quarta-feira, 15 de julho de 2009

Dever de Cidadania

O mau funcionamento do sistema de justiça tem sido motivo de preocupação para a generalidade do Povo Português. Um sistema democrático só sobrevive se as instituições básicas da sociedade responderem ás necessidades das populações. O resultado de quase 35 anos de políticas governativas do PS e do PSD, foi a criação de um Sistema Legislativo e uma Orgânica Judicial feita á medida desta classe politica que ao longo dos anos moldou o Sistema á medida dos seus interesses.
A ausência de justiça significa empobrecimento do País.
E foi isso que aconteceu, pois estamos hoje ainda mais reduzidos e insignificantes que então éramos em 75.
Estamos mesmo mais atrasados que a generalidade dos Países que integram a União Europeia, tendo descido vários lugares no chamado "ranking" do desenvolvimento comparado.
A ausência de justiça significa empobrecimento do País.
De facto é absolutamente revoltante vermos a forma como o poder politico controla e condiciona a eficácia do poder judicial. E tudo isto é o resultado das nomeações políticas para os cargos de responsabilidade no Sistema de Justiça.
O País empobrece e os cidadãos desesperam.
Cumprindo o nosso dever enquanto associação cívica, assumimos a responsabilidade de contribuirmos para que as coisas se alterem. Não é possível aceitarmos a continuação deste estado de permanente duvida sobre a eficácia da justiça. Não podemos admitir que no nosso País exista uma classe de previligeados que se isenta de responder perante os tribunais.
Chega de habilidades legislativas e processuais. É tempo de dizer BASTA.
Não é possível continuar com esta promiscuidade de inter-relações entre a classe politica e o poder judicial.
Aceitamos perfeitamente que possam haver preferências políticas e pessoais entre magistrados e políticos. Sabemos é que relações próximas inibem a eficácia e geram suspeições que caberia inclusivamente aos magistrados serem os primeiros a reconhecer e evitar.
Foi por esta razão que hoje pedimos a recusa da senhora procuradora geral adjunta, Cândida Almeida, em continuar ligada ao processo Freeport. Nada nos move relativamente a esta personalidade. Aquilo que sentimos é que o processo Freeport se arrasta no tempo, os arguidos vão surgindo a conta gotas e o responsável máximo pela aprovação deste projecto não se demitiu, não foi demitido, nem foi constituído arguido.
Paralelamente a isto, vemos a procuradora responsável pelo processo de braço dado com o Ministro da Justiça.
Isto é verdadeiramente escandaloso. Como é que a procuradora nos pode convencer que tem distanciamento suficiente para continuar ligada a este caso? Sabemos que não é possível.
Outros membros do partido socialista e perante situações de responsabilidade política, mesmo que indirecta, tiveram o bom senso de pedir a demissão.
Para bem do País teria sido necessário que o senhor josé sócrates tivesse tido uma atitude idêntica, pois revelaria um mínimo de dignidade e decência. Ao não o fazer, descredibilizou-se enquanto político e demonstrou que o País tinha razão em desconfiar das promessas e compromissos que nunca cumpriu. Este homem não merece mais o respeito do Povo Português.
Vamos retomar Portugal

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O equilíbrio do canudo

Uma historinha passada no campo.
Enquanto suturava um ferimento na mão de um velhote (cortada por um caco de vidro indevidamente lançado no lixo), o médico e o paciente começaram a conversar sobre o País, o governo e, fatalmente, sobre Sócrates.
O velhote disse:
Bom, o senhor sabe, o Sócrates é como uma tartaruga em cima de um poste a equilibrar um canudo na cabeça.
Sem saber o que o velho quis dizer, o médico perguntou o que diabo significava uma tartaruga em cima do poste.
Ao que o velho respondeu:
Quando o senhor vai indo por uma estradinha e vê um poste, onde lá em cima está uma tartaruga tentando equilibrar um canudo, isso é uma tartaruga em cima do poste.
Perante a cara de espanto do médico, o velho acrescentou:
Isto é simples de explicar;
- Você não entende como ela chegou lá
- Você não acredita que ela esteja lá
- Você sabe que ela não subiu para lá sòzinha
- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá
- Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá
- Você não entende bem porque a colocaram lá
- Você não sabe como é que ela arranjou o canudo
Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima, definitivamente, não é o seu lugar.

