domingo, 15 de novembro de 2009

Uma semana depois

7 dias sem noticias.
Será que hoje pela manhã fomos mais uma vez surpreendidos? Não!!
No regresso encontrámos o mesmo País, os mesmos figurantes, os mesmos nomes a mesma "face descoberta".
A única coisa que está oculta é a justiça e a vergonha.
O nosso sentimento é de total revolta pela incapacidade e cobardia dos Portugueses.
Não sabemos o que fazer.
As diversas iniciativas que tivemos, pouca atenção parecem ter merecido.
Contactámos pessoas, propusemos soluções, aceitámos integrar movimentos mais sustentados, apelámos ao sentimento daqueles que contestam o sistema, organizámos debates, fizemos uma conferência de imprensa em que demonstrámos a situação em que se encontra o País, etc, etc. Foi quase um ano de total empenhamento de um conjunto alargado de pessoas.
Um ano depois resta-nos a certeza das nossas convicções, continuamente demonstradas por aqueles que são os responsáveis pela nossa luta.
A vergonha e a incompreensão que sentimos no dia 27 de Setembro por vermos mais uma vez no poder esta gente que vai arrastando o País para a miséria, demonstrou-nos que a revolta é necessária e estes intervenientes no Sistema de Justiça terão de ser criminalmente responsabilizados por aquilo que vêm fazendo no País.
Continuaremos a estar disponíveis e a aguardar.
Isto terá de ter um fim a curto prazo.

ADENDA
Os telejornais das 20H mais uma vez trazem a 1º plano a miserável situação em que se encontra a Justiça, a par da impunidade como alguns dos seus responsáveis tomam decisões.

5 comentários:

JotaB disse...

Neste pobre país as coisas quase não mudam e quando mudam é para pior, muito pior.
As pessoas manifestam um grande desânimo e uma enorme revolta. Sentem-se impotentes. Perguntam a quem recorrer. Que lhes acode?! Olham à sua volta e não vêem ninguém!
Não temo Procurador-Geral da República, não temos Presidente da República! Há uns senhores que ocupam esses lugares, mas que não são merecedores deles.

Temos o dever de usar todos os meios ao nosso alcance para inverter esta situação.
Assiste-nos a RAZÃO e o direito à DIGNIDADE.

Links para os artigos de António Ribeiro Ferreira e Mário Crespo:

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelID=00000093-0000-0000-0000-000000000093&contentID=0B2F5221-AD30-4F5E-A999-F4C7E9F561ED

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio Crespo

JotaB disse...

O Presidente da República e o Procurador-Geral da República têm uma coisa em comum. São homens incultos e ocupam lugares para os quais estão manifestamente impreparados.

Deles quero dizer que são...
INCOMPETENTES
INCAPAZES

...e pedir-lhes que se...
DEMITAM
RENUNCIEM

...e sobretudo que...
TENHAM VERGONHA NA CARA
TENHAM RESPEITO PELOS PORTUGUESES

http://www.ionline.pt/conteudo/33309-moura-guedes-cavaco-esta-fechadinho-em-belem

http://www.ionline.pt/conteudo/33326-presidente-irritado-com-procurador

JotaB disse...

Permitam-me que retome, aqui, um tema que me é particularmente grato, por me parecer fundamental, para que se verifique uma participação efectiva dos cidadãos nas decisões importantes para este país.
Refiro-me à criação e implementação dos CÍRCULOS UNINOMINAIS.

Nós, eleitores, temos que poder escolher o "nosso" CANDIDATO.
Temos que saber em quem votamos e o que o candidato eleito se compromete a defender no Parlamento. Caso não cumpra, ou se desvie dos compromissos assumidos para com os seus eleitores, terá que haver mecanismos que permitam a sua destituição imediata.

Enquanto não conseguirmos esta pequena "conquista", nada de importante se alterará no panorama político.

ruy disse...

