosamente ainda queríamos atribuir-lhe.
Hoje o País está mais próximo de relvas e vai-se afastando daqueles que teimosamente lutam na defesa de princípios e valores.

Adenda
Reflexo de falta de vergonha e sinal de ostentação típica de gente sub-desenvolvida, foi a chegada a Beja da comitiva de passos coelho em Mercedes e BMWs reluzentes e de último modelo.
Na estrada o povo manso mas desesperado e faminto lá estava a chamar-lhe gatuno.
Este é o País desequilibrado que esta classe politica "construiu" ao longo de 40 anos.
Agora a herança é pesada e ofensiva da dignidade humana. Enquanto nos deixarmos embalar pelas falsas promessas que vão sendo feitas, os relvas deste País vão continuar a dormir descansados.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Onde estão os políticos sérios ?

Perante o descalabro geral a que fomos chegando e na ausência de decisões políticas que possam configurar um projeto de alteração e correção do sistema instalado, somos postos perante uma realidade que nos leva a pressupor que de facto não existem políticos sérios nesta geração.
Não é muito difícil chegar a esta conclusão, pois mesmo que haja alguns um pouco mais sérios que os outros, são certamente cobardes, incapazes, ou acomodados.
Não há meio termo nem são precisas meias-palavras.
Se de facto houvesse gente séria na área do poder, há muito que o sistema de justiça e o ordenamento jurídico teriam sido corrigidos, a acção politica estaria a ser responsabilizada, o ensino não permitiria aberrações doutorais configuradas num relvas,  num vara, ou num socrates, as Universidades não teriam á sua frente homens com a pequenez de um manuel damásio e as prisões albergariam certamente uma boa parte desta gente.
Mas não, não vemos ninguém a assumir a rutura necessária e imprescindivel para se caminhar para um novo modelo de País do qual nos pudéssemos orgulhar e no qual sentíssemos prazer em viver.
Esta tal gente séria não se sabe onde é que está ou quem é que são. Dos que passaram por esta republica lembramo-nos apenas de Ramalho Eanes. Esse fez e assumiu a diferença.
Quando por vezes ouvimos dizer que muita da gente que está na politica é séria, gostaríamos bastante de os poder identificar, saber o que é que pensam fazer para ajudar a alterar o sistema ou quando é que tomam uma posição publica frontal e disponível para combater este imbróglio de trapaceiros que estão instalados nas estruturas do poder. 
Não nos esqueçamos que tão criminoso é o que rouba como aquele que fica à porta a ver.
O que mais nos espanta nisto tudo é que vemos e ouvimos cada vez mais criticas ao sistema instalado e aos seus principais responsáveis, criticas essas na maioria dos casos bem documentadas e bem elucidativas de factos gravosos e que nos atingem a todos, mas parece que ninguém se sente ou incomoda.
Será que estamos à espera que os tais políticos sérios se revelem?
Gostávamos de saber o que é os cidadãos deste País pensam do facto de na maioria dos Países com os quais nos relacionamos, de vez em quando, surgirem noticias de ministros, presidentes, autarcas a serem julgados e muitas vezes condenados por corrupção, abuso de poder, gestão danosa, etc.
Aqui, com o País na Bancarrota, graves desfalques na Banca, gestão ruinosa de dinheiros públicos, impunidade criminal dos governantes, iniquidade social alarmante, aquilo que vemos são alguns dos principais responsáveis pela situação a que chegámos estarem a viver confortavelmente ou até principescamente em Paris, no Dubai ou em Cabo Verde.
Alguns destes bandalhos são autênticos criminosos que nos arrastaram para uma vida de dificuldades e comprometeram fortemente o futuro das novas gerações.
Será que não seremos capazes de vir a fazer justiça ?
Nem que seja pelas próprias mãos.

