sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sociedade condenada

Porque acabámos por chegar a este ponto, será bom refletirmos na urgência de se refundar o regime.
Enquanto isso não se verificar, analisemos cuidadosamente o que escreveu Ayn Rand e que tão bem se aplica ao nosso País.

A 2 de fevereiro de 1905 nasceu em S. Petersburgo a filósofa e escritora americana Alissa Zinovievna Rosenbaum, mais conhecida como Ayn Rand, falecida em Março de 1982 em Nova York.
Ficou famosa esta frase dela, que se aplica como uma luva ao que vivemos no mundo e em particular em Portugal nos dias de hoje:

Quando te deres conta de que para produzir necessitas obter a autorização de quem nada produz,
​ 
quando te deres conta de que o dinheiro flui para o bolso daqueles que traficam não com bens, mas com favores, 
quando te deres conta de que muitos na tua sociedade enriquecem graças ao suborno e influências, e não ao seu trabalho, 
e que as leis do teu país não te protegem a ti, mas protegem-nos a eles contra ti, 
quando enfim descubras ainda que a corrupção é recompensada e a honradez se converte num auto-sacrifício, 
poderás afirmar, taxativamente, sem temor a equivocar-te, que a tua sociedade está condenada. 

Entretanto deixamos um outro motivo de reflexão:
O que é que motiva o desespero de mário soares ao ponto de já ter absolvido sócrates ?
E pinto monteiro ?  porque é que anda tão nervoso e desassossegado ? 

Um abraço para todos e até breve.
Voltaremos quando se justificar
Carlos Luis

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Soares cada vez mais perto da irmã Lúcia

É com alguma dificuldade que vamos escrever sobre mário soares.
Por diversas razões pessoais que não vêm ao caso e porque até confiámos nele num breve período da nossa história, foi triste ver e ouvir o arrazoado  que proferiu em defesa do grande bandalho.
Para quem se quer ainda apresentar publicamente como paladino do estado de direito, chegou muito fundo ao considerar a justiça como uma bandalheira e assegurar que o seu amigo em qualquer situação será sempre absolvido.
Isto ao ser proferido por alguém que já está quase com 100 anos serve apenas para sorrir, condescendentemente, claro.
O lamentável é que a corja socialista ainda o empurra para estas tristes situações uma vez que grande parte deles são simples cobardes que vivem escondidos no sistema.

No entanto soares expressou de forma clara o que tem sido a opção socialista que vem minando as bases programáticas daquilo que poderia e deveria ter sido um partido na linha da social democracia ainda hoje praticada nos Países nórdicos.
Aqui, o que lhes interessou foi ocupar o máximo de cargos e cuidar o melhor possível dos apaniguados que os amparam. O País sempre foi uma coisa secundária. Servia para encomendarem obras publicas e a partir daí irem amealhando uma verbas lá fora ou cá dentro.
Sempre que qualquer coisa os incomodava, lembravam-se das cabalas e apelavam ao principio base a ser seguido e que é, Cagarem-se para a justiça. Quando não lhes interessa é evidente.
Como sabemos, isto já vem muito detrás.
Um dos estropicios que agora aparece de novo na 1ª linha, de nome ferro e apelido rodrigues, quando a coisa apertava, sacou imediatamente do estou-me cagando para a justiça.

Este sentimento de impunidade e de superioridade sobre o resto da população, foi aquilo que mário soares foi hoje transmitir a Évora.
Mas haverá esperança de que esta gente reconsidere a acção política  e assuma as responsabilidades que tem para com a sociedade ?
Não.
António Costa já demonstrou que não vai largar esta corja. Irá certamente tirá-la da ribalta e acoitá-la, à nossa conta, numas posições menos visíveis para ir compondo um ramalhete que já se percebe não será de rosas.