Neste final de história perguntarão os nossos leitores.
E o que é que aconteceu ao canudo?
Bom, teremos de esperar pela resposta do dr.José Maria Martins.
No entanto, podemos acrescentar que não é só a tartaruga que anda a equilibrar canudos. Veja os casos de Socrates, Vara, Isaltino e tantos outros. É certo que todos eles aproveitaram da melhor forma as Novas Oportunidades.
O único problema é que o País precisava de gente competente e séria. Mesmo que não tivesse canudo.

sábado, 11 de julho de 2009

Demissão imediata deste governo

Mais uma vez o País foi informado das graves pressões que o poder político continua a fazer sobre o poder Judicial.
Alguns dos principais capangas, querem a todo o custo salvar a pele.
É imperativo, para que se reponha a dignidade Nacional, que o Presidente da Republica demita de imediato este Governo e exonere de funções todos os titulares de cargos públicos nomeados pelo senhor josé socrates.
Não é admíssivel que possa prosseguir o estado de aviltamento que tem vindo a ser feito ás Instituições deste País.
Socrates e a sua pandilha, têm os dias contados e já estão a contar o tempo que falta para responderem perante a justiça. Por isso, não hesitam em pressionar aqueles que lhes são próximos e que exercem cargos nos sectores chave da Administração do Poder Judicial. É o desespero final. É o tudo por tudo.
Não foi por acaso que josé socrates se dispoz a chegar ao Governo usando propaganda e promessas eleitorais que sabia que não iria cumprir.
FOI POR NECESSIDADE.
Ele sabia que, uma vez no cargo, nomeando as pessoas "certas" e de "confiança" para os lugares de decisão, poderia evitar que os processos aos quais o seu nome vem sendo associado, fossem sendo controlados até à prescrição final.
Assim seria, se por acaso a crise não viesse complicar-lhe a vida.
E os Ingleses não tivessem sido "inconvenientes".
E alguns de nós não tivessem começado a despertar.
E o nojo não nos começasse a invadir.

Este homem deve ser posto na RUA, JÁ.
As últimas eleições demonstraram que o seu partido apenas teve o voto de 9% da população portuguesa. Qual é a legitimidade que tem para continuar no poder ?
Vamos acelerar a nossa luta.
Todos atentos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Em alta velocidade

