quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vergonha Nacional

Até que ponto chega o descaramento dos políticos deste País ?
Como é que esta sociedade permite isto ?
Será que não sabem ?
Vamos por partes.
Bom, já todos ouvimos falar na Cova da Beira, no Freepor(t), nos sobreiros, nos submarinos, no BPN, nas contas dos primos na Suissa, nas empreitadas que começam em 5 e acabam em 10, nas adjudicações sem concurso publico, nos pagamentos a assessores, nas reformas escandalosas de políticos, autarcas, funcionários do Banco de Portugal, funcionários doutros bancos, funcionários de empresas publicas, nas indemnizações inconcebíveis e inadmissíveis a gestores partidários, na utilização do aparelho de estado para empregar amigos, familiares, correlegionários políticos, etc, etc.
Sobre esta vergonha certamente que já todos temos alguma consciência, pois a divulgação publica a isso obriga.
É certo que parece que ainda não chega para nos aborrecermos muito.
Mas...se agora lhe sugeríssemos para analisar o Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.
Poderão aceder através do site WWW.dre.pt
Vamos ler;
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica
1 - Vencimento de Deputados ...........................12 milhões 349 mil Euros
2 - Ajudas de Custo de Deputados........................2 milhões 724 mil Euros
3 - Transportes de Deputados ...........................3 milhões 869 mil Euros
4 - Deslocações e Estadas ..............................2 milhões 363 mil Euros
5 - Assistência Técnica (??) ...........................2 milhões 948 mil Euros
6 - Outros Trabalhos Especializados (??) ...............3 milhões 593 mil Euros
7 - RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA..............961 mil Euros
8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares.................970 mil Euros
9 - Equipamento de Informática .........................2 milhões 110 mil Euros
10- Outros Investimentos (??) ..........................2 milhões 420 mil Euros
11- Edificios ..........................................2 milhões 686 mil Euros
12- Transfer's (??) Diversos (??)......................13 milhões 506 mil Euros
13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ..................16 milhões 977 mil Euros
14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ....73 milhões 798 mil Euros

Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é :€ 191 405 356 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) - Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.
Vamos lá então ver se isto agora já o começa a incomodar um "bocadinho". Repare:
Cada deputado, em vencimentos e encargos directos e indirectos custa ao País, cerca de 700.000 Euros por ano. Ou seja cerca de 60.000 Euros mês.
É muito ? Não é, tendo em conta o excelente trabalho que produzem.
Aliás, somos nós que permitimos isto !
Então diga-nos. É ou não uma autêntica vergonha Nacional ?
Ficou admirado ou já sabia ?

13 comentários:

JotaB disse...

Aqueles que nos lêem neste momento, recomendo a leitura do artigo anterior "Um País sem solução" e os comentários publicados

JotaB disse...

Crónica distribuida, em mão, por Mário Crespo aos deputados, na Assembleia da República:

Voltamos às fotocópias
'Não te posso publicar esta crónica'. 'Tu és Director, saberás o que fazer'. 'Eu sei que sou director. Não preciso que digas que sou Director. Eu sei que sou Director!'. 'Posso dizer-te que se fosse eu Director, publicava'. 'Eu tenho que confirmar isto e a esta hora não consigo ligar ao Primeiro-ministro'. 'Tu és Director saberás o que fazer, não publicas e eu nunca mais escrevo para ti'. 'Eu tenho que investigar isto'. 'Faz o que quiseres, investiga o que quiseres. Não publicas e eu nunca mais escrevo para ti'. 'Sobre isso falamos depois'. 'Não, Zé Leite Pereira, nós não falamos mais'.
Há qualquer coisa fisicamente dolorosa quando se recebe a notícia de que o nosso trabalho foi censurado. O estômago aperta-se. Sentimos que estamos com os olhos demasiado esbugalhados e não conseguimos fixar a vista em nada. Durante muito tempo. O olhar vagueia por tudo, evitando tudo. Tenta-se respirar fundo, mas a respiração sai curta e durante uns minutos é insuficiente. E ficamos ainda mais inquietos. Depois hiperventila-se e fica-se agitado. Um corpo estranho começa a apertar-nos uma zona indefinida do tórax logo abaixo do pescoço. E fica aí a lembrar-nos que há solidões novas que ainda não tínhamos experimentado. Depois cai uma imensa melancolia. Terá sido provavelmente isto que Luís de Sttau Monteiro sentiu em 1960 quando o SNI mandou a sua editora retirar 30 páginas do seu Um Homem Não Chora. As trinta páginas em que ele articula raivas surdas contra o sufoco do Estado Novo, enquanto a sua personagem desce a Avenida da Liberdade mastigando obsessivamente grãos de café.
Terá sido isso que, também, António de Almeida Santos sentiu a 30 de Maio de 1959 quando o Secretariado Nacional de Informação decretou que o seu livro de contos A Rã no Pântano era matéria proibida. Nos poucos dias que esteve nas livrarias o autor deu uma cópia ao meu pai, que é hoje parte do nosso património familiar, com a dedicatória onde se lê numa magnífica caligrafia inclinada de uma caneta de tinta permanente (as Futura de feltro ainda não tinham sido inventadas) 'Ao Eduardo Crespo, com as homenagens e a estima do Almeida Santos'. Mais de meio século depois A Rã no Pântano foi reeditada com um registo na capa onde se lê 'A primeira edição deste livro foi apreendida pela PIDE'. Lá dentro está uma dedicatória na mesma bela escrita inclinada (já com uma Futura de feltro preta) onde se lê: 'Ao Mário Crespo, com admiração e amizade, esta segunda edição de um livro que ofereci a seu pai antes da PIDE o ter apreendido. Almeida Santos'. Quando recebi a reedição da Rã no Pântano lembro-me de ter comentado com o Dr. Almeida Santos que hoje parece impossível o que aconteceu, e o imenso trabalho que tinha sido rectificar todo um sistema orientado para o controlo do pensamento, fosse através de um livro de contos, fosse espartilhando noticiário banal em modelos oficialmente tolerados.
(continua...)