Analisando a frio, estes socialistas já demonstraram que se estão cagando para toda a gente, pois do somatório de todo o seu passado apenas sobrou um País na cauda da Europa.
Da acção politica que muita gente esperava apenas cresceu um volumoso grupo de oportunistas que engrossam o aparelho de Estado, em conjunto com muitos cabecilhas de outros partidos, que os têm acompanhado ao longo dos anos.
Este aproveitamento do erário publico em beneficio próprio abrange um volume considerável da classe politica. 
Mas, o pai de toda a corrupção e do desvario sem controlo, tem um nome e uma origem. Sócrates e partido socialista. 
E até que possa haver um milagre, daqui não saímos.

É que fomos entretanto informados que mário soares quis passar por fátima para confirmar se o 3º segredo já revelava a absolvição de sócrates.
As noticias são contraditórias. 
Parece que teve alguma dificuldade em ler o papel pois não levava óculos.
No entanto, num esforço considerável e inesperado para garantir que a profecia se irá cumprir, acabou por se tornar devoto da irmã Lúcia.
Ao que agora consta, sócrates ter-lhe-ia confessado que só a Virgem o poderia salvar pois tinha cometido alguns pecados capitais.
Soares não percebeu que ele queria dizer, pecados com capitais.

Muito proximamente iremos ver mario soares de joelhos em volta da capelinha das aparições.

Já não há espaço

Esta poderá ser a razão para que não se possa ir mais longe nas detenções que já deveriam ter sido feitas.
O próprio presidiário sócrates quase que escapava, pois conseguiu o lugar 44 e já só existe mais um.
Parece estar assim explicada a demora havida na comunicação judicial.
O advogado de sócrates tinha informação que já só existiam dois lugares disponíveis e havia a possibilidade de vara ou narciso os poderem vir a ocupar. 
Seria interessante que estando juntos pudessem ter tempo para analisar e discutir novos modos e modelos na estratégia de corrupção a praticar no futuro e prever um "modus faciendis" mais eficaz na prevenção das falhas que os levaram à presente situação.
Mas, até nem deve ser necessário muito esforço, pois até agora nenhum politico lamentou o envolvimento de sócrates em tantos casos comprovadamente duvidosos, depois de publicamente ter sido considerado corrupto, tendo ele mesmo dito que para as despesas em Paris tinha contraído um empréstimo que nem sequer chegaria para pagar os almoços, havendo movimentação comprovada de muitos milhões sem que se saiba a origem do dinheiro mas sabendo-se que é ele que o gasta etc, etc.
Nada disto incomoda os homens do regime.
O grande problema esteve na forma como se "humilhou" uma pessoa de bem. Perdão, queria dizer, de bens. 
Muitos bens que pertencem ao erário publico pois foram roubos feitos a todo um povo.

Está hoje demonstrado que as carpideiras do regime não tiveram razão na forma como vieram a publico chorar este bastardo.
Afinal tudo tinha sido preparado e previsto pelo "homem", sem ofensa para os restantes, após o almoço com o seu grande amigo e protetor monteiro.
Espertos como são, decidiram que amanhã vais a Paris, levas os documentos que tens aqui em casa e que te podem comprometer e..... depois regressas no outro dia.
Se te perguntarem porque é que foste lá, dizes que estavas com diarreia e não tinhas papel higiénico aqui em Lisboa. 
Se eles não perceberem, dizes que só limpas o cu a papel preto pois nunca gostaste de ver a merda que normalmente fazes.
Quando forem fazer a vistoria e já sabes que vêm, não é,  já não encontram nada com importância.
Entretanto fazes um ou dois movimentos de diversão e quando voltares já deverá ter havido uma fuga de informação que os nossos amigos vão preparar e eles vão cair no engodo.
Chegas, já sabes que estão lá para te deterem e a comunicação social vai ter imagens para que possas sair disto como uma vitima. Com isso ganhas logo a compreensão de quase todos os que se calhar estão tão entalados como tu.
Vais ver que até o santana te virá defender. Sim e o marinho também. 
Nunca baixes os olhos e mostra sempre um ar condoído para que se perceba a grande injustiça que estão a ter contigo. 
No final mesmo e quando vires que é a última viagem, ri. Abre bem a boca e os olhos. Embora ninguém te vá ouvir, transparece e diz para ti próprio. 
Que grande cambada de bestas que são estes portugueses. Certamente uma boa quantidade.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ENGAVETEM O RESTO DO BANDO