Em Portugal, a degradação e a corrupção a que chegou o sistema político desta III República, o seu bloqueamento e a manifesta incapacidade de se auto reformar, leva qualquer cidadão a admitir, a desejar, uma profunda mudança não necessariamente do regime constitucional em que vivemos mas do “sistema” político corrupto institucional erguido pela nossa classe politica ao longo dos últimos anos.
Os partidos transformaram-se em máquinas eleitorais, em partidos de notáveis, de uma nova aristocracia sufragada pelas televisões e sondagens. Neles preside uma lógica aparelhistica, oligárquica de perpetuação política da elite que dirige o partido e o representa no Parlamento. Os partidos esvaziaram-se ideologicamente e assim deixaram de representar os interesses dos cidadãos para passarem a representar somente os interesses das suas clientelas partidárias. A profissionalização dos políticos, a mediocridade no seu recrutamento, a corrupção e o tráfico de influências são a realidade dos dias de hoje. Temos um Estado de partidos, redutor e totalitário quanto à representação dos interesses plurais da sociedade. Temos uma Democracia usurpada por estas elites, com responsabilidades de tomar decisões em nome do Povo, e que o atraiçoam logo que alcançam o poder ao romperem com todas as promessas eleitorais sem que daí advenha a revogação dos seus mandatos.
O falhanço do neoliberalismo económico, do capitalismo selvagem, do mercado sem regras nem controlo, do mercado que se rege por si próprio, do menos Estado, do cidadão considerado não como um ser multifacetado, de múltiplas necessidades, éticas, culturais, sociais, mas tão só como simples consumidor. Princípios, onde conceitos como a solidariedade, fraternidade, abnegação, tolerância, benevolência, são considerados nefastos, caducos, perturbadores e prejudiciais ao funcionamento normal da sociedade, o mesmo é dizer ao funcionamento normal do mercado. Para os neoliberais, o Homem é apenas corpo, não é alma, é consumidor e isso basta.
Surpresos com a crise económica, com a crise do neoliberalismo que irrompeu no mundo, sem compreenderem os seus fundamentos, os líderes europeus, a elite oligárquica europeia e americana, ensaiam múltiplas iniciativas económicas na esperança de que alguma resulte, na esperança de que tudo retome ao “normal funcionamento” anterior. Naturalmente que todas estas iniciativas podem atrasar momentaneamente o “natural” percurso da economia mas, no fundo, o que se deseja, é manter a mesma lógica económica, o que se pretende é a perpetuação das politicas neoliberais. E, como resultado, a mais curto ou médio prazo, um contínuo decréscimo do crescimento económico e um agravamento das desigualdades sociais com nova e mais profunda crise.
Só uma nova doutrina, uma nova filosofia, poderá inverter o rumo deste desenvolvimento capitalista neoliberal. Uma nova ideologia – a Democracia Social – que encerre em si, que incorpore, o princípio da unidade dialética entre o ser individual e o ser social, tendo como expressão a democracia política, com a vontade política dos cidadãos expressa em eleições democráticas e que assegure uma empenhada, permanente e continuada participação do cidadão na vida pública. Em que o acto eleitoral seja o corolário de uma participação activa, diária, continuada do cidadão na gestão política da sociedade. Os eleitos são cidadãos temporariamente representantes, delegados das populações e a cada momento intérpretes das suas vontades.Uma nova forma de organização social que assegure o controlo social permanente sobre o Estado e as empresas.Uma nova forma de organização social, tendo como um dos seus objectivos a valorização da democracia participativa.
...

Força Emergente disse...

Caros JotaB e ruy
É pena neste País existir tão pouca gente com a vossa lucidez e capacidade de analisar e contribuir para o esclarecimento publico. Isso dá-nos a esperança de a médio prazo se prever o surgimento de uma vaga de fundo que possa combater este inqualificável "Sistema" de gente corrupta que se instalou no País.
O nosso amigo João já nos conhece há algum tempo e com ele comungamos o mesmo estado de espirito e a mesma vontade de intervenção.
Quanto ao nosso amigo ruy, queremos agradecer-lhe o comentário analítico que aqui inseriu. Porque sintetiza muito do nosso pensamento e expressa ideias que complementam bem alguns dos objectivos desta Associação, tomamos a liberdade de o publicar.
Porque o esforço final irá exigir uma acção mais alargada, esperamos ir assim aumentando o numero daqueles que veem e sentem que este não é o nosso País.
Um abraço
Força Emergente