JotaB disse...

Na parte de trás desta crónica, que vou distribuir de mão em mão em fotocópias, porque em Janeiro de 2010, por razões de conteúdo politicamente incorrecto, censuraram a minha coluna de opinião no Jornal de Notícias, está o que se chamava nas redacções um 'linguado' de prova. Era de A Capital, um diário de que fui o primeiro Director depois do 25 de Abril quando, com a privatização, A Capital se libertou de tutelas estatais e políticas. Trouxe de lá este texto dos anos 70 com o corte da censura. Fascina-me ver o género de notícias que a Censura não tolerava. Interpretações da realidade, perguntas e sobretudo factos insofismáveis. Havia só uma verdade consentida. A oficial. Tudo o mais era desviante, e o desvio tinha que ser rectificado.
Já depois da minha crónica O Fim da Linha ter sido censurada por José Leite Pereira, o sociólogo Paquete de Oliveira, provedor do telespectador na estação de televisão do Estado, sentiu-se no dever de escrever uma crónica no espaço de opinião que eu ocupei durante mais de dois anos, onde, para substanciar a imensa liberdade de expressão que ele diz sentir no Jornal de Notícias, afirma que: 'Nunca me mudaram uma vírgula que fosse sem me consultarem'. É essa a diferença entre mim e Paquete de Oliveira a quem, em consulta, podem mudar as vírgulas. Eu, quando escrevo opinião, faço-o de forma definitiva. Tenho imenso cuidado com as vírgulas. Se calhar a conversa com José Leite Pereira que reproduzi no início teria tido outro desfecho se eu, tal como Paquete de Oliveira faz, tivesse autorizado que me alterassem ocasionalmente umas vírgulas. Mas, por outro lado, isso nem sequer foi contemplado. À meia-noite, quando Leite Pereira me contactou, já o Jornal de Notícias estava a ser impresso. A minha crónica já tinha chegado ao fim.
Mário Crespo 17.02.10

JotaB disse...

SÓ NÃO SENTIRÁ VERGONHA QUEM NÃO TEM VERGONHA NA CARA!

Catsone disse...

Olá.
Será que você me permitia publicar este texto no meu estaminé?
Acho que as pessoas deviam divulgar este tipo de informação.
Boa noite.

João António disse...

A verdade tem que ser divulgada por toda a blogosfera, a vergonha dos politicos neste país não tem fim ! Fim uma ligação na Tasca para este post da "força emergente" !

Força Emergente disse...

Olá Catsone e João António.
O nosso amigo JotaB já é da "casa" e daqueles que nunca falha e está sempre presente.
Caros amigos.
Tudo aquilo que esta Associação escreve ou faz é do domínio publico e pode ser usada sem quaisquer restrições.
A vossa disponibilidade em fazer chegar a informação a mais gente é também um serviço publico. Disponham e divulguem.
Obrigado pelo vosso interesse.

a MÁFIA portuguesa disse...

HÁ UM RATO NO LARGO

Em linguagem política utiliza-se muitas vezes a palavra "rato" para significar ladrão, corrupto ou indivíduo manhoso e habilidoso, tal como a palavra "toupeira" no léxico diplomático significa um infiltrado, um espião ou agente duplo. Estes, aliás, foram significados introduzidos pela CIA, desde os anos 40 e disseminados pela maioria dos países do globo.