sábado, 7 de julho de 2012

Quase nada se aproveita

40 anos depois, podemos legitimamente interrogar-nos sobre a essência do regime político construído por esta gentalha que ao longo do tempo se foi agrupando em organizações criminosas vulgarmente conhecidas por partidos políticos.
Não se confunda DEMOCRACIA, com aquilo que se passa em Portugal.
Não se iludam como o socialismo que por aqui é apregoado.
Não acreditem que existe um Estado de Justiça.
Aquilo que existe é de facto um "estado de direito", feito à medida da escumalha que se auto proclama de democrática.
Acreditem que algumas Universidades e os seus pseudo reitores ou professores, são a continuação e a sobrevivência do Estado Incompetente e sucessivamente alimentado pelos relvas, sócrates, varas, loureiros. seguros, coelhos e tantos outros.
Somos o esgoto politico da Europa.
Somos incapazes de definir politicas que conduzam á recuperação do País.
Tudo é avulso e experimental.
Tenta-se a austeridade, ignorando-se as consequências que levam a que se falhem as metas e os objetivos.
Tudo é conluio e tudo é suspeito.
Quando o governo chegou a uma encruzilhada da qual já não saíria sem recurso a mais austeridade para poder cumprir o deficit, eis que uma decisão "oportuna" do Tribunal constitucional lhe abre as portas para poder anunciar novas medidas que a curto e médio prazo nada mais farão que agravar as já difíceis condições de funcionamento da nossa economia.
Estranha interpretação dos direitos constitucionais. 
Como é que é possível que as mesmas medidas não sejam válidas em 2013 mas sejam aceites em 2012 ?
Então este ano não há problema que haja desigualdades ?
Está previsto na constituição alguma coisa que refira esses direitos para anos pares ou ímpares ?
Ou será que se o orçamento de estado o entender estes direitos cessam ?
Isto é brincar com os direitos constitucionais. Vale mais dizerem que aquilo não é para ser levado a sério!
Não foi por acaso que os juízes que assim decidiram, tenham sido propostos pela escumalha politica que há quase 40 anos vem usufruindo do regime que foram desenhando de acordo com os interesses dos grupos a que estão interligados.
Isto não é nenhuma Democracia.
Estamos de facto num lugar mal frequentado em que bandos sucessivos de gente incompetente e manhosa se tem vindo a aproveitar da placidez de um povo amorfo, inculto, subsidiado e órfão de políticos sérios .
A culpa deste estado de coisas é nossa, pois de há muito que nos devíamos de ter levantado e corrido com esta miserável gente que nos conduziu até ás portas da bancarrota e se mostra incapaz de tomar as decisões necessárias para permitir a recuperação do País.
Tal como já dissemos algumas vezes não colocamos no mesmo prato da balança os governos de sócrates e de passos coelho.
Têm contudo e de facto uma caracteristica comum. A incompetência.
No entanto a qualidade humana, e alguma seriedade visível distinguem claramente alguns destes intervenientes.
A bandalhos como sócrates, vara, pereira, santos, os actuais  contrapuseram o relvas. É certo que este vale bem por dois do outro.
O insidioso disto é que o primeiro ministro revelou até agora uma imperdoável incapacidade em ter resolvido este grave problema que afeta claramente a sua credidibilidade.
É urgente encontrar outras soluções.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

É urgente divulgar

O inexplicável é sermos surpreendidos por exemplos como este que aqui divulgamos.
Não é por acaso que a nossa comunicação social os ignora.
Este homem poderá certamente ser considerado um socialista ou um humanista e é de certeza um homem de bem.
Comparem depois com os nossos "socialistas" mário, ou almeida, ou vara, ou campos, ou socrates, ou qualquer outro dessa mesma escumalha politica.

Pepe Mujica, presidente da republica do Uruguai
Como prometido antes da eleição, José Pepe Mujica ainda mora na sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.
Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.
"Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos", diz o presidente.

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.
Sem contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, de Espanha, que espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincon del Cerro.

Mujica disponibilizou a residência oficial para abrigar moradores de rua
O presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31 de maio) sua residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso faltem vagas em abrigos oficiais do governo.
Ele pediu que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a necessidade da concessão da sede da Presidência. De acordo com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o palácio de Suarez y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.
No último dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social. Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.
O presidente não mora na sua residência oficial, pois escolheu continuar a viver no sitio one já vivia, localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu. Nem mesmo seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente progressistas da história do Uruguai.
No inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.

Moradias populares
Em julho de 2011, Mujica assinou a venda da residência presidencial de veraneio, localizada em Punta del Este, principal balneário turístico do país, para o banco estatal República. A operação rendeu ao governo 2,7 milhões dólares e abrirá espaço para escritórios e um espaço cultural.
A venda dessa residência estava nos planos de Mujica desde que assumiu a Presidência em março de 2010. Com os fundos amealhados, será incrementado o orçamento do Plano Juntos de Moradias. Também está previsto o financiamento de uma escola agrária na região, onde jovens com fracos recursos poderão ter acesso a cursos técnicos.

Depois de irmos conhecendo gente deste calibre que quer no Uruguai ou na Islândia vão dando lições de honestidade e respeito pelo interesse publico, o que é que lhe apetece fazer a esta escumalha que por aqui prolifera ?

