domingo, 3 de janeiro de 2010

Perigo de Explosão ?

Os políticos que ocuparam este País continuam a abusar da nossa paciência ao proferirem discursos rídiculos, que só os fazem, por saberem que continuam a contar com a passividade excessiva e já nada justificável deste miserável povo.
É triste vermos um Presidente da Republica assumir plena e publicamente, que o País de que é o responsável máximo está numa situação dramática, e a única coisa que faz é apelar ao diálogo e ao consenso daqueles que estão a enterrar esse mesmo País e que nunca serão capazes de gerar qualquer solução para resolver os graves problemas estruturais que ardilosamente foram, eles mesmo, construindo ao longo dos anos.
Um futuro melhor nunca será possível enquanto pairarem no horizonte nomes como Socrates, Loureiros, Varas, Morais, etc, etc.
O País precisa muito mais que consensos ou diálogos.
O País precisa de Acção. De gente que assuma o dever de se expor e demonstrar que somos mais e melhores que este pequeno aglomerado de gente corrupta e incompetente que há demasiado tempo nos vem sujeitando a esta indignidade que é o Sistema Político que metodicamente criaram para proveito próprio.

Aquilo que sentimos e pensamos foi muito bem explanado no Blogue Classe Politica em mais um texto de elevada qualidade. Leia-se por favor.
QUE FUTURO?
Para cumprir calendário, falaram aos portugueses através das TVs, primeiro o presidente do conselho de ministros, antes do embarque para as suas curtas férias na neve na Suíça, depois o presidente desta III República.
Sócrates, seguindo a estratégia de há tempos desenhada omitiu os problemas com que se confrontam os cidadãos - o desemprego, o trabalho precário, o encerramento de empresas, a degradação da Justiça e das outras Instituições do Estado, a desorganização, irracionalidade e disfuncionalidade da administração pública (que o PRACE acentuou mais ainda) e também a dívida externa, o défice e o endividamento publico, procurando lançar à oposição o ónus da sua “não governação” deste início de legislatura.
Cavaco Silva, parecendo já refeito das desastradas trapalhadas em que se deixou envolver, aproveitou a oportunidade para se afirmar como candidato indiscutível a novo mandato presidencial, enunciando alguns dos problemas nacionais e apelando a consensos partidários de regime, forjando e iniciando deste modo a sua nova estratégia como candidato.
Não se compreende o alarido que os média e os seus politólogos geram sobre o próximo Orçamento de Estado. O PSD, com um líder a prazo e não podendo suportar o ónus da rejeição do Orçamento, não tem condições políticas para se opor à sua aprovação pelo que, com mais ou menos teatralização, o PSD acabará sempre por abster-se na votação e assim permitir a continuidade da governação.
E desta situação tem consciência o PS, o PSD e o Presidente da Republica pelo que, conhecendo de antemão o seu resultado final, interessante será seguir os jogos de poder que até lá se irão desenvolver.
Não será com este orçamento ou com outro orçamento, com este governo ou com outro governo, com este presidente ou com outro presidente, que o País e os portugueses sairão do atoleiro, da desgraça, em que as elites partidárias deste “sistema político”, sobretudo desde há duas décadas, os colocaram.
O que está em causa, não é já este ou aquele governo saído do actual espectro partidário, mas o vigente sistema político em si mesmo.
Ele foi, ano após ano, meticulosamente arquitectado pela classe política, constituindo hoje um sistema político onde a corrupção se institucionalizou, a comunicação social se instrumentalizou, a Justiça se subjugou ao poder político, a administração pública se partidarizou com o fim último de obter mais e cada vez mais benefícios económicos às oligarquias partidárias que nos têm desgovernado.
Desmembraram e tornaram irracional e disfuncional a administração pública, aumentando brutalmente a despesa pública sem ganhos de produtividade para o cidadão, com o único objectivo de canalizarem para seu benefício as verbas assim geradas (como presidentes e vogais de órgãos do estado que foram nascendo como cogumelos ao longo dos últimos anos, Institutos, Comissões, Autoridades, Agências, … Empresas Municipais, …) verbas que não andarão longe dos 10% do PIB actual.
Dinheiro que é usurpado aos portugueses.
Ninguém poderá acreditar que uma classe política que engendrou um tal sistema político prescinda da situação privilegiada em que vive e que tão bem soube erguer. Pelo contrário, a tendência será sempre para ampliar os seus benefícios, com este orçamento ou com outro orçamento, com este governo ou com outro governo, com este presidente ou com outro presidente.
É este o cancro que vai alastrando ano após ano e corrói o corpo da economia nacional. É esta a verdadeira e crónica “crise” da economia portuguesa.