Agora já nem nos espantaríamos se, no centro do Largo do Rato, colocassem uma estátua gigante de um rato, tal como nos países do velho Leste europeu se colocavam estátuas gigantescas dos seus chefes de governo, para lembrar que, afinal o controlo do povo, começa justamente, pelo controlo da arte pública e pela disseminação do medo. Quem não teria medo de uma escultura gigante, de um rato?

M. F. disse...

É uma verdadeira vergonha! Mais, é um insulto ao povo português!
Mas, o que fazer quando a maioria do povo se afeiçoa ao comodismo? O que fazer quando o povo parece estar formatado para aceitar esta realidade sem sequer se questionar se pode fazer alguma coisa para inverter a situação?
O que esta malta quer é "bola" e tascas, querem é as discussões comezinhas a que assistem todos os dias nas tardes da Júlia ou da Fátima Lopes.
Honestamente, já não sei o que mete mais nojo, se são os (i)responsáveis políticos do país, ou este povo manhoso, egoísta, pobre (de espírito também), inculto, acomodado e irresponsável.
Isto só lá ia com um golpe de Estado, ou então guerra civil...pena que estas "expressões" se tenham perdido no tempo, sendo mais fortes os seus conceitos do que a força necessária a empreendê-las.

JotaB disse...

Dedico estas "palavras" e esta "música" aos nossos "mui queridos" deputados, pois merecem todo o nosso carinho e gratidão, pelo magnífico trabalho que vêm fazendo na feitura das excelentes leis que tanto têm contribuido para a felicidade e bem-estar de todos nós.
O meu muito obrigado. Que sejam muito felizes, pois tudo merecem...
Não podemos olvidar o facto do parlamento ser uma escola de excelência, de onde têm saído alguns dos nossos mais ilustres governantes e gestores.
Por tudo isso, estão de parabéns e terão a minha gratidão eterna. Apenas lamento não poder acrescentar ... que descansem em paz.

http://www.youtube.com/watch?v=8-gfYN61WRM&eurl=http%3A%2F%2Fraivaescondida%2Ewordpress%2Ecom%2F2009%2F05%2Fpage%2F5%2F&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=SYVfeOEN_us&feature=player_embedded

JotaB disse...

CRÓNICA DE HENRIQUE NETO, NO JORNAL DE LEIRIA:

Watergate à portuguesa

Quanto mais José Sócrates
e os seus seguidores
procuram
inventar razões para
iludir a realidade
expressa nas escutas
publicadas pelo jornal o “Sol”,
fazendo passar por burros os
portugueses que lêem jornais,
mais se afunda, num sintoma
seguro da sua própria impreparação
para o lugar que ocupa.
De facto, a única forma que
José Sócrates teria de convencer
alguém de que não foi ele
que organizou o assalto a alguns
meios de comunicação, seria
distanciar-se dos seus protegidos
e condenar a sua actuação
como inaceitável num regime
democrático. Ora, se não o faz,
lá terá as suas razões, porventura
porque não o pode fazer,
na medida em que correria um
risco excessivo de algum deles
não assumir a culpa e contar
a verdade toda. Compreende-se,
por isso, que o primeiro
ministro queira ganhar algum
tempo e, fiel ao seu carácter,
acuse os adversários das malfeitorias
que ele próprio originou.
Aparentemente, não lhe
passa pela cabeça que a história
humana está cheia de “crimes”
como o do jornal Sol, crimes
que tempo depois são elevados
à categoria de serviço
público. Aliás, existem casos
recentes e as semelhanças com
o caso Watergate, que conduziu
à demissão do presidente
Nixon, são por demais evidentes.
Recordemos que os dois
jornalistas do Washington Post,
que foram igualmente acusados
pela Casa Branca de jornalismo
de buraco da fechadura,
acabaram a ganhar o prémio
Pulitzer e Nixon morreu
só e renegado.
Relevante, neste caso, é a
posição assumida pela PT através
de Henrique Granadeiro que
se assumiu “encornado”, suponho
que pelos seus colegas de
Administração lá colocados pelo
Governo. Como relevante é a
hipótese, por ele colocada, de
convocar uma Assembleia Geral
para discutir o caso. Trata-se
do mínimo que os accionistas
podem pedir, na medida que a
demissão dos administradores
envolvidos parece ser a única
forma da PT se afastar da embrulhada
em que se meteu, ou a
meteram. Há ainda que esclarecer
essa parte da história. De
qualquer forma, pessoalmente,
como pequeno accionista da
empresa, gostaria de ver aqueles
administradores que pretendem
manter os seus pergaminhos
profissionais, a condenar
o envolvimento do nome
da PT em negócios que só podem
contribuir para o seu desprestígio
e para o prejuízo dos accionistas.
É, também, o mínimo
exigível.
(continua...)