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A partir pedra

Pois é caros amigos, é o que andamos a fazer. 
O mais aborrecido e já nem dizemos preocupante, é que não vemos intervenientes disponíveis para de forma séria e determinada se procurarem soluções que pudessem evoluir para um confronto direto com o sistema politico instalado. 
Mas estranho e difícil de entender é o facto de sistematicamente vermos e ouvirmos nos mais diversos fóruns, comentários incisivos e alguns mesmo inflamados contra a actual classe politica, questionando-se muitas vezes a inércia e incapacidade de intervenção por parte daqueles que têm alguma exposição publica, de forma a que se pudesse responsabilizar quem conduziu o País até ao estado em que se encontra. 
Fruto da nossa experiência em 2009 e 2010, pensamos ter algumas explicações para esta inatividade frustrante e muitas vezes incompreensível perante factos tão gravosos como os que se foram passando nestes últimos anos.
Para aqueles que não conhecem a nossa "história", indicamos algumas das iniciativas que fomos protagonizando, tendentes a confrontar o sistema e que visavam em última análise constituir um grupo com capacidade de gerar iniciativas e poder ganhar peso confrontacional com a classe politica instalada.
Em 2009, fomos a S.Bento entregar uma carta a aconselhar o primeiro ministro a demitir-se.
Constituimo-nos assistentes no processo Freeport.
Pedimos o afastamento da responsável pelo DCIAP, Cândida Almeida.
Fomos a Belém solicitar ao presidente da republica que demitisse o primeiro ministro.
Tentámos avançar com um processo relativo aos chamados "contentores de Alcantara", mas não conseguimos apoios financeiros para isso.
Tivemos contatos e reuniões com diversas forças sindicais, movimentos e quase todos os chamados pequenos partidos.
Seguimos de perto a evolução de alguns novos partidos, que á priori, parecia poderem ganhar peso politico. MEP, MMS, Partido Humanista, Partido da Terra.
Avançámos com a constituição de uma Plataforma de Intervenção Cívica - http://plataformaintervencaocivica.blogspot.pt/ - que visava congregar elementos de todas estas forças, de forma a poder-se ganhar corpo e de forma sustentada e continua poder-se ir confrontando o poder instalado. Como sabemos os pequenos partidos só no período eleitoral é que têm alguma visibilidade.
Entretanto tivemos a oportunidade de ter algumas reuniões com o Dr. Henrique Medina Carreira, que como bem sabemos era na altura a pessoa mais credenciada e que de forma critica e bem sustentada punha em causa a classe politica e os resultados nefastos a que a governação nos estava a conduzir.
Fruto dessas conversas entendemos que o problema do País não se resolvia com uma mudança de sistema, pois os políticos no poder nunca evoluiriam nesse sentido. A partir desse momento ficou claro para nós que só uma confrontação com a classe politica instalada poderia permitir que alguma coisa se alterasse.
Assim, mais do que novos partidos, o que era necessário era a constituição de um  MOVIMENTO, uma PLATAFORMA, um GRUPO, seja lá o que quisermos considerar, que sem credenciais ideológicas pudesse ganhar corpo, ter capacidade de intervenção, dispor de recursos de diversa ordem incluindo financeiros e que pudesse garantir uma capacidade de pressão permanente sobre a classe politica instalada. Ou seja, ganhar VISIBILIDADE e CREDIBILIDADE perante a população, para que em qualquer momento pudesse haver capacidade de intervenção e controlo por exemplo, num possível processo de revolta contra o poder instalado.
Qualquer Nação, precisa de saber e sentir que existem pessoas que de boa fé lutam e se dispõe a tudo fazer para que haja justiça e uma equilibrada distribuição dos recursos disponíveis.
Qualquer Nação gosta de saber que existem homens capazes de gerir os seus destinos, orientando-se por princípios e valores que não descriminam, nem excluem ninguém.
Qualquer Nação sentirá orgulho quando souber que gerou gente capaz de combater e conduzir à justiça aqueles que de forma malévola, insidiosa e na busca de interesses próprios, nada mais fizeram que comprometer o seu futuro e o dos seus filhos.
A Nação precisa urgentemente de saber que essa gente existe, só que ainda não se encontrou.
Pensamos saber algumas das razões porque não se conseguiu ainda chegar até aí.
De facto existe muita gente capaz, esclarecida, honesta e que valoriza a ética e os bons principios.
Muitos optaram pela via individual para a sua afirmação publica.
Outros avançaram e avançam para a constituição de partidos.
Alguns são críticos e contestam a situação, mas continuam ligados a partidos integrados no sistema e por isso não se querem envolver.
Outros integram movimentos com determinado suporte ideológico e não conseguem entender que o essencial não está na ideologia mas sim na criação de condições para que ela se possa desenvolver.
A maioria entende mesmo que as suas ideias e propostas são suficientemente válidas e sustentadas pelo que não vêem interesse em se juntarem a quem quer que seja.
Outros ainda entendem que se o fizessem iriam perder protagonismo.
Em resultado de tudo isto, alguns dos que não quiseram avançar por pensarem que indo sozinhos conseguiriam lá chegar, hoje estão extintos. Outros dissolveram-se. Outros continuam remetidos a esta pequenez em que também nos encontramos e nenhum ganhou protagonismo.
Com isto, os partidos instalados continuam impávidos e impunes perante o descalabro das diferentes governações e o País está orfão de gente determinada e capaz de fazer renascer a esperança.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Os jogos da política