Os mortos - vivos andam à solta.
Precisa-se de alguém que os enterre pois o cheiro a putrefação alastra. 
O toque a finados já se faz ouvir, mas eles continuam refugiados na assembleia, nas fundações, nos observatórios, nas câmaras, nas quintas e um pouco por todo o lado.
A lista de procurados aumenta.
O patriarca desta escumalha deve estar desorientado. Tanto que ele acarinhou o grande canalha, o grande corrupto, o grande embuste. Tudo fez e faz para garantir a sobrevivência deste regime de corruptos e os seus comparsas.
Deram-lhe o nome de democracia pois era a forma mais fácil e atual de construir um sistema que lhes permitisse desenhar o ordenamento jurídico e territorial de forma a poderem distribuir as benesses pelos comparsas que se foram agrupando no ps e no psd com extensão ao cds. Aos poucos também os outros foram percebendo que era rentável ter uns lugares na assembleia e numas autarquias. Para isso bastava irem assumindo uma grande tristeza pelo avanço das forças fascistas e manterem uma retórica sempre dirigida à defesa das classes trabalhadoras, onde de facto esta gente nunca se incluiu.
Desenvolveu-se assim todo um sistema de corrupções de diversos níveis que nunca incomodou os grandes safardanas do regime pois era o alimento espiritual que lhes aliviava a consciência.
Afinal de contas não era só para eles.
Era necessário que alguns comessem alguma coisa para outros se poderem banquetear.
Para isso nada melhor que manter o povo iludido. Fazia-se obra publica. Era coisa que se via e dava a ilusão de grande empenho e dedicação. O povo, ceguinho e crente, nem percebia que era ele que iria pagar. Nem percebeu que era daí que vinham as grandes luvas que foram enchendo os bolsos daqueles que aproveitaram o seu tempo de passagem "ao serviço do País".
Foi assim que proliferaram os loureiros, os limas, os relvas, os varas, os sócrates e todos os outros que conhecemos.
Quando chegou a bancarrota e começaram a surgir novos impostos, novas taxas, coimas para todos os gostos e uma divida publica astronómica, aí, alguns, começaram a ficar sobressaltados. 
A "populaça" não estava a gostar e se calhar iria despertar para o pesadelo que lhe tinha sido preparado. 
Por isso, tudo foram fazendo para ver se não caia o rosto supremo da safadeza e da corrupção.
Todos sabiam que o bastardo era corrupto. Só as carpideiras do regime é que são cegas, pois não necessitam de ter mais nenhuma deficiência. Assim, sempre foi perfeitamente visível e notório que se estava perante alguém sem ética, sem moral, sem consciência, sem conhecimentos e sem vergonha.  
Só por isso, a gente séria e digna que ainda existe neste País, deve interrogar-se sobre a idoneidade de toda esta escumalha politica que foi idolatrando um bastardo que tudo fez para tentar encobrir as negociatas que foi fazendo à custa do erário público.
E nesta escumalha estamos prestes a incluir António Costa. Quase toda a sua "enturage" é do mais rasca e demente que ainda se encontra na vida politica. E todos eles sempre andaram na órbita do tal sócrates.
É que também ainda não esquecemos os telefonemas de "conforto" anteriormente feitos para minimizar a situação de um tal pedroso. O certo é que o rapaz escapou e ainda tivemos que o indemnizar. Curioso não é ?  Veja-se bem aquilo que eles conseguem junto dos procuradores da chamada republica desta falsa e adulterada democracia.  
Engaveta-los todos seria difícil devido à falta de espaço. Mas pelo menos seria higiénico que se fizesse uma limpeza.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O cabrão ainda ri !!!

