domingo, 5 de julho de 2009

E nós não nos revoltamos?

Estado do Sítio
Offshore socialista
A última novidade do Governo socialista do senhor presidente do Conselho é uma coisa chamada Fundação para as Comunicações Móveis. Esta entidade, cozinhada no gabinete do ministro Lino ex-TGV e ex-aeroportos da Ota e Alcochete, foi a contrapartida exigida pelo Governo a três operadores para obterem as licenças dos telemóveis de terceira geração. É privada, tem um conselho geral com três membros nomeados pelo Executivo e um conselho de administração com três elementos, presidido por um ex-membro do gabinete do impagável Lino, devidamente remunerado, e dois assessores do senhor que está cansado de aturar o senhor presidente do Conselho e já não tem idade para ser ministro.
Chegados aqui vamos à massa. Os três operadores meteram até agora na querida fundação 400 milhões de euros, uma parte do preço a pagar pelas tais licenças. O Estado, por sua vez, desviou para esta verdadeira offshore socialista 61 milhões de euros. E pronto. De uma penada temos uma entidade privada, que até agora sacou 461 milhões de euros, gerida por três fiéis do ministro Lino, isto é, três fiéis do senhor presidente do Conselho. É evidente que esta querida fundação não é controlada por nenhuma autoridade e movimenta a massa como quer e lhe apetece, isto é, como apetece ao senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui tudo é possível. Chegados aqui é legítimo considerar que as Fátimas, Isaltinos, Valentins, Avelinos e comandita deste sítio manhoso, pobre, deprimido, cheio de larápios e obviamente cada vez mais mal frequentado não passam de uns meros aprendizes de feiticeiro ao pé da equipa dirigida com mão de ferro e rédea curta pelo senhor presidente do Conselho.
Chegados aqui é legítimo dar largas à imaginação e pensar que a querida fundação, para além de ter comprado a uma empresa uma batelada de computadores Magalhães sem qualquer concurso, pode pagar o que bem lhe apetecer, como campanhas eleitorais do PS e dos seus candidatos a autarquias, e fazer muita gente feliz com os milhões que o Estado generosamente lhe colocou nos cofres.
Chegados aqui é natural que se abra a boca de espanto com o silêncio das autoridades, particularmente do senhor procurador-geral da República, justiceiro que tem toda a gente sob suspeita. Chegados aqui é legítimo pensar que a fundação privada criada pelo senhor presidente do Conselho é um enorme paraíso fiscal, uma enorme lavandaria democrática.
António Ribeiro Ferreira, Jornalista

Pensamos que ninguém minimamente esclarecido, poderá admitir que receitas do Estado estejam a ser canalizadas para Fundações Privadas, elas mesmo geridas e controladas pelos mesmos detentores do poder político. De forma encapotada. Sem qualquer justificação a não ser o encobrimento público da sua gestão e das suas finalidades. Todas as verbas recebidas e não gastas em serviço público configuram autênticos ROUBOS.
Isto sim é muito grave e não vemos uma actuação dos agentes políticos consentânea com a gravidade desta situação.
A promiscuidade entre a Justiça e o poder político é visível e alarmante. Veja-se aqui o à vontade com que se passeiam. http://cidadania-europeia.blogspot.com/
O 1º ministro já à muito que devia ter sido demitido.
Há poucos dias e por um gesto de má educação, todos concordaram que um deles se deveria demitir.
Quando estão em causa desvios de milhões do erário publico, não vemos por parte dos partidos instalados a tal defesa da honra - neste caso do País e dos seus recursos -, que tantas vezes invocam para esgrimir argumentos de retórica parlamentar.
O estado a que chegou o País não é tolerável.
Fazem de nós autênticos palermas ambulantes que assistem impávidos a este despudor governativo sem se ver uma tomada de posição firme e responsável por parte do Presidente da Republica. O País tem estado a saque.
Isto não é suficiente para demitir o 1º ministro ?
Este homem apenas agrava a cada dia que passa a já difícil situação em que nos encontramos.
As Regras Democráticas apenas servem quando os bens públicos estão salvaguardados.
Quando chegamos ao ponto de se ver o á vontade com que esta gente mexe e manobra com o erário publico, estamos legitimados para tomar a defesa dos nossos interesses e do País.
E ninguém nos vai impedir. Esperemos que todos os que se sentem lesados respondam á 1ª chamada. Será certamente a curto prazo.

5 comentários:

a MÁFIA portuguesa disse...

Não há palavras para este caso da Fundação para as Comunicações Móveis...

JotaB disse...

A fundação privada, com dinheiros públicos, gerida pelos acólitos de josé de sousa, servirá, certamente, para comprar muitas "consciências" e alguns votos e, claro, para proveito de quem a criou. Mas isto é apenas uma pequena amostra do gigantesco roubo perpetrado por estes trastes, que se sabem impunes, pois "fabricaram" leis(?) para se protegerem e contam com a subserviência dos agentes da justiça. Os nossos tribunais limitam-se a enviar para a cadeia o cidadão comum, desprovido dos meios de defesa, pois sem leis justas e sem dinheiro não há defesa e sem defesa não há justiça.
Não há justiça em Portugal e sem justiça não há liberdade e sem liberdade não existe democracia.
Cabe-nos a nós alterar este estado de coisas, nem que para isso tenhamos que pôr em prática a "JUSTIÇA DE FAFE".

ATRIBUTOS disse...

Caríssimo,

com o vosso consentimento vou adicioná-los aos meus favoritos.

Melhores cumprimentos

José Magalhães

Força Emergente disse...

Caro José Magalhâes

Agradecemos a sua consideração e será igualmente com prazer que o incluiremos nos nossos favoritos.
A nossa luta por um País melhor e mais digno precisa de todos os que prezam acima de tudo a verdade e o respeito por valores essenciais á dignidade humana.
Obrigado

JUVENTUDE EMERGENTE disse...

Esta ideia obsoleta que o Estado deve garantir directamente o trabalho aos seus cidadãos apenas existe em regimes totalitários ou em países com economias pobres. Nós estamos nos dois. Caminhamos para a total anulação da voz do povo por um lado, e por outro, assistimos à corrida dos corruptos na criação de institutos e empresas privadas de capital público serem utilizadas pelos políticos para todo o tipo de corrupção "a céu aberto". Ninguém se insurge, tudo é possível...

Mas o Ronaldo, aahh esse, tem direito a horas e horas de televisão e notícias... Que atraso, meu Deus...! Que povo mais cobarde...! Que bando de passivos...!