De facto não estávamos a pensar em futebol mas o titulo conduziu-nos até aí.
A interrogação que se nos coloca é simples. Será que se justifica o empolamento noticioso que durante estes dias se dispensou aos chamados trabalhos de preparação da seleção nacional ?
De repente sentimo-nos regressar ao infausto tempo de sócrates em que sentíamos o incómodo permanente de vermos e ouvirmos os sons e as imagens de um regime e de um país falso nas ideologias e dominado por gentes incompetentes, sem princípios nem ética para quem tudo servia para desviar as atenções do povo que deviam servir e não enganar.
De repente sentimo-nos muito próximos desse tempo. De novo a seleção, os mesmos objetivos, os mesmos resultados, a mesma política, o mesmo jogo, o mesmo cansaço.
Ficamos com a sensação que voltámos alguns anos atrás.
De facto as armas destes políticos são idênticas em tudo. A única coisa que muda  é a posição em que se encontram. A verdade, a coerência o respeito pela inteligência alheia é quase nulo.  
O caso relvas é lamentável sob os mais diversos aspetos e o que mais nos incomoda é vermos e ouvirmos o argumentário defensivo que algumas "figuras do psd" têm a "lata" de esgrimir face áquilo que todos já percebemos e que desde o inicio é visível.  
As incongruências e falta de caráter deste homenzinho não justificam o tempo e o desgaste a que somos sujeitos.
Este País continua a estar dimensionado à estatura destes personagens e à "nossa seleção" e..... a única coisa que até agora se conseguiu foi um nulo.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

As faces a descoberto

Não foi uma grande novidade. Era por demais evidente que o pinóquio só poderia ser sócrates. O que é estranho é que esta primeira e formal confirmação de identidade não tenha tido por parte da classe politica qualquer reação.
Afinal sócrates é apenas mais um membro da quadrilha, perdão esquadrilha e é profissão de fé não se hostilizarem os membros do mesmo gang.
Isso mesmo confirmou ontem jorge coelho a propósito do sub produto relvas. Disse que era amigo dele e não seria pelo facto de ter chantageado uma jornalista que isso iria afetar o relacionamento que existia.
Esta gente formou um bloco informal que se auto alimenta, auto defende e se interliga ou desliga consoante as necessidades.
Assim não é de espantar que com esta gente a dominar a cena politica e de governação, o País tenha chegado ao ponto em que se encontra e que como se vai comprovando pelas análises que nos vão chegando, se continua a agravar.
Continuamos sempre a dizer a mesma coisa. Enquanto não tomarmos uma posição de contestação ativa contra estes bandalhos que se apoderaram do País, iremos continuar a assistir ao agravamento da situação em que nos encontramos.
Reparem ao ponto a que chega um bandalho como sócrates.
Para ver se não surgem mais denunciantes das suas falcatruas, solicitou a um advogado para que fizesse uma "advertência" intimidatória para proteção "do seu bom nome".
Isto seria mesmo para rir, caso não estivessemos a sofrer as consequências das irresponsabilidades deste corrupto, como muito bem classificou o senhor Charles Smith.
Um homenzinho destes que andou envolvido quase toda a sua vida em escândalos, quer proteger o seu bom nome ?
O Freeport é apenas e só o último dos casos conhecidos da opinião publica.
E a Cova da Beira ? e as casinhas da Covilhã ? E as desafetações no Alentejo ? E a falsificação da pretensa licenciatura ? E a irresponsabilidade com que conduziu o País à Bancarrota ?
Tudo isto deu-lhe bom nome ?
Ninguém suja o que já está emporcalhado! Seria motivo de grande satisfação podermos enfiar  um balde cheio de merda na cabeça deste bandalho. Assim a sua imagem ficaria mais composta e poucos dariam pelo mau cheiro envolvente.
Este asqueroso sujeito terá de, mais dia menos dia, responder criminalmente pelo que foi fazendo ao longo do tempo. E não poderá ir sozinho. Os que agora assobiam para o lado, deverão  em breve passar a assobiar lá dentro. Nem se perdia nada que para alguns se pudesse mesmo acabar o pio.
Vamos ver quando é que este povo se levanta.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O novo Dias Loureiro