Assim sendo, estamos á espera de quê ?

22 comentários:

ruy disse...

José Muacho??? Hum

Força Emergente disse...

Caro amigo Ruy

O seu a seu dono. A rectificação está feita. De facto o Zé Muacho, que continua a fazer uma recolha dos melhores textos que vai encontrando na Blogoesfera, tinha-nos enviado este seu.Como estava mesmo "á medida" daquilo que queriamos transmitir completou perfeitamente a nossa intenção.
Esperamos muito brevemente podermos estar todos juntos. Esta vergonha Nacional não pode continuar por muito mais tempo.
Obrigado pela clarividência das ideias e da escrita.

ruy disse...

Todos não seremos demais,
abraço,
ruy

JotaB disse...

HOJE É 2.ªFEIRA

(Cópia integral do artigo de opinião publicado no "Correio da Manhã"):

04 Janeiro 2010 - 09h00

Estado do Sítio
Bendito sapatinho
O senhor presidente relativo do Conselho tirou uns diazinhos de férias na Suíça onde, presume-se, andou a exercitar a sua arte de esquiar. Ainda bem. E para grande felicidade dos indígenas desta vez não partiu nenhum osso ou cartilagem.

Está pois com forças redobradas para continuar a massacrar os neurónios de toda a gente com as suas patranhas sobre a retoma da economia, os grandes investimentos públicos, os computadores para as pobres criancinhas, que ainda estão longe de perceber o futuro que as espera, e os gloriosos amanhãs que só existem na excelsa cabecinha de Sua Excelência. Nada de novo, portanto.

O senhor Presidente da República ficou por cá, por terras algarvias. No intervalo das merecidas férias falou, como é costume, aos indígenas. Sem surpresas. Toda a gente sabe que o desemprego vai continuar a aumentar, a dívida pública é o que se sabe, o endividamento externo é uma vergonha, o défice das contas públicas não pára de subir e a economia está em estado comatoso.

E mesmo o apelo a um pacto de regime para o sítio ter um Orçamento compatível com o estado em que se encontra é pura e simplesmente chover no molhado. São palavras sensatas, até bonitas, ditas num tom sério e preocupado, mas são apenas isso. Palavras que os indígenas, com emprego e dinheiro no bolso, deste sítio manhoso, preguiçoso, hipócrita, pobre, deprimido e obviamente cada vez mais mal frequentado, ouviram entre duas mordidelas numa fatia de bolo-rei.

Quanto à oposição, nomeadamente o PSD, nada. Os sociais-democratas andam por aí como baratas tontas à procura de umas ideias, preparam-se para mais um ajuste de contas e esperam que o senhor presidente relativo do Conselho retome a actividade para debitarem mais uns lugares-comuns sobre as brilhantes políticas do Governo de Sua Excelência. No meio deste marasmo, desta miséria material e intelectual, restam os optimistas, os que conseguem ver uma luzinha ao fundo de um qualquer túnel, que acreditam nas virtualidades do sítio e num futuro radioso que estará algures à espera dos indígenas.

São vozes de esperança, de exaltação das virtualidades políticas e pessoais do senhor presidente relativo do Conselho e que do alto da sua sabedoria lembram aos indígenas que este regime, apesar de tudo, lhes deu sapatos. Há um tempo para tudo seus ingratos. Benzam-se e dêem graças às luminárias que os governam por ainda não andarem descalços.

