quarta-feira, 16 de março de 2011

O interesse Nacional

Dentro daquilo que a minha capacidade de encaixe permite, vou assistindo amiúde às intervenções de quem ilegitimamente ocupa o lugar de 1º ministro.
O discurso é sobre maneira irritante pelo estilo tom e pose, repetitivo, falso, sem conteúdo de verdade e acima de tudo irresponsável.
Depois de passado o incómodo, faz-me roer os ossos ver e ouvir uma parte considerável de análises criticas que os mais diversos comentadores vão fazendo.
Repare-se bem o que por vezes é dito:
O "homem" acredita sinceramente que está a defender o interesse nacional - Marcelo R.Sousa
Penso que J.socrates defende de forma consciente que é seu dever defender o interesse nacional - Ricardo Costa
Poderíamos seguir com muitos outros exemplos, mas vamos ficar com estes pois são posições e comentários feitos nos dois canais com maior audiência.
Se não fosse ridículo, seria trágico.
Pensamos que Marcelo Rebelo de Sousa já perdeu algum do "encanto" que vários comentários seus tiveram há uns anos atrás. Perdeu a graça e pior, perdeu a vergonha ao escamotear o impacto da manifestação da geração á rasca. Dizer no horário nobre da TVI que estiveram 80.000 mil pessoas é pretender falsear a verdade e comprometer em definitivo a réstia de credibilidade que se lhe poderia aceitar.
Sobre a manifestação, que a ninguém restem dúvidas. Foi a maior já realizada após 74.
Nós podemos dizer isto porque fomos a todas.
Quanto a Ricardo Costa outra coisa não era de esperar.

Voltando ao cerne da questão.
Socrates é um mentiroso compulsivo e não tem qualquer sentido de defesa do interesse nacional. Se tivesse, o País não estaria hoje na situação em que se encontra.
Socrates é um doente. É um psicopata.
A credibilidade daquilo que anuncia ou faz, é nula.
Estamos fartos de ouvir dizer uns dias antes que está tudo a andar bem, para uma semana depois já serem necessárias novas medidas.
Pasme-se!!! É este "homem" que está á "gerir" uma Nação com 900 anos e que rasteja até á Bélgica ou Alemanha a mendigar uns empréstimos e a trazer uns "conselhos" que ele nem entende bem por é que tem que ser assim, mas bom, se foi aquilo que lhe disseram, ele tinha que fazer.
E o "homenzinho" lá preparou qualquer coisa á pressa e lá foi.
É verdade que se esqueceu de avisar os outros. Mas temos que ver que o homem anda acossado. O medo de vir a enfrentar a justiça mais ainda o enerva.

O curioso, repetitivo e quase anedótico se não fosse triste, é vermos a eterna justificação de que estas medidas são para baixar o deficit e relançar a actividade económica.
Isto dito pelo sócrates é perfeitamente normal e aceitável. O "homem" se calhar até está convencido que é assim, pois não tem conhecimentos nem credibilidade para ter consciência daquilo que anda a fazer.
Não podíamos esperar que um simples agente técnico se pudesse tornar num grande gestor e estadista. "Homem" este, ainda por cima continuamente fustigado por processos judiciais e outros.
O "homem" parece que ainda nem sequer percebeu ao ponto a que conduziu o País.
Mas bom, à maioria dos comentadores pedia-se outra capacidade de análise e comentário, tendo em conta o passado desta criatura.
Socrates é um foragido à justiça que se agarra ao poder como forma de se isentar a responder pelos crimes que já cometeu.
Repare-se bem;
Nenhuma redução de deficit, em nenhum País, levou só por si ao Desenvolvimento económico. Quando esta redução assenta no corte de vencimentos e aumento de impostos, o consumo diminui e o crescimento estagna ou regride. É que a tudo isto acresce um sistema judicial ineficaz e uma classe politica corrupta e entrelaçada com o sistema financeiro e bancário. O País não tem saída com estas politicas e estes políticos.
Tudo o que se passou foi apenas mais uma fuga para a frente na tentativa de emperrar decisões políticas que lhe permitiriam continuar agarrado ao poder que o encobre e lhe vem garantindo a impunidade.