A mesma postura. A mesma sobranceria. O mesmo convencimento de que é capaz de "dar a volta" a qualquer situação. Este novo sub produto chama-se miguel relvas.
Está na esteira de um armando vara ou de um silva pereira. É o mais atual e evidente estropicio desta classe politica que continua impune e impante a "governar" o País.
Este homenzinho de "facies" mal definida e olhar manhoso é sem dúvida o digno sucessor de dias loureiro.
Aos poucos iremos descobrir que tal como dias loureiro ou duarte lima, também fossou no esterco enquanto era jovem, pois os pais só com algum sacrificio é que certamente lá lhe conseguiram arranjar condições para que pudesse deixar as "berças", donde aliás nunca deveria ter saído.
Tal como esse doente mental a quem chamamos sócrates, também este se arroga no direito de tentar silenciar quem de alguma forma não cede ao seu desejo de não serem transmitidas informações que o incomodam. Isto demonstra de forma clara que o homem não está tranquilo e sabe bem que a limpeza de imagem que tentou fazer, não convenceu ninguém.
A sua tentativa de silenciar o Público exigia que fosse de imediato demitido. 
Igualmente, seria expectável que pelo menos algum burburinho se fizesse sentir. 
Mas neste País continua a imperar uma passividade enervante. Gostava de saber onde está essa gente determinada a tentar por cobro a esta politica e a esta classe de gente que não serve o País e que cada vez mais nos empurra para um destino sem futuro à vista.
Esta gente tem que ser combatida de forma sistemática e com a necessária dureza que o seu comportamento e desmandos praticados exigem.
A inatividade geral só atrasa a recuperação do País. O embuste veiculado pela comunicação social e protagonizado por esta classe política tem por único objetivo ir amortecendo a grande reação que eles temem, caso a generalidade da população perceba que aquilo que de facto se passa não é uma politica de ajustamento, mas sim de afundamento das estruturas sociais e económicas essenciais ao desenvolvimento do País.
Se já pudessemos contar com os tais 50 homens, em sentido lato, amanhã estaríamos a tentar impedir o senhor ministro relvas de entrar para o ministério que ilegitimamente ocupa. Se calhar alguns de nós seriam detidos e outros até maltratados. Mas, o rastilho estaria finalmente aceso e começaria a vislumbrar-se uma outra situação politica que pudesse permitir novas soluções para o País.
Acreditem meus caros amigos. A continuarmos com esta gente apenas estamos a garantir a prevalência de ganhos elegitimos e a garantir a manutenção de privilégios instalados. O cerne da politica continuará a ser dominado e exercido por grupos de incompetentes e irresponsáveis, dos quais nada à a esperar e cuja principal preocupação será a de irem adiando e amortecendo o sentimento de revolta geral que mais cedo ou mais tarde acabará por eclodir. 
Este País não pode comportar gentalha do calibre de um relvas, de um loureiro, ou de um vara, por exemplo. Mas o facto é que os anos vão passando, eles continuam tranquilamente a fazer a sua vidinha no governo ou nos organismos públicos e nós cá vamos escrevendo e rindo das figuras de parvos que continuamos a fazer.
Carlos Luis

Adenda - A situação a que chegou o País tem responsáveis bem identificados e a única coisa que não se percebe é porque é que ainda não estão presos. Veja-se até ao ponto a que chegou a vigarice praticada por socrates e alguns dos seus capangas, lino, campos e mendonça.
Carlos Enes continua a desenvolver notáveis trabalhos de investigação jornalistica e apresentou-nos mais esta conclusiva reportagem:
Acedam a http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tribunal-de-contas-estradas-autoestradas-justica-carlos-enes-tvi24/1349430-4071.html