O muro de lamentações que alguma comunicação social em conjunto com a corja de subservientes  do regime tem feito acerca da forma como o bandalho foi detido, parece não ter qualquer justificação.
Ele continua a sorrir e portanto demonstra que nada o incomoda. 
Com efeito a vida corre-lhe bem, beneficia de alojamento e comida e certamente já teve tempo e sossego para elaborar uma fórmula justificativa para os milhões que roubou ao erário público.
Quem começa a ficar incomodada é essa mesma corja que vê agora o patrono da impunidade poder estar a caminho de prestar contas por toda uma vida de corrupção e embuste e que levou o país à bancarrota.
E tão satisfeita que já andava toda essa canalhada, ocupando lugares na Assembleia, "botando" palavra em defesa do bastardo e também sorrindo a pensar que ainda iriam a tempo de poder bloquear a justiça e garantir assim mais uma vez que o G.F. da P. pudesse manusear tranquilamente os milhões que andam dispersos pelas contas dos amigos e da mamã.
A propósito, o carlos santos silva é irmão do outro ? Sim, aquele que andava sempre junto do sócrates. E que foi ministro. Era o augusto não era ?
Se souberem, confirmem s.f.f.
Mas também sorri porque é parvo e continua convencido que os seus amigos pinto monteiro e cândida almeida ainda lhe vão dar uma mãozinha para mais uma vez bloquearem a máquina da justiça.
Foi certamente para isso que almoçaram antes do bandalho ser detido.
Assim se algo acontecer e o processo bloquear, quem continuará a ser parvo seremos nós por pensarmos que era agora que o porco daria o primeiro passo para ir para o sitio que merece. 
A choldra.
A prisão, ainda assim é destinada a gente um pouco mais decente.
E aí, esperamos que possa vir a ter a companhia de um vara, pelo menos um loureiro, um lima e .... deixamos o resto à consideração dos nossos amigos.
Se nos permitem, sugerimos um conselho final.
Há que fazer tudo para que o p.s. não volte ao governo.
Pelo menos, até o processo do bandalho estar concluído e o mesmo ter dado entrada na prisão.

Leia-se o anexo;
É legítimo supor

José Gomes Ferreira |
9:08 Segunda feira, 24 de novembro de 2014
 A propósito da detenção de José Sócrates, recordo por estes dias vários momentos da vida política do país e do exercício do jornalismo em Portugal.

5 de Janeiro de 2009.
No final do primeiro mandato e já em ano de eleições legislativas, o primeiro Ministro aceita dar uma entrevista televisiva à SIC, conduzida por mim e por Ricardo Costa.
No decurso da conversa tensa, crispada, José Sócrates é confrontado com um gráfico do próprio orçamento de Estado de 2009, que mostra o verdadeiro impacto das sete novas subconcessões rodoviárias em regime de parceria público privada: a conta a cargo do contribuinte é astronómica, mas só comecará a ser paga...em 2014.
A reação do político é de surpresa desagradável, de falta de argumentos rápidos, pela primeira vez em muitos momentos de confronto jornalístico com a realidade das políticas que estavam a ser lançadas como "as melhores para o país", sem alternativa válida. Na mesma entrevista, Ricardo Costa questiona o então primeiro Ministro sobre o verdadeiro impacto da política para o setor energético, que estava a invadir a paisagem com milhares de "ventoinhas" eólicas. A reação evoluiu da surpresa negativa para a agressividade.
No balanço dessa entrevista, boa parte do país "bem pensante" insurgiu-se contra...os jornalistas. Os nomes que então nos chamaram estão ainda na internet, basta fazer uma pesquisa rápida.
Nesse ano de 2009, o Governo tinha lançado um pacote de estímulo à economia no valor de dois mil milhões de euros - obtidos a crédito no exterior porque nem Estado nem privados tinham já poupança interna suficiente.
A maior parte do mega-investimento foi aplicada na renovação de escolas através da Parque Escolar. Uma crise decorrente de um brutal endividamento combatia-se com mais dívida.
No ano anterior, a Estradas de Portugal tinham visto os seus estatutos alterados por iniciativa do Governo. Passava a ser uma entidade com toda a liberdade para se endividar diretamente, sem limite. Ao então primeiro Ministro, ao Ministro da tutela, ao secretário de Estado das obras públicas, perguntei muitas vezes em público se sabiam o que estavam a fazer. E fui publicamente contestado por andar a "puxar o país para baixo".
Em 2007, o então Ministro da Economia cedia por 700 milhões de euros a extensão da exploração de dezenas de barragens por mais 15 a 25 anos à EDP. Os próprios relatórios dos bancos de investimento valorizavam na altura esta extensão em mais de dois mil milhões de euros.