O tempo passa rápido.
Teremos que esticar o tempo ou andar mais depressa.
Muito rapidamente chegamos a 27 de Setembro. É preciso agir e de imediato.
O "nosso homem" sabe disso e já anda em velocidade de ponta. Velocidade que só o desespero justifica.
Já vê os seus homens de mão a serem arguidos em processos onde ele já está envolvido como suspeito pelas autoridades de outro País. Estranhamente, no nosso nada se sabe. O pouco que se soube de um tal Lopes da Mota continua por esclarecer. Se é que se vai esclarecer.
Perdemos a confiança na procuradora que tutela o processo.
E no PGR ? Aguardemos.
Mas o tempo passa e o "nosso homem" de repente quer internacionalizar as pequenas e médias empresas. Mas como é que ninguém se lembrou disto há mais tempo? Que homem brilhante!
E vai apresentar novos planos para Aljustrel para "safar" uns empregos, pois a empresa de bebidas, ou será que é de panificação, que tomou conta daquilo, parece que está a ter dificuldades em perceber que se trata de uma mina para extracção de minérios, que é uma coisa completamente diferente do que eles pensavam. Ou se calhar nem tiveram tempo para pensar.
Mas, o "nosso homem" não se enganou. Foi uma estratégia a prazo. Ele tem que deitar mão a qualquer coisa. Está aflito e o tempo corre.
São precisos cartazes. Muitos cartazes e muito depressa.
Já está. O país ficou coberto. São milhões e milhões de Euros. Assim de repente. O "nosso homem" não tem problemas com o pagamento. A 28, já cá não está. Depois alguém vai pagar.
E o nosso homem tem que aproveitar o tempo. É o tudo por nada.
Ele pensa que o "método Obama" o vai salvar. E corre, e corre agora com o slogan apropriado. Yes, they can.
De tão absorvido e com o tempo a correr nem reparou na placa. Yes, they can.
O seu Inglês técnico nem sempre o ajuda. Tentou ligar ao professor Morais mas falhou a chamada. Aceitou que os homens do Obama sabiam o que estavam a fazer.
Ainda ficou a olhar para a placa, mas seguiu.
Não pode perder tempo pois sabe que tem a população à perna. E não é para fazer "chichi".
Esqueceu-se que o povo que teve que suportar os desvarios de uma governação incompetente, falaciosa, de gente medíocre e subserviente, nunca irá esquecer a natureza pérfida deste governo e do seu mentor.
Agora já todos sabem que as promessas são sempre falsas. Dentro em breve todos saberemos a extensão dos estragos causados. Não adianta baixar a arrogância e vir apresentar-se com rosto afável e ao mesmo tempo matreiro.
De tão esperto, nem percebeu que os homens de Obama o retrataram da forma adequada, ou seja, completamente isolado das pessoas que o cercam e do País que deixa á beira da miséria e com um Sistema de justiça que de tanto o querer controlar, o descredibilizou.
Vamos cumprir a nossa obrigação. Nós, somos eles.
Yes, we will.
Nota - Vale a pena ver, Don Corleone em http://doportugalprofundo.blogspot.com

domingo, 5 de julho de 2009

E nós não nos revoltamos?

Estado do Sítio
Offshore socialista
A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.
Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Pensamos que ninguém minimamente esclarecido, poderá admitir que receitas do Estado estejam a ser canalizadas para Fundações Privadas, elas mesmo geridas e controladas pelos mesmos detentores do poder político. De forma encapotada. Sem qualquer justificação a não ser o encobrimento público da sua gestão e das suas finalidades. Todas as verbas recebidas e não gastas em serviço público configuram autênticos ROUBOS.
Isto sim é muito grave e não vemos uma actuação dos agentes políticos consentânea com a gravidade desta situação.
A promiscuidade entre a Justiça e o poder político é visível e alarmante. Veja-se aqui o à vontade com que se passeiam. http://cidadania-europeia.blogspot.com/
O 1º ministro já à muito que devia ter sido demitido.
Há poucos dias e por um gesto de má educação, todos concordaram que um deles se deveria demitir.
Quando estão em causa desvios de milhões do erário publico, não vemos por parte dos partidos instalados a tal defesa da honra - neste caso do País e dos seus recursos -, que tantas vezes invocam para esgrimir argumentos de retórica parlamentar.
O estado a que chegou o País não é tolerável.
Fazem de nós autênticos palermas ambulantes que assistem impávidos a este despudor governativo sem se ver uma tomada de posição firme e responsável por parte do Presidente da Republica. O País tem estado a saque.
Isto não é suficiente para demitir o 1º ministro ?
Este homem apenas agrava a cada dia que passa a já difícil situação em que nos encontramos.
As Regras Democráticas apenas servem quando os bens públicos estão salvaguardados.
Quando chegamos ao ponto de se ver o á vontade com que esta gente mexe e manobra com o erário publico, estamos legitimados para tomar a defesa dos nossos interesses e do País.
E ninguém nos vai impedir. Esperemos que todos os que se sentem lesados respondam á 1ª chamada. Será certamente a curto prazo.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Psicopata

Afinal, o homem parece que é doente.

Observe-se esta descrição:
Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar o seu objectivo. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afectivos com alguma pessoa — quando o fazem, é simplesmente por puro interesse.