António Ribeiro Ferreira, Jornalista

JotaB disse...

(Artigo de Opinião do Jornalista Mário Crespo, hoje publicado no "Jornal de Notícias") :

A mensagem
00h00m

O conselheiro Noronha Nascimento deu-me há dois anos uma entrevista. Falou-se dos problemas gerais da Justiça em Portugal. Numa fase mais intensa da conversa, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça invocou o "Paradigma kantiano" para sustentar a sua tese. Perguntei-lhe o que queria dizer com isso. "Está a querer fazer-me um exame?", ripostou, irritado com a minha impertinência ou desconhecimento. Ou com as duas coisas. "Não, pergunto-lhe do alto da minha ignorância", disse-lhe deixando que a impertinência perdurasse por si na insistência da dúvida (que era genuína). Noronha Nascimento respondeu-me com uma síntese maravilhosa do modelo filosófico que tem servido para explicar tudo e o seu contrário em campos tão diversos como a astronomia, a ciência política, a teologia. Para o presidente do Supremo Tribunal o Paradigma de Kant significava (entendi eu e anotei para referência futura) que se julga "coisas" (é o termo usado por Kant) diferentes de modo diferente e "coisas" iguais de modo igual. Reside aqui toda a estabilidade do Direito. É por isto que eu acho digno de atento registo que o presidente do Supremo tenha aposto despachos diferentes nos dois conjuntos de escutas das conversas entre Sócrates e Vara. Se o fez, foi porque considerou que são coisas diferentes. A 3 de Setembro, Noronha Nascimento considera o primeiro grupo de seis episódios de escutas que envolvem o primeiro-ministro como sendo nulas por terem sido recolhidas irregularmente. E por aí se fica. Dois meses depois instado a pronunciar-se sobre um novo grupo de cinco escutas entre Sócrates e Vara, o presidente do Supremo Tribunal adiciona às suas considerações sobre a nulidade das provas recolhidas um elemento novo: Considera que depois de avaliado este segundo conjunto de cinco escutas ele não denotava ilegalidades.

O presidente do Supremo Tribunal julga "coisas" iguais da mesma maneira. E "coisas diferentes" de modo diferente. Logo, o primeiro conjunto de seis escutas que recebeu é diferente do segundo grupo de cinco. Tão diferente que no primeiro conjunto que avaliou se limitou a considerar irregular o modo como tinha sido obtido. Declarando-o nulo por isso. Mas abstendo-se de qualquer comentário sobre valores que poderiam ser "ponderados em dimensão de ilícito penal". Tudo isso ficaria para o segundo conjunto que para Noronha Nascimento era não só inválido mas não era incriminatório. Portanto, o primeiro conjunto de seis conversas entre o primeiro-ministro e o vice-presidente do BCP que o presidente do Supremo Tribunal tinha avaliado era, apenas, "nulo". Mas poderia ter dimensões de crime. De facto, é de concluir que teria dimensões de crime. Porque ao ilibar no segundo Noronha Nascimento acusa no primeiro. A menos que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça tivesse julgado as mesmas "coisas" de modo diferente. O que não pode ter acontecido.

Mário Crespo

JotaB disse...

Continuamos a rodar em circulo, a volta de nada.
Sabemos o que deveria ser feito, mas parece nao sabermos como chegar la.
Talvez ate saibamos como atingir esse objectivo, mas nao conseguimos reunir as vontades suficientes para o alcançar.
Algo, talvez muito pouco, continua a impedir-nos de inverter o sentido dos acontecimentos.

Porque nao começar a reunir as tropas?
Ou devemos, primeiro, encontrar um comandante, que reuna consensos e que esteja disponivel para avançar?
Pessoalmente, sou partidario da primeira hipotese, que passa por procurar/convocar e fazer o alistamento das tropas.
Seria a opçao pelo "oferecer" um exercito, ja constituido, a um "general" com capacidade de comando e estrategia de vitoria.
Mas as duas possibilidades podem decorrer em simultaneo.

