Se existe personagem que nos exacerba os sentimentos esse é sem dúvida o imparável Mira.
Tempos houve em que nos incomodava a espuma branca provocada por alguma saliva mais rebelde que lhe ia saindo pelas extremidades bocais.
Depois o hábito foi-se acomodando e acabámos apenas por ir ficando perplexos perante o discurso e a "lata" do sujeito.
As explicações que nos foi dando para os elevados, ou diremos mesmo, extravagantes vencimentos ou reformas que vai auferindo, sempre foram rídiculas e de alguma forma atentatória dos conceitos de justiça social mínima.
Mas num País de gente sem vergonha era e sempre foi apenas mais um.
Ausente da ribalta durante alguns anos, surgiu novamente à luz do dia quando voltou a ser colocado à frente de um banco.
Assim, temos tido oportunidade de voltar a poder apreciar o borbulhar espumoso que já tanto nos havia incomodado.
No entanto a personagem surpreendeu-nos de novo.
Desta vez resolveu baixar de classe.
Antigamente justificava-se dizendo possuir conhecimentos e formação que lhe permitiam usufruir vencimentos só ao alcance de poucos previligeados. Se era um homem rico e bem pago era apenas porque os conhecimentos especiais que possuía, obrigavam a pagamentos também bastante superiores.
E nós ouvíamos este exemplar de "homospuma" e ficávamos com vontade de lhe chamar uns nomes feios tal era a falta de lucidez nas explicações apresentadas.
Entretanto o tempo passou e agora o "nosso homem" acumula aos anteriores rendimentos mais um como administrador de um banco.
E pasme-se ! Resolveu agora apresentar-se como um dos integrantes da classe média.
Como tal e já nessa qualidade, vimo-lo na televisão a mostrar-se sofrido e revoltado com os aumentos de impostos.
Instintivamente procurámos a espuma salivar. Essa seria para nós a garantia de que o sujeito era de facto o Mira.
E era.
A ofensa à classe média ficou gravada e o despudor demonstrado atesta bem o nível e a insensatez desta escumalha humana e politica com que por enquanto vamos tendo que conviver.
Esperemos que dentro de pouco tempo se possa fazer a vontade a este "cavalheiro".
Vamos ver se depois ficará na classe média ou se passará para o lixo da história.
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