Os psicopatas geralmente falam muito, expressam-se com encanto, têm respostas espertas e contam histórias — muito improváveis, mas convincentes — que lhes deixam em uma boa situação perante as pessoas. Não obstante, o observador atento vê que eles são muito superficiais e nada sinceros, como se estivessem lendo mecânicamente um texto.

Falam de coisas atractivas para as quais não têm preparação, como poesia, literatura, sociologia ou filosofia. Não lhes importa ficar evidente que suas histórias são falsas, algo que nem sempre é fácil acontecer, considerando o desembaraço e a imaginação com que empreendem os seus relatos.

O psicopata tem uma auto-estima muito elevada, um grande narcisismo, um egocentrismo fora do comum e uma sensação omnipresente de que tudo lhe é permitido. Ou seja, sente-se o ‘centro do universo’ e se crê um ser superior regido por suas próprias normas. É compreensível que, com tal percepção de si mesmo, pareça diante do observador como altamente arrogante, dominante e muito seguro de tudo o que diz. Fica evidente que ele procura controlar os outros e parece incapaz de compreender que haja pessoas com opinião.

Mentir, enganar e manipular são talentos naturais para o psicopata. Quando é demonstrado o seu embuste, não se embaraça; simplesmente muda a sua história ou distorce os factos para que se encaixem de novo.

Na realidade, os psicopatas usam metáforas, já que, em seu comportamento enganoso e manipulador, a linguagem florida e figurativa joga uma parte importante.

É inquestionável a habilidade que têm os psicopatas de se rodear de pessoas sem escrúpulos, que lhes facilitam realizar suas ambições.
A característica do psicopata é não demonstrar remorso algum, nem vergonha, quando elabora uma situação que ao resto dos mortais causaria espanto.
Trechos de “O psicopata — Um camaleão na sociedade actual” (ed. Paulinas, 2005), do espanhol Vicente Garrido, tradução de Juliana Teixeira.

Depois de ler, vem-lhe á cabeça o nome de alguém ?
Vá-lá, faça um esforço. Lembra-se de uma obra muito divulgada e que tinha por titulo, Estes doentes que nos governam ?
Vê como é fácil.
Difícil é sermos nós a ter de pagar a medicação e os estragos causados pela "doença".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A necessidade de sermos efectivos

Confessamos estar pouco inspirados para redigir este post.
Uma das razões é a constatação que vamos fazendo da pouca efectividade que acaba por representar este enorme esforço e dispêndio de energias para fazer passar mensagens que acabam por abordar temas e pensamentos comuns á esmagadora percentagem dos intervenientes na NET.
Passamos demasiado tempo a escrever e pouco a agir.
Para quem como nós, ao longo da vida, sempre passámos mais tempo em acção do que em divagação, torna-se imperioso dar seguimento a uma estratégia a que desde o inicio vimos apelando, mas que até agora nunca conseguimos dar sequência.
É NECESSÁRIO CRIAR UMA VASTA PLATAFORMA que agrupe PESSOAS, ASSOCIAÇÕES, MOVIMENTOS, PEQUENOS PARTIDOS, de forma a corporizar uma ENTIDADE, que nos possa representar e que tenha a dimensão suficiente para ser credível e apresentar propostas de alteração das regras de funcionamento do Sistema Político.
Este ponto é o essencial.
Um Sistema Político que dê aos cidadãos a possibilidade de intervirem na vida Publica, garantirá um melhor funcionamento da Economia e do Sistema Judicial.
O nosso PONTO de BATALHA, antes das próximas eleições, deverá mesmo ser este.
Isto significa, organizar-se um grupo escolhido em função de competências especificas, que a prazo de um mês disponha de um documento a apresentar a todos os partidos inscritos para concorrerem ás próximas eleições.
Esta será a oportunidade, para ainda a tempo, podermos confrontar os partidos instalados com uma posição representativa do sentimento de parte considerável da população.
Entretanto iremos dar seguimento a algumas ideias que temos vindo a desenvolver e que esperamos disponibilizar a curto prazo.
Chegou a altura de sermos práticos e passarmos á acção. Todos os que se idenfificarem com esta necessidade, podem contar connosco.