domingo, 10 de maio de 2009

Requiem por um poeta

Quando o vento sopra forte e o medo nada me diz

A trova do vento que passa reflecte o sentir de uma época e retrata a realidade de um Povo.
Mas.....os ventos nem sempre sopram de feição. Quantas vezes brisas suaves não pronunciam tempestades. O vento é mensageiro, mas nem sempre se abre a janela.
É invisivel, mas sente-se e percebe-se..... aquilo que diz.
Nem sempre cala a desgraça
Que se sente neste País
Há poetas que já escreveram e disseram isto. Noutras épocas, noutros tempos e de outras formas, mas em situações idênticas.
Poetas estes que puseram de novo o vento a soprar quando o calor da afronta os fez sentir. E o VENTO soprou forte e abriu novos Mundos para o poeta explorar.
Havia agora bons motivos para novas inspirações. O cheiro a bafio parecia que finalmente iria ser levado.
Mas não.O vento nem sempre cala a desgraça que já se sentia neste País.
A tormenta continuava a evoluir. O poeta MOVIMENTAVA-SE com grande dificuldade. As brisas que sopravam, por demasiado frescas, sem poeiras e translúcidas, confundiram-no. O vento empurrava-o mas a inspiração parecia que já o tinha abandonado. Não percebeu o sentido do vento. Não escutou o clamor de um Povo. Não vislumbrou o novo País que outros ventos terão de trazer.
Este poeta vai deixar-nos sem glória pois não conseguiu controlar o vento,
nem perceber o que ele diz
e o Povo já não cala a desgraça
Que se abateu sobre este País.

PS - Consta que o poeta já não sente o vento que sopra.
Será que para ele irão sobrar apenas as brisas bafientas do cheiro a cravos murchos?

3 comentários:

roldao disse...

Foleiros & doutores


Terminaram as chamadas "Queimas das Fitas" e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade+Quim Barreiros+garraiadas+comas alcoólicos. No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de "futuros dirigentes da Nação". Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas "jotas" a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente "Quero cheirar teu bacalhau" andam na Universidade e são "jotas". E a esses, vê-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!).


http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

Força Emergente disse...

Caro Roldão

Não tenha dúvidas.
Muitos já lá estão e alguns há já bastante tempo.

amafiaportuguesa disse...

o poeta deixou de ser poeta para passar a gerir o pouco tempo que tem a pagar dívidas à banca...