A meados de 2009 começa a ouvir-se falar do interesse da PT em comprar a TVI. O negócio é justificado pela administração da empresa como uma necessidade de as operadoras de telecomunicações, distribuidoras de conteúdos avançarem para o controlo da produção desses mesmos conteúdos.
Por aquela altura, já os casos, dos projetos da Cova da Beira, da licenciatura duvidosa e das alegadas luvas no Freeport faziam as páginas dos jornais e aberturas nas televisões.
Por aquela altura, o jornalista e gestor Luís Marques, dizia-me que era uma vergonha nacional Portugal ter um primeiro Ministro com indícios de ser corrupto. E que a nível internacional isso também já era notado.
Confesso que apesar das dúvidas que tinha sobre a condução dos grandes negócios de Estado, achei exagerada a afirmação. Sublinho a altura em que foi feita - finais de 2009.
O tempo, esse grande clarificador, fez o seu trabalho.
Muitas mais histórias ouvimos desde então sobre a mesma personalidade política.
Muitas investigações que já estavam em curso foram aprofundadas; muitas novas investigações foram iniciadas.
Desde há muito que está a ser questionada a legalidade da atribuição de concessões de barragens por valores irrisórios; que está a ser investigada a suspeita de favorecimento de decisores no processo das PPP rodoviárias; que foi investigada e estranhamente arquivada a suspeita de controlo deliberado da comunicação social através da compra de um grande grupo de comunicação social por uma empresa do regime; que se continuam a investigar a razoabilidade dos mega-investimentos em novas escolas e dos pagamentos avultados a determinados fornecedores...
Outras histórias mal-explicadas, como a da origem dos recursos para manter multiplicados sinais exteriores de riqueza, foram correndo o seu tempo e os seus termos, com ou sem intervenção das entidades de investigação...

O tempo, esse grande clarificador, faz sempre o seu trabalho.
A suspeita materializa-se agora sob a forma de detenção e prolongado interrogatório. A imprensa, desde sempre acusada de conspiração, destapa agora indícios de inquietantes de conluios com recetadores e correios de verbas muito avultadas.
Só se surpreende quem não quis ver os sinais.
É legítimo supor que mais investigações levarão a mais resultados. É legítimo perguntar porque é que no ano 2010 aparecem 20 milhões de euros na conta de um amigo na UBS, na Suíça. E é legítimo lembrar que em Julho desse ano a PT vendeu a Vivo à Telefónica por 7.500 milhões de euros. E é legítimo imaginar que negócios desse tipo requeiram "facilitadores".
Face ao que aconteceu na história recente deste país, é legítimo a um jornalista e a qualquer cidadão interrogar-se sobre tudo isto e muito mais.
E é extraordinário ver que a maior parte do tempo de debate sobre esta mediática detenção é gasta em condenações à maneira de atuar das autoridades judiciais. como se fosse dever dos investigadores convidarem o suspeito para uma conversa amena num agradável bar de hotel, por ter ocupado o cargo que ocupou.
Não, o que está a acontecer em Portugal, com a queda do Grupo Espírito Santo e de Ricardo Salgado, as detenções de altos funcionários públicos no caso dos Vistos Gold e a detenção de José Sócrates, não é uma desgraça: é a Grande Clarificação do Regime, a derrocada do Crony Capitalism, o capitalismo lusitano dos favores e do compadrio.
É revoltante saber que o Parlamento aprovou sem hesitar todos os regimes especiais de regularização tributária, os RERT I, II e III, quando sabiam que a respetiva formulação jurídica iria apagar todos os crimes fiscais associados à repatriação do dinheiro de origem obscura que tinha sido posto lá fora. Os deputados foram previamente avisados desse gigantesco efeito de "esponja" pelos mesmos altos responsáveis tributários que me avisaram a mim...
Os mesmos RERT que passaram uma esponja sobre as verbas de Ricardo Salgado e as do recetador agora identificado no caso do ex-primeiro Ministro.
Sim, o Parlamento continua lamentavelmente a ser a mesma central de interesses.
Mas há esperança. Tal como o país está a mudar, o Parlamento também há de mudar.
A nós, cidadãos e jornalistas, assiste o direito de fazer perguntas, face a sinais estranhos que alguns políticos insistem em transmitir.
Face a esses sinais, é legítimo supor.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/e-legitimo-supor=f899560#ixzz3K04xkwJT 