A Força Emergente e as suas Gentes sabem que podem contar comigo.
Estou disponivel para lutar por uma causa justa.

PS: - ESTOU COM PROBLEMAS NO WINDOUS, PELO QUE O TEXTO APARECE SEM ASSENTOS. AS MINHAS DESCULPAS.

Força Emergente disse...

Caro jotaB

Assim houvessem muitos como o João. De facto seria bom conseguir-se algum agrupamento. O joão até sabe os esforços que já fizemos, assim como a disponibilidade que sempre oferecemos.
Mas isto parece que não anda. A maior parte continua refém de pequenas divergências com pouco sentido e nenhuma oportunidade. Continuamos a ter esperança que dentro de 3/4 meses as coisas talvez evoluam.
Vamos ver.
Um abraço e obrigado pelo esforço e vontade que sempre demonstrou em alguma coisa fazer em prol deste País.
Em breve iremos certamente conseguir.

Mrzepovinho disse...

Uma coisa é certa... o colapso financeiro na zona Euro está a chegar. Vários analistas estrangeiros já apontam o nosso País como estando no mesmo patamar de outros países da zona Euro (ouçam o Gerald Celente a falar :P) como a Grécia, Espanha, Reino Unido, Irlanda, Itália... e este patamar não é um BOM patamar!
Obviamente que para o "nosso" País estar no memo Patamar de grandes países Europeus, é porque todos estes anteriormente referidos estão a entrar em COLAPSO FINANCEIRO.
Os Americanos acabaram de encontrar mais duas nações que passaram a fazer parte do "Eixo Terrorista" - Yemén e Somália... mas ninguém acha estranho estes dois países estarem precisamente localizados na entrada do mar vermelho? Em breve os Americanos vão controlar as passagens no Estreito de Ormuz... o que quer dizer que podem muito bem começar a cobrar taxas pela passagem de barcos nessa zona! O nosso custo de vida vai aumentar muito em breve... ou então todos os barcos chineses e indianos têm de começar a ir passear até à Africa do Sul para chegar à Europa - Assim como o Petróleo!!
Estão preparados? É qua só falta um ataque "terrorista" na Europa para a faísca pegar (acham exagero?! não se esqueçam que o "terrorista" yemnita conseguiu ir até à Holanda sem passaporte... e ninguém viu!) e quando pegar... o preço do petróleo vai disparar e dará o golpe de misericórdia nas economias já muito débeis (a nossa incluida, claro está)...

Bem.. BOM ANO DE 2010!!

Força Emergente disse...

Mrzepovinho
Obrigado pelo seu comentário e a previsional análise que aí faz.
Uma coisa já é certa. O petróleo já começou a subir.
Outra também não vai falhar. Ou será que já estamos na Bancarrota ?
A continua ilusão em que vive ainda muita gente chama-se Fundos Europeus que deviam sustentar o QREN e estão a ser aplicados em consumo através dos subsidios sociais pagos para irem sustendo os nervos de muita gente.
Mas...aquilo que se consome não se reproduz e a curto prazo teremos de acertar contas com este políticos.
Sabemos que a cobardia e o comodismo não se dão bem com a fome e as dificuldades de vida.
Vai ser um aborrecimento para esta gente que continua a viver muito acima da decência e da solidariedade exigida por quem lhes deu os votos para terem enterrado o País.
Alguns irão ter o que merecem. Pelo menos assim esperamos.

JotaB disse...