JotaB disse...

Igualmente, não me parece
que o Millennium BCP possa
fazer de conta de que nada se
passou, nomeadamente depois
das histórias havidas com a
anterior Administração e da
intervenção então assumida pelo
Banco de Portugal. O BCP necessita
urgentemente de mostrar
que as infelizes intervenções do
seu administrador, descritas nas
escutas, foram de conta própria
e que a instituição não pretende
conviver com isso. De contrário,
correria o risco de dar
como aceite a ideia, que há
muito anda no ar, de que a actual
administração seria um produto
politicamente controlado pelo
Governo. Ou seja. o BCP teria
deixado de ser uma empresa
controlada pelos seus accionistas.
Recordemos, a esse propósito,
que o Administrador em
causa fez o pleno da ligação
entre os negócios da sucata e
os negócios da comunicação
social, que, supõe-se, não eram
tratados no Conselho de Administração.
Há pois que deixar
claro que este é o tipo de situações
em que o Millennium BCP
não se pode envolver, nomeadamente
nas actuais circunstâncias
financeiras do País e
quando o Banco pretende recuperar
o seu prestígio e rentabilidade.
Finalmente, a ideia da moção
de censura é, nas actuais circunstâncias,
tão patética que
não merece comentário, mas
revela a qualidade dos socialistas
que rodeiam o primeiro
ministro. Como diria alguém,
com tais amigos José Sócrates
e o PS não precisam de inimigos.
Na prática, escancararam
o caminho para, dentro de seis
meses, depois do PS e do primeiro
ministro serem queimados
em lume brando, as oposições
juntas enviarem José
Sócrates de volta para as Beiras.
Não há paciência. _
Crónicas sobre o futuro
HENRIQUE NETO,
empresário
netohenrique8@gmail.com
A única

JotaB disse...

Crónica de ARF, no Correio da Manhã de hoje:

22 Fevereiro 2010 - 00h30
Estado do Sítio
Gentinha menor
Nesta enorme tragédia da Madeira, Cavaco Silva e Alberto João Jardim foram os únicos que demonstraram ter sentido de Estado.
A Madeira vive uma enorme tragédia. Dezenas de mortos, mais de duas centenas de desaparecidos e prejuízos incalculáveis. A situação já era conhecida às primeiras horas da manhã de sábado. O Presidente da República foi para Belém e daí acompanhou durante todo o dia a situação dramática que se vivia na Região Autónoma e que, hora após hora, ia sendo cada vez mais trágica, com o número de mortos, feridos e desaparecidos a aumentar de uma forma assustadora. Pois bem.
Quando se exigia uma rápida e total mobilização de vontades e esforços, o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, estava fortemente empenhado numa campanha de salvação do seu próprio escalpe, que incluía uma espectacular reunião da comissão nacional do PS, em que os amorfos e obedientes dirigentes socialistas se deliciavam a ouvir discursos inflamados sobre escutas, indignidades, negócios escuros, boys mais ou menos imbecis e outras coisas extraordinariamente importantes para os destinos da Pátria. Por volta da uma hora da tarde, o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, lá se dignou proferir umas palavrinhas de circunstância sobre a tragédia da Madeira. Mas nem os mortos, feridos e desaparecidos o fizeram mudar de ideias. Rumou a toda a velocidade para o Porto, para mais um comício de apoio à sua brilhante obra e de desagravo aos ataques, campanhas negras, cabalas e outras coisas mais de que o chefe tem sido vítima. O encontro socialista começou pelas cinco da tarde e por essa altura os mortos já ultrapassavam as duas dezenas.
Em Lisboa, o senhor ministro da Administração Interna esperava que o chefe falasse às ovelhas socialistas. Quando recebeu luz verde, meteu-se no avião do Estado, foi buscar o senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, e lá partiu para a Madeira, onde finalmente chegou perto das nove da noite. Em contraste com este triste e degradante comportamento do senhor presidente relativo do Conselho, o chefe, deste sítio pobre, deprimido, manhoso, corrupto e, obviamente, cada vez mais mal frequentado, destacaram-se o senhor Presidente da República e o senhor presidente do Governo Regional da Madeira. Nesta enorme tragédia da Madeira, Cavaco Silva e João Jardim foram os únicos que mostraram ter sentido de Estado e respeito pelos indígenas. Os outros, chefe incluído, são o que são. Gentinha menor, que não consegue fugir à tentação do poder e da ambição. O Diabo que os carregue.


António Ribeiro Ferreira, Jornalista