O nosso problema não é a falta de dinheiro.
O que precisamos é de gente credível e séria para o poder gerir.
Assim sendo, não existe qualquer sentido de defesa do interesse nacional no conteúdo dos pecs que apenas estão a agravar a difícil situação em que nos encontramos.
O verdadeiro INTERESSE NACIONAL é correr com este "homem" e esta escumalha politica, caminhando para um novo regime e sistema politico.
É isso que se exige de quem já está consciente da verdadeira situação de catástrofe para que fomos conduzidos.

4 comentários:

JotaB disse...

Há realidades que não podem ser escamoteadas:
- A Dívida Total do Estado, incluindo as Empresas Públicas (dívida consolidada), já ascende a 120% do PIB.
- A Dívida Total do País ao Estrangeiro (Famílias + Empresas + Estado), já é igual a 2,5 vezes o PIB.

Alguém acredita que será possível pagar a dívida já existente?!

Alguém julga possível inverter o rumo dos acontecimentos, sem mudarmos de políticos e de políticas?!

Àqueles que não podem ou que não querem fugir deste país, só lhes resta cortar o mal pela raiz.

Tenhamos coragem.

O QUE TEMOS, AINDA, A PERDER?!

lica disse...

alguem me sabe dizer o que aconteceu ao cronista do Jornal de noticias MANUEL ANTONIO PINA que desde o dia 28 de fevereiro ultimo nunca mais publicou qualquer crónica quando o fazia quasi diàriamente? Espero que nao tenha sido por razões de saúde mas outras causas tambem me preocupam já que era sem dúvida uma voz incómoda para o regime e, se foi o caso, foi mais um a acrescentar a já um longo rol de elimanados. Espero que não tenha sido nem por uma nem por outra causa. Mas que estou preocupado estou

Força Emergente disse...

Olá Lica

De facto não sabia. Será provavelmente mais uma voz incómoda que tentam silenciar.
Para acabar com isto temos que fazer um esforço para por em marcha um verdadeiro movimento de revolta nacional. Enquanto não se enfrentar o regime, estaremos sempre na contingencia de cair nesta e noutras arbitrariedades.
Obrigado pela informação. Vamos tentar saber.

skeptikos disse...

«Se não fosse ridículo, seria trágico.»

Infelizmente tudo isto é ridículo e ao mesmo tempo trágico, porque não são apenas os mais desfavorecidos e que nada têm a sofrer estes autênticos atentados à sobrevivência. São também os outros cidadãos, os que ainda têm algo (pouco) de seu que se vêem irremediavelmente sem opções de vida, quer porque de um momento para o outro viram os seus rendimentos serem ilegalmente reduzidos desde Janeiro (no público e no privado), ou porque foram confrontados com a “besta” desemprego, para não falar na imensa frustração de verem os seus filhos - a quem incutiram a ideia que estudar faz toda a diferença - completamente inquinados num deserto de perspectivas de vida pessoal e/ou profissional.
É trágico que um tsunami de aldrabices e corrupção estejam a sujeitar milhares de famílias a provações tão injustas, sabe-se lá por quanto tempo.
É mais trágico ainda quando sabemos que muitos destes cidadãos, honestos, independentes e lutadores, viveram uma vida de sacrifícios para criarem algum legado para os seus descendentes e que neste momento sentem como tudo foi em vão, pois a voracidade deste canalha interna e externa é tal que tudo engolirá, sem quaisquer entraves morais, éticos, ou legais.
A tragédia cresce à medida que se observam as consequências da manipulação, intimidação, ou da ignorância da realidade, resultando em subserviência ou apatia generalizada.
É trágico e absolutamente revoltante este caos económico e social, onde o IVA para os campos de Golf desce (embora os apparatchiks da RTP confundam com o VW Golf) e onde as facturas dos bens essenciais sobem 100% se pagas fora do prazo. É manifestamente inconcebível como o país/povo e a cambada política (em stand-by talvez pela próxima cimeira da UE) conseguem digerir tanto teatro, tanta aldrabice (como o TGV sem custos para o estado-NÒS, mais os que hão-de vir), tanta desfaçatez e palhaçada sem reacção.
Decididamente a ira da mãe-natureza atingiu o local e o povo errados!