Artigo publicado em "O Ribatejo" :

O Natal dos banqueiros
Autor Cronistas Opinião Dez 26, 2009

Por: José Niza
1. Depois do que aqui escrevi na semana passada sobre “o dinheiro”, não esperava tão depressa voltar ao assunto: preferia que, em tempo de Natal, a caneta me conduzisse para outras paragens, e me levasse por caminhos que fossem de procura, ou de descoberta, de uma réstia de esperança, de uma festa numa praça de amor, de paz e de canções.
Mas não. O homem põe. E a banca dispõe.
2. Um relatório há poucos dias divulgado pela CMVM – a Bolsa – deu-me um murro no estômago. Não é que eu tenha andado distraído da ganância e dos festins da nossa alta finança. Mas tudo tem que ter limites: os números revelados nesse relatório sobre os salários dos administradores dos bancos e das empresas mais importantes do País, para além de aterradores, são um insulto ao povo português e, em especial, aos mais de 500 mil trabalhadores que estão no desemprego.
3. O salário mínimo em Portugal é de 450 euros por mês. 90 contos por mês. 3 contos por dia. Muito pouco para pagar a renda da casa, a comida, as roupas, os sapatos, a água, a luz, os transportes, talvez o telemóvel…
Há um ano, o governo, as confederações patronais e os sindicatos, assinaram um acordo para, em 2010, aumentar o salário mínimo de 450 para 475 euros. Menos de 1 euro por dia! Mas agora, as tais confederações patronais – que assistem mudas e quedas ao escândalo dos vencimentos dos gestores – vêm ameaçar que se o salário mínimo subir para 475 euros será um desastre nacional. E, em contrapartida, propõem 460 euros! Isto é, uma subida de 33 cêntimos por dia!
4. O relatório da CMVM revela que o salário anual médio dos administradores da banca e empresas cotadas na bolsa foi, em 2008, de 777 mil euros, isto é, de 64.750 euros por mês (cerca de 13 mil contos mensais ou 426 contos/dia).
64.750 euros por mês equivalem a 136 salários mínimos. Isto é, para atingir o valor do ordenado mensal de um desses gestores, um trabalhador que receba o ordenado mínimo terá de trabalhar mais de 11 anos!!!
5. Mas ainda não é tudo. Há mais, bastante mais.
(continua...)

JotaB disse...

Artigo publicado em "O Ribatejo"
(...Continuaçao)

2008 – como todos nós sabemos – foi um ano de crise, de falências, de desemprego galopante, de apertar o cinto. Mas, enquanto a esmagadora maioria dos Portugueses fazia contas à vida, cortava nos gastos, fazia sacrifícios ou – nos casos mais dramáticos – passava fome, os senhores do dinheiro tiveram, em média, aumentos de 13 %.
13% sobre 777 mil euros são cerca de 100 mil euros, qualquer coisa como 20 mil contos por ano e para cada um. Só de aumentos!
2009 – um ano que agora se vai embora sem deixar saudades – foi também um ano de enorme crise na indústria automóvel. Mas nem tudo foram desgraças: no Vale do Ave, território dos têxteis e do mais alto desemprego do País, nunca se venderam tantos Porches. Quanto mais desempregados na rua, mais Porches na estrada!
Como se tudo isto ainda não bastasse, os próprios ex-administradores da banca – como é o caso do BCP – têm regalias e mordomias que ultrapassam todos os limites do imaginável: jactos privados para viajarem, seguranças, automóveis de luxo, motoristas, etc. Foi-me contado um caso em que a excelsa esposa de um banqueiro se deslocava regularmente a Nova Iorque – em Falcon privado pago pelo BCP – para ir ao dentista e fazer compras! E que o seu excelso marido (ex-presidente do BCP e membro da Opus Dei) dispunha de um batalhão de seguranças 24 horas por dia, também pagos pelo banco.
Será que uma pessoa com a consciência tranquila precisa da protecção de 40 seguranças? Nem Sadam Hussein tinha tantos…
6. Mas, afinal de contas, quem paga tudo isto?
Para além dos pequenos accionistas, é óbvio que são os clientes dos bancos, essa espécie sub-humana que a banca submete à escravatura e trata a chicote, essa legião de explorados que ainda olha para os bancos – e sobretudo para os banqueiros – com o temor reverencial de quem vê um santo como Jardim Gonçalves em cima de uma azinheira.
Quando um banco remunera um depósito a prazo com 1% de juros e cobra 33% nos cartões de crédito, é-lhe fácil conseguir dinheiro para cobrir todos os excessos e bacanais financeiros do sistema bancário. Quando um banco paga metade dos impostos de qualquer empresa em situação difícil, o dinheiro jorra, enche os cofres dos bancos e os bolsos dos banqueiros.
É nisto que estamos. Até quando?
Será que a um sistema que assim existe e que assim funciona – encostado ao Poder e protegido pela Lei – se pode chamar Democracia?
PS – E que ninguém, de má consciência, tenha a desvergonha de me vir dizer que isto é demagogia!