sábado, 22 de novembro de 2014

Bom dia, sócrates

Voltamos por uma boa razão.
Sócrates está PRESO. 
Esteja o tempo que lá estiver, isto é um conforto para todos aqueles que ao longo do tempo foram denunciado os desvarios e a corrupção em que este sabujo se envolveu.
Hoje, será dia para os silvas, os lelos, os costas, os galamboides, os pereiras, os ferros, os césares, e toda essa escumalha que rasteja na órbita do grande filho da puta, ter que engolir as afrontas que foram fazendo à diminuta inteligência de um Povo adormecido e que se foi deixando enganar.
Cândida Almeida também deveria estar presa. 
Pinto Monteiro e o outro também deveriam estar.
Muitos outros poderão estar a caminho. Assim se mantenha a disposição de alargar as bases de investigação.
Só ainda não entendemos porque é que os loureiros, os varas, os limas ou os salgados ainda continuam à solta.
Este Regime está podre e tudo deverá ser feito para que se consigam demolir as bases que ainda o sustentam.
Com efeito é inadmissível que muita desta escumalha politica, a que se juntam familiares e amigos, usufruam de rendimentos milionários, quando mais de 80% da população tem que viver com cerca de 600 Euros e a quem ainda se obriga a pagar taxas extraordinárias para ir permitindo que esta corja coloque em offshores largos milhões que vão retirando do erário público.

Este breve momento de passagem é de alguma expectativa e esperança nos desenvolvimentos que se poderão seguir.

terça-feira, 12 de março de 2013

Tempo de pausa

As razões que nos obrigaram a ser ativos e determinados na luta contra o sistema politico instalado  continuam a ser as mesmas. 
Acontece que sentimos que se está a passar por um tempo de alguma contenção e entendemos ser o momento certo para fazermos uma pausa.
A mola real que nos impeliu tinha um nome e uma referência e são dois embustes.
Sócrates e partido socialista.
Com a mudança dos atores políticos assistiu-se a um esvaziamento do fervor de revolta e verificou-se o aparecimento de novos contestatários de modelo mais suave e mais ao gosto da escumalha politica existente.
Alguns até já se integram e apoiam esses novos movimentos.
Muito sinceramente esse não era o nosso caminho e a passagem do tempo acabou por nos "libertar" de algumas ilusões que iam sustentando a nossa luta.
Hoje sentimos que foram quase 5 anos de combate inglório.
Não sabemos se por incapacidade ou incompetência, nunca conseguimos alcançar os objetivos pretendidos e que mais não eram que colaborar com quem tivesse condições para assumir as lideranças que a "sociedade civil" urgentemente necessita.
Mas nada aconteceu e sentimos que tão depressa nada irá acontecer.

Continuaremos contudo à espera que possa surgir algo que desperte a gente capaz que sabemos existir e que tem o dever cívico e moral de se empenhar numa solução para o País. 
Até lá sugerimos a quem por aqui passar que vá seguindo os Blogues que destacamos nas nossas referências.
Estamos alinhados com quase tudo aquilo que vão escrevendo e analisando.
Até breve.