Mrzepovinho disse...

Meu caro JotaB... é por causa dessa situação "desconhecida" e que agora o meu amigo pôs a descoberto (para MAIS UMA VEZ todos poderem ver) que há muita gente interessada em que este sistema NÃO MUDE!!

O pobre do zé povinho sofre.. alimenta estado e corporações... E NEM TEM DIREITO A BUFAR!!

É mais do que óbvio que esta minoria pretende que as coisas continuem como estão... e tudo fará para que NUNCA mudem! Por isso é que são precisos 40 seguranças!!

Mrzepovinho disse...

gostava de deixar aqui uma sugestão de leitura... mas atenção: este assunto discutido é assustador (o artigo está todo em inglês)...

http://www.marketskeptics.com/2009/12/2010-food-crisis-for-dummies.html

JotaB disse...

Acabo de assistir ao programa "Plano Inclinado".
Ouvi os intervenientes falar sobre a (in)justiça em Portugal e das suas implicações no dia-a-dia dos Portugueses.

Continuo a ouvir as verdades que parecem não incomodar os seres infelizes que habitam este sítio solarengo, com vista para o mar.
Somos um povo (?), um rebanho de gente(?) cobarde, invejosa, insensível, manhosa... e capaz de todas as tropelias para atingir determinados fins, mesmo que abomináveis.

Somos capazes de pisar todos aqueles que surgem à nossa frente.
Somos execráveis.
Somos, enquanto povo, uma grande BOSTA!

JotaB disse...

Nunca pensei vir a concordar, no essencial, com Manuel Monteiro.
Sei que não partilho da sua ideia de "elites"(?).

Aqui fica o seu artigo de opinião, publicado no "SOL".

Opinião
Temos o Governo que merecemos?
Por Manuel Monteiro, líder do PND
O possível da chaga que alastra pelo país. director deste semanário perguntou, na passada semana, Onde estão as elites? Eu creio que estão em casa, exiladas e em silêncio, trabalhando no anonimato e querendo manter toda a distância

Podemos condená-las por tal atitude? Penso que não. Que poderiam elas fazer para competir com a horda de gente que ocupa as tribunas e a maioria dos lugares públicos? Se sabem escrever sem erros, se têm competência, se são honradas e não dependem do favor partidário, que motivos terão para se misturar?
Estamos a falar de elites e não de classe dirigente. Há épocas, situações, circunstâncias, em que as expressões convergem, mas seguramente esse não é o nosso caso. Talvez isso explique as razões para estarmos como estamos e talvez isso nos faça perceber que, a despeito do que eu próprio sempre acreditei, as culpas não cabem todas na classe política. Quando as elites se exilam e o povo que vota pouco se importa com o facto de eleger pessoas condenadas pelos tribunais, ficamos com uma noção exacta do país em que nos transformámos.
Mas, afinal, qual a causa da nossa surpresa? No período pós-revolucionário varreram-se quadros competentes e sanearam- se cidadãos íntegros; e de então para cá, salvo honrosas excepções, assistimos ao que de pior poderia haver.
O povo parece pouco incomodado com os que roubam, desde que façam obra; a maioria das associações empresariais vivem dependentes do erário público e do favor político; muitos sindicatos estão subordinados aos cofres do Estado; os gurus do regime pulam de conferência em conferência, debitando teorias para o país, apesar de apenas conhecerem certos hotéis de Lisboa, o Palácio da Bolsa, no Porto, e algumas zonas do Algarve; e aqueles que o novo Estado designou, a seguir à revolução, de incultos foram simplesmente substituídos por autênticos patetas pedantes, sem princípios e sem qualquer noção de rigor e de ética.
Não chegámos aqui por acaso. Há causas e todas podem ser identificadas. Houve um tempo em que se afirmava que a maioria tinha sempre razão, mas nesse tempo ainda havia aquilo que Sá Carneiro, em 1976, dizia existir: «Um povo com uma cultura autêntica, não literária, não livresca, mas verdadeiramente humana».
Trinta e três anos depois, onde está esse povo? Uma parte morreu e outra abstém-se, refugia-se, isola-se e pertence a uma maioria silenciosa, que olha à esquerda e à direita e só vê corrupção, com chefes políticos atolados na lama e demasiado comprometidos uns com os outros, para poderem livremente falar.
Esse povo sabe que a cidade definhou, que o mundo rural desapareceu e que o novo sindicato de voto está, essencialmente, nos bairros sociais e no que de mais negativo existe na periferia e nas redondezas suburbanas.
Esse povo sabe que houve um regime onde havia segurança, mas onde faltava liberdade e percebe que vive hoje num regime onde existe liberdade, mas onde falta a justiça. E esse povo, no qual se integram as elites, tem consciência que liberdade sem justiça não é liberdade – é pura ilusão de liberdade.
É nesta realidade que vivemos!
Manuel Monteiro
Líder do PND

Força Emergente disse...

Mrzepovinho
Obrigado pelo link que indicou.
Este Artigo merecia ser traduzido, pois penso que sabe que alguns dos nossos governantes apenas têm uns rudimentos daquilo a que chamaram Inglês técnico.

Força Emergente disse...

JotaB
Caro amigo João
A clarividência dos políticos vai na razão inversa da sua ligação ao Sistema. Pode no entanto estar certo que as sanguessugas do poder estão bem informadas sobre a desgraça que se aproxima. É por isso que vão arregimentando o máximo possível de controladores da consciência e da Informação. O funcionamento da justiça e dos principais meios de comunicação social continuam de forma vergonhosa a amparar este Sistema. Só porque há umas centenas de incapazes funcionais que se deixaram prender á mangedoura, isto continua a manter-se nesta paz podre.
Mas....pensamos que há de facto perigo de explosão.

JotaB disse...

Já ninguém se surpreende ao ler notícias como esta:

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1466113

JotaB disse...

PS:
Eu é que começo a ficar surpreendido com o aparecimento de notícias, como esta, no DN.

Será que algo está para acontecer?!
Ou será que eu, mais uma vez, estou a ser "enganado" por uma miragem?!

JotaB disse...

Será que algo está a acontecer, ou para acontecer e me está a escapar?!

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000092-0000-0000-0000-000000000092&contentid=5FE82D86-B65A-464F-828F-4102BD8C5337&h=2

JotaB disse...

131 deputados, quase 60%, gozam com a minha, com a nossa, com a cara de quem os elegeu?

Mas aquilo que é exigido aos pobres deputados(votar segundo determinação do chefe, aprovar leis obscenas, dizer amém a tudo o que o partido decide,...) é assim tão mal pago, que os obriga a ter outras e variadas fontes de rendimento?...
HÁ TANTO PORTUGUÊS DESEMPREGADO, HONESTO, COM FORMAÇÃO, QUE PODERIA FAZER AQUILO QUE DEVERIA SER FEITO, EM PROL DOS PORTUGUESES...

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=2546A6A4-FE54-43E1-AC29-DCD17405EC69&channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&h=11

ruy disse...

Só agora me foi possível responder no classepolitica ao comentário que lá colocou.
ruy